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INFIDELIDADE: A pessoa que TRAI tem direito a receber pensão? veja a resposta do STJ

O ato de trair, de ser infiel com seu companheiro (no caso de União Estável, amigado) ou com seu esposo ou esposa (no casamento) é um ato indigno, que causa sofrer e dano à reputação do traído, deixando-lhe uma mácula no meio social onde vive.

Com este pensamento, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que uma pessoal INFIEL não tem direito a receber ‘pensão alimentícia’ daquele que se manteve íntegro até o final da relação.

VEJA DETALHES DESTA DECISÃO DO STJ

Por Carlos Magno – Comportamento humano

Continuando a dar vasão a minha ansiedade de escrever, mantendo este hábito salutar e inigualável como um dos caminhos para o conhecimento, e que considero uma terapia para a mente, neste escrito, vou ousar mais uma vez, para aprender junto com os leitores, falando sobre um assunto recorrente e que faz parte do cotidiano de nossas vidas, que é o comportamento humano. Já escrevi, em outras oportunidades, algo relacionado ao tema, sempre superficialmente, em razão do espaço no Blog.

Escritor e notário Carlos Magno

Agora darei continuidade ao tema, me aprofundando um pouco mais, e assim vamos formando uma coletânea de artigos para tentar, pelo menos, chegar a uma forma mais completa e ter uma ideia mais aprofundada sobre tão relevante assunto e importante, como disse, em nossas vidas.

Inicio discorrendo sobre as mudanças no comportamento entre a fase infantil e adulta. Digamos que quando o ser humano vai deixando de ser criança e se depara com a puberdade, conhecendo um novo mundo, novas sensações, novas necessidades, desejos quase que incontroláveis que antes não existiam, um mundo novo é criado. Pois a percepção da criança não existe com tanto afinco. Quando o ser humano chega à puberdade, a curiosidade com a finalidade de agir, descobrir, experimentar, porém, somando tudo isso a uma compreensão mais aguçada de como são as relações sociais, o que não significa que seja uma compreensão madura, torna todas essas experiências em situações arriscadas e emocionantes na mente de um jovem púbere. Isto já vivenciei e aconteceu comigo e acontece com todos.

Sair da infância significa dar novos significados a conceitos que foram aprendidos em casa, através dos pais e de outras estruturas de ensino bastante comuns, como a escola ou, em parte dos casos, na igreja. É quando o adolescente entende que a vida é feita por fases, ou pelo menos o seu inconsciente entende. Porém, por ser um período bastante confuso e não haver a maturidade para lidar com tantas mudanças, novidades e dificuldades aparentes, é comum haver traumas que dificilmente se curam durante a vida adulta.

Quando esses traumas ou vícios emocionais já são iniciados na infância, é mais difícil ainda se livrar, necessitando de um bom profissional especialista no comportamento humano para ajudar através de terapias.

Cada indivíduo é diferente. Todos temos nossas fraquezas e necessidades, mas também temos a resiliência e habilidade de aprender todos os dias refletindo sobre as experiências vividas. Por tudo isso, é necessário muita tolerância e flexibilidade para aceitar o posicionamento e opinião do outro.

O renomado filosofo e escritor Mario Sergio Cortella, em seu livro “Viver em paz para morrer em paz”, Editora Planeta, diz: “Afinal, viver em paz não é viver sem problema, sem encrenca, sem dificuldade. Viver em paz é viver com a certeza de que não está vivendo de forma morna. Existe uma obsessão consumista, uma ideia de que eu sou aquilo que eu tenho, e não é verdade. Eu sou aquilo que eu faço, relaciono, convivo com outros. Afinal de contas, o que vale na vida é ser importante. Não necessariamente ser famoso. Importante é aquela pessoa que é importada por outra. Tem muita gente que não é famosa mas é importante. A pessoa importante faz falta.”  

Ai está uma definição de um modo de vida, de um comportamento humano que nem sempre é seguido e pensado, pois uma parte considerável pensa o contrário. Alguns acham que ser famoso ou ocupar um cargo relevante é que faz sua personalidade.

Ser importante, na minha modesta opinião, é fazer o bem, respeitar o semelhante, praticar boas ações, ajudar os necessitados, ter boa conduta e muitas outras virtudes que fazem você ser importante. É como diz o filosofo Mario Sergio Cortella, agindo assim, todos se importam com você, e você se torna reconhecidamente importante.

Nunca se falou tanto em comportamento humano como nos últimos tempos. Passamos a dimensionar as situações que vemos no dia a dia e que, muitas vezes, enchem nossos olhos de dissabor e tristeza. Lendo um livro sobre a psicologia do comportamento humano, constatei que uma das explicações encontradas pela psicologia para avaliarmos o comportamento alheio são as mudanças que cada indivíduo passa desde a infância até a fase adulta e que ao longo dos anos moldam seu caráter, sua personalidade e sua identidade.

Somos os únicos seres vivos que têm a capacidade de avaliar as ações antes de executá-las. Também somos passíveis da habilidade de agir com inteligência perante as situações a que somos expostos diariamente. No entanto, a autorregulação que se espera de um ser humano adulto é muito mais árdua.

Um exemplo simples disso é aquele motorista que sai de Codó com destino a São Luís, Capital, onde o respeito a faixa de pedestre é muito mais praticado. Por que será quando muda de espaço esse motorista respeita as leis de trânsito e na sua cidade não o faz? Uma das explicações encontradas para tal atitude é que o ser humano é um ser social e como tal visa ser aceito pelos demais. Dessa forma, ele camufla, inconscientemente, algumas ações a fim de requerer a aceitação no ambiente em que está.

A sociedade vivenciou diversas mudanças no decorrer dos anos e isso afeta totalmente o comportamento do ser humano. Muitas vezes para compreendê-lo é necessário voltar à infância, fase em que o caráter do indivíduo é estabelecido. Li em alguns livros que psicólogos e analistas estudam o comportamento humano há muitos anos.  A partir de estudos, entrevistas e pesquisas, esses profissionais indicam como cada pessoa se comporta em sociedade e a maneira como se adapta ao meio em que vive.

Para lidar com mudanças, você precisa, sobretudo prestar atenção nas pessoas. Paulo Freire, o brasileiro que mais acumulou títulos de doutor honoris causa na história do nosso país, também era um mestre nisso. Quando alguém ia falar com ele, um homem mundialmente famoso, Paulo não só parava para escutar como dava toda a atenção do mundo. Não raro, colocava a mão no ombro do interlocutor para criar uma condição de igualdade, um vínculo, uma conexão física para materializar o que Aristóteles chamou de amizade.

Em conversa com um amigo com muita vivencia e conhecimento, praticante da doutrina espírita, revelou-me seu conhecimento afirmando que nós humanos liberamos muita energia ao falarmos e pensar.

A cada pulsação nossa, ou seja, a cada batida do nosso coração, é produzida uma corrente de um clico por segundo que produz um watt de potência elétrica. Esta potência varia de pessoa para pessoa, e dependem exclusivamente da constituição orgânica das células e também da condutibilidade do corpo. (portaleducacao.com.br).

Para abordarmos todas as nuances e características do comportamento humano teríamos que escrever páginas e mais páginas o que não cabe aqui.

Em outra oportunidade trarei mais estudos e pesquisas sobre o comportamento humano

Carlos Magno da Veiga Gonçalves – notário

Por Welson da Silva Pinto – A dinâmica de ser professor

Nosso célebre professor Welson da Silva Pinto traz hoje o tema ‘A DINÂMICA DE SER PROFESSOR”.

Sem aulas Codó recebeu em janeiro R$ 15.214.516,65 do FUNDEB – Leia o artigo ‘O ESPELHO DO RETROCESSO’

O governo “Mais avanço, mais conquistas”, uma vez mais, demonstra incontestavelmente a falta de compromisso para com o sistema municipal de ensino. E, paralelamente, total desrespeito para com a categoria. Há informações ‘rolando’ nas redes sociais de que a previsão para o início do ano letivo acontecerá somente no mês de março – pós-período carnavalesco.

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

Esse gesto icônico coopera para aquilo que, historicamente, entendemos como método invertido do discurso moderno-modernizante. E o que caracteriza esse processo deteriorante é a mesmice; sendo, portanto, a tônica reprodutora desse embalado anacronismo educacional.

Em que momento de nossa triturada história político-social haveremos de colher em terreno fértil uma boa semente, sadia, sem agrotóxico? – obviamente que, a verdade não faz parte em nenhum momento desse processo político na perspectiva do engrandecimento de nossa violentada cidade!

Temos sim, um gestor ‘descolado’ – fruto de uma mídia especializada em produzir fatos bombásticos, cuja finalidade é impressionar o cidadão, gerar expetativas e, principalmente, causar impacto aos filhos de Codó de que “o melhor ainda está por vir”! Aqui, se confirma essa tese antagônica. Afora, isso, vejamos o outro lado da história, o lado da nossa educação!

Qual o objetivo prático que tem o governo “Mais avanço, mais conquistas”, em prorrogar para o próximo mês (03/19) o início do ano letivo? Essa estratégia política tem alguma relação com o seu ‘batido’ discurso no campo econômico – controle de gastos – ou, ainda, algo em torno da recontratação de pessoal que só pode ocorrer sobre a aprovação de um projeto de lei que fora apresentado pelo vereador e líder de governo Max Tony? O fato concreto é que o governo antipovo, antidemocrático e autoritário (grifo nosso), não tem como prioridade a qualidade do ensino e, menos ainda, o avanço da aprendizagem dos educandos, ao contrário, pretende embaralhar o ano letivo e institucionalizar prejuízo ao professor, ao secretário escolar, ao Orientador Pedagógico, ao aluno; enfim, todos os envolvidos no processo educativo.

A gestão “Mais avanço, mais conquistas” ainda não percebeu que está no prejuízo? Veja então, as notas do IDEB de 2013, 2015 e 2017! Somente o IDEB de 2009 e 2011 foi positivo! Esse fato é inquestionável e fico feliz por ter contribuído para o avanço do ensino e sua consequente qualidade.

Quando afirmamos que o governo “Mais avanço, mais conquistas”, se mede pelo retrocesso não é nenhum exagero; é uma confirmação intrínseca de um fato histórico! Ele reflete o discurso maledicente da meritocracia inoperante. A realidade educacional local que o diga! Alhures já discorri a esse respeito.

O gestor “descolado” ainda insiste sobre o discurso de desde o início: de que a gestão pública moderna, eficiente e eficaz tem na meritocracia seu fundamento. Tal fetiche resultou no desequilíbrio e no desajuste estrutural no setor educacional.

A principal arma para equalizar/reestruturar/resgatar o sistema municipal de ensino de nossa cidade é inverter a lógica impregnada pelo capital – tendo como pano de fundo, a contenção de gastos – de que um indivíduo pode ser o grande redentor da realidade social. Não, isso é impossível, especialmente quando se trata do campo educacional, onde o ambiente/relação interpessoal deve caracterizar-se pela mediação coletivizada.

No sistema municipal de ensino não há um único ‘salvador’, há uma ação coletiva – marcada pela unidade dos trabalhadores em cumprir suas tarefas institucionais. Além disso, é fundamental oferecer as condições de trabalho: material didático-pedagógico e permanente, biblioteca, infraestrutura adequada para que o educando possa realizar suas tarefas com dignidade e etc.

Não há justificativa plausível para o adiamento do ano letivo. O custo desse adiamento será refletido no processo ensino-aprendizagem.

Se, por um lado, a gestão “Mais avanço, mais conquistas” compreende que essa tomada de decisão é a ideal na perspectiva de economizar, por outro, temos plena convicção de que a mesma produzirá um efeito profundamente negativo sobre os educandos. Gostaria neste ínterim, apresentar o valor transferido pelo governo federal à conta do FUNDEB/Codó:

Mês/Ano FUNDEB/CODÓ
Janeiro/2019 Valor Transferido (R$ 1,00)
Débito Benef. R$ 81.077.889,00
Crédito Benef. R$ 96.352.405,65
Total R$ 15.214.516,65

                   Fonte: www.tesouro.fazenda.gov.br acessado em 02/02/2019.

Resumindo: Codó recebeu a cifra de R$ 15.214.516,65 em janeiro/2019. Ora, certamente que a prorrogação do ano letivo não se justifica pela ausência de recursos financeiros. Há outro motivo para tal decisão. A folha de pagamento será muito leve e, portanto, haverá um saldo significativo para o próximo mês. Isto é, na parte dos 40%.

O governo “Mais avanço, mais conquistas” enamora com o retrocesso e quer casar com o atraso meritocrático, o resultado disso é o completo abandono da estrutura de governo que estamos testemunhando.

A verdadeira revolução educacional tem como pano de fundo o comprometimento da gestão em investir no setor.

Por Jacinto Junior

Por Jacinto Júnior – DA UTOPIA À REALIZAÇÃO

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

Desde quando militava em Goiânia no movimento estudantil secundarista – na segunda metade da década 1.980 – já ouvia os companheiros falarem em seus discursos na ideia das Eleições para Diretores e o suporte era o Projeto de Lei João Calmon, que destinava 18% das receitas da União para a educação e para os municípios 25%; naquele período já atuava como membro de uma corrente estudantil chamada Articulação – acreditei e continuo acreditando na perspectiva revolucionária e democrática como mecanismo de transformação. A luta política que sempre travei contra o entulho autoritário, o sistema conservador e sua ideologia excludente e seletiva, as injustiças sociais; alimentou de forma grandiosa meu espirito combativo e sereno de olhar a realidade na qual convivi e convivo cotidianamente, contudo, permaneço irredutível com essa utopia democrática.

Em todo esse período – da década de 1.980, considerada pelos grandes pensadores e teóricos econômicos como a ‘década perdida’, até o momento em que fui indicado pela categoria por meio de um processo democrático eleitoral e inusitado para assumir a Pasta da Educação de nossa cidade – nunca abandonei tal perspectiva e quando estivemos à frente da Pasta da Educação, nossos olhos ficaram encantados com a possibilidade de implementar as políticas públicas pelas quais havia lutado por toda minha vida. É bem verdade que há uma diferença brutal entre o real e o ideal. Contudo, nos esforçamos e muito para que o processo educacional codoense pudesse sofrer uma modificação sim, uma tímida modificação cujos resultados se refletem hoje e sei ressoarão para a posteridade. Esse é o nosso legado na educação codoense!

Em nossa gestão conseguimos realizar duas políticas públicas fundamentais para consubstanciar/equalizar a valorização do Magistério Público: a realização de Concurso Público; e, também, a Reformulação completa do Plano de Carreiras, Cargos e Salários – PCCS. Nesse contexto, faço questão de frisar a importância que fora sua reformulação para os profissionais da educação.

E uma das inovações trazidas pelo novo plano fora as Eleições Diretas para Gestores de Escolas. Conquista histórica!

Desde sua implantação (2009), o município vem realizando esse processo democrático e fundamental para a educação.

Uma gestão coerente tem que respeitar a história e nunca tentar esconder, ocultar e obliterar seus fatos. Fiquei muito triste quando li a fala do vereador Max Tony ao fazer referencia ao processo, sem, contudo, remontar ao passado, ao início. Sendo que o mesmo conhece todo o processo, pois, esteve presente como auxiliar em nossa gestão. Não, Max Tony, o ‘momento muito positivo e um avanço’, principalmente nas políticas públicas de educação’ ocorreram há exatos 10 (dez) anos atrás (2009) onde, verdadeiramente, ‘implantamos a gestão democrática’ com a Reformulação do PCCS. O que está acontecendo na atualidade é apenas o cumprimento do que determina o PCCS. Ai não há mais nenhuma novidade. Portanto, ‘Isso é uma prova de transparência e credibilidade da gestão municipal com a comunidade escolar’, de certo que sim! Fizemos o melhor para engrandecer e fortalecer a relação democrática entre comunidade, escola, professores, pais, aluno e poder púbico. Foi uma época literalmente áurea, de expressivos avanços e modernização do campo educacional, apesar do movimento sindical sistematicamente se portar como adversário. Contudo, foi por suas intervenções que chegamos aonde nos encontramos.

E a despeito da fala do sr. Paulo Buzar, do mesmo modo, deveria consultar o acervo histórico (o PCCS) para comentar de forma salutar sobre o processo eleitoral nas escolas públicas e não dar uma interpretação pessoal sobre o processo como se o mesmo estivesse sendo inaugurado agora. Seu discurso reflete bem o caráter desse governo autoritário, antidemocrático, ao estabelecer a premissa ‘meritocracia’ – elemento indutor do discurso liberal – como chave do processo para selecionar os gestores, isso é uma inflexão à democracia plena ao afirmar que:

O processo seletivo de gestores é relativamente no Brasil. Em Codó, nós optamos pelo processo seletivo, técnico, meritocrático (grifo nosso) e deliberativo (…)

E continua cotejando a política como alvo a ser combatido, quando na verdade, nós já havíamos feito ainda em 2011 c0m a realização de um seletivo atendendo à reivindicação do movimento sindical:

Ao antigo sistema de indicação política, pois é mais democrático e coerente. Isso é um grande avanço e um marco da gestão do prefeito Nagib para o desenvolvimento da educação.

Qual é o verdadeiro conceito de desenvolvimento da educação que predomina no consciente da gestão “Mais avanço, mais conquistas”? Ele se abstém de cumprir o que preceitua a legislação referente ao IDEB? Ou, ele simplesmente atende à vontade política do gestor em patrocinar fatos midiáticos em razão de inaugurações de escolas dignas sob a tutela do estado? Isso é o que poderíamos determinar como ponto crucial do desenvolvimento da educação codoense? Se o for estaremos submetido a um processo vilipendioso e de retrocesso naquilo que deveria ser a prioridade absoluta.

E a partir das categorias democracia, participação social e educação com qualidade internalizadas é que construímos a materialidade de uma utopia que ontem parecia impossível e hoje é uma prática corriqueira nos anais do sistema municipal de ensino. Muito mais do que apenas a utopia como horizonte a ser alvejado é ter à frente do leme um comandante audacioso e sensível para produzir algo novo sem medo do futuro e que, certamente, trouxesse e continuasse a trazer benefícios para a coletividade como fora a rica experiência das Eleições Diretas para Gestores de escolas públicas implantadas em 2009 com a Reformulação do PCCS.

Fazer justiça à história constitui ponto indispensável para que o sujeito seja reconhecido como agente transformador e que, de forma obstinada, dera continuidade às políticas públicas que o antecedeu. Isto sim é exemplo digno de ser seguido e admirado. Mas, ao contrário, quando se tenta apagar o que já foi feito é tornar-se nulo no campo da história, pois ela própria encarrega-se de delatar a fraude bem como o fraudador. Isto nos remete à seguinte passagem bíblica: “dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mc 12:13-17).

A MORTE DO PRESIDENTE – Um homem, seus mistérios, sua vida e seu mundo

Não sei o seu nome, quem são seus familiares, sua origem e as causas que o levaram a viver perambulando pelas ruas de Codó-MA, se tornando um andarilho.

Presidente morreu

O conheci como “O Presidente”. Esse homem me chamou tanto a atenção, que acabei me aproximando dele não por pena, mas confesso, pelo seu jeito de ser, seus hábitos e a forma como ele vivia. Acredito até que conquistei sua amizade e confiança. Nos seus raros momentos de lucidez, falava, mas dizia pouco. Me encantei pelo seu desprendimento, sua simplicidade e pela autoridade que demonstrava, quando incorporava seu mais ilustre personagem, “O Presidente”.

Peguei tanto no pé desse cara, que certo dia, com uma câmera nas mãos, gravei e arranquei dele a resposta que eu mais desejava saber, algo inusitado e hilário. Nessa conversa, o presidente mergulha ainda no seu mundo e me conta fatos e passagens de sua vida, que me deixaram de queixo caído.

Entre a loucura e a razão, fico sem saber se este homem delira ou revela consciente, seus traumas e suas dores. Há! como foi divertido aquele momento. Pergunto: como o Sr. se tornou presidente? O homem responde:

“A premera inleição, eu ganhei aqui no Codó aí me robaro e eu fui imbora pro Belém do Pará, lá eu fui inleito de novo, me robaro, tomaro meu gado aí eu voltei de novo pro Codó e aqui sou presidente até hoje”. Sorrir e ele não gostou. Assim foi o presidente. Com um celular velho e sem bateria no ouvido, esbravejava, xingava o Lula, a Dilma, o Prefeito, as cantineiras da prefeitura e quem se metesse a besta com ele. O Banco do Brasil seu apartamento, o coreto da praça Ferreira Bayma, seu alojamento mais simples e as ruas de Codó, seu território demarcado. Se foi um louco, quem sou eu pra atestar sua insanidade, só sei que como o presidente, vagam pelas ruas dessa cidade, dezenas de outros presidentes os quais carecem tanto da nossa solidariedade, do nosso amor e de nossas atitudes.

Siga presidente, e caminhe rumo ao seu progresso espiritual, porque aos olhos de Deus, os últimos serão sempre os primeiros.

Autor do texto – Messias Markejane

Por Messias Marques

ELEIÇÕES DO COHAB (Vereda) : A DEMOCRACIA COMO EIXO DE MUDANÇA

O Conjunto Habitacional – COHAB – cognominado “Vereda Tropical” (isto, em virtude, naquele período da existência da novela global chamada Vereda Tropical) tem suas origens no final da década de 1.980. Foi o segundo conjunto habitacional a ser construído em nossa cidade e, diga-se de passagem, o primeiro com saneamento básico (tratamento de esgoto); obra de infraestrutura do governo federal através do extinto BNH – Banco Nacional de Habitação.

De lá para cá, já se passaram quase quatro décadas de existência. Nosso COHAB tem 271 casas. Ora, se multiplicarmos cada casa por 4 pessoas, teremos uma faixa de 1.084 residentes. Nosso COHAB segundo o atual presidente Lemos, no último levantamento feito, temos, aproximadamente 89 professores residentes. Isso demonstra que o nível intelectual de nossos moradores é bastante significativo.

Alguns moradores como Edvaldo Nascimento, Edvaldo Moura Moraes, Sebastião Celso e Betinho (falecido e tio do “Zé Gordão”), se mobilizaram para constituir a Associação de Moradores do Conjunto Habitacional, isso, em meados de 1984. Essa reunião ocorreu na residência de Raimundo Nonato (conhecido como “Dinaná”, já falecido).

Portanto, a AMCC – Associação de Moradores do Conjunto COHAB tem 35 anos de existência. Por conta do tempo, para falar sobre o processo eleitoral, estou impossibilitado de coletar mais informações sobre nossa história, entretanto, fica o compromisso de fazê-lo posteriormente.

A última eleição em que Ruy Rey fora presidente e na disputa perdeu para Lemos, houve um mal-estar e que mais tarde foi superado. E a partir daí o Sr. Lemos conduziu a instituição por 4 anos. Independentemente das situações circunstanciadas o que importa agora é dar seguimento ao processo democrático e vida à Associação.

Houve uma reunião na quinta-feira (10/01) entre a Diretoria e alguns membros da comunidade para tratar do processo eleitoral.

Da reunião ficou firmada a seguinte decisão:

  • A formação da Comissão Organizadora das Eleições;
  • A formação de uma Chapa Única;
  • A publicação do Edital de Convocação das Eleições.

 Diante desse fato, é necessário que haja uma mobilização ampliada para sensibilizar os moradores da comunidade para legitimar o processo eleitoral (participar).

Uma Associação de Bairro tem sua expressão – positiva e/ou negativa – na forma como os seus membros se portam e se articulam para alcançar os benefícios para a comunidade.

Um líder comunitário tem responsabilidade com a comunidade. Deve ser capaz de mobilizar a comunidade para realizar suas pautas. É sintomático o descrédito que permeia a figura de um líder apático, sem poder de convencimento e, sobretudo, de mobilização!

O líder comunitário tem que ter claramente um plano estratégico para provocar a comunidade a se integrar nas discussões sobre a realidade social que se lhe apresenta. Ou seja, debater de forma democrática e plural questões fundamentais como:

  • Infraestrutura do bairro;
  • Plano estratégico/democrático de atuação;
  • Mais escolas, mais Creches e Pré-escolas para atender à demando do Bairro;
  • Asfaltamento de ruas para permitir um melhor fluxo dos meios de transporte e dos transeuntes, melhorando a qualidade de vida dos moradores;
  • Lazer: Melhoria e adequação das praças existentes no Conjunto (reforma/ampliação) para as crianças e adultos se divertirem/passearem;
  • Coleta sistemática do lixo (ás vezes ocorre falhas de dois dias sem a coleta) e etc.

Portanto, a existência de uma Associação no Bairro é fundamental. E muito mais importante do que sua existência é a forma como ela deve atuar, observando-se a realidade social, lutando por condições dignas de sobrevivência de seus moradores. Enfim, uma Associação de bairro é um instrumento poderoso que a sociedade civil organizada possui para colocar à prova seu plano estratégico/democrático e verificar seus resultados.

A Associação de bairro deve intervir nas políticas públicas. Deve elaborar propostas para serem inseridas no PPA – Plano plurianual do município. Uma Associação não é um produto mecânico sob a óptica de terceiros. Ela tem que ser autentica bem estruturada, com uma equipe competente e que saiba avaliar a conjuntura local de forma sistêmica e altaneira.

Por quê a ideia de Associação e/ou União de moradores na atualidade perdeu força e sentido? Seria interessante que essa questão fosse retomada e, acima de tudo, assumisse uma condição explosiva e revolucionária! Para isso, é indispensável quem está coordenando os trabalhos seja dinâmico e extremamente articulado diante das necessidades históricas que se impõe.

Que a nova Diretoria da AMCC represente um novo momento. Momento de crescimento, responsabilidade, realizações.

Boas eleições!

Por Jacinto Junior

Por Carlos Gomes – ( IV ) FATOS E PERSONAGENS QUE ENALTECEM A HISTÓRIA DE CODÓ

Porofessor e escritor Carlos Gomes

Leiam algo mais sobre o título acima

  • FARMÁCIAS EM CODÓ. Conforme registros, o pioneiro do ramo farmacêutico nesta cidade de Codó, foi o Sr Henrique da Costa Nascimento, com a instalação da Farmácia e Drogaria Nascimento & Companhia, fundada em 1907. Com o seu falecimento, este legado de pioneirismo continuou com o seu filho Sálvio Jacinto dos Santos Nascimento, cuja Farmácia sempre foi localizada na Rua Getúlio Vargas, conforme se observa no Almanaque da Parnaíba, edição de 1960, isto porque o titular da Farmácia, foi anunciante deste importante Almanaque. Outras Farmácias sugiram, não se tem dúvidas: Farmácia do Sr. Nazeu, do Sr. Piosky e outras.
  • O XX CONGRESSO DA UMES EM CODÓ. Em outubro de 1972, dias 14 e 15, a UMES( União Maranhense dos Estudantes Secundários) realizou este importante encontro dos estudantes na cidade de Codó. O prefeito Moisés Reis procurou os Colégios da cidade, no sentido de organizar a realização deste simpósio, quanto a hospedagem dos estudantes, além de outras providências a respeito. A professora Maria da Guia, secretária do Colégio Codoense na época, com o professor Carlos Gomes, tudo fizeram para o pleno sucesso deste encontro. O professor Carlos Gomes com a incumbência de dar publicidade, como também, de preparar a solenidade de abertura do Congresso. Com essa atribuição, solicitou ao Ministro da Educação, Coronel Jarbas Passarinho, que não foi possível o seu comparecimento, mas determinou ao Sileno Ribeiro Paiva, seu representante em Recife, para representá-lo. Marcaram presença, o Presidente da UMES, estudante Francisco Dutra, José Alves Costa,  presidente do Grêmio Cultural “23 de setembro” da antiga Escola Técnica Federal do Maranhão e cerca de 400 estudantes. O professor Carlos Gomes após abrir a solenidade, passou a palavra ao prefeito José Moisés Reis para prosseguir a abertura do importante evento.
  • O PRIMEIRO ADMINISTRADOR DE CODÓ. Francisco Sérgio Bayma foi o primeiro governante em Codó, assumindo a direção do Município, no dia 16 de abril de 1896, conforme Lei N° 133 da mesma data, sancionada pelo Governador Alfredo da Cunha Martins. De Francisco Sérgio Bayma até Francisco Nagib Buzar de Oliveira, são 45 Prefeitos administrando Codó, este solo abençoado que a todos abraça, vindo a passeio, trabalhar, ou morar. É oportuno informar que até o ano de 1919 estes governantes municipais eram denominados de Intendentes e Subintendentes, só a partir daí passaram a denominar-se Prefeitos e Vice-Prefeitos. Informa-se ainda que são bisnetos do primeiro Intendente: Dr. Luis Carlos Bayma Saads, médico, José Mariano Saads Filho, Tabelião Público,  Dona Regina Saads Araújo, viúva de ex-prefeito Antônio Elias de Araújo (Bitar) – falecido, Maria Elys Bayma Saads, Carlos Alberto Bayma Saads, Maria Rita Bayma Saads e Maria Filomena Bayma Saads Costa.
  • PADRES CODOENSES. O primeiro Padre, Horácio Pompilio Martins, assumiu a Paróquia de Codó, em 02 de fevereiro de 1885. Certamente, festejou o cinquentenário da Paróquia, uma vez que ela foi criada em 1835. Em 1892, quando já ocorrido a Proclamação da República, assumiu  a Paróquia Codoense, o Sacerdote José  Ewerton Tavares e celebrou a missa, quando o seu território-pátrio foi elevado à categoria de cidade, no dia 16 de abril de 1896. O terceiro Sacerdote Codoense, Padre Newton de Carvalho Neves, cuja ordenação ocorreu no dia 30 de novembro de 1918. A 1° de novembro de 1919, foi ordenado pelo Sr. Bispo Dom Helvécio Gomes de Oliveira o 4° Padre  Raimundo Raul Ramos, filho da terra codoense. A cidade de Codó, muitos de seus filhos seguiram a vocação sacerdotal. Em 1947, o 7° Padre Codoense, José de Ribamar Carvalho, ordenado pelas mãos de Dom Adalberto Sobral. Padre José de Ribamar Carvalho, grande orador sacro  e de uma inteligência privilegiada. Entre os cargos assumidos no Estado, destaca-se Reitor da Universidade Federal do Maranhão.
  • SERVIÇO AUTONOMO DE ÁGUA E ESGOTO (SAAE). Este importante órgão municipal criado na gestão do Prefeito Moisés Reis, através da Lei 269, de 25 março de 1965. Diz o art. 1° da referida Lei “Fica criada como entidade Autárquica Municipal, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto da cidade de Codó (SAAE) com personalidade jurídica própria, sede e fôro na cidade de Codó, dispondo de autonomia econômica, financeira e administrativa dentro dos limites contido na presente Lei”. (Fonte Arquivo da Municipalidade).
  • MUNICÍPIO DE CAPINZAL DO NORTE. Antes de sua emancipação política era denominada “Capinzal”, inclusive pertencia ao Município de Codó. Um povoado bem desenvolvido, com características de uma futura cidade. Em 1952, o Sr. Jacinto Pereira de Sousa, cidadão influente nos meios políticos locais, foi morar nesse distrito, nomeado Inspetor de Quarteirão, posteriormente, Agente Arrecadador de Tributos. Na gestão do Prefeito José Inácio (1989-1992) foram proporcionados vários benefícios ao povoado e a população, inclusive construiu uma Unidade Escolar, na Localidade Santa Rosa, aumentando assim,  o número de escolas no Distrito. Foi designado administrador o Sr. Antonio Carlos Pereira Galeno. O povoado foi elevado á categoria de Cidade, ocorreu no ano de 1994, através da Lei N°6161, de 10 novembro, sancionada pelo Governador José de Ribamar Fiquene, sendo o novo Município desmembrado dos municípios de Codó, Santo Antonio dos Lopes e Lima Campos.
  • CODOENSE ELEITA MISS MARANHÃO. A 4 de junho de 1975, foi eleita Miss Maranhão Themis Quintanilha Gerude, vencedora do certame, em que também, as finalistas Ana Rita Mendes Vieira e Eliane Castelo Branco, conquistaram 2° e 3° lugares respectivamente. Themis Gerude, codoense, representou o Maranhão naquele ano a beleza da mulher codoense. É filha do empresário Ramze de Aguiar Gerude e Hévila Gerude (falecidos). Ela continua bela, como sempre. Foi casada com Dr. Antônio Joaquim Araújo Filho, com quem teve os filhos: Andreh, Antônio Joaquim, Haisa, Márcio e Rachel. Além dos seus atributos de beleza, é mãe exemplar, também grande política, de quando em quando, convidada para os embates da política local.

Tem mais…. Aguardem!!!

 Codó-MA, outubro de 2018

Professor Carlos Gomes

Por Jacinto Junior: “O MELHOR AINDA ESTÁ POR VIR”: O ANÚNCIO EMBLEMÁTICO DE QUEM AINDA NÃO MOSTROU PARA QUE VEIO, APESAR DE TUDO!

Quando li essa frase de efeito inscrita num outdoor justamente no período culturalmente consagrado ao Filho de Deus – na tradicional mística natalina – em que o principal objetivo (pois nesse mesmo período o homem torna-se completamente “submisso”, “manso” e “amável” em relação ao outro) é engendrar uma falsa ilusão de que o amanhã será emancipado e algo fabuloso, extraordinário vai acontecer em beneficio de uma coletividade, inclusive, tal frase insinua especulações de toda ordem nos neurônios dos simples mortais – sim, dos simples mortais mesmo, aqueles incautos, despossuídos, carentes de dignidade e esquecidos pelos agentes políticos e que, periodicamente, são visitados por estes, colocando-se como ‘ungidos’ e ‘salvadores da pátria’; e, no entanto, a esperança implode numa peculiar traição àquilo proposto e, assim, permanece a contumaz resiliência de uma realidade sustentada no conceito abstrato manipulador.

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

Sim, é fundamental explorar o mundo da abstração, especialmente quando o conjunto das ideias insinua cabalmente a percepção de uma realidade inusitada. A gestão Mais avanço, mais conquistas” explora com aguda eficiência essa estratégia política. De um modelo concentrador neoliberal para a imagem de um governo fortuito socialmente e comprometido com o futuro da cidade; em outras palavras, um governo propositivo e absolutamente democrático – essa falsa ideia não convence mais, nem mesmo uma ingênua criança de 13 anos.

Ora, a frase oca – “o melhor ainda está por vir” – denuncia exatamente o oposto daquilo que se propõe como algo novo e extraordinário a ser concebido e/ou gestado. Se, de um lado, já se passaram dois anos dessa gestão autoritária, antidemocrática e antipovo, e ainda não fora apresentado nenhum grande projeto inovador que tenha como base fundamental a coletividade; e, de outro, essa mesma coletividade espera acontecer uma ação política que, de fato, corrobore com a supressão dessa densa crise que tem sufocado a vida não apenas dos trabalhadores – desempregados, subempregados -, mas, sobremodo, o setor econômico local – sem circulação de capital – que permanece estrangulado, arrefecido.

Seria mais sensato e coerente que o governo – “Mais avanço, mais conquistas” – pudesse se despir de suas fraseologias ocas e, efetivamente, mostrasse para que veio de verdade, porque até o presente momento, vimos somente blablablabla e mais blablablabla. Esse governo acha mesmo que a frase de efeito é suficiente para contemplar um futuro brioso e altamente revolucionário mesmo sob o ponto de vista liberal?

Aprofundemos mais ainda o estratagema embutido no interior dessa fraseologia oca.

Primeiramente é fundamental refazermos a retrospectiva do biênio – 2017/2018 -, para compreendermos o sentido místico que trás consigo tal frase oca. Fora atos que, em sua maioria desagradaram/prejudicaram a comunidade codoense como um todo basta citar como exemplo, o fechamento de unidades escolares na zona rural, o caso das demissões em massa, da redução dos incentivos (incluindo ai as gratificações dos gestores e vices de escolas), a substituição de mais de 30 pontes de madeiras por pontes de concreto, do não cumprimento do pagamento do 13º salário na data de aniversário do servidor, a ‘dobradinha’ com uma gratificação irrisória, a quebra da tradicional data do pagamento dos servidores da educação, a terceirização do serviço público como vigilantes e zeladoras e etc., são alguns exemplos que dimensionam as características administrativas dessa gestão autoritária, antidemocrática e unilateralista.

Como podemos avaliar objetivamente essa frase oca em sua totalidade?

Classifico quatro elementos que demonstram a relatividade (no sentido de realizar políticas públicas efetivas) no contexto dessa idiossincrática frase oca:

  1. Com efeito, não há um prognóstico plausível que indique alguma alteração estrutural no quesito administrativo que quebre a monotonia dessa gestão conservadora e ultraliberal;
  2. O porvir não é a garantia de um desenvolvimento social sustentado no equilíbrio entre os figurantes que necessitam do braço do poder público para ajuda-los na perspectiva de um padrão de vida melhor, pois os últimos dois anos apontaram para o engessamento social e paralisia econômica e como resultado a ampliação da miséria, da pobreza e marginalidade econômica;
  • Deliberadamente, tenta restabelecer sua incrédula credibilidade enquanto gestor e, para isso, procura anestesiar a comunidade com aquilo que não realizou e nem realizará futuramente;
  1. E, por último, a incapacidade da gestão em criar emprego e renda, bem como a questão em equilibrar os efeitos negativos de suas ações desnecessárias.

  A frase oca insinua a temperança daquilo que inexiste. Há sim uma internalização que encobre qualquer forma de injustiça e autoritarismo, exclusão e opressão, conservadorismo e seletividade. Porém, não é necessário explicitar essas características perversas para reafirmar sua imponderada virtude. Apenas as medidas tomadas falam por si e denotam a verdadeira objetividade dessa gestão autoritária, antidemocrática e antipovo.

O que se tem na realidade, é uma frase bem bolada e de efeito casuístico/simbólico. Na verdade, o ano de 2019 como de praxe é o momento que antecede os ventos eleitorais e é também acompanhado de mui atividades de natureza social em que o elemento primordial agora entra em cena com a finalidade de reproduzir a ilusão política de um movimento proativo e redentor para satisfazer as imediatas necessidades da coletividade menos favorecidas. E o que temos? Absolutamente nada! Alias, podemos enumerar um quadro macabro em que as cores vivas sumiram e cederam lugar para as tonalidades sombrias, escuras e esmaecidas. A coletividade codoense enfrenta um ambiente hostil e agressivo. Urge uma demanda revolucionária para restituir a cidadania desprezada por essa gestão insensível e egoísta.

Essa frase oca –“o melhor ainda está por vir” – ganha contornos essencialmente refinados ou, em outras palavras, não apresenta um espectro real, indica uma incrível percepção de uma imagem surreal do que seria um porvir grandioso, meticulosamente promissor. Essa ideia expressa na realidade algo improvável, visto que decreta um modo indefinido de ser e de viver de uma coletividade, pois, pressupõe a possibilidade de algo inexistente. Porque “o melhor ainda está por vir” não explicita o concreto, o real, mas, sim, o abstrato, o invisível?

Temos uma cidade completamente arrasada pela inoperância/incapacidade administrativa, sem iniciativa para desencadear um processo inovador e renovado no contexto social extremamente dinâmico e volátil.

Sintetizando ainda mais essa mirabolante frase oca: ontem, algo a ser feito, hoje ainda se espera algo a ser feito e amanhã…. bem… amanhã, só a esperança, a esperança em algo que se assemelha a uma fumaça, nevoeiro e muitas incertezas quanto a concretude de “o melhor ainda está por vir” para nossa cidade crescer, florescer e prosperar com dignidade e cidadania. Para isso, é indispensável que a gestão “Mais avanço, mais conquistas” inverta a lógica do pensamento único em favor das maiorias desassistidas. Pois, prevalecendo esse conceito liberal insano e egoísta permanecerá o fosso entre riqueza e pobreza, abundancia e miséria e etc.

Por Jacinto Júnior – O RETORNO HUMILHANTE DOS “INFIÉS MOSQUETEIROS” À CASA GRANDE

A nossa historiografia política local está repleta de fatos hilários (ridículos, pérfidos, cômicos, diria até, espetaculares do ponto de vista da platitude daqueles que se notabilizaram pela cobardia e o execrável oportunismo) quando a questão envolve diretamente a relação entre forças políticas antagônicas em que, sobejamente, uma constitui-se superior à outra e, de tal modo que, a inferior rende-se tacitamente ante a pressão e/ou meramente à licenciosidade funesta de quem, de fato, detém maior poder.  Além disso, há um conhecidíssimo adágio popular que afirma a seguinte expressão: ‘o bom filho a casa volta’, contudo, é de bom alvitre dizer que essa máxima não cabe neste contexto, por tratar-se de indivíduos particulares e seus subjetivos interesses e não de filhos pedindo perdão aos seus pais por terem cometidos erros devido aos arroubos juvenis.

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

A conjuntura política que nitidamente se desenha tem como pano de fundo a centralização do poder sob a égide da facção política detentora do poder local – isto porque o conceito ideológico predominante é a aceitação do trivial com inesitante naturalidade e a omissão daqueles patenteia essa infeliz lógica dominante. Isto é, a velha trama da opressão do homem sobre o homem com menor poder de resistência e independência.

Por que o conceito ideológico entronizado em seu ‘cérebro de toucinho’ converge para a mesma ilusão política de quem ainda nada fez por nossa cidade, e ainda se proclama como o porto seguro onde todos podem se ancorar; portanto, os ‘infiéis mosqueteiros’ colocam-se transversalmente na condição vergonhosa de servidão, mesmo conhecendo os fatos concretos desse jogo articulado por uma miscelânea mitomaníaca histórica e vulgar.

No caso em tela – a ‘inoportuna saída temporária’ dos ‘infiéis mosqueteiros’ -, é fundamental estabelecer um paralelo com a perspectiva de esclarecer o principal elemento que motivou essa saída. A sociedade civil organizada precisa conhecer os meandros dessa intempestiva cisão desordenada entre quem, efetivamente manda, e quem, subalternamente, obedece. Não há, na realidade, dentre os ‘infiéis mosqueteiros’, aquele(a) que poderia ser o(a) articulador(a)/mediador(a) com vistas a garantir alguns privilégios em nome dos demais nessa “queda de braço” desigual.

O desfecho – ou o realinhamento inconsequente dos “infiéis mosqueteiros” de retornarem aos braços da facção política detentora do poder – cristaliza de forma inequívoca o quanto ainda carecem de posicionamento irredutível, força infinita, unidade sólida enquanto corpo social crítico e a determinação suprema para suportar uma ‘rebelião desnecessária’ e sem um motivo explícito fundamental evitando-se assim, a quebra da coerência política e a moral tão desgastada na atualidade, especialmente, no campo político.

Neste sentido, trago à baila, duas teses para explorar mais detidamente o que representou essa ‘inoportuna saída temporária’ dos ‘infiéis mosqueteiros’ em relação ao seu principal algoz, a saber: primeiro desvendar o teor do documento publicado na imprensa apresentando os motivos que os levaram a essa intempestiva cisão com a facção política detentora do poder local; segundo caracterizar a verve exponencial que não logrou êxito quanto ao plano traçado pelos ‘infiéis mosqueteiros’ no afã de recuperar suas imagens arranhadas desde o princípio, porém, ao que parece o ‘tiro’ dado sofreu um revés e acerta os seus delicadíssimos pés de barro.

A primeira tese subtrai o elemento cosmopolita da intempestiva cisão e, assim, retrata a incapacidade tática dos ‘infiéis mosqueteiros’ na tentativa de ridicularizar/desmoralizar/enfraquecer o líder da facção política detentora do poder. O documento foi mal elaborado e cheio de ambiguidades, não relaciona nada com ninguém, e, ainda, pobre em sua definição estratégica. Por não conter substância suficiente para engendrar certa anomalia sobre a liderança da facção política detentora do poder perante a opinião pública – na verdade, essa tática perdeu sentido e força pelo fato de existir uma natural rejeição e indignação popular por conta das medidas oriundas da indefectível liderança -, aliás, nunca havia sido confeccionado com a proposição de enfrentamento político sistêmico. Esse fato na realidade evidenciou a contradição repugnante que ocultou mais do que esclareceu a ‘inoportuna saída temporária’ dos ‘infiéis mosqueteiros’. Mais uma vez, constata-se uma inegável ingenuidade política por parte dos ‘infiéis mosqueteiros’.  

Já a segunda tese – delimitada pela frágil relação entre os ‘infiéis mosqueteiros’ e o intocável líder da facção política detentora do poder – concorre para o ponto nodal que sincronizou a intempestiva cisão, ou melhor, a ‘inoportuna saída temporária’ sinalizando uma possibilidade frontal objetivando enfraquecer o núcleo de poder da facção política local. Isso parcialmente ocorreu, porém, o líder da facção política permanece em pé e, ainda, tenta sobreviver sob o novo mote: “o melhor ainda está por vir”. Tal frase será objeto de uma reflexão ulterior.

A sociedade civil organizada está acompanhando o desenrolar desse processo inócuo e contraproducente. E é bom frisar com letras garrafais que, o retorno dos ‘infiéis mosqueteiros’ à Casa Grande será um divisor de águas singular para abrir as comportas de suas derrocadas no próximo pleito eleitoral, e de quebra, como num ato solidário, o grupo da facção política detentora do poder terá o mesmo fim – ambos serão consumidos pela indignação popular e pela rejeição extenuante. Portanto, não há como sustentar tamanho contrapeso por muito tempo – tanto os ‘infiéis mosqueteiros’ quanto a liderança da facção política detentora do poder – em desfavor da sociedade civil organizada.

Circunscrita a um discurso moldado na infalibilidade das transformações sociais – disseminado estrategicamente pela liderança da facção política detentora do poder – a sociedade civil organizada peleja contra a maldição de uma experiência política socialmente autoritária e humanamente insensível e bruta que não tem gerado expectativa de mudança estrutural, e, por conseguinte, ela tenta recompor sua sobriedade buscando incessantemente uma nova opção política que esboce seu idealismo solidário e fraterno.

Espera-se com urgência o aparecimento de um novo tipo de liderança para restaurar as esperanças dissolvidas por esta gestão mal sucedida. Por fim, a intempestiva cisão que permeia a vida política codoense em nada pode contribuir para seu pleno desenvolvimento. Inclusive, é hora de a sociedade civil organizada repensar sua conduta, sua concepção de escolha política e fazer uma revolução no Parlamento em 2020, colocando aqueles maus políticos em seu devido lugar: na lata do lixo da história. Isto também serve para a liderança da facção política detentora do poder. Uma varredoura completa, de cima a baixo!

Por Jacinto Junior