Por Carlos Gomes – Fatos e personagens que enaltecem a história de Codó II

Porofessor e escritor Carlos Gomes

Dando prosseguimento ao escrito que leva o título a cima, relatamos a seguir:

  • A BIBLIOTECA PÚBLICA DE CODÓ. Foi criada na gestão do Prefeito Sebastião Archer, sob a denominação “Dr. Paulo Ramos”, em homenagem ao maranhense nascido em Caxias e que foi Interventor do Maranhão durante a Ditadura Vargas. Este espaço importante para a leitura dos estudantes e quem assim o pretender, foi oficializado, conforme Lei sancionada em 23 de abril de 1940. Na administração do prefeito Moisés Reis (1970-1973), foi alterado o nome da Biblioteca, passando  a denominar-se “Biblioteca Municipal Fernando Carvalho”, conforme Lei 435, de 10 outubro de 1972. O prédio da Biblioteca foi construído em terreno, próximo ao antigo Fórum Judiciário  de Codó.
  • ANTIGO MERCADO PÚBLICO DE CODÓ. Localizado na Praça Alcebíades Silva, parte central da cidade. A construção deste prédio teve início na gestão do prefeito Braulino César dos Reis Carvalho (1922-1924). O custo total da construção foi 100.000.000 réis (cem contos de réis). Na administração do prefeito Ricardo Archer, o antigo Mercado passou por algumas reformas, para funcionamento do Fórum Judiciário, compreendendo cartórios e gabinetes dos Juízes e Promotores da Comarca. Atualmente, neste prédio funciona a Secretaria de Saúde e seus departamentos. Finalizando, a construção deste prédio foi concluída e inaugurada pelo prefeito Waldemar Pinto da Veiga, em 1928.
  • A ATUAL BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE CODÓ. De acordo com o Art 9° da Lei Orgânica do Município são símbolos do Município:  a Bandeira, o Brasão e o Hino. Os símbolos, Bandeira e Brasão foram estudados e criados pelo Professor Raimundo Nonato de Sousa, carinhosamente chamado de Dinaná. Estes símbolos estão oficializados através do Projeto de Lei da autoria do então Vereador José Alberto Bezerra de Magalhães.
  • PASSAGEM (travessia) DO RIO ITAPECURU. Era feita através de canoa, de acordo com o estabelecido nos Termos de Arrematação em Hasta Pública, existentes no arquivo da Municipalidade Codoense. Uma situação muito difícil para os comerciantes e agricultores da grande Região da Trizidela e de Municípios circunvizinhos trazerem seus produtos até às grandes casas comerciais de Codó, assim como, atravessarem as mercadorias adquiridas para seus comércios. Esta difícil situação de travessia do Rio Itapecuru só foi resolvida em definitivo, com a construção da Ponte de concreto armado no final da antiga Rua da Bomba, dando continuidade a MA-026 com destino a Timbiras, Coroatá e daí em diante. Essa ponte foi inaugurada em 20 de janeiro de 1964, sendo  Governador do Estado o Dr. Newton de Barros Bello, Diretor do DER, Dr.Sebastião Pereira Diniz Neto e Prefeito de Codó Moisés Alves dos Reis. Em justa homenagem, denominaram-na “Ponte Engenheiro Antonio Alexandre Bayma”,  codoense ilustre, foi Vereador da Câmara Municipal de São Luís, Prefeito da Capital maranhense e Senador da República.
  • A LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE CODÓ. A constituição Brasileira de 1988. Em seu artigo 29, estabelece: “O Município reger-se-à por Lei Orgânica, votada em dois turnos, com o interstício no mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os preceitos desta norma”. Os 17 membros da Câmara Municipal de Codó inteirados do disposto no art. 29 da Constituição Brasileira, reuniram-se no dia 11 de novembro de 1989, nos salões do Clube Recreativo Guarapary, local, estando presentes autoridades municipais, convidados, o Presidente da reunião deu por instaladores os trabalhos para a elaboração da Lei Orgânica do Município de Codó. A partir da instalação da assembléia Constituinte Municipal (11-11-89), como foi denominadas, os parlamentares ouviram juristas, deputados e outros conhecedores do assunto, para adequarem a Lei Maior do Município às Constituições Federal e Estadual. Foram quase seis meses desse meritório trabalho dos constituintes municipais, encerrando-o, no dia 06 de abril de 1990, data da promulgação da Lei Orgânica do Município de Codó, sendo seus signatários, os ilustres vereadores: Antonio Leomagon de Alencar – Presidente, Francisco de Assis Pacheco – Vice Presidente, Eudes Raulino Saraiva – 1° Secretário, Manoel das Graças Ximenes – 2° Secretário, Raimundo Francisco Vieira Gomes – Relator, Conceição de Maria Mensese Ferreira Gomes, Domingos Soares dos Reis, José Gilberto Alves de Carvalho, José Leonardo Pereira de Araújo, Pedro Celestino Luz, Procópio Reis Silva, Pedro Barros de Araújo, Ronaldo Damácio de Siqueira, Mozart Wilson Bacelar, Ricardo Antonio Archer, Antonio Sebastião Nascimento Figueiredo, José Francisco dos Santos. Estes eminentes Vereadores construíram um marco indelével na História Política do Município. Deles, ainda continua no parlamento Codoense, o ilustre vereador Domingos Soares dos Reis, exercendo brilhantemente os mandatos que o povo lhe confia. Deixaram esta vida para uma melhor: Antonio Leomagon de Alencar, José Gilberto Alves de Carvalho, Francisco Raimundo Vieira Gomes e Ronaldo Damácio de Siqueira. O Município de Codó, como os demais municípios brasileiros, ao promulgar a sua Lei Orgânica, sua autonomia foi ratificada e ampliada, observando e conciliando as normas constitucionais do País, como as peculiaridades locais. Era Prefeito de Codó neste momento histórico – José Inácio Guimarães Rodrigues.
  • A SAÚDE EM CODÓ. A primeira Casa de Saúde que se tem notícia em Codó, foi o Posto de Puericultura que funcionou por muito tempo, onde depois, foi instalada a SAMEC. Este Posto foi criado pelo Coronel Sebastião Archer para atender as funcionárias da Fábrica de Tecídos, depois este atendimento se estendeu à comunidade Codoense em geral. Para dirigir e atender à clientela, veio de São Luís o médico Dr. Antonio Sebastião dos Reis. Morou na casa, onde hoje totalmente remodelada, funciona a Secretaria Municipal de Educação. Este grande Médico, fez a primeira operação cesariana em Codó. Em sua homenagem foi construída uma Unidade Básica de Saúde, que leva seu nome, localizada na Praça do Codó Novo. O homenageado faleceu em São Luis, no dia 11 de maio de 1990.
  • HOSPITAL GERAL DO MUNICIPIO-HGM. Anteriormente denominado FSESP. A sua inauguração ocorreu em dezembro de 1979 funcionou durante muito tempo em terreno junto à área do SAAE. Os médicos atendiam prontamente a comunidade codoense. Também os odontólogos prestavam seus serviços no mesmo Hospital. Na segunda gestão do prefeito Dr. José Anselmo dos Reis Freitas (1977-1981), ele comprou do senhor Mario Pereira o terreno onde foi construído a sede do antigo FSESP. A sua inauguração contou com as presenças: Dr. Waldir Mendes Arcoverde Ministro da Saúde, Governador do Estado João Castelo, prefeito de Codó Dr. José Anselmo dos Reis Freitas, Presidente da FSESP (Fundação de Serviços Publico) Dr. Aldo Villas Boas. Na administração do prefeito Ricardo Archer o Hospital passou por grandes e importantes reformas, denominando-o de Hospital Geral do Município, porém, esta denominação só foi oficializada através da Lei 1508 de 08 de maio de 2010, sancionada pelo Prefeito Zito Rolim, que em seu artigo primeiro diz “Fica denominado de José Marcolino Júnior o Hospital Geral do Município nesta cidade”.
  • O LEGISLATIVO CODOENSE. Conforme fontes fidedígnas o Legislativo Codoense funcionou no tempo da Monarquia 1883-1887 com os Vereadores: Fernando Leal, João Caetano Salazar Júnior, César Brandão, Milcíades Palácio, Raimundo G.Machado, Francisco S. Neres e Fernando Salazar Fontes. Proclamada a República, houve eleições em 1892, sendo eleitos e empossados, em janeiro de 1991 os seguintes Vereadores: Teófilo José dos Santos, Gaspar Cunha, Francisco Tucis Bastos, Pedro Monte Serra e João da Cruz Pereira.Com a revolução comandada por Getúlio Vargas em 1930, o Poder Legislativo   foi dissolvido a partir da Câmara Federal, Assembleias Legislativas Estaduais e Câmaras Municipais, em 1930 e 1937. Funcionou em 1948 com o retorno da Democracia. Em Codó houve eleição para Câmara Municipal e foram eleitos: Deolindo Luís Rodrigues, Sálvio Jacinto Nascimento, Jamil dos Reis Duailibe Murad, Inocêncio Simões, José Domingues Araújo, Libânio Fernando Rocha e José Bayma Serra, sendo Presidente Deolindo Luís Rorigues.
  • O ROTARY CLUBE EM CODÓ. A 30 de outubro de 1959 chegaram a Codó, vindos de São Luís, com o objetivo de criar o Rotary nesta cidade os seguintes Rotarianos: Clacimar Ribeiro Marques, Haroldo Côrrea Cavalcante, José Ribeiro Quadros (codoense), Benedito Murad e Almir Moraes Côrrea, presidente do Rotary Clube de São Luís. Reunidos na casa do comerciante Naby Salem fundaram o Clube, com a participação dos que estiveram presentes à referida reunião: Antônio José Murad, Aluísio Passos Souto, Aníbal Teixeira Nunes, Antônio Sebastião Reis, Emílio Biló Murad, Fernando Guimarães Carneiro, Francisco Bezerra Frota, Haroldo Reis Coelho, José Anselmo dos Reis Freitas, José Bayma Piorsky, José Bezerra de Moura, José Merval Xavier Cruz, Jamil dos Reis D. Murad, Luiz Gonzaga Veiga Pinheiro Almeida, Mário Leite Pereira, Mariao J. Barros da Silva, Moisés Alves dos Reis, Moisés Nelson de Oliveira, Naby Salem, Nagib Buzar, Osvaldo Santos, Osman José Gerude, Rivadavia Martins Barros, Reinaldo Araújo Zaidan e Talmir Quinzeiro. Nesta mesma data foi eleito o primeiro Conselho Diretor, assim constituído: Presidente: José Anselmo dos Reis Freitas, Vice-Presidente: Fernando Guimarães Carneiro, 1° Secretário: Antonio José Murad, 2° Secretário Moisés Alves dos Reis, Diretor de Protocolo: Emílio Biló Murad, Diretores sem Pasta: Naby Salem e Nagib Buzar. Quando o Rotary completou 40 anos  de sua instalação em Codó, o autor destas linhas escreveu um breve histórico deste importante Clube de Serviços na terra codoense
  • ENTIDADES DE CLASSES DE CODÓ. A Sociedade Previdente Mutuária Codoense. Foi fundada no dia 29 de agosto de 1901. Portanto, uma Entidade centenária, que ao longo destes mais de 100 anos, embora existam as dificuldades, mas se sobrepondo, continua cumprindo o que determinam seus Estatutos. A sua fundação originou-se pelo fato que transcrevemos na íntegra: “Vítima de acidente, um operário codoense, de quem infelizmente não pudemos precisar o nome, levaram o seu corpo rumo ao cemitério daquela cidade, quando passando na Rua 28 de Julho, vários senhores da sociedade codoense, sensibilizaram-se com a pobreza do cortejo que se arrastava tendo o caixão em cima de uma grade de talos. Entre os presentes se encontrava o professor Estevam Hermenegildo dos Santos que começou a articular uma sociedade, visando uma melhor assistência aos operários do município”. Esta importante Entidade de Classe, pela  relevância dos trabalhos que realiza é reconhecida de Utilidade Pública pelo Legislativo Estadual e Municipal e ainda, registrada no Conselho Nacional do Serviço Social. A sua sede está localizada na Rua Marques Rodrigues
  • RÁDIO ELDORADO. A pioneira em serviços de radiodifusão em Codó, com abrangência na Região dos Cocais. Esta rádio foi instalada no dia 20 de outubro de 1981, pelo seu proprietário à época Sebastião Murad, que teve uma visão muito ampla no que trata realmente das comunicações. Dentre os serviços e divulgação, noticiando os fatos e acontecimentos a seu cargo, dentre seus objetivos, ainda divulgava acontecimentos no Estado, reportagens com figuras ilustres no cenário nacional, de passagem por Codó e na Capital São Luís
  • TENDAS ESPIRITAS – UMBANDA. A Cultura Africana bem aceita no Brasil, e o Município de Codó, o seu povo abraçou essa Cultura de modo especial as crenças, devido os escravos aqui chegando se constituíram numa população considerável, e desse modo Codó tornou-se bastante promissor à implantação dos Terreiros, onde são praticados os rituais da macumba, candomblé e outros. Assim que, 1936 chegou a Codó, viajando de Trem, a curandeira “Maria Piauí”, e instalou a sua Tenda na Avenida 1° de Maio, Bairro São Benedito. Essa Tenda denominada Santo Antônio de Tambor  da Mata e Mina, realizava seus trabalhos para “casamentos, amor, justiça e perseguição”. Na verdade, em Codó existem inúmeros Terreiros, com seus “pais-de-santo”, fazendo esses trabalhos espirituais, inclusive a do “pai-de-santo” Bita do Barão, o mais importante entre eles com sua Tenda Rainha de Iemanjá. O prefeito Zito Rolim entendendo da importância que estes trabalhos, segundo essa religião de matriz africana cultuada por esses  “pais-de-santo” e “mães-de-santo”, sancionou a Lei N° 1553 de 18 de agosto de 2011: “Dispõe sobre o reconhecimento dos terreiros das Religiões Afro-Brasileiras como Irradiadores de Políticas Públicas e cria o Conselho Municipal Inter-Religioso”.
  • A CÂMARA MUNICIPAL DE CODÓ. A sede do Poder Legislativo Codoense, durante longos e longos anos, funcionou na antiga Rua da Vala, atualmente Antônio Alexandre, onde Vereadores e Intendentes, tomavam posse dos seus respectivos cargos. Relatamos alguns: Alcebíades D’Aguiar Silva e Manoel Simeão de Macedo (Intendente e Subintendente). Coronel Bibiano Pereira Lopes, Major Octávio da Silveira, Joaquim Augusto Vale Guimarães, e outros ( Vereadores ). Por não possuir prédio próprio, esteve por algum tempo no prédio da Prefeitura, posteriormente no prédio onde atualmente funciona a Promotoria de Justiça. É oportuno informar que neste mesmo prédio funcionou a Usina Elétrica de Codó, depois o Rotary Clube. O Poder Legislativo de Codó veio a funcionar em prédio próprio, na gestão do então Presidente-Vereador Luís Carlos Martins, Legislatura  1970-1973.

 

Codó-MA, outubro de 2018

Professor Carlos Gomes

One Response to Por Carlos Gomes – Fatos e personagens que enaltecem a história de Codó II

  1. Prof. Marcos disse:

    Muito bom! Lí na íntegra, um verdadeiro arquivo vivo da história de Codó!

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