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Prefeitura de Codó emite nova nota sobre a polêmica do ABONO

Retificação

RESPEITO AOS EDUCADORES – Governo Zito Rolim paga 3,6 milhões acima do mínimo de 60% do FUNDEB

No último ano do Governo Zito Rolim, a prefeitura municipal de Codó aplicou 63,65% da receita do FUNDEB  – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização e de Profissionais da Educação. Esse percentual corresponde a quase 64 milhões de reais aplicados em folhas de pagamento e encargos sociais para seus educadores em todo o ano de 2016.

Foram pagos, exatamente, R$ 3.665.119,29 (três milhões, seiscentos e sessenta e cinco mil, cento e dezenove reais e vinte nove centavos), que corresponde a 3,65 % acima do mínimo legal de 60% do Fundo de Educação. Foram repassados aos profissionais do magistério o percentual total de 63,65%, de um total arrecadado do FUNDEB de R$ 100.414.227,29 (cem milhões, quatrocentos e quatorze mil, duzentos e vinte sete reais e vinte centavos).

Documento enviado pela prefeitura de Codó (Finanças)

As informações foram ATUALIZADAS hoje segunda-feira (16) ao Prefeito, Francisco Nagib, pelo setor de contabilidade e a Secretaria de Administração, após apuração de todas as receitas e despesas realizadas nos doze meses do ano passado.

Quando as despesas com pessoal do magistério ficam abaixo dos 60%, a lei determina o pagamento de abono aos educadores para alcançar esse percentual mínimo dos valores arrecadados no FUNDEB. Mas não foi este o caso em 2016. A receita total do FUNDEB, no período, foi de pouco mais de 100 milhões de reais, e o percentual aplicado em folha de pagamento e obrigações sociais foi acima de 60%..

Amparo Legal

A legislação que trata do tema é a Lei 11.738 de 2008 que institui o piso salarial nacional para os profissionais de magistério público da educação básica e soma-se a Lei municipal 1.548 de 2011 que autoriza e disciplina a concessão de abono excepcional aos professores e profissionais do suporte pedagógico da educação básica em efetivo exercício na rede municipal.

Piso nacional e plano de carreira respeitados

Codó cumpre o piso nacional do magistério, para os professores efetivos, desde 2009. Em todo o Brasil, apenas 45% dos Municípios pagam corretamente o piso salarial. Codó está entre as poucas Cidades em que o Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações está plenamente em vigor.

Nesta terça-feira (17) o governo municipal enviará à Promotoria de Justiça, a Câmara de Vereadores, ao sindicato SINDSSERM e ao Conselho do FUNDEB todo o demonstrativo financeiro, fazendo jus à lei de transparência e ao bom relacionamento com todas as instituições e seus servidores.

Ascom – PMC

Secretaria de Educação elabora planejamento estratégico para os primeiros cem dias de governo

A secretária Municipal de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação realizou na manhã desta quinta-feira (5) uma reunião no Auditório da Escola Remy Archer. A pauta do encontro foi para apresentar aos diretores e supervisores de escolas e a nova equipe gestora da educação, formada por 04 diretorias: a de Ensino, Monitoramento de Avaliação Educacional, de Infraestrutura e a de Administração.

Reunião da Secretaria de Educação

Na oportunidade foi apresentado também o Plano de ação para os 100 primeiros dias de gestão no governo Mais Avanço, Mais Conquistas para Educação da zona urbana e rural. De acordo com a secretária de educação, Deuzimar Serra, o encontro é fundamental para o planejamento de uma gestão eficiente na educação de Codó.

Estamos com todos os diretores de escolas da zona urbana e rural e coordenadores para apresentar a nova equipe ao prefeito Francisco Nagib e organizar o período letivo, que tem previsão de início no dia 20 de fevereiro. Também iremos precisamos planejar a semana pedagógica, que será realizada de 03 a 17 de fevereiro, organizar as comissões especificas e tratar do diagnóstico das necessidades das escolas”, explicou.

Para o prefeito Francisco Nagib, que recebeu homenagens na ocasião, a educação de Codó está nas mãos de uma equipe muito valorosa.

Foto de Nilton Messias

É uma alegria estar aqui com todos vocês para tratarmos da educação. O saber é nosso maior patrimônio, por isso precisamos continuar investindo muito na educação do nosso povo, para a formação de valores humanos em nossa sociedade. Tenho certeza que a educação de nosso município está nas mãos de uma equipe competente e que nos dará resultados expressivos. Quero deixar esse avanço como legado de minha administração”. Declarou o prefeito.

Ascom – PMC

Aos 7 anos de idade Emanuelle Trindade leu 23 livros e 32 gibis em 2016

Este é um registro especial, por tal motivo, obviamente, foge do habitual, neste blog (coisa de PAI CORUJA).

Emanuele Moreira Trindade, 7 anos, leu 23 livros em 2016

Ao ver  uma reportagem no G1 sobre um garoto de 7 anos que leu 88 livros este ano, lembrei-me que dentro de nossa residência tenho alguém voraz por livros infantis também e resolvemos contar.

O resultado foi de deixar qualquer família orgulhosa, descobrimos que em 2016, nossa futura médica pediatra Dra. Emanuelle Sampaio Moreira Trindade, 7 anos de idade, leu 23 livros e  32 gibis (turma da Mônica, Luluzinha, Tio Patinha e até uma do Popeye, aquele mesmo, o marinheiro da Olívia Palito e do Brutus).

(Vale ressaltar que cada livro de uma coleção chamada Diário de um Banana, por exemplo,  tem em média 267 páginas).

Dona Rita reuniu as provas, colocou-as sobre a mesa e registramos para a posteridade. Eu e minha esposa temos razões para estarmos pulando de alegria.

Crianças leitoras são cada vez uma espécime rara entre a humanidade viciada nos eletrônicos, daí a festa. Na escola isso também tem reflexo, olha o boletim  da moça aí este ano.

Parabéns Manu, te amo.

Codoense Jailson de Paiva lança livro sobre GESTÃO PARTICIPATIVA

O autor do livro é Jailson de Paiva, que tem residência na cidade de Codó, cidade em que ele cresceu e onde vive sua família até hoje, sua mãe trabalha na Prefeitura Municipal de Codó  na área de serviços gerais.

Jailson de Paiva

O título  do livro é Gestão Participativa: Impactos sobre a Produtividade Organizacional.

“Meu 1° livro, gestão participativa, fundamentado em teorias e pesquisa comprovadas quanto a relevância da descentralização do processo decisório para o crescimento da organização e dos colaboradores. Este livro traduz o que acredito e exerço , sua aplicabilidade se estende a todos os profissionais, líderes, liderados e pessoas que valorizam o ser humano ou aspiram conhecimento e reconhecimento”, disse continuando

 “Aborda assuntos acerca da gestão participativa, estilo de administração, motivação, recursos humanos, gestão de pessoas e produtividade. Esta obra pretende tornar de domínio publico a relevância da gestão participativa mensurando com a produtividade, que é uma das principais diretrizes nas organizações, produzir de forma racional e inteligente, que tem atraído gestores e diretores das organizações para a utilização adequada dos capitais disponíveis. Avaliando a Gestão Participativa e sua relação com a produtividade, identificando seus impactos ao que se refere à atuação e comprometimento dos colaboradores quanto à produtividade de uma organização, analisando os fatores influentes sobre as pessoas e os resultados esperados, torna-se uma obra fundamental para gestores , administradores, estudantes de administração , líderes e liderados”, concluiu

Jailson de Paiva é Maranhense, Pós-graduado em Gestão Estratégica de Pessoas, Docência no Ensino Superior (IESF), graduado em Administração (FAI). Professor Universitário e em nível de pós-graduação. Ministrante de cursos profissionalizantes na área de administração de empresas. Oito anos de atuação em organizações de diversos ramos em Administração e Gestão de Recursos Humanos/Setor Pessoal.

Profissional com habilidades em desenvolvimento e gestão de pessoas em organizações, clima organizacional, motivação, gestão por competências, planejamento estratégico e Administração de recursos financeiros, Atualmente exerce no ISEV, estado de Santa Catarina o cargo de diretor administrativo do hospital materno infantil Santa Catarina.

http://www.editoraappris.com.br/produto/gestao-participativa-impactos-sobre-a-produtividade-organizacional

Contato para palestras e parcerias pelo email jailsonpaivaj@gmail.com

Professor codoense orienta sociedade para sobreviver ao ‘capitalismo marxista’

Professor Welson da Silva Pinto retorna com seus vídeos. Hoje para falar da importância da humanidade trabalhar em comunhão para sobreviver ao que chamou de capitalismo marxista.

“E para sobrevivermos ao capitalismo Marxista devemos trabalhar coletivamente até porque quando recorremos aos oráculos sagrados da Bíblia e a própria palavra dita por Jesus ele afirma categoricamente que – no mundo teremos aflições – então, vamos aqui neste exato momento século XXI, onde todos passam por dificuldades e isso é profético, até porque Deus só testa quem ele quer aprovar e todo mundo um dia irá passar pelo vale, ou seja, pelo vale da sombra e da morte”

ENSINO SUPERIOR – Codoenses continuam escapando da morte para se formar em Caxias

O acidente ocorrido na noite de 10 de novembro de 2016 na BR-316, próximo ao posto Cristal, envolvendo alunos da cidade de Pedreiras onde a van que os levava de volta à cidade, após aulas em faculdades de Caxias (FAI e FACEMA),  bateu em um caminhão e deixou 9 feridos, inclusive com fraturas, nos remete à um antigo problema de Codó – EDUCAÇÃO SUPERIOR.

Até quando escaparemos?

Até quando escaparemos?

A educação básica tem nota 4 no IDEB, pior referência que essa acho que não consigo mais achar, no entanto, senhores(as), se formos olhar para o Ensino Superior calamidade maior nos assola. Esta mesmo é que está nas mãos do cão.

O diabo dos políticos fecharam os olhos de vez para este setor abandonando intelectualmente uma população que já é, segundo o IBGE, flagelada pela pobreza material (71,54% é o percentual de incidência da pobreza na população codoense segundo o mapa da pobreza  e desigualdade dos municípios).

Enquanto Caxias abocanha aqueles codoenses que possuem um poder aquisitivo maior ou se beneficia de programas federais como o Fies, Codó segue estagnada no tempo com raras exceções como a FALMA do bravo professor Vando (a quem rendo todas as homenagens possíveis pela iniciativa solitária de botar no bolso 120 anos de descaso para com o ensino superior, particular, nesta cidade).

No mais, nada tenho a parabenizar – talvez nossas Universidades (UEMA e UFMA) pela relutância em coexistir entre nós,  embora sempre recebendo  reclamação de quem almeja ensino público nesta área. Faltam cursos mais atrativos para a juventude, é o que dizem.

ENSINO DA MORTE

O resumo da ópera se dá numa cantiga sem melodia tocada todas as noites na BR da morte (BR-316) no vai e vem de mais de uma dezena de ônibus que corta esta rodovia o ano inteiro.

Escapar de acidentes como o ocorrido na semana passada com os pedreirenses é como jogar na MEGA SENA todo dia e ganhar.

Eu mesmo fui sorteado nesta roleta russa durante 5 anos, mas quantos de nós terá a mesma sorte e até quando?

São perguntas que todos aqueles que podem fazer algo para mudar a realidade do ensino superior em Codó devem se fazer antes de dormir.

Até lá espero não ter que noticiar a morte de qualquer de meus conterrâneos entregues ao acaso, buscando apenas uma forma de ascender na malvada cadeia social de uma cidade esquecida no tempo e no espaço.

Prefeitura de Codó realiza cerimônia de formatura dos alunos do Projovem Urbano

A Prefeitura Municipal de Codó, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) realizou na noite do último  sábado (12), no auditório da Escola Municipal Estevão Ângelo, a cerimônia de formatura dos alunos do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem Urbano), edição 2014.

Fotos de Nilton Messias

Fotos de Nilton Messias

Estiveram no evento o prefeito de Codó, Zito Rolim, o prefeito eleito, Francisco Nagib, o vereador Pastor Max, a secretária de educação, Rosina Benvindo, além de coordenadores e professores do Projovem. No auditório também estavam presentes a turma de concludentes e seus familiares e convidados.

De acordo com a secretária de educação, Rosina Benvindo, o programa está em sua segunda edição no município de Codó e é o resultado de uma ação integrada do Ministério da Educação (MEC) com a Prefeitura, por meio da Semed.

É com muita alegria que mais uma vez estamos efetivando a inserção cidadã, vislumbrando a diminuição da desigualdade social e oportunizando conhecimentos para jovens que não puderam concluir o ensino básico. Além de concluírem o ensino fundamental, os alunos puderam aprender o curso inicial em serviços pessoais, o que trará a oportunidade de trabalho”, explicou.

Para o vereador Pastor Max, o programa, que integra jovens e adultos de 18 a 29 anos ao processo educacional e ainda oferta uma qualificação profissional, é uma grande oportunidade para os jovens codoenses.

É um passo muito importante para esses jovens. É a hora de decidir sair da inércia e abraçar o crescimento por maio da educação, da qualificação, além de dar continuidade ao autoconhecimento e desenvolvimento humano”. Colocou o vereador

Em suas palavras, o prefeito eleito de Codó, Francisco Nagib, ressaltou o empenho dos formandos em concluírem o curso.

É nossa missão fazer essa cidade crescer cada vez mais. No entanto, para crescermos precisamos de jovens qualificados e preparados para o mercado de trabalho. Quero parabenizar, do fundo do meu coração, a todos esses jovens aqui presentes e seus familiares. Esses jovens concluíram mais uma etapa de sua educação, obtiveram uma formação profissional e poderão, além dar continuidade a seus estudos, gerar renda para suas famílias com a profissão aprendida”.

O prefeito de Codó, Zito Rolim, parabenizou toda a equipe da secretaria de educação, aos coordenadores e professores do Projovem Urbano, bem como aos formandos e seus familiares.

É mais um momento de vitória em nossa administração, que já está chegando a seu encerramento, mas deixa um legado importante para o desenvolvimento de nossa cidade, principalmente por meio da educação de nossos jovens. Não medimos esforços para implementar programas como este do Projovem, que tem por missão resgatar os jovens que, por algum motivo, tiveram que interromper seus estudos. Olhando para estes formandos, temos o sentimento de dever cumprido e ficamos orgulhosos de contribuirmos para a formação de nossos valores humanos do futuro”, concluiu o prefeito.

Ascom – PMC

Seduc suspende mais de 300 gratificações irregulares de pessoal docente

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) suspendeu a gratificação por Condição Especial de Trabalho (CET) de 334 servidores integrantes do subgrupo Magistério da Educação Básica, que estavam recebendo irregularmente o benefício, conforme apontado pela auditoria realizada entre os meses de maio e julho deste ano.

A medida foi divulgada, na quinta-feira (10), por meio da Portaria nº 1.635, de 9 de novembro de 2016, assinada pelo secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, que regulamentou os procedimentos para regularização de todas as inconsistências verificadas na auditoria realizada no quadro de servidores da Seduc

De acordo com o secretário Felipe Camarão, a auditoria foi realizada na Seduc com o objetivo de reorganizar o quadro de servidores das escolas, de modo a sanar o déficit de professores da rede pública de ensino.

“A Seduc está empenhada em aprimorar a gestão de pessoas, com o objetivo de garantir a moralidade e legalidade, que são fundamentais ao serviço público. O governador Flávio Dino assumiu o compromisso de alavancar os índices educacionais de nosso estado e nós estamos aqui para trabalhar em prol de uma educação pública de qualidade, valorizando os professores que estão em exercício em sala de aula”, afirmou o secretário.

A portaria estabelece, ainda, que dentro de 90 dias será procedida a revisão das inconsistências relativas a desvio de função e carga horária abaixo da prevista pelo estatuto do magistério. Em 60 dias será feita a adequação do quadro de servidores do subgrupo Magistério da Educação Básica à disposição do núcleo pedagógico das 19 Unidades Regionais de Educação do Estado.

 Auditoria

Realizada entre os meses de maio e julho deste ano, a auditoria detectou que aproximadamente 2.500 professores da Rede Estadual de Ensino estão fora das salas de aula das escolas do Estado, com desvio de função e outros 3 mil professores têm carga horária muito baixa, ou seja, com jornada semanal bem abaixo do número de horas praticados na rede.

O abacaxi de Francisco Nagib na pasta rica e casca grossa da EDUCAÇÃO

Reitor Ivaldo José

 Ivaldo José (no canto direito) quando reitor do IF do Sertão Nordestino

Ainda não está definido (pelo menos nunca foi dito à imprensa) quem será o próximo secretário de Educação de Codó em substituição à professora Rosina Benvindo, que está no cargo desde 2013, entrando após a gestão do professor Jacinto Junior, à época indicado pelo sindicato que passou a criticá-lo posteriormente.

É a pasta com maior volume de dinheiro (FUNDEB), de longe a que mais emprega pessoas e de bem mais distante a que, ao lado da saúde, mais gera expectativas por envolver, diretamente, o futuro de centenas de crianças e adolescentes, além dos cidadãos que se servem de programas como EJA – Educação de Jovens e Adultos.

Ventilou-se o nome do professor Ivaldo José, com experiência na gestão de  Institutos Federais aqui no Nordeste, mas pode ser que ele já esteja cotado para outra secretaria, possivelmente a de Finanças e Planejamento.

Certo mesmo só o descarte público da possibilidade feito pelo professor Cícero de Sousa, outro nome que estava na lista das especulações.

Cícero de Sousa já disse que não vai deixar a direção do Sistema de Comunicação

Cícero de Sousa já disse que não vai deixar a direção do Sistema de Comunicação

Atualmente cuidando da direção do Sistema FC de Comunicação, o próprio usou este blog para dizer que quer passar bem longe do serviço público nos próximos 4 anos. Ele escreveu:

“Meus projetos para 2017, 2018, 2019 e adiante:
– Cursar jornalismo
– Fazer pós graduação em Docência do Ensino Superior
– Implantar a FCTV digital
– Ampliar o número de anunciantes no Sistema FC de Comunicação
– Organizar cursos para os 22 funcionários que temos
– Construir novos departamentos na FCTV
– Ministrar aula nas faculdades particulares de Codó
– Desenvolver um programa de televisão para Agnes
– Participar de congressos na área da comunicação
– Relacionar as novas tecnologias com a nossa TV e Rádio. Diante disso, parem de especularem com meu nome para administração pública”

DESAFIOS GIGANTESCOS

Quem topar a parada terá que ter ‘sangue no olho’ pra peitar uma herança nada administrável:

  • IDEB que não bate meta (agora que alcançou a casa dos 4 pontos, na escala de 10);
  • reclamação de parlamentar fatiando secretaria;
  • merenda escolar chegando uma vez por ano nas escolas da zona rural;
  • professores contratados ganhando, praticamente,  só um salário mínimo (uma miséria);
  • 57 escolas caindo aos pedaços no campo;
  • Escolaridade mediana dos educadores de Codó (só 4 com mestrado, ano passado)
  • e muitos outros problemas que me fogem à memória neste momento.

    Escolaridade dos professores codoenses

    Escolaridade dos professores codoenses

O abacaxi continua nas mãos de Francisco Nagib, PDT,  que poderá até importar algum nome, caso  não se sinta seguro na escolha de algum codoense para gerir a pasta da Educação a partir de 1º de janeiro de 2017.

SÃO JOSÉ – Um retrato CRUEL da educação de Codó

No dia 2 de  fevereiro deste ano a TV Mirante esteve na escola do povoado SÃO JOSÉ, a 33 kms da sede do município de Codó. A reportagem mostrou que os cupins já haviam deixado sob ameaça a madeira da cobertura e as paredes, ainda de taipa levantadas pelos próprios moradores,  ameaçavam  desabar. Havia muitas escoras.

Naquela semana a professora do povoado tomou a decisão de oferecer a varanda da própria casa para os 25 alunos da comunidade. Sábia decisão. Meses depois a casinha que servia  de escola desmoronou. Hoje só existe, praticamente, o lugar.

À época a Secretaria de Educação, por meio da coordenadora da Educação no Campo, professora Zuca (Ana Maria da Silva Lima), informou  que esperava recursos estaduais para construir a escola de São José  e outras 47 escolas.

 O ano está terminando e os alunos continuam na varanda da casa da professora que preferiu não ser mostrada na reportagem.É um local apertado para muitas séries. Dois quadros dividem a atenção na sala  multisseriada,  na tentativa de fazê-los aprender. Mas por causa das condições, é consenso no povoado, que isso representa muito mais apenas uma tentativa de não deixa-los perder, por completo,  o ano letivo.

PUXADINHO PARA ALFABETIZAÇÃO

Tudo que funciona em São José é fruto do esforço da professora da localidade. Atrás da casa ela mesma construiu uma pequena área, de barro e talo de babaçu, para abrigar uma outra parte das crianças  que ainda estão sendo alfabetizadas.

Os 9 alunos da alfabetização dividem o apertado espaço com os fogareiros da cozinha e assim como os da varanda só viram merenda chegar uma vez este ano, foi no final de junho. Quando o relógio alcança as 10 da manhã, os colegas e Jonatas da Conceição sempre reclamam.

 “Dói a barriga…COM FOME?  Balança cabeça que sim….E DÁ VONTADE DE IR EMBORA? Sim”, respondeu o pequeno garoto.

O ano já está terminando, mas a esperança dos alunos anda longe disso. Gustavo Queiroz ainda sonha com a escola ideal.

“COMO VOCÊ GOSTARIA QUE FOSSE A TUA ESCOLA? De telha, tem merenda, tudo…TODO MUNDO MERECE ISSO? Tudo, todo mundo”, disse

CRIANÇAS SEM FUTURO

Os pais, apesar de não terem mais a quem apelar já que a prefeitura é sabedora da situação e nada resolve, se mantém confiantes porque sabem  o quanto uma boa  educação pode fazer a diferença. Para dona Maria Honorata dos Anjos e seu Raimundo Sousa, crianças que não estudam não podem ter um futuro promissor.

 “Criança sem estudar não tem futuro nenhum porque não aprende nada, aprende fazer outras coisas, não tem futuro…TEM DE ESTUDAR? Tem de estudar”, disse a lavradora

“A possibilidade do cara é ser sabido, é estudar pra ver se melhora mais na condição pra gente…E SEM ESCOLA? Não vai”, concluiu seu Raimundo

A SECRETÁRIA FALOU

A secretária de Educação, Rosina Benvindo, não quis gravar entrevista, mas informou que não há como construir uma escola em São José por causa da falta de recursos. Para isso, o município contava com  verbas do Governo de Flávio Dino da ordem de R$ 1.600.000,00, mas até hoje  o Governo do Estado só mandou cerca de R$ 480.000,00, aplicados na construção de 6 das 18 escolas previstas.

Não há mais tempo neste governo, nem dinheiro.

Quanto a Merenda Escolar, Rosina Benvindo culpou a verba que não atende à quantidade de alunos. Segundo ela, são apenas R$ 0,30 para cada aluno, o que inviabiliza o abastecimento regular.

Ela informou ainda que quando assumiu a gestão da Educação, em 2013,  achou 76 escolas de barro e cipó, como a de São José (quando ainda estava de pé). De lá pra cá, conseguiu diminuir de 76 para 57 , as escolas ‘lascadas’.

6 foram construídas e o restante foi desativada ou nucleada (termo usado para designar o fato de uma escola passar a receber alunos de uma determinada região vindos de outras que não tinham mais condições de funcionar, seja por estrutura, seja por número de alunos suficiente).