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Por Jacinto Junior – Uma homenagem ao colega ‘Zé Cochicho’

Para além da amizade, a fraternidade. Sim, é isso que sinto com a ausência do Zé “Cochicho”.

Zé Cochicho

Homem simples, de gesto nobre, como nobre seu caráter, amante de uma conversa saudosista. Em todos os momentos em que estivemos juntos, lado a lado, sentados ou a pé, em sua residência – à porta – sempre rebuscava em sua excelente memória algum fato interessante para contar de tempos atrás. E, isso, de certa forma imprimia em sua face rosada uma tremenda alegria, afinal, era uma recontagem de suas experiências pessoais desfrutadas quando muito jovem.  Certa feita, contou-me que era amigo da família do ex-governador e ex-senador (já falecido) João Castelo, quando este, trabalhava no Banco da Amazônia e, sempre que viajava, o convidava para tomar conta da sua residência.

Zé “Cochicho” era uma biblioteca ambulante. Conhecia fatos históricos hilariantes da sociedade codoense no tempo em que os bailes eram carregados de rigidez. Sempre dizia para seu prazer que tanto a UAOC e o COC eram clubes de grande prestígio. Era o tempo da ‘brilhantina’, do cabelo longo, enfim, era também o tempo em que a moça não podia andar sozinha alta horas, pois seria considerada ‘desonrada’; tinha na verdade, que andar na “linha”, e sempre bem acompanhada. Não podia chegar tarde – depois das 10h00 – pois, era um ato de desacato com sérias consequências para a boa moça de família. Zé “Cochicho” vivenciou um dos períodos da história mais significativos, foi contemporâneo de grandes mudanças na civilidade moderna que se refletiu em nossa cidade: a liberdade, a onda paz e amor, enfim, ele viveu intensamente uma vida social com muito respeito e observância. Zé “Cochicho” deixa-nos órfãos de suas arretadas histórias e sua fantástica sobriedade.

Zé “Cochicho” foi um polivalente. Dedicou mais de trinta e cinco anos ao Serviço Público, aliás, aposentou-se e continuou a exercer seu ofício. Era um homem de envergadura. Conjugou como ninguém um nicho de amizade invejável. Sua casa era visitada por todos os políticos, granjeou respeito e, isto, o fez admirado pelos homens públicos que sempre o procuravam. E a última conversa que tivemos – antes de sua internação – foi com a presença do ex-prefeito José Inácio, era mais ou menos 18h30min, ali se encontrava também, a esposa do Zé dos Pobres – apelido ganho quando esteve comandando nossa cidade no final da década de 1980. Falávamos sobre a conjuntura política nacional, especialmente, o governo ilegítimo de Temer. Ao partir, ouvi a esposa do Zé Inácio dizer para o Zé “Cochicho”: “Você tem de comer, não pode ficar sem comer, viu? Depois a gente volta para visitar você, tá? Tchau”. Assim, foi a despedida da família Guimarães à figura ilustrada de Zé “Cochicho”. Isto ocorreu, há três semanas atrás!

Zé “Cochicho” deixa-nos um pouco mais triste, porém, tal tristeza transforma-se em alegria por saber que ele era um inveterado jogador da felicidade. Nunca o vi com seu semblante enrugado, sua testa franzida e a boca cerrada, para ele o principal sentido da vida era vivê-la com felicidade. Meu grande parceiro das tardes amenas, de olhar agudo e penetrante.

No momento em que sentava ao seu lado ele dizia quase que automaticamente: “tu viste ontem o que passou no jornal nacional sobre o Temer?” “E a mala de dinheiro”? “E os cinquenta e um milhões do Geddel escondida no apartamento”? “O nosso país está acabado, Jacinto!! Zé “Cochicho” gostava de debater a política e, ao mesmo tempo, tentava compreender todas as malandragens feitas pelos grandes picaretas de nossa triste republiqueta.

Por fim, faço essa ínfima homenagem por entender que ele contribuiu para nossa cidade não apenas como Servidor Público Federal, mas, sobretudo, como profissional da educação. Sim, Zé “Cochicho” foi por muito tempo mestre ministrando aulas de Matemática no Colégio “Magalhães de Almeida”, e, também, no Colégio “Codoense”.  Ele também tentou seguir carreira política, contudo, na primeira disputa ao Cargo de Vereador ao ser derrotado, percebeu que aquele não era o seu verdadeiro mundo e, sim, a relação com a sociedade como um todo sendo apenas um cidadão comum e feliz.

Descanse em paz Zé e que Deus o ilumine, sempre!

Professor Welson desvenda os mistérios do APOCALIPSE

O célebre professor Welson da Silva Pinto nos traz agora um resumo da história do APOCALIPSE, um dos livros mais enigmáticos que compõem a Bíblisa Sagrada Cristã.

BOMBANDO: Nosso vídeo sobre seu direito na hora do ‘corte da energia’ já foi visto mais de 15.000 pessoas

Este vídeo que fizemos falando sobre o direito que todos nós temos quando temos o forncimento de energia suspenso em nossas casas ganhou proporções grandiosas na página do blogdoacelio no facebook.

Até quando editamos esta postagem 15.580 pessoas já haviam visto o vídeo. De acordo com o sistema de  acompanhamento do facebook já eram 39.459 pessoas alcançadas, 628 compartilhamentos.

Agradeço a acolhida de todos. Logo voltaremos a abordar novos assuntos. Veja-o também aqui via youtube.

Por Carlos Magno – EGOCENTRISMO E INDIVIDUALISMO

Ultimamente tenho lido alguns livros que dizem respeito ao comportamento humano, moral, egocêntrico e individualista, que no fundo traz uma pitada de ambição, com uma proposta para o desenvolvimento das virtudes e análise comportamental, as quais são abordadas, por escritores renomados, como o famoso psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, e os escritores Thomas Mann, Stephen King, Vitor Hugo, Fernando Pessoa, entre vários outros não menos famosos, mas que insinuando em suas publicações, em algum momento ali, outra acolá, ensinando-nos a praticar cotidianamente, as virtudes e, em algum momento de suas narrativas, afirmando que o ser humano por si só já e um ente suscetível de falhas no seu comportamento. Influenciado por essas leituras sadias, e de grande conteúdo comportamental e de conhecimento, é que achei que deveria dividir esses conhecimentos com os nossos leitores.

Escritor e notário Carlos Magno

O planeta entrou num célere processo de compressão e atravessa um período extraordinário da sua história graças ao indomável poder de ramificação dos meios de comunicação, principalmente a Internet, que conecta pessoas, determina o ritmo e cronometra o tempo, – como afirma Stephen King, um escritor americano, reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos, que vez por outra aborda o mundo real, – fazendo com que o mundo se veja pelo avesso em tempo real, exigindo do homem cautela que precipite os passos para arquitetar a própria plataforma, construir o universo pessoal e o blindar para bloquear acessos indesejáveis ou uma incursão de “hackers”, pois, num mundo onde não há privacidade, há o desequilíbrio de cabeças que navegam entre o existencialismo e o capitalismo, avivando cada vez mais a religião do isolamento.

Até pouco tempo, achava que o capitalismo seria a salvação da humanidade, por varias razões disseminadas pela mídia poderosa, por todos conhecidas. Com o passar do tempo e lendo realmente grandes pensadores, fui tomando conhecimento que não é bem assim. É fato, que o capitalismo, pode, em algum momento, gerar expectativas alvissareiras. Mas são expectativas fugazes, que não perduram, e, em outro momento pode, sim, nos trazer desengano, desilusão, desapontamento, etc.

Mas, voltando a esse entremeio de existencialismo e capitalismo, nessa ampliação de mundos sem raias, despertou no homem o maior de todos os sentimentos: o de liberdade. Thomas Mann, diz que este comportamento gerou uma ultratransformação social. Com espaço de sobra e tantos conflitos, cada um se posicionou no seu quadrado, e, mesmo com as proximidades exigidas pelo cotidiano, o “Sou mais importante do que você” é lei na constituição da sociedade contemporânea.

No disputado jogo em busca do protagonismo, muitos transcendem, abdicam de coisas e pessoas para cumprirem a desafiante missão de “ser evidência” e, para tanto, recorrem ao álter ego. Esse distúrbio de personalidade impele muitos a se converterem em inabitados “Batmans” ao assumirem dupla personalidade e, nessa dissuasão de estilos, adquirem coragem e poderes para enfrentarem a sociedade.

Afinal, quando o álter ego entra em ação, seus poderes criam legiões de heróis, pois, na mesma cadência, tecem teias em torno de si para se protegerem, despontam em meio a fracassos e decepções para defenderem as vítimas dos caprichos do Eu e formam a invencível “Liga do eu sou, eu posso, eu quero…”, dando início à guerra de conflitos entre identidade e alteridade, pois, em meio aos ataques, o álter ego confunde, enleia-se num universo onde “eu sou o protagonista e vilão” da minha própria história, pois sou (o outro) capaz de contracenar comigo mesmo para que o mocinho não cresça na trama e inverta o curso de minhas ambições pessoais.

Carl Gustav Jung, frisa isso muito bem quando diz que o “esse egocentrismo se torna tão consistente que “super-heróis” se autoprojetam com tamanha audácia que acreditam reter poderes para edificarem planetas pessoais, onde o existir é condicionado à vontade, que controla a rotação, determina o clima, os habitantes, e, sem que ninguém os detenha, arrebatam-se nessa aventura, acreditando que a camuflagem proporciona meios para lutar contra tudo e contra todos.”

 Voam alto, observam o mundo de cima, com ares de “Superman”, que nem mesmo a “criptonita” da razão absorve seus poderes, pois o ego não admite que, nessa trajetória, o mínimo que pode acontecer é uma dissimulada “Liga da Justiça”, onde nem as chamas ardentes do “Tocha Humana” resistem ao seu poder.

Dessa forma, cada vez mais o homem se foca no próprio umbigo e entoa uma canção que se tornou o hino de alguns: “Eu me amo, eu me amo… não posso mais viver sem mim!”. Esse sentimento ganha consistência à medida que o meio de comunicação mais popular do planeta — a televisão — insere na sua grade de programação o cardápio que atende à cadeia alimentar de todas as tribos, e, por ter como alvo o ego, a identidade se fortalece e a desagregação social é inevitável.

Isto que estou afirmando vê-se todos os dias. Continuando o que diz Carl Gustav Jung: “Assim, a identidade se compacta para provar ao sedutor alteridade, que se dobra em dois e confunde o ego, salientando que retém habilidades para acariciá-lo, dominá-lo, pois a alteridade, que equilibra pela sabedoria e pela justiça, passa a obedecer a impulsos e reações, a jogar charme e a não demonstrar as verdadeiras intenções, dando início ao intrigante triângulo amoroso identidade-alter ego-alteridade”.

Para atingir suas metas, o individualista ambicioso torna-se um obcecado, a ponto de cometer, com o poder que domina, erros que terão de pagar altos preços mais adiante. E são exatamente esses elevados investimentos que o desvirtuam, impelindo-o a afastar-se da rota e certificar-se que confiar no próximo é se expor ao holocausto, cientificando-se de que sozinho pode ser forte o suficiente para formar o invencível “Exército de um homem só”.

Thomas Mann, infere que “nesse poderoso batalhão do EU, comandado por MIM, sobressai um ser com a audácia de desafiar o outro, romper as fronteiras do mundo para acatar os caprichos do comandante ID, que, COMIGO, está sempre preparado para qualquer eventualidade, inclusive estabelecer o seu implacável preceito:Sou mais EU!’

Contudo, quando o individualismo envereda por caminhos paralelos chega a um terreno em que o indivíduo perde a ciência, o comando, e prossegue impelido pelo imprescindível desejo de ir além para obedecer aos impulsos do ego, e este o desafia a atingir o ponto mais alto, chegar à plenitude, para satisfazer o ser maior SI MESMO, enveredando pelos atalhos da individualização, que, segundo o fundador da psicologia analítica, o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, é “… o processo pelo qual o ser humano chega ao autoconhecimento e é levado a estabelecer o contato com o seu inconsciente, não só com o inconsciente pessoal (integrando as sombras), mas também como o seu inconsciente coletivo.”

Esses escritores e pensadores famosos, não só pelas suas ideias, mas, também, pelo senso de transforma-las, em grande parte, em ensinamentos àqueles, que como nós, aficionados por elas – as ideias – espalhados por esse mundo a fora, formam uma plêiade de homens privilegiados que sabem ou souberam explorar o cotidiano das pessoas, indo, como se diz no nosso linguajar tosco, “com o dedo na ferida”, atingindo exatamente o ponto que queremos, que desejamos saber. Abrindo as portas para adquirirmos o conhecimento necessário para podermos entender mais a alma humana, naquilo que mais precisamos na convivência em sociedade, e saber distinguir o egocêntrico, o individualista, o megalomaníaco, o ambicioso, o inconsequente de uma maneira geral.

Eles nos ensinam que no fantástico universo do individualista, só cabe o EU, “meus desejos”, e, quando o egocentrismo entra em ação, o clima sofre bruscas transformações e passa a ser governado pelo rigoroso sistema EU SOU, auxiliado pela sua “Carta Magna”, que rege EU POSSO, amparada por leis rigorosas que determinam como regra EU FAÇO, pois a religião “individualismo” tem como doutrina a satisfação do EU. O ego passa a ser o centro operacional que origina a força para coexistir na competitiva sociedade contemporânea, onde o direito de ser do outro sobrepõe-se à sua vontade de ter.

Gostaria muito de me aprofundar mais no assunto, por ser muito interessante, e de um aprendizado imenso, por que, também, nós aprendemos, mas o espaço que dispomos é reduzido, e temos que ter o senso do limite. Alias, aproveitando o gancho, temos que ter limite em tudo, pois, interpretando a Constituição, a nossa Lei maior, o meu direito acaba onde começa o seu. Ate a próxima.

Carlos Magno da Veiga Gonçalves – Notário

Por Jacinto Junior – AD Professores Celso, Marcos E Rafael

Professor Antonio Celso Moreira

Quando comecei a estudar a história de nosso país percebi – nas entrelinhas dos fatos – o quanto ela fora adulterada e falsificada e, acima de tudo, tendenciosa e seletiva. Notei, também, que, a história oficial contada nos almanaques relata apenas a bravura dos heróis barões – aliás, heróis de ‘araque’ que, de certa forma, nunca foram vencedores, mas, apenas agentes dos interesses internacionais que produziram uma colônia obediente, vira lata e cretina.

Ora, esse mesmo processo se estendeu para a esfera estadual e municipal – ou seja, a elite ultradireitista, projetou/projeta apenas os heróis pertencentes à classe dominante. Nunca se preocuparam e nem se preocupam com aqueles que, direta ou, indiretamente, contribuíram para a luta popular e sua organização. Esse processo torna-se revelador quando se observa a tratativa da elite dominante em articular uma formula para neutralizar as ações e/ou a supressão dos nomes daqueles militantes que se recusaram e se recusam admitir a ideologia conservadora como um feixe necessário, iluminado, extremamente dinâmico e harmonioso socialmente; capaz de conciliar a irreconciliável contradição social entre os interesses antagônicos de classe.

Rafael Carlos Araújo da Silva

Isto é impossível! Contudo, a burguesia codoense concentra suas energias no afã de desqualificar toda e qualquer liderança popular que discorde de seus interesses e de tal modo, sub-repticiamente, promove uma intensa campanha visando à desqualificação social daqueles militantes combativos. A obviedade disso se manifesta pelo uso sistemático da mídia conservadora em ‘criar’ uma pseudoimagem daqueles militantes de base que ousam enfrentar em campo aberto os interesses nada populares dos heróis burgueses e seu poderio político e econômico.

A elite dominante codoense – decadente cultural, moral, ética e intelectualmente – não comunga com o debate plural e, menos ainda, aceita o jogo da democracia direta. Ela tem uma profunda ojeriza a esses pilares constituintes de uma sociedade que se reivindica progressista, participativa e coletivista.

Ora, pensando sob esse prisma, é hora de reconhecer e projetar homens que se dedicaram e se dedicam de forma incansável e por inteiro, dispondo de sua vida em defesa de uma causa nobre, democrática, plural e coletiva. Codó precisa reinventar o conceito de ‘heroísmo’ e aproximar-se dos indivíduos que, ousadamente, despojam de suas limitações para integrar-se a um engajamento social libertário sem mea culpa e sem ‘medo de ser feliz’.

Codó tem seus verdadeiros heróis populares. Não são fabricações do ocaso e nem obra do capital fetichista, são forças vivas que emergem e extraem do povo o valor singular pela vida, a manutenção da esperança infinita de um município e um mundo melhor. Esses nossos heróis tem nomes e têm pátria! São militantes do bem e pelo bem lutam para congregar a hegemonia de uma sociedade sem párias, sem explorados e exploradores; integram um pensamento da mudança pela mudança verdadeira e não a falsa ilusão – ilusão essa propagandeada pelo discurso dominante conservador – de que essa mudança sofrerá, enfim, uma alteração profunda em sua estrutura social. Sob o comando político da elite dominante a superestrutura permanecerá inalterada como tem sido historicamente.

A luta social e política depreendida pelo professor Celso, professor Marcos e professor Rafael tem um tom inegável: a compaixão pelo outro e o sonho de construir uma sociedade pluralista e democrática. Isto reflete o caráter da solidariedade, o despojamento por um projeto revolucionário. Em cada um se entrecruza o mais nobre de todos os elementos que o homem vislumbra conquistar insistentemente: o amor pelo outro. Lembro-me de Che, quando afirmou que, o ‘verdadeiro revolucionário é movido pelo sentimento do amor’. Ou seja, uma entrega total a uma causa justa e nobre: a revolução social.

Essa tríade de lutadores sociais forjados no campo da democracia popular representa um corte epistemológico no processo político que desemboca no espírito de uma sociedade submissa, provinciana e inconscientemente conservadora; por ser conduzida por conservadores. Porém, o espaço que estes verdadeiros heróis populares vêm conquistando tem provocado uma abertura fundamental para ampliar o nível de organização da base social no enfrentamento contra os poderosos – a elite dominante codoense.

Professor Marcos – presidente do SINDSSERM

A sociedade codoense necessita e deve reformular sua concepção sobre a importância e a representação política bem como o papel da luta social desenvolvida por esses militantes idealistas. Nesse sentido, urge que façamos uma distinção objetiva entre o que pensam nossos verdadeiros heróis populares sobre a realidade social em relação ao que imaginam os membros da elite dominante codoense acerca da política, da cultura, da democracia e sua essencialidade social. Esses baluartes populares já consagraram e desfraldaram sua história no contexto de nossa conturbada história política e social, é mister ressaltar que, nada do que a elite dominante codoense propunha ou tente inibir o avanço da luta espraiada por esses verdadeiros heróis populares surtirá efeito favorável a si, ao contrário, servirá sim, de referência para fortalecer as expectativas e as aventuras desenhadas por esses heróis combatentes em constituir uma nova história mediante um novo homem para um novo tempo resplandecente.

Portanto, a história inscreveu em sua própria existência o nome desses valorosos heróis populares e que ninguém conseguirá apagar suas marcas e seus feitos singulares. A posteridade indicará para a juventude codoense a impostergável necessidade de continuar acreditando nos ideais defendidos e difundidos por esses verdadeiros heróis populares. Na verdade, suas trajetórias servirá como referencia fundamental para contribuir no processo dialético do desenvolvimento social de nossa cidade.

A desavergonhada cultura da corrupção que se alastra de forma assombrosa os liames das instituições sociais – Parlamento Nacional, Sistema Judiciário e a Mídia Conservadora – que corroí a cidadania, a ética política e, sobretudo, põe debaixo do tapete a sem-vergonhice alimentada pelos pares burgueses, de que essa cultura é um fato natural que não deve ser destruído, mas apenas, freado; colocam esses três heróis populares na contramão da história, e, retilineamente, opõem-se a toda essa canalhice destruidora de um sistema, de um modelo ideal de sociedade, onde os valores estão apodrecendo. Celso, Marcos e Rafael são os maiores símbolos de resistência democrática que foram produzidos nas três últimas décadas em nossa cidade. É o que há de melhor na atual conjuntura política em nível de proposição, de comprometimento e de ideias reestruturantes.

Ainda chegará o momento de suas conquistas serem reconhecidas pela massa que eles tanto lutam e defendem sem pensar em si e para-si. São militantes engajados, desbravadores e corajosos. Não temem os inimigos, pois conhecem as armas com as quais eles costumam jogar. Eles têm consciência de que o jogo jogado é “bruto”, é “violento”, “desigual” e “seletivo”; mas, mesmo nas condições desfavoráveis não abdicam de suas utopias e, menos ainda, acovardam-se diante das ameaças e intimidações para agradar terceiros; esse mote não faz parte de suas filosofias e práticas.

A história já reservou para cada um desses verdadeiros heróis populares seu lugar de destaque e, isto, é um fato indelével. Mesmo que hoje eles decidam abandonar seus ideais e se recolherem a uma vida comum, ainda terão o seu lugar marcado em lápides de ouro com a seguinte inscrição: “estes foram os verdadeiros heróis populares que dedicaram suas vidas com dignidade e bravura, coerência e decência, honestidade e ética e consciência social por um ideal coletivo”.

A esses bravos militantes minha profunda admiração. Continue a alimentar o sonho coletivo, a espalhar a esperança infinita em todos os rincões de nossa cidade, a forjar a democracia como sistema solidário e justo, a espernear por uma liberdade arrojada e fortalecer o direito universalista da justiça plena como plena é a cidadania em que acreditam para cada filho codoense de origem popular! O homem é o único animal que pode propor ideias e sonhar com o futuro melhor e mais humano. O homem é o único animal que consegue refletir a sua própria condição animal e, por isso mesmo, deseja o melhor para a sua raça: a paz, a solidariedade, a fraternidade, a igualdade.

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

Que, no porvir não tão longínquo, nossa cidade possa rever sua história, sua trajetória e decida restaurar a verdadeira essência do processo político-social a partir das propostas que demandará um novo ciclo de desenvolvimento social para todos. E podem apostar que as propostas avaliadas terão a valiosa contribuição dos três heróis populares representantes da classe trabalhadora: Celso, Marcos e Rafael. É necessário desprender um esforço intelectual para colocar no front da história e revelar para a sociedade civil codoense a importante trajetória dos nossos verdadeiros heróis populares do quilate de Celso, Marcos e Rafael. A democracia é a mais forte arma para ser usada contra a tirania e a opressão e nossos verdadeiros heróis populares sabem como ninguém usa-la para defender a coletividade dos ataques da elite dominante codoense.

Enfim, a resistência democrática e o engajamento político-social que carregam nossos verdadeiros heróis populares nos orgulham e nos faz crer que, tudo é possível, basta acreditar no impossível. Este é um fato notório e surpreendente, basta olharmos alguns episódios históricos recentes tais como: a luta de Martin Luther King, Malcon X, nos EUA em defesa dos direitos civis dos negros; Mahatma Gandhi, o pai da Índia moderna, livre do jugo inglês; Salvador Allende, o pai da democracia popular chilena – deposto e morto por um golpe militar urdido pela CIA e com autorização dos USA; no Brasil, Florestan Fernandes – o pai da sociologia militante -, Darcy Ribeiro – o intelectual da educação -, Leonel Brizola – o articulador polêmico e corajoso, João Amazonas – o espírito comunista que emociona pela lealdade, Marighela – a pura ousadia utópica -, Carlos Prestes – e sua coluna – e etc. Esses exemplos incontestes, nobres e valorosos devem nortear o espírito de quem pretende enfrentar uma quadra política conservadora e profundamente viciada para instaurar um novo homem e uma nova Codó.

Os professores Celso, Marcos e Rafael representam a principal simbologia da resistência popular codoense contra uma estrutura déspota. Neles é possível perceber a grandiosidade da Democracia, a intolerância contra a maldade orquestrada pelos setores conservadores, enfim, notabilizam-se por serem fieis a uma aguerrida luta contra as injustiças. Por isso, é necessário que a sociedade codoense assimile e comunguem de suas lutas. Codó precisa entender esse processo de luta de classes e, mais ainda, incorporar os ideais democráticos apregoados pelos nossos verdadeiros heróis populares e torna-los parte de si para-si.

Ser um verdadeiro herói fora dos padrões instituídos pela elite dominante é uma verdadeira via-crúcis, em que o/os sujeito/os histórico/os tornam-se aventureiro daquilo que alimenta sua existência material: o sonho de uma sociedade democrática baseada na tolerância e na sustentabilidade.

A esses verdadeiros heróis populares – Celso, Marcos e Rafael, nosso reconhecimento. Reconhecimento pela ousadia, pela coragem, pelo espírito indomável de querer que a justiça seja uma constante na vida dos sujeitos oprimidos e explorados pelo capital monopolista que precisam de uma voz protetora.

Por Adriano Sarney – 1000 Dias de Desgoverno

Adriano Sarney

O governo comunista completa hoje mil e quatro dias. A data nos faz lembrar da maior fraude eleitoral de todos os tempos. Com muitos retrocessos, principalmente nas áreas social e econômica, e sem nenhum avanço prático, a administração do PCdoB tenta sobreviver inventando conquistas e se vangloriando de iniciativas do governo federal e as deixadas pela gestão anterior. Enquanto travam lutas contra reinados imaginários, esqueceram-se do povo que clama por melhorias reais.

Nesse período, os comunistas já transferiram mais de R$ 500 milhões do bolso dos maranhenses para os cofres do estado por meio de aumento de impostos, multas e taxas, ao passo que R$ 425 milhões foram destinado a melhoramento e pavimentação asfáltica. Com efeito, tirar dinheiro do povo para colocar em asfalto eleitoreiro que não durará o próximo inverno é um dos muitos erros da atual administração. E o pior, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os pobres pagam 44,5% mais impostos do que os ricos.

O mais importante índice do mundo para medir distribuição de renda, o Gini, apontou, em sua última edição publicada em 2016, que o governo do PCdoB aumentou a desigualdade no Maranhão. O índice passou de 0,49 na gestão passada para 0,51 no governo comunista. Houve aumento na concentração de renda, os ricos ficaram mais ricos e os pobres mais pobres. Outro índice, este mais famoso por ser repetido à exaustãot pelo governador do estado e seus seguidores, é o IDH. Em sua última edição, que mediu os avanços do Maranhão durante o governo passado, fomos um dos estados que mais melhorou o seu índice, ultrapassando o Pará e Alagoas nesse período. Entretanto, corremos agora o risco de perder posições para outros estados uma vez que a distribuição de renda e a atividade econômica tiveram significativas pioras no governo comunista. Enquanto o Maranhão crescia a 6% ao ano na gestão Roseana, acima da média nacional, no atual governo encolhe -4%, mais do que outros estados – então a culpa não é da crise econômica. Em suma, o tão propagado programa Mais IDH, minguou para o Menos IDH.

Mais de mil dias se passaram e o governo que recebeu R$2 bilhões em caixa do BNDES, centenas de obras em andamento (que ainda não conseguiu entregar), R$500 milhões da Repatriação do governo Temer, além de uma situação fiscal equilibrada, ainda aumentou impostos e contraiu mais de R$1 bilhão em novos empréstimos. Com tudo isso os comunistas ainda desvirtuaram a Lei de Incentivo a Cultura e a Lei de Incentivo ao Esporte, acabaram com os hospitais de 20 leitos do programa Saúde é Vida, assim como o benefício do Viva Luz que isentava os mais pobres da conta de energia.

Os números aqui revelados refletem a ampla fotografia do estado, captam a economia, a desigualdade, as prioridades distorcidas de um governo contraditório em suas palavras e ações. Os comunistas valorizam o debate que gira em torno de seus inimigos imaginários. Criticavam as empresas que prestavam serviços a governos passados, mas as contratam, falavam de uso de aviões ef helicópteros, de empregos comissionados, de secretários candidatos, de almoços e jantares no Palácio dos Leões para autoridades, de gastos em publicidade e diárias, de distribuição seletiva de emendas parlamentares, de escândalos a nível nacional. Mas agora se tornaram protagonistas do roteiro criado por eles para atingir seus adversários.

O resultado desse desgoverno não poderia ser outro senão 1004 dias de retrocessos.

Adriano Srney  é economista, administrador e deputado estadual PV-MA

Breve aula do Professor Welson sobre ‘Período Interbíblico”

Nosso célebre professor Welson da Silva Pinto nos traz agora uma breve aula sobre PERÍODO INTERBÍBLICO. Vale a pena conferir.

Weverton Rocha: muito volume, mas poucos votos

A pesquisa do Instituto Escutec divulgada no último fim de semana expressou uma realidade que deve obrigar o deputado federal Weverton Rocha (PDT) a adiar seu projeto de ser senador pelo Maranhão, agora nas eleições de 2018.

Embora esteja agrupando pelo interior do estado dezenas de prefeitos, ex-prefeitos e alguns deputados estaduais e federais em suas caravanas pró-candidatura ao Senado, Weverton mostrou-se um político de grande volume, mas de poucos votos.

Segundo os números, o pedetista ficou atrás de todos os outros quatro nomes da disputa, Sarney Filho (PV), Edison Lobão (PMDB), Zé Reinaldo (PSB) e até de Waldir Maranhão (PTdoB).

A preferência do eleitorado por qualquer outro nome, menos o dele, tem razão de ser.

Além da falta de prestígio político ao ponto de depender totalmente do apoio do governador Flávio Dino (PCdoB) para se eleger ao Senado, a cada reunião que realiza, Weverton consegue carregar apenas as mesmas lideranças de sempre, exceção de um ou dois novatos, que o tem como segunda opção para o pleito, e não a primeira.

E isso se, fora desses encontros, ele continua sendo mesmo, pelo menos, a segunda opção

Por Yuri Almeida/site Atual7

ARTIGO – O fim do dinheiro como conhecemos

Entre tantas revoluções pelas quais o dinheiro já passou, desde as moedas de ouro e prata ao cartão de crédito, voltamos agora a atenção para um movimento de mudança radical. Graças aos avanços tecnológicos, chegamos às criptomoedas. Tal qual as convencionais, as criptomoedas podem ser compradas e negociadas, e, a partir daí, serem utilizadas para adquirir desde serviços online até apartamentos, matéria-prima etc. No Brasil os estabelecimentos comerciais ainda resistem, mas ao redor do mundo alguns países já estão inclusive regulando a utilização da moeda.

A criptomoeda é considerada uma moeda fiduciária, ou seja, não possui lastro em metal, não tem representação física e é controlada por meio da tecnologia blockchain, que garante a segurança do sistema. Especialistas estimam que até 2027 cerca de 10% do PIB mundial estará armazenado em tecnologia blockchain.

Exemplo das criptomoedas, os bitcoins são virtuais, independentes e sem regulação de qualquer entidade, não existem em locais virtuais, como correios eletrônicos ou armazenamentos em nuvem, e muito menos em locais físico/virtuais como hard drivers ou pen drivers. Para “materializar” um bitcoin ou visualizar o balanço de sua conta corrente é necessário relacionar diferentes registros de transação dispostos em uma rede de bloco virtual (blockchain), que só podem ser consolidados mediante uma chave privada. No Fórum Econômico Mundial de 2017 as criptomoedas e o blockchain foram relacionados com temas como confiança nas negociações, mudanças nos serviços financeiros e outros impactantes para o cenário econômico mundial. A discussão se iniciou principalmente pelo potencial que essa tecnologia tem para dificultar tentativas de esconder ou disfarçar transações.

Apesar de uma pesquisa da consultoria PwC apontar que menos de 5% dos bancos estão bem familiarizados com o assunto, em agosto de 2016 os bancos Bank of America e HSBC revelaram ter construído uma aplicação para melhorar transações com letras de crédito. A atenção das instituições financeiras tem motivos, pois o blockchain permite que grandes volumes monetários sejam arrecadados, sem taxas ou desvios e em tempo real. Sem dúvida o blockchain irá impactar bancos, seguradoras e intermediadoras de pagamentos, mas existem infindáveis possibilidade em marketing, serviços sociais, vendas, a exemplo do que ocorreu como Uber, Airbnb e eBay.

Se esse modelo for aplicado, atividades hoje muito presentes tendem a desaparecer. Muitos dos especialistas que anteciparam e antecipam movimentos do mercado, como Don e Alex Tapscott, autores do livro Blockchain Revolution, apontam grandes mudanças em modelos de negócio que exigem intermediação, como os cartórios, que realizam atividades para garantir que as informações apresentadas por cada uma das partes em uma negociação sejam verdadeiras.

Em breve ao adquirir um imóvel, automóvel ou uma laranja orgânica poderemos consultar um blockchain que possuirá todas as informações históricas, sem a necessidade de uma entidade intermediadora. Será possível, a partir de um smartphone, realizar a leitura de um QR Code que detalhará todas as manutenções realizadas no imóvel, todas as vezes que o seguro de um automóvel foi acionado e até mesmo se a fazenda que vende orgânicos realizou recentemente a aquisição de agrotóxicos.

Como se não bastasse, a criptomoeda já é uma possibilidade disseminada de investimento, e vemos o reflexo disso nos seus preços. A cotação da moeda virtual bitcoin em comparação com o real, saiu do patamar negociados abaixo de R$ 1 mil reais, em 2015, para a cotação de R$18.000, mais de 1.800% em apenas dois anos. Ao que tudo indica, o título deste artigo não contém exageros.

*Christian Geronasso e Patrick Silva são membros do Comitê Macroeconômico do ISAE – Escola de Negócios

Pensão alimentícia: prisão civil só pode ser decretada conforme atraso nas três últimas parcelas

Decisão unânime da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça – STJ concedeu habeas corpus a um homem que devia cerca de R$ 200 mil pelo não pagamento de pensão alimentícia à ex-mulher. A dívida acumulou durante cinco anos, chegando a este montante aproximado após constantes descumprimentos por parte do marido. Ao proferir a deliberação, o Tribunal estabelece que a prisão civil pelo não cumprimento da prestação de alimentos só pode ser aplicada em relação às três últimas parcelas.

Para a relatora, Ministra Nancy Andrighi, o cerceamento da liberdade como consequência do não pagamento de todo este montante configura excesso. Ela salientou, ainda, que tal medida vai de encontro aos objetivos da prisão civil por dívida alimentar, que visam garantir a sobrevivência do alimentado. “Embora se possa ainda admitir a iminência do risco alimentar, este, em algumas situações, pode ser minorado, ou mesmo superado, de forma digna, com o próprio labor”, afirmou, levando em conta o fato de a ex-mulher ser maior de idade e capaz.

A juíza do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT Ana Louzada, presidente da Comissão de Direito de Família e Arte do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM, comenta que, “como o processo tramitava há cinco anos, havendo dois acordos entabulados, e pelo fato de a exequente não necessitar do montante imediatamente para sua sobrevivência, a Terceira Turma do STJ entendeu que seria um excesso gravoso o executado ter que suportar o pagamento de R$ 200 mil, sob pena de prisão. Assim, por unanimidade, o Tribunal concedeu a ordem para restringir o decreto prisional ao inadimplemento das três últimas parcelas do débito alimentar”, ratifica.

Louzada, por sua vez, discorda da decisão. Para ela, a possibilidade de ordenança de prisão é que faz com que o devedor pague a pensão alimentícia: “A determinação de prisão nada mais é do que coação para que o devedor cumpra com sua obrigação de pagar. Não é pena, pois, se pagar o que deve, nem segregado será. Ademais, ao se perpetuar tal orientação, os devedores ficarão propondo acordos contínuos para que a execução se prolongue no tempo, e ele continue inadimplente”, opina.

Ela continua: “Neste caso concreto, os acordos que o devedor não cumpriu e a execução que se prolongou no tempo, só o favoreceram. A exequente, além de não receber os valores por cinco anos, foi obrigada a ter o rito da execução – por ela escolhido – alterado, causando-lhe prejuízo. Com o julgado do STJ, o executado se livrará solto, pagando somente as três últimas prestações, e o restante da dívida deverá ser cobrado pelo rito da penhora. O STJ noticia que o executado possui patrimônio passível de expropriação. Então, por qual motivo ainda não saldou o débito que possui?”, indaga.

“Inteira responsabilidade do executado”

A juíza é enfática quanto ao pagamento – por parte do requerido – do montante estipulado pela Justiça: “Entendo que não importa que as partes sejam maiores e capazes. Se os alimentos foram fixados preteritamente, é porque houve motivo para tal. Ademais, se a dívida chegou ao importe que chegou, foi porque o executado não a pagou, cabendo somente a ele a responsabilidade por esse montante”, finaliza.

Fonte: Fonte: Assessoria de Comunicação do IBDFAM (com informações do STJ)