Category Archives: Educação

Secretária Deuzimar Serra mostra o que planejou e o que já tem feito para elevar o IDEB de Codó à 6.0 até 2021

A secretária de Educação de Codó, Deuzimar  Costa Serra, vem desempenhando com  competência a missão dura que lhe foi dada pelo prefeito Francisco Nagib |(PDT) apesar da maré ‘braba’ que tem batido a proa de sua canoa nos últimos dias.

Secretária Deuzimar Serra

Ventos violentos contrários aos planos já traçados por ela e sua equipe começam a soar do Norte para o Sul dando conta de sua saída. Competente que é, Deuzimar tem hombridade suficiente para ‘jogar a  toalha’ quando perceber que, sem o apoio que necessita, não dá pra prosseguir.

Espero que não o faça (pedir pra sair) pois trata-se de uma pessoa com qualificação para o cargo, mas, se necessário, que seja feito.

Lhe disse no início, secretária,  que este seria a curso de doutorado mais difícil da sua vida e, apesar do modo sarcástico com que costumo escrever sobre certos assuntos, não estava brincando. Em todo governo, e neste não é diferente, existem os que vestem a camisa, os que ficam só no migué e os que querem a sua camisa (estes,  a pior classe).

Sobre o que já tem feito, de janeiro até agora , ela nos mandou tópicos. Alguns já em execução outros aguardando alguma condicional para serem executados, confira:

  • As principais ações que estão aguardando autorização e que mesmo sem recursos algumas estão em execução:

  • Informatização do Sistema . Programa Escola Campeã (com foco em Língua Portuguesa e Matemática); Caravana da Leitura com ônibus nas praças. Projeto de Nucleação na Educação do Campo (inclusive iniciando com o Polo Boi não berra) em resposta ao Tac assinado a pedido da Promotoria;

Reestruturação da Proposta Currícular -Atualizando e adaptando a BCN, a anterior 2007. Revista Cocais do Saber para divulgar a educação de Codó;

  • Mestrado voltado para Docência (em parceria com uma IES do Sul credenciada pelo MEC) intermediado pela UEMA. Programa Formação Continuada Construindo Saberes (para todos);
  • Comitê Gestor -Criado para estudos e decisões importantes na Educação Municipal ( PCCR e Regimentos de Escola; Projetos Pedagógicos;

Material para o quinto e nono ano de Língua Portuguesa e Matemática a fim de preparar os alunos para o Prova Brasil em novembro. Esses e outros fazem parte de um grande Projeto audacioso para melhorar o ensino e elevar o IDEB;

  • SAEM -Sistema de Avaliação da Educação Municipal (iniciando com o Simulado agora final de junho só em Língua Portuguesa e Matemática)
  • Sobral iniciou em 2001 e já está colhendo frutos;

Outra ação importante é o PACTO PELA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO DE CODÓ -PQEC (A ser monitorado por um Comitê do Pacto, envolvendo representantes dos envolvidos na Educação) Meta: Atingir 6,0 em 2021;

  • Estou enviando recortes das principais ações em processo ou aguardando
  • O Relatório de tudo que foi planejado e ou está sendo executado é imenso mas terei o prazer de repassar para você! São destaques

Obrigada

César Pires destaca importância de seminário sobre projetos na área da educação

O deputado César Pires destacou nesta quarta-feira (21) a importância do Seminário Escola Sem Partido, que será realizado na próxima segunda-feira (26), às 14:30, no auditório Fernando Falcão, com a participação de membros e do relator da comissão especial criada na Câmara Federal para analisar projetos de lei que propõem alterações na Lei de Diretrizes e Base da Educação (LDB). Ele conclamou parlamentares, educadores e representantes de instituições a participarem do evento.

Cesar Pires na tribuna

“Serão discutidos projetos dos deputados federais Erivelto Santana, Jean Wyllys e outros que propõem mudanças no processo educacional, alterando a Lei 9394/96, a nossa LDB. Uns querem restringir às famílias o direito de tratar de questões referentes a orientação sexual, moral e religiosa dos alunos. A escola pode perder, por exemplo, o direito de um colocar um crucifixo, de fazer um culto, ainda que ecumênico, para prevalecer a laicidade assentada na nossa Constituição”, disse César Pires, referindo-se a projetos que estão em tramitação na Câmara Federal.

César Pires também citou projeto do deputado Jean Willis, que propõe total liberdade aos alunos e professores no que se refere a orientação de gênero e sexual, e estabelecendo que a escola é obrigada a respeitar a opção de cada cidadão. “A comissão especial foi criada para analisar a constitucionalidade dessas proposições e dar seu parecer para que esses projetos sejam votados no plenário da Câmara Federal. Por isso atendemos a solicitação do deputado Hildo Rocha e convidamos representantes das universidades Estadual e Federal do Maranhão, do Conselho de Educação, do Sindicato dos Professores, do Unicef e demais instituições para darem a sua contribuição no debate dessas questões”, ressaltou.

O deputado concluiu enfatizando que o Maranhão precisa dar a sua contribuição na análise desses projetos, já que as mudanças que forem aprovadas na LDB serão aplicadas no processo educacional em todo Brasil. “Peço aos colegas, representantes das instituições e sobretudo os educadores participem desse debate para que o nosso estado não fique omisso. Parabenizo o deputado Hildo Rocha por trazer a discussão desses projetos para o Maranhão e temos a convicção de que será um debate muito proveitoso”, finalizou.

VÍDEO – Alunos do Roncador estão enfrentando a fome na escola do povoado

Escola do Povoado Roncador

Estive hoje, 24, pela manhã na escola do Roncador. Constatamos a falta de merenda escolar, motivo pelo qual as crianças estão sendo liberadas mais cedo, por volta de 11h,  para não sofrerem ainda mais com a fome,  uma vez que a maioria sai apenas com o ‘café escoteiro’ de casa.

Faz duas semanas que a fome impera na hora do recreio, só quem tem R$ 2,00 compra ‘Chilito’ numa casa vizinha. Abaixo está o depoimento de uma mãe de duas crianças, dona Socorro fala sobre a gravidade da falta de merenda e cobra a prefeitura a respeito do problema.

Estive no departamento de Merenda Escolar, da Secretaria de Educação. Duas assessoras nos informaram que a escola de Roncador pertence ao polo de Bacabinha onde existem 8 colégios com  cerca de 563 alunos. Afirmaram que já existe um carro fazendo a rota deste polo reabastecendo as escolas com a merenda, logo chegará à do povoado Roncador.

PALESTRA – Alunos e professores do Luzenir Matta Roma recebem Acélio Trindade

Nós tivemos a oportunidade ontem, 05, de estarmos com alunos do Ensino Médio da minha escola Luzenir Matta Roma, onde estudamos nos anos de 1991 a 1993, aquele velho e gostoso curso médio-técnico em contabilidade. A convite dos professores Sebastião Rodrigues, ex-secretário de Educação do município de Codó, e Marcelo falamos durante 1 hora e meia sobre a minha trajetória de vida, desde o 22 de maio de 1976, quando dona Marlene Trindade me trouxe ao mundo em São Benedito dos Trindade (44 kms da sede), até hoje.

Acélio Trindade com professores e alunos do Matta Roma

Diante da missão que aquela instituição de ensino me deu,  demonstrei  aos jovens o quanto é necessário que suplantemos as adversidades da vida com foco e perseverança para mudarmos realidades que, muitas vezes, parecem imutáveis.

Levei duas fotografias. Uma da década de 1980 onde estão eu e minha mãe na frente de nossa casa com paredes de talo e cobertura de palha de babaçu e a outra onde eu e minha heroína aparecemos com um canudo na mão no dia da minha segunda graduação acadêmica, a de   Bacharel em Direito. Os momentos difíceis, as perdas, as vitórias, tudo.

O silêncio me encantou, da mesma forma adorei cada gargalhada que os estudantes davam quando lembrava à eles do  cuxá com piaba rabo de fogo que comemos até tudo melhorar por meio do que o estudo me proporcionou ( à mim e à próxima geração de minha casa – filhos e netos). Pedi ao final que dedicassem-se aos estudos, que não perdessem a oportunidade do ENEM, cujas inscrições começam dia 8 de maio.

Pedi que os aplausos finais fossem para   dona Marlene Trindade, uma lavradora que, com uma atitude, pôde mostrar para centenas de pessoas que é possível mudar quando, realmente, desejamos isso no coração.

Obrigado aos alunos, obrigado pela meia hora de perguntas e respostas. Pela acolhida dos professores, pela gentileza dos alunos ao tirarem fotos ao nosso lado, pela alegria de  poder contribuir com algo que pode não ter nada de grandioso, mas que é, deveras, importante, sobretudo,  para duas pessoas no mundo – eu e minha mãe.

Obrigado Matta Roma, pelos ensinamentos e pela oportunidade.

Codó é um dos doze municípios contemplados com o programa ‘Ensinar’

Ontem quinta-feira (27) o prefeito de Codó, Francisco Nagib, esteve presente em mais uma ação importante de fortalecimento da educação no Maranhão. Em solenidade no Palácio dos Leões, ao lado do governador Flávio Dino, o prefeito de Codó assinou o convênio para a implementação do Programa ‘Ensinar’, cujo objetivo é ampliar a qualificação dos professores da rede pública de ensino e também assegurar a preparação de novos professores.

Nagib com o governador Flávio Dino

Programa Ensinar

O objetivo é formar, nesta primeira fase, 1.260 professores para o exercício da docência na Educação Básica, nos cursos de Ciências Biológicas, Matemática, História, Geografia, Letras, Línguas Portuguesa, Inglesa e Literatura e Pedagogia. O “Ensinar” será executado, inicialmente, em 12 municípios e chegará em breve a outras cidades do Maranhão. A finalidade é única: melhorar os índices educacionais do estado.

O público alvo do programa serão professores das redes de ensino que não tenham a formação em nível superior, além dos egressos do ensino médio da comunidade em geral. Os municípios contemplados são Codó, Carutapera, Colinas, Coelho Neto, Brejo, Governador Nunes Freire, Itapecuru, Lago da Pedra, Pastos Bons, Santa Inês, Tutóia e São Mateus – em seis desses municípios, que não têm campus da Uema, foi assinado parceria para que as aulas sejam oferecidas em espaços cedidos pelo município.

Para o prefeito Francisco Nagib, o programa será mais uma proveitosa parceria para a melhoria dos índices da educação em Codó. “Mais uma vez estamos de volta a capital para adesão de um programa, em parceria com o Governo do Estado, que irá trazer mais qualificação aos professores e qualidade para o ensino de nossas crianças. Essa formação de professores pela UEMA vem a somar com nossas ações e políticas públicas para o ensino de Codó e é um importante passo para uma educação melhor em nosso município”.

O Governado do Estado ainda laçou o edital de seleção de candidatos para concorrer às vagas do programa. A previsão para início das aulas será agosto de 2017 e término no segundo semestre de 2021. A intenção é que até 2018 sejam abertas 3 mil vagas, e alcance 18 municípios.

Ascom – PMC

POLÊMICA: Secretaria de Educação mostra lista com merenda que teria sido enviada ao POLO VIRAÇÃO

Merenda da Viração

Depois da polêmica publicação de fotos, enviadas ao blogdoacelio,  da merenda que teria chegado, pela primeira vez este ano,  à escola do Povoado Viração, às margens da BR-316,  mostrando duas sacolas de cuxá, um monte de milho duro, duas unidades de óleo de cozinha e uma muquéca de batata doce biofortificada, nos foi enviado por assessores da prefeitura a lista oficial de entrega de merenda no POLO VIRAÇÃO.

Não foi explicado se a nova quantidade, que é maior do que as fotos mostram, é para todas as escolas do polo, já que se trata de um QUADRO GERAL, ou apenas para a escola do povoado Viração. De toda forma,  abaixo está o que nos foi enviado.

A merenda que está chegando à zona rural é de ‘ESPANTAR’

O governo MAIS AVANÇOS, MAIS CONQUISTAS começou a imitar, literalmente, o tratamento dado por seu antecessor , o governo (des)CUIDANDO DA NOSSA GENTE, no que diz respeito à merenda escolar levada à zona rural.

Na era Zito meus sofridos conterrâneos do interior do nosso município sentiram o cheiro de  merenda uma ou, no máximo, duas vezes no ano, por causa do diabo de um rodízio que inventaram na secretaria para melar a boca das crianças e deixá-las com fome na escola o resto do ano letivo.

As aulas, nesta nova gestão, começaram em fevereiro e só agora os primeiros pingos de merenda começam a aparecer, miadamente, em algumas escolas da zona rural.

As fotos enviadas ao blog são de tudo que foi enviado, semana passada, pela primeira vez neste ano, à escola pólo do povoado VIRAÇÃO.

Cuxá com biscoito e batata com óleo – Merenda  da escola da Viração

Para alunos dos turnos matutino e vespertino, que não são poucos, foram deixados lá:

  • 2 sacolas de cuxá
  • 2 litros de óleo de cozinha
  • Uma caixa com biscoitos
  • 1 muquéca de batata doce
  • e um monte de milho duro

    Estas batatas alimentam quantas crianças?

Pelos relatos, foi só isso mesmo. Não sei como essas merendeiras vão se virar com estes ingredientes, mais vou me dá ao luxo de imaginar, vamos lá:

  • O milho duro, depois de uns 50 minutos no tacho, pode dá uma merendada legal, por um dia apenas, torando cada espiga em 3 pedaços. (quem ficar com aquele finalzinho fino do sabugo tá rodado).

    Merenda da Viração

O óleo usa pra fazer uma pratada de cuxá sem mistura mesmo, já que não foi arroz. Sugiro passar a gororoba verde no liquidificador pra fazer as duas sacolinhas renderem.

  • e o biscoito? lasca ‘escoteiro’ mesmo pra meninada (igual naquele tempo do Ricardo Archer na reportagem de Marcelo Canelas, em 2006, no Jornal Nacional, quando o jornalista escreveu a inesquecível frase ‘biscoito, e só”).
  • Por causa da quantidade de batata doce sugiro que façam um concurso cujo desafio  é – quem come menos. Se tiverem crianças bem motivadas, ludicamente, é possível que todo mundo conheça o sabor do que foi enviado à escola.

Esqueci de alguma coisa? acho que não, né.

Ah! Só de pedir a Deus que proteja nossas crianças da continuidade do governo de Zito Rolim.

Qual o caminho para se garantir uma educação de qualidade e equidade social?

O discurso que permeia a educação tem como pano de fundo a sua qualidade e equidade social, isto, está manifesto nos documentos oficiais. Ora, avaliar o discurso que transita – tendo como suporte teórico, os instrumentos acima mencionados – no meio acadêmico e também na sociedade civil como um todo e, de modo ‘especial’ na fala do homem público, o infalível compromisso de fazer o melhor por esse setor estratégico revela-se, uma falácia inquestionável. Tal contradição denuncia o lapso e/ou o ato falho do homem público em renegar o óbvio que tanto assediou como elemento prioritário no decurso de um processo eleitoral e, assim, convencendo pessoas a acreditar em suas inverdades e, ao mesmo tempo, convencido de que fará uma repaginada na estrutura de governo de tal monta que seu nome ecoará por todo o universo.

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

A contemporaneidade sob o domínio tecnológico (a chamada terceira revolução) tem proporcionado uma perspectiva inovadora para governantes conservadores apostarem tudo na mídia. A mídia por sua vez, tem o papel diretivo para gerar uma realidade conveniente aos interesses desses governantes totalmente parciais. Ou seja, mesmo sob o crivo de uma profunda rejeição pela sociedade em relação a esses governantes hipócritas e desonestos intelectualmente, sem pudor e sem ética, e pela incapacidade em resolverem com eficiência problemas sociais históricos, utilizam a mídia – radiofônica, televisiva e as redes sociais – mostrando um lado superficial daquilo que, a princípio deveria ser meramente uma ação coordenada resultante de sua obrigação, é, na verdade, construída uma versão extraordinária como se tal feito constituísse uma ação revolucionária e que seu reflexo tornar-se-á um ato incomum e admirável. A mídia, nesse processo exerce um papel determinante sob o ponto ideológico e estabelece uma orientação que afeta diretamente o cidadão e cidadã que, em sua maioria, estão destituídos de uma capacidade teórico-reflexivo-crítica da singularidade representativa desses governantes mentecaptos e insensíveis. Sob esse espectro, a historiografia tem nos mostrado que a mídia cumpre e desempenha essa fórmula com grande mestria e consegue proteger – blindar – os governantes descompromissados com sua função pública.

Nesse processo conflitante – em que pese a presença de indivíduos comprometidos com a luta pela qualidade da educação – os governantes tentam impor uma realidade falsa de que estão proporcionando uma verdadeira revolução no sistema educacional, quando o quadro colorido apresentado por esses governantes através da mídia concretamente se esfarela com sua dura realidade marcada pelo mais completo abandono. É fácil estabelecer uma distinção entre o real e o ideal especialmente, quando o ideal afronta o real em sua essência. O sistema encontra-se debilitado, mais do que isso, encontra-se falido, nada funciona: escolas por fazer, obras inacabadas e paralisadas, escolas funcionando pela metade e outras não funcionando ainda etc., etc.

Há uma equidistância frontal entre o que realmente é daquilo que se deseja ter. O ter apenas teoricamente não compromete um processo de transformação, é mais significativo realizar uma ação do que dizer que vai fazer sem fazê-la. O não fazer se mistura ao ambiente da descrença e a descrença passa a ser a desesperança e a desesperança torna-se a última instância de um processo ultrajado; e o ultraje mede a distância entre os governantes que, de fato, são menores por aquilo que representam politicamente daqueles que, literalmente, são grandiosos por sua expressão inacabada da resolutividade, pela eficiência e pelo compromisso de fazer acontecer. É possível verificar essa distinção pelo modo característico que assume cada governante em sua função pública. Quando institui com responsabilidade a transparência e respeita a democracia; quando fortalece a participação popular e promove a paz social com a aplicação das políticas públicas.

Assim, o setor educacional deveria ser a prioridade absoluta. A essência de uma química perfeita onde os diversos atores sociais se relacionariam harmonicamente. Porém, a conduta inversa gera a instabilidade e a insegurança e, como consequência, projeta prejuízo no processo ensino-aprendizagem.

Um governante progressista não pensaria em redução de custos no setor tão importante como o sistema educacional. Ao contrário, tenderia a restituir-lhe o lugar de supremacia e sua devida valorização.

Governos passam – alguns com total desprezo pelo processo educacional e, outros, em menor grau, fingem proporcionar a devida atenção à ponta do “iceberg” do pleno e alvissareiro desenvolvimento – e o sistema educacional permanece praticamente com o mesmo vício: estagnado.

A luta pela qualidade do ensino público e a constate preparação do profissional para processar uma aula atraente e dinâmica com material didático-pedagógico à disposição tanto do educando quanto do educador não tem sido a prioridade. A escola como palco desse cenário fundamental não está cumprindo com sua função social, inversamente, tem gerado um fluxo de gentes sem perspectivas de futuro. É notória a dura realidade de como se manifesta o conflito desnecessário e evitável entre os envolvidos no processo ensino-aprendizagem. É visível a estranha aparência de nossas unidades de ensino. Parece mais com uma casa-fantasma, triste, sem vida, apática e opaca.

A carência de um mundo lúdico compromete profundamente o nível de aprendizagem e o livre desenvolvimento intelectual do educando. Os especialistas – psicólogos, sociólogos, pedagogos e filósofos denunciam com todas as letras esse horrendo quadro processual. Aqui não nos interessa ater-nos a determinadas teorias e metodologias, mas, apenas dimensionar o dramático processo que se manifesta em nosso cotidiano com resultados absurdamente comprometedores.

Repito: não pretendo estabelecer diretrizes pontuando teorias, mas, sim, introduzir uma factível realidade que nos atormenta intensamente, e, com isso, provocar o debate com maior evidência não apenas com os profissionais, mas, sobretudo, com o poder público que se constitui o centro da temática. O poder público tem a responsabilidade direta para redefinir o atual e delicado quadro de crise institucional que pesa sobre a estrutura educacional.

E quais seriam os mecanismos para inverter essa lógica que desanima o corpo docente e gera uma insatisfação ao corpo discente? Será que o educador é capaz de promover um processo de letramento apenas usando o tradicional quadro-negro como recurso pedagógico para atrair o educando e, desse modo, transformá-lo num habilidoso e dialético sujeito socialmente crítico? A tarefa de hominizar o sujeito vai para além dessa instrumentalidade passiva. O educando precisa se reconhecer como tal – nesse processo dialético – e como tal saber conviver num mundo que tem como base elementar o conflito social em todas as suas dimensões. Cabe, por conseguinte, ao mediador do conhecimento – o educador – a ensiná-lo com afeição, sendo solidário e, acima de tudo, amoroso – no sentido freiriano – e respeitando a individualidade do educando diante do mundo e sua história de vida.

Uma transformação educacional e cultural de uma sociedade e de um povo, não ocorre de uma forma ‘mística’, como num passe de mágica com uma ‘varinha de condão’. Na verdade, requer tempo e que surja, efetivamente, uma nova geração comprometida com essa causa fundante. Do contrário, o velho permanecerá velho se travestindo do novo com o espírito do passado inerte. Cito como exemplo, a Suécia que levou 200 anos para construir e consolidar sua democracia instituindo um modelo padrão-transparente com a presença forte do estado na vida de seu povo. Lá não existem escolas particulares. Portanto, o que é fundamental numa gestão pública é a vontade política em superar o personalismo, o triunfalismo, a mitologização doentia que incarna o indivíduo a-histórico e que o faz pensar ser um grande realizador social; quando na verdade, é um completo medíocre caracterizado pela aparência de mico.

O fundamento para entrarmos na modernização que exige a história é pela ponta do “iceberg” da educação, inevitavelmente não há outra perspectiva, não há outra porta, não há outro caminho.

Aquele governante que não se alinhar com essa vertente, estará comprometendo a base de um futuro altaneiro de sua cidade, de seu estado e de sua nação. O governante que alude um discurso pequeno e cheio de defeito, reforçando a ideia de que é impossível fazer investimento no sistema educacional por falta de recursos financeiros, definitivamente, sintetiza seu comodismo e assinala de forma descarada uma deslavada mentira, e uma clara tentativa de negar e/ou prestar esse serviço essencial à população. Nesse discurso emblemático podem-se distinguir duas vertentes e ambas com a mesma característica: a primeira tem em sua base a destituição da coragem. Coragem do governante em querer transformar e modificar a realidade em sua essência, oferecendo oportunidades; segundo reproduz de forma sistémica, o inteiro e inequívoco erro de não investir pomposamente o devido capital na melhoria do sistema como um todo. Se, de um lado, houvesse a predisposição do governante em proporcionar o desenvolvimento permanente – e, diga-se de passagem, que os recursos financeiros do FUNDEB são suficientes para reformular e fomentar a qualidade do sistema educacional em sua base – dos processos democráticos educacionais, certamente que, as condições seriam outras e bem avançados; de outro, o conjunto dos profissionais estariam desinibidos de sua responsabilidade de operar suas funções colaborando para a redescoberta do fazer pedagógico e o constante aprimoramento do ato de ensinar-aprender concomitantemente.

Que dificuldade encontra esse governante para desenvolver uma política progressista educacional se os recursos financeiros caem decenalmente nas contas do FUNDEB? Argumentar que tais recursos são insuficientes é querer nos convencer de que existem duendes verdes e fada-madrinhas em nossa sociedade e, por isso mesmo, quem os achá-los encontrará o tesouro que salvará sua vida da miséria que campeia seu cotidiano e fragmenta seus sonhos inócuos de viver uma vida decente.

Entendemos que obedecer aos tramites legais – a LBD, o PNE, o PME, PCCS – tudo se encaixará e o processo educacional vai ganhando sua dimensão na promoção da cidadania, da formação intelectual do educando, da paixão do educador pelo ato de ensinar, sem prejuízo da valorização do Magistério; enfim, é possível sim, investir na educação com qualidade e equidade social. Esse é o caminho que qualquer gestor público sensível e progressista seguiria visando o desenvolvimento da sociedade garantindo um futuro melhor para a geração que estar por vir, ao mesmo tempo, consolida as bases indispensáveis para uma sociedade democrática e participativa.

A omissão dessa tarefa histórica constitui o maior crime que se pode nomear a um dirigente político que deixou de realizar com proeza, responsabilidade e lisura; compromisso e desprendimento seu papel como homem público.

Por Jacinto Junior

HERANÇA AMALDIÇOADA: Crianças estudam em casa alugada por R$ 700,00 no bairro Trizidela

Nós visitamos ontem, 6, pela manhã, a sede da escola Rosângela Moura,  de 1º ao 5º ano, na Trizidela, ao lado do antigo CAPS. Apesar de ser alvenaria tem só 3 salas, algumas com 18, outras com até 25 crianças matriculadas. Uma área com aspecto de galpão  também serve como sala, tanto que lá estavam pendurados dois quadros utilizados por professores.

Como ela não tem espaço para todos os matriculados, o público excedente começou o ano letivo, pelo sexto ano consecutivo,  numa apertada  casa alugada por R$ 700,00 (Nos 5 anos de Zito o aluguel era R$ 1.000,00) na Avenida Pantanal, mesma área do São Vicente Palloti/Vila Camilo II. Crianças de 1º, 2º e 3º ano passam muitas privações.

APERTADO E ESCURO

Só pra você perceber o quanto O ambiente é apertado, como reclamam as crianças, nós saímos da cozinha da casa e  já nos deparamos com a primeira sala que é maior. Dando poucas passadas vemos uma coisa interessante  que parece escola da zona rural onde o sistema multisseriado – há uma divisória de madeira, como costuma ser na zona rural, e aí você percebe que já existe mais uma sala bem apertada.

As crianças estão incomodadas, inclusive com a falta de espaço para recreação.

“PORQUE TÁ RUIM AQUI? Porque ninguém num brinca…O ESPAÇO É PEQUENO? Hum, hum…NÃO DÁ PRA BRINCAR? Não’, disse Mateus Santiago, de 7 anos, seguido por Marcos Eduardo, da mesma idade, que disse“é ruim…POR QUE É RUIM? Porque o espaço é pequeno”

Nos cômodos da casa foram instalados ventiladores para amenizar o calor, alguns não funcionam. Para cada sala de aula improvisada, apenas uma lâmpada. Os alunos já perceberam que ver melhor quem fica debaixo dela, para os mais afastados, escuridão.

“fica escuro não dá de ver quase nada…SÓ UMA LÂMPADA É RUIM? É…E ATRAPALHA? Atrapalha”, lamentou Maycon Teixeira.

UM SÓ BANHEIRO

Uma das coisas que mais chamam a atenção na escola-casa  é a condição do banheiro. Tem uma porta  mas ela ainda não está ainda instalada. Em seu lugar há uma folha de compensado que eles têm que manusear pra poder ter acesso ao único banheiro da casa.

O referido banheiro fica no ambiente da cozinha, mesmo lugar onde é feita a merenda que depois é consumida por todas estas crianças nos turnos da manhã e da tarde.

Para o local usado por adultos (professores, zeladora, merendeira, vigia) tem fila de espera. Na opinião de todos tinha que ter ao menos mais um, claro, em condições mais dignas.

“Tinha…POR QUE JULIANA? Porque tem muito menino”, disse a pequena Juliana Guimarães

ATRÁS DAS AUTORIDADES

Na sede da escola disseram que a diretora não estava para falar conosco a respeito do anexo escolar, na secretaria de Educação nos informaram que a secretária, Deusimar Serra, havia saído para a UEMA e depois estaria na Prefeitura.

Prefeitura de Codó e IFMA firmam parceria para transporte gratuito de alunos do instituto

Foi assinado esta semana no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) – Campus Codó, o termo de parceria entre a prefeitura de Codó e Instituto, estabelecendo o transporte escolar gratuito aos estudantes de ensino médio técnico. Para o ato, estiveram presentes o diretor do Instituto, Wady Lima, alunos, professores e funcionários do IFMA.

Prefeito fala com estudantes

Representando o município estavam o presidente da câmara, Expedito Carneiro, vereadores, a secretária municipal de educação, ciência, tecnologia e inovação, Deuzimar Serra, Secretário de Governo, João de Deus, o diretor do Departamento de Juventude, Valdeci Junior e o prefeito Francisco Nagib, que foi aplaudido pelo apoio a Campanha Transporte Jovem Estudantil.

É um momento muito feliz o ato de assinatura dessa valiosa parceria, que vai beneficiar tantos alunos e as suas famílias. É a união de forças do prefeito Francisco Nagib, do Diretor da Juventude, Valdeci Junior e a direção do IFMA. A gratuidade das passagens dos alunos é um incentivo essencial. Uma economia para todos, que mostra a sensibilidade do governo em apoiar a juventude e a educação de Codó. Parabéns a todos”, declarou o presidente da Câmara Municipal, vereador Expedito Carneiro.

Privilégio dos estudantes de Codó

Com a parceria firmada com a gestão Mais Avanço Mais Conquistas, o Instituto Federal – Campus Codó continua a ser o único do Estado do Maranhão, entre as trinta unidades, que oferta transporte escolar gratuito aos estudantes. O Diretor de Juventude do Município de Codó, e ex-estudante do IFMA, Valdeci Junior, fez discurso emocionado e agradeceu por mais uma conquista da classe estudantil. “Eu fui estudante deste instituto e conheço bem das necessidades enfrentadas pelos alunos. É um subsidio muito importante. Eu realmente me emocionei no discurso, pois foi um privilégio ver o sonho desses estudantes realizado. Agradeço todo o apoio do prefeito Francisco Nagib por estar sempre a disposição dos estudantes e da juventude codoense “.

Uma frota de 05 ônibus continuará prestando serviço de qualidade aos estudantes. Maria Eduarda e os demais alunos comemoraram a renovação da parceria, estando agora aliviados por suas famílias não terem que gastar mais nada com o seu transporte escolar.

Nagib assina convênio

É uma ajuda muito grande, principalmente pra quem é estudante e sabe o quanto as coisas estão difíceis. É um apoio muito bem vindo

Durante os 04 anos de governo serão destinados para transporte do IFMA a quantia de R$ 400 mil reais, um investimento que prefeito Francisco Nagib espera como retorno a dedicação incondicional aos estudos.

Momento histórico no instituto, que já tem 24 anos, e que hoje celebra essa tão importante parceria com o município, com o objetivo de dar suporte total para o transporte dos alunos.  Isso mostra o nosso compromisso com a juventude codoense e o quanto queremos ver nossos jovens obterem grandes resultados acadêmicos e em suas vidas como cidadãos. É mais um promessa de campanha que estamos cumprindo. Esse apoio será dado ao transporte dos estudantes e totalizará mais de cem mil reais por ano, pois entendemos que será de grande valia para a economia durante o ano letivo”.

Ascom – PMC