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A Educação como único caminho para transformar o Homem e o Mundo

“Um lápis, um caderno, um professor e um livro, pode transformar o mundo” (Frase de Malala, na ONU, vencedora do Prêmio Nobel de 2014).

A partir de um documentário produzido e dirigido por Davis Guggenheim (2016) sobre a vida e a luta de Malala – uma criança paquistanesa que sofreu um atentado por membros do movimento fundamentalista político-religioso Talibã – que se rebelou contra a cultura machista e tradicional islâmica de que a mulher não pode frequentar escola (estudar), decidi rabiscar o presente texto com o propósito de refletir sobre o nosso delicado sistema de ensino.

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

O Brasil e o mundo precisam de uma Malala, aliás, precisam de dezenas e centenas de Malalas que se preocupem com a questão educacional em sua dimensão fundamental: a garantia, o acesso e a permanência das crianças de classe popular em escolas públicas com qualidade e equidade social.

O direito à educação é um direito transuniversal – isto é, todo homem, toda mulher, todo jovem, todo idoso, toda criança e adolescente em qualquer parte do planeta Terra-Mãe tem o sagrado direito de aprender a ler e a escrever; ter um banco, uma cadeira e uma carteira, ou, até mesmo, o próprio chão batido como suporte para aprender a aprender.

Como educador fico profundamente inquieto e ansioso quando olho em nosso derredor e vejo uma realidade caótica em que dezenas e centenas de crianças estão fora da sala de aula. Porém, o mais agravante é constatar a ineficiência do poder público em operacionalizar uma política ousada e progressista para suprimir esse quadro horrendo. Uma observação marginal: nosso país não tem movimentos guerrilheiros, não possui ramificações de facções fundamentalistas suicidas e menos ainda, governos autoritários que impedem a garantia de um sistema importante como o educacional e seu pleno desenvolvimento; portanto, a pergunta: por que vivemos submerso em uma crise sistêmica de nossa educação?

A garantia constitucional da educação básica evoca a todos nós, a uma consciência social de punir a quem proíbe a quem quer que seja de ter o direito elementar de acesso a uma escola – ou, pelo menos, deveria ser assim. Independentemente da cor, da crença religiosa, da origem social – econômica política e cultural – o que deve prevalecer como meta prioritária é a presença da criança dentro de uma escola. E o poder público garantindo sua boa execução.

Cabe aqui uma indagação oportuna para desmistificar essa triste e dramática realidade social: apesar de existir recursos financeiros suficientes nos cofres dos governos: municipal estadual e federal, para o investimento no setor educacional, por que ainda persistem problemas de natureza histórica que nunca foram resolvidos? Escolas tão antigas que nunca foram reformadas? Quadro de profissionais sem formação continuada – e sistematizada -para atualizar a prática pedagógica em sala de aula e, assim, proporcionando a melhoria da qualidade do ensino?

Vislumbro pelo menos duas perspectivas que se entrecruzam e geram essas condições adversas: a primeira e a mais importante é a vontade política do dirigente executivo em realizar as políticas públicas educacionais; e, a segunda, a ausência da transparência. Se, de um lado, não há nenhuma vontade política para o governo desembocar um conjunto de ações para inverter a lógica das estatísticas negativas, a tendência é aprofundar a crise e, como consequência, a falência do sistema de ensino. E, de outro, a necessidade de se estabelecer um processo de discussão compartilhado, ou seja, em que os distintos atores estejam integrados sistematicamente para elaborar alternativas que resultem na qualidade do processo ensino aprendizagem. Isto requer, literalmente, que haja um esforço candente para a presença de novos modos e mecanismos de ensinagens para as crianças; cujos resultados é a presença garantida das mesmas nas escolas com agudo interesse em querer aprofundar seus conhecimentos e saberes mediante tais processos inseridos nas salas de aula enriquecendo-as.

Nesse processo de formação cidadã da criança que, na grande maioria são oriundas de classes populares vivenciam a terrível experiência da negação de um direito básico para garantir um futuro melhor e digno.

Portanto, a educação é uma condicionante indispensável para a promoção da criança e um meio para sua ascensão social. Por ser a porta essencial para a cidadania a criança deve mirar com determinação e coragem ao processo de aprendizagem irrompendo com as barreiras que as amarram intelectualmente tais como: a histórica crença na incapacidade para aprender Matemática e Português – ambas disciplinas, são consideradas os ‘bicho papão’ da criançada e a principal causa de reprovação e abandono nas escolas públicas.

A criança tem a responsabilidade de aprender a aprender e o Estado de ofertar o ensino em estrita obediência ao que dita a letra constitucional. Contudo, é perceptível a evasiva do aparelho do estado quando o sentido é investir maciçamente no setor. Encontram-se variáveis diversas para não garantir plenamente o necessário investimento que poderia oportunizar uma vida plena a essas crianças para o engrandecimento de nosso país, de nosso estado e, consequentemente, de nosso município. Recuperar o tempo perdido e proporcionar a retomada do desenvolvimento só será possível com uma educação de qualidade e com equidade social. Nossa futura geração estará comprometida se não se repensar uma educação pautada no acesso às escolas e com qualidade do ensino.

Estamos no limiar do século 21 – na realidade, estamos chegando ao final da segunda década deste novo milênio – e, quiçá, encontremos elementos contundentes para retomar a perspectiva de uma revolução no campo educacional em nossa cidade. É simplesmente dramático não pensar numa sociedade futura, prospera e autônoma sem a presença de um processo educacional altamente revolucionário. A revolução a que me refiro – não conspira contra a elite portentosa e que mantem o poder há séculos sob seu completo domínio – ao contrário conspira contra a ausência de investimento financeiro para quantificar e qualificar o sistema de ensino.

O homem precisa aperfeiçoar a técnica e, para isso, é fundamental a educação como componente para processar esse aprendizado (pois o ato de estudar estabelece no sujeito a capacidade reflexiva e dialética para compreender enfaticamente os processos sociais que necessariamente precisam ser manipulados e compreendidos – operacionalizados – e, por isso mesmo, é indispensável que o homem tenha o completo domínio da leitura, da escrita e do cálculo; buscando, sistematicamente aprofundar seus conhecimentos).

Temos exemplos em grande monta – de vários países – demonstrando que a educação é o principal núcleo para equalizar o desenvolvimento social. Por conseguinte, a educação é o pendulo revolucionário para civilizar o animal homem, transformando-o sob a égide do respeito e da decência. Só a educação tem essa primazia, esse insubstituível conectivo da vida soberana. O homem como produto da educação com qualidade e equidade social reproduzirá uma imagem positiva de seu tempo e de sua própria existência e nada poderá ultrajar esse percurso magnânimo projetado. O homem multiprocessado – i. é., letrado, refinado na cultura e no conhecimento científico – não pensa viver sob condições inferiores.

Professor Welson explica – Os anjos de Deus e do Diabo

Professor Welson da Silva Pinto nos traz hoje um relato histórico sobre a existência dos anjos de Deus e do Diabo. Tema picante, confira.

CULTURA POLÍTICA: Qual a função de uma gestão pública?

O nosso Brasil possui cerca de 5.570 municípios politicamente emancipados.

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

A nossa Carta Magna – quando de sua promulgação (05.10.1988) foi declarada a mais moderna do mundo, inclusive, fora batizada com uma nomenclatura mui sugestiva: a “Constituição Cidadã”. E, hoje, é considerada abjeta que tem atrapalhado o país, especialmente, no mundo do trabalho e, por consequência, carece ser reformulada – segundo, os ideólogos neoliberais – urgentemente, para destravar a tranca que impede o pleno desenvolvimento de nosso país-colônia e proporcionar a tão sonhada utopia “justiça social” para os seus amados filhos.

Já se passaram 29 primaveras e, por conseguinte, tornou-se (nossa Carta Magna) uma adulta norma coercitivo-democrática – isto é, que disciplina a constituição, atuação de toda a estrutura dos três poderes harmônicos e interdependentes entre si, estabelece as relações econômicas e sociais e etc. – Executivo, Legislativo e Judiciário. Cada um com sua competência tipificada. Nossa pretensão não é, obviamente, escavar detidamente, as competências de cada esfera configurada acima, na realidade, busco apenas dimensionar o caráter e a natureza de um dos poderes políticos disciplinados pela Carta Magna: o Executivo Municipal.

De per si, nossa intenção não visa criticar a estrutura de poder por criticar, mas considerar alguns aspectos fundamentais que carecem de uma atenção mais acurada por parte da sociedade civil organizada: qual o papel e o objetivo de uma gestão pública mediante necessidades intrínsecas para promover o consequente desenvolvimento econômico-social para todos os seus notórios filhos? Essa questão é central. Implica, na verdade, em apurar dados para, assim, consubstanciar a implementação das políticas públicas consoantes às aspirações populares.

É evidente que, a gestão pública se caracteriza por sua plena capacidade arrecadatória: as oriundas do governo federal – legais e/ou discricionárias – e, as suas próprias – ISSQN, IPTU, Inter vivos (EC nº 39/2000 e, EC nº 37/2002), portanto, possui recursos para alimentar sistematicamente as políticas públicas sociais internas. Independentemente de quem esteja à frente da gestão pública – e, cabe aqui, uma observação concreta e real – o elemento substancial a ser inserido é a capacidade de execução dos programas sociais já existentes e àqueles que forem criados visando melhorar as condições de vida dos cidadãos e a infraestrutura da cidade.

Neste processo amplo e extenso – o gerenciamento da coisa pública com responsabilidade e compromisso efetivo – a máquina administrativa deve construir uma cultura de investimento considerando sua capacidade arrecadatória e, ao mesmo tempo, estabelecendo metas que sejam compatíveis com tal arrecadação. Há a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF (Lei nº 101/2000) que disciplina o quantum deve investir cada poder – Legislativo e Executivo com seu pessoal – sem, contudo, feri-la. E, caso ocorra, constituir-se-á um sério problema para o gestor.

Para além dessa observação, outro espectro que deve ser objeto de avaliação é a natureza de tal gestão pública, ou seja, sua inteira responsabilidade em transformar a realidade que se lhe apresenta. De um lado, têm-se o corpo administrativo para conceber políticas públicas que sejam viáveis para atender as demandas sociais do povo e, de outro, o espírito áureo da transparência pública. Cremos que, esse conceito deve inserir o mais importante capítulo de uma gestão que quer passar para a história por suas ações e obras modernas.

Em que realmente se sustenta uma gestão popular e democrática? Objetivamente, usando esse poder fascinante que é a transparência pública. Não há na história registro que identifique uma gestão democrática sem o instrumental da transparência e a acessibilidade às informações inerentes à estrutura de poder. A sociedade civil é a principal chave para a gestão pública tornar-se efetivamente um modelo visível para o restante da comunidade.

E o que é essa tal transparência pública? E em quê sentido ela contribui para o desenvolvimento da gestão e da cidade? O principio norteador desse instrumental é a força que se desloca (desprende) da sociedade civil e sua incólume pressão social para que as políticas públicas sejam concretamente executadas sob sua vigilância e fiscalização. Entretanto, esse passo fundamental ainda é muito incipiente em nossa comunidade. Há uma temeridade em ser protagonista na atual circunstância. Noutras palavras, a cultura organizativo-política ainda não se tornou um ato corriqueiro, sistemático e articulado por parte da sociedade civil por intermédio de suas representações sociais. E esse imbróglio constitui uma espécie de ‘aliado silencioso’ para o gestor que não é acostumado com a práxis da democracia participativa e direta. Mas, pressupondo uma iniciativa de alguém e/ou algum movimento social se articular nessa perspectiva, a coisa muda de figura e, para isso, basta seguir os manuais institucionais para fazer valer seu direito e garantir uma qualidade no serviço público. Portanto, a transparência pública é uma poderosa arma social para o povo intervir de maneira democrática e sem ser ‘massa de manobra’ na expectativa de provocar mudanças na estrutura de poder.

Uma demonstração de transparência pública é a existência do CACS-FUNDEB em Codó, onde os seus membros podem ter acesso a toda informação sobre a Educação e, caso percebam alguma ‘coisa estranha’ com o recurso gasto, pode elaborar um documento contestando tal procedimento e, isto, pode comprometer a lisura do processo licitatório quando esse material adentrar ao Tribunal de Contas Estadual.

Outro exemplo de transparência pública elaborado pelo governo federal é o sítio da Secretaria do Tesouro Nacional – STN, que mostra diariamente o recurso do FUNDEB de cada município, mês a mês. Ora, tive a curiosidade de verificar o exato valor que o governo federal enviou para o município de Codó no ano de 2017. Esse valor é considerado conforme o valor aluno-ano estipulado pela equipe Intergovernamental baseado na matricula geral do município – Educação Infantil (Creches e Pré-escolas), Ensino Fundamental I (1º ao 5º) e Ensino Fundamental II (6º ao 9º), com o auxílio das ponderações definidas conforme a etapa e a modalidade de ensino.

Veja abaixo, a distribuição dos recursos financeiros designados pela Cesta Básica do FUNDEB mês a mês. Codó é o município que sempre está entre a 5ª e a 6ª maior receita do interior do Estado e em relação ao FUNDEB idem.

          Codó – FUNDEB – 2017

MÊS Valor (R$ 1,00)
01 4.153.409,26
02 17.772.182,04
03 7.060.050,32
04 7.078.475,70
05 7.855.037,43
06 7.472.116,97
07 3.805.238,29
08 7.80.595,60
09 10.557.737,22
10 6.985.425,33
11 3.978.608,35
12 11.124.381,15
TOTAL 94.923.257,66

                    Fonte: www.tesouro.fazenda.gov.br

É do conhecimento de todo(a) trabalhador(a) da educação básica que o porcentual que lhe cabe como remuneração é a fração 60% do valor destinado mensalmente ao nosso município.  No mês de janeiro Codó recebeu a cifra de R$ 4.153.409,26 (quatro milhões cento e cinquenta e três mil quatrocentos e nove reais e vinte e seis centavos). Quando retiramos o porcentual que compete aos trabalhadores da educação, encontramos o seguinte montante: R$ 2.492.045,55 (dois milhões, quatrocentos e noventa e dois mil, quarenta e cinco reais e cinquenta e cinco centavos) para efetuar os vencimentos do pessoal efetivo. E o restante, dos 40% destina-se a investimento e qualificação dos trabalhadores da educação dentre outras ações consoante ao que é definida na Lei do FUNDEB (11.494/07).

É mister notar que, o poder público inicia o processo de contratação somente a partir de março/abril para completar o quadro do sistema educacional no ano em questão. Ora, olhando para essa realidade, é perceptível o acumulo dos 40%, pois, ainda não fora destinado a pagar nenhum trabalhador da educação. Esta referencia independe da argumentação do poder público em tentar justificar o não gasto com o pessoal ainda não contratado. O que fica patente é a possibilidade de se ampliar os investimentos no campo educacional, contudo, para isso acontecer é necessária vontade política em realizar, pois, o volume de recursos financeiros do FUNDEB-Codó é suficiente para equalizar uma política educacional redentora.

Portanto, uma gestão pública transparente sem dúvida pode imprimir um modelo capaz de mudar a velha cultura conservadora e inaugurar uma fase completamente inovadora reformulando o conceito de gestão pública assentada no tripé: democracia, participação social e transparência. Ou, simplesmente, reproduzir-se-á – ipis litteres – a formula de pensar a velha política e seu modelo de gestão antiquado. Se, assim, o for, temos viva a seguinte ideia conservadora: muda-se para não mudar o mudável, o essencial. A ver!

Por Jacinto Junior

Por Augusto Serra – Dia de combate à intolerância religiosa completa 10 anos

Augusto Serra

O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa completa 10 anos hoje, 21 de janeiro. A data foi escolhida em homenagem a ialorixá, Mãe Gilda, que vivia na Bahia.

Acusada de charlatanismo, ela sofreu ataques. Devido ao estresse, morreu de infarto em 2000. Apenas em dezembro de 2007, o então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, instituiu o dia para se combater a intolerância religiosa.

Apesar do Brasil ser um país plural, os números de agressões por motivos religiosos são consideráveis.

Devemos sim desenvolver ações para combater a intolerância religiosa. Isso tem causado mal ao nosso país. Muitas pessoas ainda estão sendo agredidas verbalmente e até fisicamente pelo fato de pensarem diferentes e terem crenças diferentes.

Precisamos respeitar a crença, a fé das pessoas. O fato de alguém ter a fé diferente da minha, não me impede de amá-la. Temos que amar mais e odiar menos. Temos que nos respeitar, o respeito é a melhor maneira de combater a intolerância religiosa.

É muito importante que as lideranças religiosas se unam  nesse momento em que o Brasil passa, por tanta intolerância religiosa inclusive com perseguição e  agressão às casas de culto afro brasileiro (terreiros), por fanáticos que praticam arbitrariedades em nome do cristianismo.

Sabemos que a intolerância religiosa não faz parte da ética cristã. Pessoas cristãs devem pautar a sua prática pelo Evangelho, cujo núcleo é a misericórdia, a compaixão, o amor e a paz. Olhar o outro como inimigo não é uma atitude que venha de Jesus Cristo.

Para fomentar o debate em torno desse assunto, a Secretaria Municipal de Governo, através do Departamento de Cultura e da Coordenação de Igualdade Racial promoverá na próxima terça-feira 23/01/2018, a partir das 14hs, uma palestra e uma mesa de debate composta por lideranças religiosas e representantes do judiciário, ministério público, defensoria publica, OAB, procuradoria municipal e outros convidados. O evento acontecerá no CEUs – Centro de Esportes e Artes Unificados no Conjunto COHAB (vereda).

Diga não à intolerância religiosa.

FONTE: Blog avozdanegritude.com.br

CULTURA HISTÓRICA: Professor Welson alerta-nos sobre os erros no NOSSO CALENDÁRIO

O sempre antenado com temas pujantes da sociedade antiga e  moderna professor Welson da Silva Pinto nos traz hoje ensinamentos sobre certas incongruências no NOSSO CALENDÁRIOS. Assista

Por Carlos Magno – ESPERANÇA

Estamos no final de mais um ano. E para que este ano não fique em branco com as minhas mensagens de otimismo que sempre procurei passar aos nosso leitores, nesta data, estou aqui novamente escrevendo sobre um assunto em o qual sou sempre confiante que é a esperança.

Escritor e notário Carlos Magno

Wikipédia é um projeto de enciclopédia colaborativa, universal e multilíngue estabelecido na internet sob o princípio wiki, que  significa extremamente rápido, veloz, no idioma havaiano, e é utilizado como diminutivo de Wikipédia, uma enciclopédia online. Wiki é utilizado para identificar qualquer coleção de documentos, e é esse o objetivo da Wikipédia, ser uma enciclopédia online, com muitos conteúdos. Com base nestas definições, pois as achei muito interessante – e ai não reside demérito algum da minha parte, – fui buscar alguma coisa que me inspirasse a escrever sobre o tema. Que fique bem claro, são algumas palavras iniciais que serviram para um empurrão para ai então discorrer sobre o tema escolhido.

Algumas definições de ESPERANÇA da Wikipédia: a Esperança é uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal. A esperança requer uma certa perseverança, acreditar que algo é possível mesmo quando há indicações do contrário. O sentido de crença deste sentimento o aproxima muito dos significados atribuídos à .”

“Exemplos de esperanças incluem ter esperança de que alguém se cure de uma doença, de prosperar na vida, ter esperança de ser feliz ou ter esperança de que uma pessoa tenha sentimentos de amor recíprocos.”

Uma definição chamou-me a atenção: “Esperança é também uma das 3 virtudes teologais do Cristianismo. Por meio desta virtude, os cristãos desejam e esperam de Deus a vida eterna e o Reino de Deus como a felicidade última para eles, colocando as suas confianças nas promessas de Cristo. Para merecer e perseverar esta confiança até ao fim da vida terrena, os cristãos acreditam que a ajuda da graça do Espírito Santo é fulcral (CCIC, n. 387).”

Texto esperançoso que faço minhas as palavras escritas acima na Wikipédia. Há de termos esperança, pois a mesma serve de combustível para a nossa vida, para a nossa alma, apesar dos percalços diários. A esperança pode ser encontrada até nos piores pesadelos, basta querer enxerga-la.

Li há pouco tempo sobre um proverbio chinês que diz: “Jamais se desespere em meio as sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens negras cai água límpida e fecunda.” Mudar a energia que emana de nós é essencial para conseguir enxergar as possibilidades de um futuro melhor. Portanto, devemos manter sempre o bom humor.

Para nós cristãos, nossa verdadeira esperança está em Deus. Ele promete nos abençoar e dar a vida eterna. Deus não mente, por isso podemos esperar Nele. Esperança é confiar no que ainda não vemos. Muitas vezes colocamos nossa esperança em coisas que desejamos ter: no dinheiro, no emprego, em pessoas, em nossa capacidade… Todas essas coisas podem falhar mas Deus nunca falha. Ter esperança em Deus é colocar nossa confiança na coisa certa. A esperança produz bons efeitos, ficamos com confiança, o medo diminui e somos mais alegres. Ponha sua esperança em Deus!

Na Bíblia lemos algumas citações sobre esperança. Em Jeremias, 29:11, menciona o seguinte: – “Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro.”

A esperança é o que alimenta a nossa vida diariamente. A esperança corresponde à aspiração de felicidade existente no coração de cada pessoa. Interessante observar que quem perde a esperança mais profunda, perde o sentido da sua vida; sem esperança, viver não tem sentido. O próprio antônimo dessa palavra é desespero, ou melhor, a perda quase que em estado definitivo da esperança. E esse desespero é capaz de corroer o coração.

A esperança é a vacina contra o desânimo e contra a possibilidade de invasão do egoísmo, porque, apoiados nela, dedicamo-nos à construção de um mundo melhor. A perda da esperança endurece nossos sentimentos, enfraquece nossos relacionamentos, deixa a vida cinza, fazendo-a perder parte do seu sabor. Porém, todos os dias, somos atingidos por inúmeras situações que podem nos desesperar.

A esperança é o combustível da vida, e a forma de mantê-la viva é não prender os olhos nas tragédias, pois, a cada desgraça que contemplamos, corremos o risco de perder o combustível. Quem leu sobre a mitologia grega, sabe da presença de uma figura interessante: uma ave chamada fênix, que, quando morria, entrava em autocombustão; passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. A fênix, o mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança e a continuidade da vida após a morte. Revestida de penas vermelhas e douradas, as cores do sol nascente, possuía uma voz melodiosa, que se tornava triste quando a morte se aproximava.

A impressão causada em outros animais por sua beleza e tristeza chegava a lhes provocar a morte. Nossa vida passa por esse processo várias vezes num único dia, ou seja, sair das tragédias para contemplar a beleza que não morreu, a vida que existe ainda, como fazia essa ave mitológica. Alguns historiadores dizem que, o que traria a fênix de volta à vida seria somente o seu desejo de continuar viva. Depois de completar quinhentos anos, elas perdiam o desejo de viver e aí, se morressem, não mais reviviam. O desejo de continuar a viver era sua paixão pela beleza, que é a vida.

Vida sem esperança perde o sabor. Vida sem sabor é vida sem perspectivas. Quem cansou de tentar, cansou de lutar e desistiu de tudo, uma vida que apenas espera o seu fim, por pensar que nada que se faça pode mudar coisa alguma. Quem perdeu a capacidade de sonhar, viu o desejo de felicidade confundiu-se com a utopia.

Felizmente, não existe motivo para desanimar, lembrando as palavras de São Paulo: “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). Não falamos aqui de qualquer esperança, mas da autêntica esperança, que não se apoia em ilusões, em falsas promessas, que não segue uma ilusão popular em que tudo se explica.

Li umas citações do Padre Xavier, sacerdote na Comunidade Canção Nova, que disse: “A esperança verdadeira, vinda de Deus, é uma atitude muito realista, que não tem medo de dar às situações seu verdadeiro nome, e tem sempre Deus como fator principal. Não tem medo de rever as próprias posições e mudar o que deve ser mudado.”

À medida que perdermos ilusões e incompreensões, temos o espaço real no qual pode crescer a esperança, que nada mais é do que a certeza de que tudo pode ser melhor do que aquilo que já vemos. O desejo de caminhar na direção da vida, atraídos pela sua beleza, que no momento pode somente ser sonhada, é contemplada pelo coração.”

O homem pode ser resistente às palavras, forte nas argumentações, mas não sobrevive sem esperança. Ninguém vive se não espera por algo bom, que seja bem melhor do que aquilo que já conhece, já possui ou já experimentou. Deus alimenta nossa vida por meio da esperança.”

Eis, portanto caros leitores, a minha mensagem deste de fim ano, que tenhamos esperança no futuro, pois a Bíblia garante que existe uma esperança segura, para você e para toda a humanidade. Essa promessa vai se cumprir. A Bíblia diz em Revelação (Apocalipse) 21:3, 4: “A tenda de Deus está com a humanidade, e ele residirá com eles e eles serão os seus povos. E o próprio Deus estará com eles. E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram”

Um próspero 2018.

Carlos Magno da Veiga Gonçalves – Notário

EDUCADOR X EDUCANDO: A perspectiva em evolução na ensinagem

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

A ideia de liberdade que o sujeito tem, atualmente, contrasta com o conceito de libertinagem e, desse modo, configura-se numa deturpação e atinge-se uma irracionalidade indescritível.

A sala de aula é, por excelência, o local ideal para estabelecer as bases fundamentais para a formação do homem como ser civilizado e não o inverso. Tal pressuposto implica na possibilidade de produzir uma virtude moral entre os sujeitos e uma ética para agir socialmente. Ora, se, de um lado, é possível a construção de uma relação em que a moral seja um instrumento para tornar o sujeito socialmente ético; de outro, é fundamental que seja elaborada uma ética moralmente social, i. e., ambos (educador e educando), necessitam apreender o espírito do respeito numa relação social. A divergência é apenas um detalhe que pode ser superado.

Não é normal e menos ainda comum que a agressão seja considerada uma instância para resolver algum tipo de problema entre as partes envolvidas. Por mais que tentemos justificar um ato agressivo como forma de defesa pessoal – no caso em questão, a agressão física do aluno sobre o professor, ai o ato torna-se mais complexo e menos justificável –, tal atitude promove a quebra da moral e a ética tornada nula, premida. O holocausto engendrado nas cercanias de uma mente doentia, inflada de ódio, perde a razão de ser e em seu lugar surge a irracionalidade descontrolada; tal prodígio inumano institucionaliza a imbecilidade cujo reflexo ressentimos em cada ato agressivo sem uma razão de ser.

A deplorável cena ocorrida na semana passada 02/12/2017; veiculada pela mídia – telejornal no horário nobre – entre um educador e um educando – em que o segundo, agride de forma covarde o mestre -, reacende o debate sobre a relação social entre quem ensina-e-aprende com quem, aprende-e-ensina, reciprocamente. Este triste episódio tem que repercutir sobremaneira e ganhar uma dimensão que possa abrir o debate sobre o papel do aluno na escola, especialmente, por que ele está na escola. A escola tem a função social de proporcionar ao educando os conhecimentos básicos para interagir socialmente e de maneira civilizada no interior da sociedade. O educador constitui o epicentro desse processo formativo. Por conseguinte, a relação social entre os sujeitos do processo deve se pautar no respeito, na empatia.

Há uma distinção elementar entre o ato de educar e o de ensinar. O primeiro é de responsabilidade exclusiva da família, e o segundo, é de competência da escola, o educador é o fio condutor das ensinagens; o educador, portanto, é a ponte que garantirá o protagonismo do educando na sua trajetória pessoal.

A agressão, a ameaça e a intimidação não pode compor a quadra educacional sob nenhuma circunstância. O que deve ser concebido como peça-chave do processo é a parceria e o compartilhamento entre os sujeitos do processo objetivando apreender os conhecimentos e os saberes elaborados e disponibilizados social e historicamente visando transformar o sujeito aprendente.

Ao invés de haver agressão, ameaças e intimidação, que seja compartilhado e cultivado o amor e a solidariedade. A escola tem de se propor alternativa para conduzir o educando na melhor perspectiva possível, revelando-lhe o caminho do êxito e do progresso. Por isso mesmo, o educando carece de virtudes que o anime a um patamar elevado como homo sapiens e não coloca-lo numa condição de primata. Assim, é possível descortinar uma relação saudável e respeitadora entre os indivíduos que conjugam o campo educacional. A escola é o portal para transformar a natureza rude do homem de forma cidadã e civilizada.

Nosso entendimento sobre o episódio ocorrido numa das escolas da cidade de São Paulo, é de profunda lamentação e angústia, pois, tal cena pode ganhar uma perspectiva desmedida em que o educando ache natural agredir seu preceptor. E não o é.

Professor Welson – A QUEDA DE LÚCIFER

O sábio professor Welson da Silva Pinto traz hoje uma síntese histórica sobre a QUEDA DE LUCIFER.

RETORNO À BARBÁRIE: Um breve comentário à natureza humana e sua desumanidade

A inversão de valores tem sido a mais forte expressão na perspectiva do homem abreviar seus intentos e a acobertar seus horrendos crimes. Parece que o certo é o errado e vice-versa. Não podemos conviver com a balbúrdia e o caos como fatores naturais.

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

A violência – não apenas a simbólica -, mas a real e concreta, manifesta sua grandeza de maneira ímpar e sendo acolhida com extrema simpatia até mesmo por organismos que outrora, detestava o sibilar de uma simples agressão a outrem. Mas agora, tal violência toma forma e se estrutura com uma estupenda força que assusta até mesmo aqueles que foram designados a combatê-la. Isso nos remete para uma reflexão mais acurada sobre o papel do Estado, a polícia e a própria sociedade como parceira nessa batalha infame.

O mapa da violência é assustador, especialmente, quando nosso olhar se volta para o país inteiro, o número absoluto é de 55.574 mortes registradas no ano 2015. Um detalhe curioso é o Continente Sul em que o número de morte é de 36.756, isto é, o Brasil sozinho produz uma carnificina anual com um porcentual médio de 66,13% de todas as mortes ocorridas em solo tupiniquim em relação ao Cone-sul. Veja o ranking geral em cada Continente:

Homicídios no Brasil e no Mundo

Mortes intencionais nos Continentes em 2015,

 Segundo as Nações Unidas

Continentes Número de

Mortes por ano

América do Norte 37.073
América Central 15.059
América do Sul 36.756
Europa 23.597
África 80.563
Ásia 11.593
Oceania 247

Fonte: UNODOC 2015

Esse dado gerado é preocupante por trazer o Brasil em termos absolutos, em primeiro lugar no ranking geral:

Números Absolutos – Com mais homicídios

Ranking Mundial País Mortes por ano
1 Brasil 55.574
2 México 20.762
3 África do Sul 18.673
4 Nigéria 17.843
5 Venezuela 17.778
6 Rússia 16.232
7 Estados Unidos 15.696
8 Colômbia 12.782
9 Congo 10.322
10 Etiópia 7.552

Fonte: UNODOC, 2015

Os recentes acontecimentos que testemunhamos por meio da mídia eletrônica (redes sociais), telejornais e tabloides tradicionais envolvendo sequestros, ameaças de mortes, assaltos a bancos com a utilização de artefatos como dinamites, o feminicídio e etc., nos assombram e nos colocam numa situação de vulnerabilidade – o Brasil numa semana produziu 1.195 mortes, conforme reportagem veiculada dia 25.11.17, pelo Jornal Nacional (segundo o Núcleo de Estudo da Violência-USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública) em parceria com o G1, chamado Monitor da Violência. Este dado é um demonstrativo de que o aparato legal – o Estado e suas instituições – perdeu sua autoridade e autonomia para o crime organizado. Já é consenso a tese de que o “estado paralelo” – ilegal – dentro do Estado é um fato! Essa ideia não pode se constituir numa regra elementar. Além desse percalço, o Estado Nacional tem que se preocupar com o cidadão comum que, vez por outra, agride, ameaça e até mesmo mata o seu semelhante por motivos fúteis/banais (discussão, separação, dívidas com drogas e etc.).

O último acontecimento sobre crime ocorrido no interior do Estado do Maranhão (Barra do Corda) em que o filho trama a própria morte do pai é um caso tipicamente classificado de bárbaro. Nada justifica um crime, especialmente, quando este, é planejado de forma antecipada – é necessário ter muito sangue frio para culminar uma vida de um ente. Este caso não é único, a própria Bíblia narra que chegaria o tempo em que haveria esse tipo de coisa.

Ora, o que torna o crime uma prática natural entre os humanos? Qual a origem desses crimes? Quem são os praticantes? Essas inquietações devem ser respondidas com a máxima urgência, pois, se a tendência permanecer como está em breve a sociedade contemporânea contemplará um ‘holocausto’ institucionalizado, ou melhor, estaremos dando guarida para o retorno da barbárie. A barbárie é o estágio inferior de toda sociedade medíocre e atrasada social e culturalmente.

O nível de desenvolvimento – científico e tecnológico – a que chegou a humanidade, permite a perspectiva de um modelo em que o elemento central – o homem – seja o ponto chave para construção humana baseada numa relação social de respeito e amor. A violência – em todo seu potencial nocivo – jamais pode se constituir numa estrutura normal no interior de uma dada sociedade. Ela precisa ser rejeitada resolutamente. Não pode se sustentar como necessidade menos ainda como alimento pertinaz para empoderar o criminoso no átrio da desordem social. A vida é o mais precioso bem que existe socialmente para o homem. Nada se compara à vida vivida saudavelmente entre os diferentes. Como pressupor o crime como alternativa viável para sobreviver condignamente? E o inverso deixa de ser o verdadeiro sentido da vida?

A violência não pode ser objeto infalível para condicionar a ideia de liberdade e, ainda, supor que a mesma só pode ser conquistada numa escalada supostamente virulenta sob qualquer ângulo, mesmo que para isso, requeira-se a morte como necessidade vital. Uma interrogação que não quer calar: E de quem é a culpa por essa intensa celeuma social? É dos governantes – aqui, incluo as três esferas de poder: municipal, estadual e federal -, que não estão tendo capacidade e ao mesmo tempo organização estrutural para impulsionar o combate necessário e estratégico para inibir esse tipo de ação ofensiva à sociedade e ao próprio homem como ser que vive socialmente?

Poderíamos aqui enumerar um conjunto de questões para propor um amplo debate sobre a vida humana, sendo que, a humanidade cada dia perde sua racionalidade e em seu lugar insurge a irracionalidade, a barbárie. Parece que o tempo não passou, ficamos presos ao período ancestral (primata) em que a sobrevivência dependia exclusivamente da morte de um sobre o outro. A humanidade cada dia se desumaniza e, com isso, a morte é o prêmio.

Por Jacinto Junior – Uma homenagem ao colega ‘Zé Cochicho’

Para além da amizade, a fraternidade. Sim, é isso que sinto com a ausência do Zé “Cochicho”.

Zé Cochicho

Homem simples, de gesto nobre, como nobre seu caráter, amante de uma conversa saudosista. Em todos os momentos em que estivemos juntos, lado a lado, sentados ou a pé, em sua residência – à porta – sempre rebuscava em sua excelente memória algum fato interessante para contar de tempos atrás. E, isso, de certa forma imprimia em sua face rosada uma tremenda alegria, afinal, era uma recontagem de suas experiências pessoais desfrutadas quando muito jovem.  Certa feita, contou-me que era amigo da família do ex-governador e ex-senador (já falecido) João Castelo, quando este, trabalhava no Banco da Amazônia e, sempre que viajava, o convidava para tomar conta da sua residência.

Zé “Cochicho” era uma biblioteca ambulante. Conhecia fatos históricos hilariantes da sociedade codoense no tempo em que os bailes eram carregados de rigidez. Sempre dizia para seu prazer que tanto a UAOC e o COC eram clubes de grande prestígio. Era o tempo da ‘brilhantina’, do cabelo longo, enfim, era também o tempo em que a moça não podia andar sozinha alta horas, pois seria considerada ‘desonrada’; tinha na verdade, que andar na “linha”, e sempre bem acompanhada. Não podia chegar tarde – depois das 10h00 – pois, era um ato de desacato com sérias consequências para a boa moça de família. Zé “Cochicho” vivenciou um dos períodos da história mais significativos, foi contemporâneo de grandes mudanças na civilidade moderna que se refletiu em nossa cidade: a liberdade, a onda paz e amor, enfim, ele viveu intensamente uma vida social com muito respeito e observância. Zé “Cochicho” deixa-nos órfãos de suas arretadas histórias e sua fantástica sobriedade.

Zé “Cochicho” foi um polivalente. Dedicou mais de trinta e cinco anos ao Serviço Público, aliás, aposentou-se e continuou a exercer seu ofício. Era um homem de envergadura. Conjugou como ninguém um nicho de amizade invejável. Sua casa era visitada por todos os políticos, granjeou respeito e, isto, o fez admirado pelos homens públicos que sempre o procuravam. E a última conversa que tivemos – antes de sua internação – foi com a presença do ex-prefeito José Inácio, era mais ou menos 18h30min, ali se encontrava também, a esposa do Zé dos Pobres – apelido ganho quando esteve comandando nossa cidade no final da década de 1980. Falávamos sobre a conjuntura política nacional, especialmente, o governo ilegítimo de Temer. Ao partir, ouvi a esposa do Zé Inácio dizer para o Zé “Cochicho”: “Você tem de comer, não pode ficar sem comer, viu? Depois a gente volta para visitar você, tá? Tchau”. Assim, foi a despedida da família Guimarães à figura ilustrada de Zé “Cochicho”. Isto ocorreu, há três semanas atrás!

Zé “Cochicho” deixa-nos um pouco mais triste, porém, tal tristeza transforma-se em alegria por saber que ele era um inveterado jogador da felicidade. Nunca o vi com seu semblante enrugado, sua testa franzida e a boca cerrada, para ele o principal sentido da vida era vivê-la com felicidade. Meu grande parceiro das tardes amenas, de olhar agudo e penetrante.

No momento em que sentava ao seu lado ele dizia quase que automaticamente: “tu viste ontem o que passou no jornal nacional sobre o Temer?” “E a mala de dinheiro”? “E os cinquenta e um milhões do Geddel escondida no apartamento”? “O nosso país está acabado, Jacinto!! Zé “Cochicho” gostava de debater a política e, ao mesmo tempo, tentava compreender todas as malandragens feitas pelos grandes picaretas de nossa triste republiqueta.

Por fim, faço essa ínfima homenagem por entender que ele contribuiu para nossa cidade não apenas como Servidor Público Federal, mas, sobretudo, como profissional da educação. Sim, Zé “Cochicho” foi por muito tempo mestre ministrando aulas de Matemática no Colégio “Magalhães de Almeida”, e, também, no Colégio “Codoense”.  Ele também tentou seguir carreira política, contudo, na primeira disputa ao Cargo de Vereador ao ser derrotado, percebeu que aquele não era o seu verdadeiro mundo e, sim, a relação com a sociedade como um todo sendo apenas um cidadão comum e feliz.

Descanse em paz Zé e que Deus o ilumine, sempre!