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Por Carlos Magno – QUESTÃO DE PRINCÍPIOS

No período em que vivemos, oxalá melhore, época conturbada com muitos acontecimentos, tanto políticos, como na segurança, no trabalho, no comercio, na indústria, serviços, construção civil, etc., o cidadão brasileiro perplexo com tudo isso, fica a indagar quando chegaremos a um tempo de paz, prosperidade, segurança familiar, principalmente de nossos filhos. O tema deste artigo é voltado ao ambiente de trabalho, e suas perspectivas, conjugado com o mundo politico. Claro que toda nossa atividade, seja ela qual for, tem a influencia da politica. Digo isso porque? Ora, tudo que fazemos é regulamentado por regras e normas, que são, obviamente, produzidas e editadas por políticos. Isso está na nossa Carta Magna.

As consequências desastrosas de um mau gestor, a falta de consenso entre os nossos representantes no parlamento, obviamente por motivos ideológicos, principalmente no âmbito nacional, se vê a todo momento, desagua no campo da realidade que é o grande numero de desempregados em nosso país. Quem acompanha o noticiário diário e lê a mídia escrita, tem conhecimento do que estamos passando.  Para quem aprecia o assunto, este é um canal, podemos dizer assim, complementar de informações, de referencia e de esclarecimento. Os jornais e a mídia de modo geral, quem acompanha diuturnamente, repito, tem destacado, que na era das redes sociais, a polarização de opiniões tem gerado novos conflitos no ambiente de trabalho. Mas as polêmicas ideológicas devem influenciar suas decisões sobre a carreira? As preferencias ideológicas podem atrapalhar o seu desempenho no serviço?

Escritor e notário Carlos Magno

E o mais curioso é que esses fatos, também, estão acontecendo em outros países.  Li que uma pesquisa da Associação de Psicólogos Americanos com 927 profissionais, concluiu que o acirramento das divergências políticas afetou o ambiente de trabalho após a última eleição presidencial. Em janeiro, um dia após a posse do presidente americano Donald Trump, milhares de pessoas foram às ruas nos Estados Unidos protestar contra ele. O movimento era uma resposta às posições do governante, que, durante a campanha, deu declarações polêmicas, ameaçou cortar relações comerciais com potências globais e prometeu um endurecimento das regras contra a imigração, com a construção de um muro na fronteira com o México. O sentimento de divisão que se abateu sobre o país também afetou o mercado de trabalho, com profissionais se demitindo publicamente por discordar do posicionamento de sua companhia em relação ao novo governo. Só para exemplificar, Elizabeth Wood, estrategista de conteúdo sênior na gigante de tecnologia IBM, decidiu renunciar ao cargo após a presidente da empresa, Ginni Rornetty, escrever uma carta parabenizando o republicano pela vitória e se colocando à disposição dele. Outro a tomar o mesmo caminho foi o gerente de operações George Polisner, que largou o emprego na Oracle, famosa empresa de tecnologia e informática da Califórnia, depois que o CEO entrou para a equipe de transição de Trump. O clima de polarização ideológica também aumentou a hostilidade em divergências políticas e 25% admitem que passaram a evitar alguns colegas por causa de suas opiniões.

Ideologia, valores morais e preocupações sociais são assuntos levados a sério pelas empresas em tempos de redes sociais e de globalização da informação. Uma revista especializada, traz uma reportagem em que diz que “isso não se limita às questões políticas. Prova disso é que os empregadores – sobretudo as companhias que atuam em setores polêmicos, como químico, de fumo e de bebidas alcoólicas – têm dado especial atenção à forma como atraem e selecionam os candidatos para suas vagas. Vão procurar entender como o candidato pensa, e ai aumenta a probabilidade de uma contratação equivocada. A nova geração é crítica e antenada”, diz Rodrigo Vianna, diretor da consultoria de recrutamento Talenses, em São Paulo.

A diretora de RH da multinacional Bacardi no Brasil, Fernanda Leal, diz que “O ponto é a forma como o colaborador expressa sua ideologia. Aqui, ele tem espaço para debater ideias, desde que o faça de maneira respeitosa.” Na sua entrevista, a diretora de RH disse que “para facilitar o conhecimento mútuo entre candidato e empresa, durante o processo seletivo, os candidatos podem circular pelo escritório para absorver o clima e a cultura da companhia na prática. Deixamos todos à vontade para nos questionar e falamos com honestidade sobre os desafios que vão encontrar se optarem por trabalhar conosco“, diz Fernanda.

Do ponto de vista de quem estuda trabalhar numa companhia, é importante aproveitar essa abertura para mapear a organização, conhecer seus valores e identificar se existe afinidade com a cultura e o negócio. Caso as discordâncias superem pontos positivos, é melhor dizer “não” ao emprego.

Com relação ao setor público, se a ideia for contestar o sistema – um pensamento recorrente de quem decide ingressar no setor público, por exemplo – deve-se saber que isso não será fácil. “É preciso ter em mente que, para desafiar o status quo, é preciso antes galgar uma posição que lhe permita ser um agente de mudança dentro da instituição“, afirma Victor Ribeiro, especialista em concursos públicos, de Brasília. Além disso, os profissionais que pretendem seguir carreira pública devem estar cientes de que, apesar de servir à população e não a um partido ou outro, seu trabalho está sujeito à alternância de poder entre a esquerda e a direita. Cedo ou tarde, será preciso enfrentar trocas de gestão e de direcionamento de políticas públicas, o que pode gerar choques ideológicos. Embora o trabalho continue igual, há o risco de o servidor ficar apenas pela estabilidade e pelo salário, mas em conflito interno. “Chamamos isso de ‘algema de ouro’, quando a única motivação do servidor é a boa remuneração. Caso contrário, sairia para fazer algo em que realmente acredita“, diz Victor

Mas como tomar uma decisão sobre o que fazer diante de um conflito ideológico quando já está dentro da organização? Como identificar se o desconforto justifica a saída? Isso é uma questão de princípios. Num momento em que, em todo o mundo, se discute a intolerância à divergência de opiniões, potencializada pelas redes sociais, com uma consequente radicalização, vale a pena realizar uma análise mais profunda antes de fazer uma escolha. Para Luiz Fernando Garcia, psicólogo e autor de livros como O Cérebro da Alta Performance (Editora Gente), o primeiro passo é avaliar se permanecer no emprego significa fazer uma concessão ou violentar a si mesmo. Enquanto na primeira situação abre-se mão de algo no presente para ganhar no futuro, no segundo caso a desistência ocorre sem contrapartida, o que fatalmente levará o indivíduo ao auto-boicote. “É aceitável deixar um posto que cause mal-estar constante e vá totalmente contra o que se acredita. Mas a decisão não pode ser fruto de um melindre, pois uma demissão mal planejada pode trazer consequências significativas“, afirma.

É bom lembrar ainda que, muitas vezes, a diferença de posicionamento é circunstancial. A decisão sobre partir ou ficar também deve levar em conta se há alternativa ao emprego atual, como um plano de negócio próprio e uma reserva financeira para segurar as pontas no período sem trabalho fixo. “Se você tem um plano B, pode sair da empresa com elegância, rompendo o conflito interno“, afirma Eliana Dutra, coach e sócia da Pro-Fit Coaching & Treinamento, do Rio de Janeiro. Caso contrário, talvez seja vantajoso se manter no emprego por mais algum tempo para preparar uma transição. Só o autoconhecimento e o planejamento salvam o profissional de definhar dentro de um sistema que fere seus princípios.

Espero, com esse artigo, contribuir, de uma maneira ou outra, para o pretendente, de um emprego, – que tenha alguma ideologia politica – possa analisar e pensar sobre o seu futuro. Este assunto é muito interessante e vasto, pretendo voltar a discuti-lo.

Carlos Magno da Veiga Gonçalves – Notário

Por Jacinto Junior – à esquerda, sempre.

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneoPor

O muro da separação desmoronou em 1989 (Berlim), entretanto, o rufar dos tambores nos alerta que a esperança e o sonho não acabaram, ao contrário, permanecem cristalinos, sedutores e palpáveis. E crendo nesse ideário sedimentado é possível sim, reescrever uma nova história na perspectiva revolucionária, renovada e democrática, onde a justiça social seja a máxima entre os humanos, a liberdade seja compartilhada potencialmente produzindo indivíduos sensíveis capazes de respeitar o outrem e seu modo de pensar; onde a crítica tenha seu espaço e seja ouvida de maneira tal que o oponente não agrida o crítico, mas o rebata na mesma percepção teórica; onde a lei seja cumprida de fato e de direito e puna o infrator sem olhar o status quo que pertença. O mundo só atingirá a sua verdadeira essência igualitária quando o homem desprezar o sentimento prevalente de sua bestialidade inumana. Ele tem que se tornar humano outra vez, ou melhor, hominizar-se!

O modelo societário que lutamos por construir não pode ser um arremedo do fantasma que pulula nas entranhas dos proxenetas guiados pela ambição desenfreada, fria e calcada no espírito egoísta. Nossa força nasce e renasce – como fênix – a cada momento quando identificamos um retrocesso, quando sentimos a perda circunstancial de uma batalha, quando percebemos o desencanto e a ilusão de uma fração popular ante a realidade fantasmagórica gerada pelo sistema capitalista excludente e opressor; apesar de todo esse imbróglio social ainda o espírito encarnado da luta tem sua manifestação internalizada de modo avassalador e inquietante e prossegue e avança. É um querer inexplicável, apenas se sente e se deixa levar, pois tem uma finalidade e uma tarefa a cumprir!

Desde sempre incorporamos o conceito fiel de justiça, de liberdade, de democracia, de igualdade, de fraternidade na perspectiva de submetê-los à vontade da coletividade. O homem deseja e quer Paz, quer viver o cotidiano sem a preocupação com o que sua família vai comer hoje e amanhã! O fato de o homem ter sua dignidade preservada já é o suficiente para perceber-se como gente, gente com valor incomensurável. Este princípio é universal e necessita ser revitalizado como apêndice inerente à humanidade parida pelo amor indissolúvel. É insuportável conviver com a injustiça sendo tratada como enlace natural entre os diferentes. A naturalização da injustiça fere a vida dos que vivem pauperrimamente nas relações sociais. A casta privilegiada tem nessa categoria sua máxima glória, a priori, imaginam-se deuses com poderes para punir a bel-prazer este ou aquele sujeito que contrarie seu desejo opressivo. Essa cultura seletiva e perniciosa sofrerá um revés brevemente e todo o povo clamará por retidão e honestidade em todos os aspectos da vida social. Estamos nos preparando para o embate na linha do front. Nosso retorno tem um ar de início dos idos tempos das “Diretas Já!” – na metade da década dos anos de 1980 – quando inapelável e inadiavelmente quebramos as amarras do ‘entulho autoritário’ que oprimiu nosso povo por duas décadas de forma violenta e violentamente perseguiu os filhos deste solo que queriam apenas viver numa ‘pátria livre’ e sem ‘berço esplêndido’, mas num país real e justo para com todos os seus filhos e netos. Reencontrar o sentido da luta e ser protagonista de um novo ciclo político constitui um momento de significado sem precedência para a minha história como militante e revolucionário engajado. Nunca deixei de acreditar na perspectiva histórica democrática e fraterna. Assim caminharei e lutarei pelo resto da vida, solidariamente. Saudações fraternas aos meus novos camaradas de luta e de partido. Viva o PSOL/Codó! Viva o socialismo democrático!

Jacinto Pereira Sousa Júnior – novo membro do PSOL/Codó.

Codó(MA), 18 de junho de 2017.

Por Carlos Gomes – O grande escritor João Batista Machado

Há pouco mais de um ano Codó perdeu  esta figura ímpar, em virtude do seu falecimento a 22 de março de 2016.

João Batista Machado

O escritor João Batista Machado, ícone da cultura codoense, deixou a sua marca indelével através de seus escritos: Livros, Artigos e Crônicas, o que não passa despercebido dos amantes da leitura.

Pessoa simples, tratável e sobretudo humana. Recebia prazerosamente todos que o procuravam em sua residência, ali na rua Henrique  Figueiredo: aqueles que o visitavam cortesmente, e também, os que buscavam conhecimento em diversas áreas do saber. Sem dúvida, ele foi um monstro sagrado.

Codoense, nasceu no povoado São Miguel a 24 de junho de 1925. Faleceu aos 91 anos de idade, deixando para o meio cultural e a comunidade codoense em geral, uma lacuna que dificilmente será preenchida.

Codó, 23 de junho de 2017

Prof. Carlos Gomes

Professor Welson faz um resumo histórico da vida de José do Egito

O professor e historiador Welson da Silva Pinto traz agora um resumo da vida de José do Egito – de escravo a governador do Egito. CONFIRA

Por Jacinto Junior – Acélio, o “Sherlock Holmes” da comunicação

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

Já está passando da hora de prestar uma singela homenagem a quem considero o mais dinâmico e o melhor profissional da comunicação do interior do Estado: Acélio Trindade.

Não irei levantar sua biografia, pois, todos nós já a conhecemos, entretanto, esboçarei algumas justas considerações a um homem que realiza com paixão sacerdotal sua primeira função: o jornalismo.

Além dessa função ele exerce outra com o mesmo esmero e habilidade: a ciência jurídica. Diga-se de passagem, que, neste setor sua fama é de uma constelação menor, aparentemente! Sempre altaneiro, porém, criterioso, sem exasperação.

Possui uma extraordinária capacidade de ouvir, e ouve atentamente cada fala, cada detalhe, como se fosse o próprio investigador laureado por sua inquestionável competência para elucubrar os crimes que, a princípio são insuperáveis – vide, por exemplo, Sherlock Holmes e seu inseparável amigo Watson – isto, conta para quem é, ao mesmo tempo, coletador de informação para oferecer um ‘furo’ sensacional sem a preeminência do sensacionalismo e, no campo jurídico construir uma defesa com as mesmas características. E, assim, tem sido sua conturbada e tríplice atividade: jornalística, jurídica e bloguista.

Conheço-o há mais de 20 anos e carrego um episódio histórico ocorrido na década de 1990, que, na época o comandante do executivo era o ex-prefeito Biné Figueiredo. Quando ainda era um militante político e ativista social. Naquele episódio quem estava fazendo a cobertura: Acélio Trindade. Era um 7 de setembro, organizamos uma mobilização intensa com diversos segmentos sociais, e, taticamente, esperamos o desfile seguir seu trajeto, para em seguida, executarmos nosso plano.

A polícia estava à posto, seguiam-nos sob ordens expressas do gestor para impedir a realização de nosso protesto. Quando chegamos defronte ao Clube Guarapary – que hoje já não existe -, o comandante da polícia deu a ordem: evacuar a rua e prender quem resistir! Naquele tumulto fora presa nossa companheira e primeira candidata mulher em Codó pelo PT em 1992.

O mais engraçado desse episódio foi a prisão do CAIXÃO que, representava a morte da Educação e a falência do governo. Acélio me entrevistou na ocasião, essa gravação deve estar arquivada nos Estúdios da TV Mirante. Foi um grande alvoroço aquele movimento e, particularmente, o CAIXÃO foi quem roubou a cena. Relato esse fato para dizer que a caminhada de Acélio Trindade é de longas datas.

Seu estilo é único! Sua tonalidade incisiva integra o panorama perfeito para chamar a atenção do público e completa seu desempenho a gravidade de sua voz.

Reconheçamos: de fato, o nosso ‘Sherlock Holmes’ é um notável repórter de telejornal, de mídia social e, ainda, um expert no campo jurídico. Sua capacidade técnica para formatar uma reportagem foge aos padrões tradicionais e, por conta disso, às vezes, mal interpretado, outras, criticado por pessoas que não conseguem subtrair a essência de suas informações picantes e sinuosamente criativas.

Acélio Trindade inspira, gera polêmica com apenas uma fração de frase, contudo, permanece o ídolo codoense, pois, cotidianamente, alimenta a comunidade com suas assíduas informações.

Por Jacinto Junior

Sobre MORAL e o comportamento da mídia

A república brasileira sofre mais um abalo sísmico em sua estrutura moral e política diante da delação premiada do agente privado da multi JBS, o falastrão Joesley Batista. A relação promíscua entre público-privado e o inverso, definitivamente, escancara a cultura enraizada da corrupção ensandecida que demole o bom senso, desestabiliza o Estado, corrói a ética política, cega a razão e dissolve a moral humana como patrimônio irrelevante – quando, na realidade, deveria ser absolutamente relevante.

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

A prostituição moral é a filha predileta da elite vira lata, hipócrita e cretina. E o resultado disso, se manifesta no culto das relações sociais entre sujeitos dentro de um sistema pútrido e desacreditado em suas comprometidas instituições democráticas. Que, por sinal, estão fragilizadas, inclusive, o judiciário!

Quando o assunto chega às alcovas e não na antessala da Casa Grande, o conceito de moral tende a ser lastreado por um comportamento invejável e circunscrito a uma realidade surreal – ou seja, quando efetivamente passa a ser descrita como elemento essencial nas relações interpessoais, sobretudo, no que concerne aos sujeitos pertencentes à elite, tal moral ganha vida e notoriedade -; mesmo que, corriqueiramente, tais sujeitos tenham prevaricado e cometidos abusos contrários à sua genuína natureza social.

O discurso da moral na boca de um membro da Casa Grande sempre é carregado de um tratamento ‘harmonioso’ e ‘respeitoso’, sobretudo, em público. O falastrão burguês goza por seu status quo de um aterrador ocultamento de suas ilustradas (des)virtudes. Vide por exemplo o caso mais recente denunciando o mais singelo e notável homem público: o boêmio mineiro. E suas conversações com membros da Suprema Corte do país altamente comprometedora.

Outro dado interessante que, a princípio, não tenho nenhuma tendência em fazer apologia, pelo contrário, em relação ao elemento que tentou obstruir a lava jato: o caso da prisão do senador Delcídio do Amaral – PT. Ora, se houve um dialogo mostrando de forma inconteste as peripécias do senador plumado, por que não fora preso sumariamente e, em seguida, instalado o processo de cassação de seu mandato, pois, o método utilizado pelo boêmio mineiro é fruto de Caixa 2 e, isto, constitui crime eleitoral!

Apesar de se ter provas irrefutáveis de vários diálogos recheados de maldades, traquinagens e manipulações, os envolvidos tentam a qualquer custo negar e/ou isentar-se do dolo, do crime e/ou envolvimento sobre determinados fatos e circunstâncias; aliás, ainda é aceitável uma anomalia jurídica – como se pode verificar o ato de Joesley Batista – a subordinação ardilosa para livrar-se de alguma condenação por intermédio da chamada ‘Ação Controlada’ – método ortodoxo utilizado pela Polícia Federal para obtenção de informações plausíveis sobre indivíduos investigados – sintetiza uma ação açodada em que o criminoso sobrepuja aspectos legais recebendo benesses (uma espécie de foro e blindagem especial) para, com provas coletadas, incriminar outrem. A lei não pode proteger quem comete crime, muito menos, amenizar a condenação ofertando privilégios para quem deseja delatar e, assim, se safar da culminação prevista no ordenamento jurídico. Crime é crime e pronto!

Em síntese, a metodologia aplicada – linha editorial – pela mídia privada conservadora para demonstrar o comportamento dos políticos envolvidos em crime de responsabilidade e/ou desvio de recursos por meio de Caixa 2 evidenciam-se pelo uso do expediente convencional ‘dois pesos e duas medidas’.

Dependendo do seguimento ideológico que esteja em cena, ela tende a condicionar uma postura previamente condenatória satanizando o investigado antes mesmo da Justiça se manifestar consoante aos fatos, às provas inseridas no processo e, especialmente, às alegações da defesa.

A Senzala (o povo, a classe trabalhadora explorada) precisa atentar para o aspecto da informação produzida pela grande mídia privada conservadora, afinal, ela sobrevive à custa do capital, tanto público e/ou privado; sua atuação é inesperada, pois, a historiografia denuncia que ela sempre esteve associada ao regime dos membros da Casa Grande (a elite, a classe dominante). Na verdade, a grande mídia privada tem se safado pela vulnerável capacidade de pigmentar-se.

Por Jacinto Junior

RELIGIÃO: Professor Welson destaca a vida do reformista MARTINHO LUTERO

O catedrático professor Welson da Silva Pinto, a pedido de seus fãs e alunos, fala neste vídeo sobre a vida de Martinho Lutero, o responsável pela famosa REFORMA PROTESTANTE que tirou o poder absoluto da Igreja Católica. Confira as informações históricas.

Mensagem do professor Carlos Gomes à todas as mães codoenses

MÃES CODOENSES

Porofessor e escritor Carlos Gomes

 

Para nossa satisfação, comemoramos mais um dia das mães neste 14 de maio de 2017.Sabemos que estas criaturas dedicam grande parte de suas vidas para a felicidade dos filhos. Por tanto, tudo que fizermos para homenageá-las nesse dia é pouco, pelo que representam na nossa existência.

Vamos comemorar este dia com muito amor e carinho, e pedir a Deus que as conservem vivendo por muitos e muitos anos.

Parabéns queridas Mães!

Prof. Carlos Gomes

Professor Welson e a vida louca de Adolf Hitler

O eloquente professor Welson da Silva Pinto compartilha mais um pouco de seu vasto conhecimento na área de história geral e nos brinda, neste vídeo, com um breve resumo da vida de Adolf Hitler, uma das figuras mais enigmáticas que já existiram na terra.

DA MÍDIA E DA INFORMAÇÃO: do abstrato conceito à conceituação dialética da informação

A partir da leitura de um texto elaborado pelo professor Afrânio Jardim – Mestre e Livre-Docente em Direito Processual Penal (Uerj) – com o sugestivo título: “A perversidade da Mídia e a Sociedade Ingênua”, (publicado em sua pagina oficial no Facebook) tentarei aprofundar o caráter venal que a mídia conservadora busca impregnar na consciência do telespectador uma verdade única e absoluta.

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

Afrânio desvela o espírito tendencioso da mídia em defesa dos interesses de grupos corporativos – econômicos – é o que costumamos chamar de capitulação descarada. Sua abordagem, com efeito, desmistifica o contrassenso apelativo impregnado na ideologia do discurso dominante, veja como ele aponta a tática da grande mídia no que tange à informação e seus objetivos diante da opinião: “A GRANDE IMPRENSA, ALÉM DE (de) FORMAR A OPINIÃO PÚBLICA, DEPOIS PASSA A DAR PUBLICIDADE DAQUILO QUE LHE INTERESSA DIZER QUAL SERIA A OPINIÃO PÚBLICA, CRIANDO UM CIRCULO VICIOSO. SEM QUALQUER PESQUISA SÉRIA E CIENTÍFICA, A MÍDIA NOS DIZ COMO PENSAMOS SEGUNDO O SEU DESEJO” (o grifo em caixa alta é do próprio autor e não meu).

Olhando para essa definição, vislumbramos três características que enchem o ideário midiático na perspectiva da alienação do telespectador, a saber:

  • Recepção da informação cunhada pelo favorecimento de uma classe social em detrimento de outra com uma fina sutileza que acaba convencendo a classe subalterna a digerir tal informação;
  • Incapacidade teórica dos membros da classe subalterna para refletir de forma independente sobre o conteúdo apresentado, devido sua labuta diária (associada ao cansaço) e, por conseguinte, a informação repassada torna-se uma verdade única e inquestionável;
  • E, por último, estabelece ‘princípios’ que devem coexistir numa relação social, eliminando desse modo, a presença do contraditório, pois, tudo está selado a um dócil arranjo cordial. Dito de outro modo, a cultura e a própria condição daqueles que não se envolvem em questões sociais e políticas, aparentemente, estão resguardados e protegidos da famigerada e indolente chaga da corrupção.

Note o perigo que representa a mídia conservadora com suas manipulações! Mas o pano de fundo é exatamente tolher a ação de todo e qualquer sujeito que ouse interpelar o modelo e o arranjo floral da notícia institucionalizado por esta estrutura de poder. Quando percebe que corre perigo, imediatamente, ela evoca a presença democracia e o conceito de liberdade de imprensa para, assim, se safar do mecanismo que definirá a sua função e papel social como formadora de opinião – isto é, sobre o Marco Regulatório da Comunicação em bases democráticas.

Afrânio Jardim aprofunda sua crítica remetendo para a necessidade de se ter um sujeito interventor com consciência crítico-intelectual para confrontar-se com o que designa de “consciência ingênua’: “Consciência crítica não interessa a quem tem o poder social. Eles precisam de consciências ingênuas que acreditam em tudo o que veem na perniciosa “telinha da televisão”. Por isso, alguns trabalhadores estão favoráveis às reformas trabalhistas e da previdência social, sem notar o quanto vão perder em termos de bem estar social”.

Sua preocupação se estende até mesmo sobre o caráter da irracional reforma trabalhista e previdenciária proposta pelo traidor/golpista/ilegitimo Temer, pois, os mesmos sofrerão danos e perdas irreparáveis no que concerne à sua aposentadoria e aos direitos trabalhistas. A incompreensão por parte desse sujeito – que, diretamente, está envolvido no processo desta reforma sendo atacado e colocado como o principal elemento causador do déficit -, aceita passivamente a ideia ilusória depreendida pela mídia de que para consertar a desordem atual da Seguridade Social, urge a reformulação da Previdência Social. Somente quem não conhece por dentro a realidade da Previdência Social pode acreditar nessa estória da ‘carochinha’.

E retratando a fortes pinceladas sobre a aguda realidade socioeconômica do sujeito histórico alienado, diz num tom quase que clamando para aquele, despertai de seu devaneio heterodoxo econômico ô pobre trabalhador: “pobre não sabem porque são pobres, apenas querem ficar ricos”(…) . Aqui temos um paradoxo um tanto heterodoxo com essa afirmativa. Para ele o sujeito inconsciente (aquele de consciência ingênua, lembra?) precisa romper as amarras não apenas do silêncio, mas, sobretudo, estabelecer uma ruptura com o corriqueiro e colocar-se numa perspectiva renovada naquilo que é fundamental: pensar criticamente a realidade social que embrutece sua arrasada vida econômica. Sua arguta afirmação pressupõe um eixo determinante para que o sujeito encontre o verdadeiro mecanismo que o aprisiona numa dada circunstância histórica. Na verdade, Afrânio Jardim propõe uma reflexão muito simples para o sujeito despossuído de toda abastança que detém o capitalista. Nesse discurso, percebem-se duas vertentes muito claras:

  • A necessidade do ‘pobre’ se reconhecer como tal, porém, precisa tomar consciência de toda a estrutura que circunda sua vida, a partir desse ponto, integrar uma nova fase de seu conhecimento, ou seja, apropriar-se do saber, e, para isso, tem uma tarefa a desempenhar: estudar história, filosofia, política, sociologia e, principalmente, economia. Com estes elementos internalizados assumirá sua identidade classista, sua condição histórica de pertencimento e questionar sua condição subumana; ou seja, descobrir os tramite que proporcionaram sua condição de miserável no sistema excludente capitalista.
  • Da ‘consciência ingênua’ à consciência crítico-social. O ‘pobre’ segundo Afrânio desconhece as razões pelas quais ele é pobre e continua pobre na realidade social. Ele estimula o ‘pobre’ a se submeter a um processo revolucionário de rompimento (ruptura) dinâmico, sustentado na teoria social que ele se apropriou (história, filosofia, política e economia), que dará a justa consciência política de como é formada a estrutura de poder e os mecanismos produzidos que geraram e continua a gerar sua miséria social. A ideia do ‘pobre’ desconhecer as razões que o condicionou a ser ‘pobre’, está intimamente ligado à ideia da violência simbólica; por conseguinte, ele acha que só o fato de querer ser rico é o suficiente para superar sua condição socioeconômica, na verdade, ele vai ter de estabelecer estratégias capazes de reinventar a si mesmo e, a partir disso, ter uma nova consciência política e social dialética para se libertar da dominação de classe a que vive submetido com sua ‘ingênua consciência’ sociopolítica.

Contextualizar a ambiência de uma vida marcada pela pobreza deve perscrutar a reflexão do sujeito para que ele compreenda sua condição social e subumana como uma determinação estruturada na lógica de um sistema opressivo: o capitalismo. Isto implica afirmar que, o sujeito ‘pobre’ – alienado de sua condição econômica – que busca a riqueza sem antes saber por que vive numa situação de penúria, internaliza apenas o desejo superficial de querer ser rico também e essa vontade se expressa no conceito burguês da individualidade, da competitividade e exímia superação dentro do sistema excludente – cuja palavra-chave é a ditosa meritocracia (grifo nosso). Esse conceito é uma antítese da coletividade. Essa é a lógica perversa do neoliberalismo sob a ‘ingênua consciência’ sociopolítica.

Portanto, a ideia de sopesar a natureza da informação constitui pedra de toque para aquele que, de fato, irrompe com o modelo idealizado pelo jornalismo canhestro e tendencioso. Isto se chama dialética. Saber distinguir uma informação de uma falsificação é um exercício prático de analise teórico-dialético.

Sucintamente, Afrânio Jardim tenta justapor a ideia da reflexão crítica como mola propulsora para desencarnar a manipulação ideológica contida na informação falsificada; pondo-a nua, colocando-a em seu devido lugar sem nenhuma maquiagem e tendência; apenas informando corretamente o fato ao telespectador atento como ele o é, ou na melhor hipótese, como se constituiu.

Por JACINTO JUNIOR