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Regional de Saúde se defende da responsabilidade por não ter soro contra picada de cobra no HGM

O caso da lavradora Edileuza Rodrigues Lima, de 41 anos de idade, do povoado Lagoa do Mato, zona rural de Codó, continua repercutindo. Na noite do dia 1º de fevereiro ela foi transferida às pressas para Teresina-PI após chegar ao HGM picada por uma Cascavel.

Aqui não havia soro antiofídico.

A diretora do hospital,  Ester Moura,   informou, naquela ocasião,  que não existia o soro antiofídico porque a fornecimento é de responsabilidade da regional Estadual de Saúde. Também disse que já foram feitos pedidos e que a falta já completava 15 dias.

Russwelt verifica doses na refrigeração

Por conta desta informação estivemos também na  Regional de Saúde onde fomos atendidos pelo coordenador do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Russwelt Cardoso.

Afirmou que o problema não está na falta de pedidos das doses à central de distribuição que fica em São Luís. A questão é que não há doses contra picada de Cascavel em quantidade suficiente para atender a demanda do Estado inteiro.

 “Acontece que  o Estado não tá tendo, nós recebemos da Secretaria de Estado da Saúde, nós entramos em contato com Dr. Daniel, responsável por esta distribuição, e ele entrou em contato com outras regionais e nos deu a resposta que chapadinha que, pelo menos no sistema, constava que tinha algumas doses lá e ele ia ver a possibilidade de redistribuí-las para a regional de Codó, chegando aqui a gente distribui para os municípios que estiverem precisando”, disse

Após o  pedido mais atual, provavelmente, se vierem, serão apenas 10 doses ou menos. Por conta disso, o risco de ser picado por cobras e vir a ter que se transferido para o Piauí para evitar a morte ou sequelas graves continuará no município.

 “Isso é preocupante, a gente tem feito tudo, a gente tem mandado o carro pegar soro lá em São Luís, exclusivamente para que não falte aqui, mas, infelizmente lá não tá tendo pra atender a demanda”, concluiu Russwelt

No estoque da regional há doses contra picada de cobra SURUCUCU.

Codoense reclama da dificuldade para marcar consulta nos postos de saúde

Uma leitora do blogdoacelio, que pediu para não ser identificada, fez contato via whatsApp para reclamar da nova forma de marcação de consultas implantada pela gestão MAIS AVANÇOS, MAIS CONQUISTAS.

Agora a marcação é feita no posto de cada bairro, medida para acabar com as filas noturnas no HGM e no CAM, por exemplo, dependendo da especialidade almejada.

Ela usou o exemplo de uma senhora que foi requisitar a marcação e pediram à esta que retornasse em 15 dias para, só então, saber em qual clínica seria atendida.

“Essa mudança das marcações de alguns exames nos postos não foi muito boa não, vi uma senhora entregando uma requisição para marcarem os exames dela e só é pra ela ir no posto de hoje  a 15 dias pra saber em qual clínica vai ser feito os exames dela (…)

(…) um absurdo, daqui até lá só Jesus na causa e só é 20 fichas para este posto de saúde da Trizidela (…) para mim se vai consultar é porque está doente, não é urgência também?”, questionou

DESISTIU

Depois contou que também precisou e foi orientada até pela atendente à procurar medicina particular. Ela desistiu mesmo.

“Fez piorar essa mudança. Eu desisti. Vou fazer particular, e quem não tem?”, destacou

Jovem é transferida para Teresina porque HGM não tem soro contra picada de COBRA

José Raimundo de Sousa, 62 anos,morador de um povoado que fica a 84 kms da sede de Codó, na região de Santo Antonio dos Pretos, chegou à cidade  à tarde, ontem, 1º, trazendo sua filha vítima de uma picada de cobra Cascavel, uma das mais perigosas que existem na fauna brasileira. A vítima foi identificada como Edileuza Rodrigues Lima, 41 anos, do povoado Lagoa do Mato.

Mas no HGM, onde buscou socorro urgente, deparou-se com a falta de soro antiofídico. Só à noite sua parente foi transferida para Teresina – PI por causa da falta do antídoto.

“A Cascavel que mordeu ela a partir das 3h da tarde de hoje (1º). Aqui porque não tem soro aqui no HGM, não tá tendo soro pro problema da mordida de cobra, agora vai pra Teresina”, diz no vídeo gravado dentro do hospital codoense.

O QUE DIZ A DIREÇÃO DO HGM

Nós fizemos contato com Ester Moura, diretora do Hospital Geral Municipal.

Ela explicou que quem fornece pra o Hospital Municipal é a Regional de Saúde e que não está tendo no estoque.

“Quem fornece para o HGM é a regional de saúde e não está tendo no estoque, inclusive faltando nos hospitais vizinhos. Todos os dias solicitamos ao Estado”, explicou completando

“A Karen (Cruz) coordena esse setor no município e nos reunimos por conta dessa situação que já está acontecendo há mais de 15 dias. Estamos cobrando e aguardando a regional de Saúde abastecer”, encerrou

Após denúncia HGM interna homem que estava com medo de perder a pena

A TV Codó exibiu ontem, 30, uma reportagem seguida por comentários do âncora, jornalista Edmilson Filho, e do repórter Genivaldo da Silva, mostrando que o HGM passou a cuidar do senhor Leônidas.

Este senhor denunciou no programa do Maozinha, na rádio Eldorado AM (com repercussão no blogdoacelio e na TV Cidade) que havia feito uma cirurgia ortopédica e que há 5 meses não via o médico que o operou. Estava com medo de perder a própria perna que apresentava secreção e inchaço.

O ortopedista ouvido pelo jornalista Genivaldo Silva disse que o homem tomou medicação por conta própria e não havia procurado ajuda especializada no hospital. Leônidas foi internado ontem mesmo.

“Tomando antibiótico e vai ser resolvido o problema”, afirmou Dr. Giordânio.

SEM SAÚDE: Morador denuncia falta de médico no posto de saúde do Nova Jerusalém

Um morador do bairro Nova Jerusalém enviou um e-mail ao blogdoacelio pedindo, primeiramente, para não ser identificado, depois que fosse feita a denúncia de falta de médico no referido posto. Pelo que consta, a médica saiu de férias e nunca foi substituída. Por conta disso, as pessoas estão sem atendimento.

LEIA  O TEOR DO E-MAIL:
A priori, solicito não ser identificado uma vez que sabemos o quão perseguidor é o atual prefeito e seu grupo!
Venho através deste e-mail solicitar a publicação de mais esta denúncia contra o descaso do poder público municipal com a saúde dos codoenses.
Fui até o posto de saúde do bairro Nova Jerusalém e, chegando lá, me informaram que a médica, identificada por Dra Maria Júlia, entrou de férias e que seu retorno está previsto para o mês de fevereiro. E até lá? Respondo: o morador da comunidade Nova Jerusalém não poderá adoecer ou, caso sinta necessidade, terá de se deslocar e concorrer a vagas em outros postos de saúde da cidade, se existir médicos.
Também acrescento que, obviamente, a culpa não é da médica, pois esta é funcionária e, como preveem as leis, ela tem DIREITO à férias. Portanto, a denúncia consiste em perguntar qual a razão de NÃO EXISTIR UM MÉDICO ou MÉDICA SUBSTITUTO PARA REALIZAR OS ATENDIMENTOS DOS PACIENTES DESTA COMUNIDADE?
Prefeito, nós codoenses podemos viver sem pavimentação, sem praças reformadas, sem “MAIS AVANÇOS, MAIS CONQUISTAS” nestes casos. Porém, NÃO PODEMOS VIVER SAÚDE(faltam médicos), SEM EDUCAÇÃO(faltam professores), SEM SANEAMENTO BÁSICO(falta REDE DE ESGOTO), SEM SEGURANÇA PÚBLICA(problema que o governador pode resolver) etc..
Codó, NÃO AGUENTA MAIS ESSE DESTRATO DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL. BASTA!

DOR DE DENTE – Falta de serviço de dentista atinge maioria dos postos de saúde de Codó

Bairros inteiros continuam sem tratamento odontológico na cidade de Codó e por onde passamos ontem, 16, pela manhã, encontramos a mesma justificativa da direção das unidades de saúde.

Depois de mostrarmos na semana passada o posto de saúde do Residencial Trizidela sem atendimento odontológico por causa de problemas na cadeira do dentista uma nova denúncia chegou à redação, desta vez em relação  ao Nossa Senhora de Fátima que fica no bairro São Raimundo (chamam de Vila Camilo).

Dentro ouvimos a mesma justificativa, só que o problema  ocorre há muito mais tempo.

DESDE SETEMBRO DE 2017

Desde setembro/2017 sem serviço odontológico na Vila Camilo

Desde setembro do ano passado não há tratamento dentário no Nossa Senhora de Fátima. Dona Maria das Dores Rodrigues da Conceição mora praticamente do outro lado da rua e há tempos presencia o descaso com saúde pública.

 “Toda vez que a gente vem arrancar  um dente não tem cadeira, torna vim outra não tem cadeira e vai ficar toda a vida desse jeito sem essa cadeira, por causa disso daí vai procurar em outro lugar, pra arrancar dente daqui precisa ir pra outro lugar uma distância medonha, uma velha como eu que tem uns dentes aqui se quebrar precisa ir lá embaixo sei nem como porque de moto eu não ando”, disse indignada

VISITA POSTO A POSTO

Visitar mais postos de saúde. Estivemos em 8, só encontramos  atendimento odontológico funcionando em três (Borborema, no bairro Santo Antonio, Sílvia Santos, no bairro São Pedro e Maria das Neves, no Nova Jerusalém).

Nova Jerusalém atende 8 pessoas por dia mesmo com defeito na ‘cuspideira’

É por isso que dona Mariêta Ferreira dos Santos saiu de onde mora, na Trizidela, para outro bairro e lá também não foi atendida.

“Eu fui mesmo por livre espontânea vontade…E QUANDO CHEGOU LÁ? Não tinha…E QUAL ERA O PROBLEMA DE NOVO? Porque a cadeira tava quebrada (…) acho ruim, né, porque eu moro aqui próximo, então aqui é bem mais fácil”, respondeu a dona de casa

SÓ A CUSPIDEIRA

Os demais apresentaram a justificativa de problemas técnicos na cadeira do dentista de novo, as vezes bem simples.

No posto do Codo Novo é só no aparelho chamado de cuspideira, que começou a dar problemas no final de novembro do ano passado por não estar sugando o cuspe dos pacientes, nunca foi consertado.

No bairro São Francisco dona Clarice Galvão e uma neta dela estão aguardando a meses o retorno do atendimento.

Moradora denuncia que há meses não há atendimento no São Francisco

 “Dor de dente, aí toda estragada, tenho minha neta também que tá precisando e aí não tem como (…) faz é tem, faz tempo demais desde o mês de junho que aqui dão essa desculpa que cadeira tá quebrada…CHEGA NÃO TEM? Não tem”, criticou

A PREFEITURA FALOU

Estive na Secretaria de Saúde. O secretário Suelson Sales mandou informar que estava em reunião e que a diretora do Programa de Saúde Bucal, a odontóloga Jaciara  Teixeira de Oliveira,  era a pessoa mais indicada para falar sobre o assunto.

Por telefone, Jaciara explicou que a parte eletrônica das cadeiras é sensível à oscilações de energia e que, por isso, queima com frequência.

Disse que já foi feito o orçamento de todo o material que precisa ser trocado e incluiu a mão de obra técnica, espera que até o mês de janeiro todos os postos voltem a prestar serviços odontológicos.

OBSERVAÇÃO FINAL

Visitei todos estes postos entre 9h30 à 11h31min quando cheguei ao Centro de Especialidades Odontológicas a procura da diretora do Saúde Bucal por orientação do secretário.

Em nenhum deles encontrei um odontólogo disponível ( pela manhã o horário destes profissionais é de 7h às 11h).

Secretaria informa que marcação de exames agora só nos postos de saúde

A Secretaria Municipal de Saúde de Codó informa que para maior comodidade dos usuários do SUS, a partir da presente data (15/01/2018) a marcação dos exames laboratoriais será feita nas Unidades Básicas de Saúde (Posto de Saúde) de sua referência.

Prefeitura de Codó – governo Mais Avanços, Mais Conquistas

Atenção

Documentos necessários: cartão do SUS e requisição de exames

Ascom – PMC

Secretário fala sobre cadeira de dentista que não funciona onde filho de Zito Rolim trabalha

Publicamos ontem, 8, uma reportagem mostrando o problema da falta de atendimento médico no posto de saúde do residencial Trizidela, abaixo o teor.

Cadeira com problema na placa no posto da Trizidela


Há menos de 70 metros do posto de saúde dona Marlúcia Sousa reclamou à nossa reportagem porque o neto, uma criança de cerca de 8 anos,  há vários dias vem sofrendo dor de dente e nada pode ser feito pertinho de casa, nem ao menos receber encaminhamento para o Centro de Especialidades Odontológicas que precisa sair do bairro onde a pessoa mora.

Ela reclamou da ausência do odontólogo nas vezes em que procurou atendimento pela manhã.

Porque eu to com uma criança aqui com dois dentes doendo direto e não tem como arrancar PORQUE não tem médico aí e a cadeira tá desmantelada e não é só com um mês não, tá bem com uns dois ou três meses (…) e não tem nem como pegar requisição com  médico, não tem médico aí”, afirmou

A principal reclamação dos moradores  desta área gira em torno da falta de atendimentos mais urgentes como obturações e extrações dentárias.

A PLACA DA CADEIRA

Segundo quem denuncia  há mais de um mês estes serviços não são prestados por causa de um problema na cadeira do dentista.

Dona Adelaide Salazar Costa, moradora da mesma rua do posto,  já cansou de esperar o conserto.

 “Fica difícil porque a gente tem que procurar outro posto de saúde, pra nós tudo aqui é mais difícil, GOSTARIA que tivesse mais coisa aqui pra nós, assim, tipo dentista…E O PROBLEMA É SIMPLES, É UMA CADEIRA? É uma cadeira, uma coisa tão fácil de resolver”, respondeu insatisfeita

O QUE DIZ O GOVERNO

A diretora do posto disse que um técnico da prefeitura já fez uma visita ao local e prometeu solucionar o problema que está apenas numa placa que inviabiliza todo o funcionamento da cadeira, mas isso ainda não tem data pra acontecer. Na expectativa da enfermeira isso deve acontecer ‘logo’.

Denise de Vasconcelos também falou sobre a reclamação da falta de dentista no posto do residencial Trizidela.

‘Não tá tendo atendimento médico, não é verdade, tá tendo. Dr. Wellington (Rolim) ele comparece de segunda a sexta-feira pela manhã, então os atendimentos que podem ser feitos sem a necessidade dessa placa ele está fazendo…SERIA O QUÊ? Seria orientações, pacientes que chegam com dor de dente ele passa a medicação, o tratamento e se o caso ele encaminha para o CEU, ele faz aplicação de flúor, as gestantes que nós atendemos ele avalia dá uma olhada, mas o problema, eles vieram, avaliaram e já está sendo solucionado”, explicou Denise


Hoje o secretário de saúde, Suelson Sales falou sobre o assunto em áudio enviado ao programa Cidade Notícias, da FCFM. Ouça como ele explicou-se sobre o caso.

Sindicância deve revelar que NÃO foi mesmo Guilhermo Quiroga o ortopedista da cirurgia errada no HGM

O médico ortopedista Guilhermo Quiroga fez ontem, 21, à tarde uma visita de cortesia à senhora Maria da Paz Souza, de 54 anos, cujo filho, Francinaldo Guilhon, de 24 anos, deu depoimento no Conselho Municipal de Saúde, dia 13 de dezembro, acusando o cirurgião-ortopedista de ter sido o responsável por uma cirurgia, realizada em 12/09/2017, no HGM, que teria deixado o braço da paciente em forma de ‘S’.

Guilhermo Quiroga visitou Maria da Paz Souza

A dona de casa se recupera bem de outra cirurgia, esta de reparação,  feita semana passada pelo ortopedista Francisco Duailibe.

O PERDÃO

Nós acompanhamos a visita de perto e ela ocorreu em clima de perdão, para ambas as partes. Já é certo que não foi Guilhermo Quiroga o médico que fez a cirurgia de Maria da Paz Souza em setembro, como afirmou-se na denúncia levada ao Conselho de Saúde.

A informação de que teria sido outro ortopedista nós, enquanto jornalista, ouvimos direto da coordenação do setor de ortopedia quando passamos a investigar o caso.

O  contato, segundo a coordenação de ortopedia por nós ouvida,  que Guilhermo Quiroga teve com a referida paciente não aconteceu no dia 12/09/2017 (quanto foi feita a cirurgia).

Somente em 24 de novembro, ele teria feito apenas a retirada do material usado na cirurgia. Quando o questionei sobre isso, disse que a retirada era necessária por duas razões – primeiro porque o braço estava quebrado de novo, segundo porque o material iria enrijecer o membro e, provavelmente, deixaria a mulher sem alguns movimentos da mão, por exemplo.

Maria da Paz Souza recupera-se bem da 2ª cirurgia

O inquérito administrativo aberto investiga agora o quanto esta ‘retirada’ pode ter contribuído para que o braço da paciente tenha ganho formato de ‘S’ (ou não)  e gerado toda a confusão com o nome de Quiroga, que, já é certo, não realizou a cirurgia.

“SÓ QUERO LIMPAR MEU NOME”

O boliviano tranquilizou o filho de dona Maria de que nada tem contra o rapaz,  afirmou, inclusive pedindo para ser gravado como prova, que não tomará nenhuma medida judicial contra ninguém daquela família moradora de uma casa humilde, construção de tijolos ainda sem reboco,  no final da rua Osmarino Medeiros, já em área do bairro Nova Jerusalém.

O médico achou melhor ir à casa porque  surgiu um boato, como contou-nos o próprio Francinaldo, de que Francinaldo seria processado por ter ido ao Conselho Municipal de Saúde para denunciar Quiroga.

O rapaz, de pouca fala e ainda um tanto quanto assustado com a repercussão do caso, também contou na presença de várias testemunhas (vizinhos que se aglomeraram para participar da conversa aberta) que fora instigado, induzido à ir ao Conselho  fazer aquele depoimento.

 Nomes foram evitados a pedido do próprio ortopedista que aparentou querer resolver tudo da melhor maneira possível.

O único pedido que o vi fazer, com maior veemência,  foi que parassem de usar o nome dele como se responsável fosse pela cirurgia que deixou o braço em forma de ‘S’. Fato que já está esclarecido, não foi Guilhermo Quiroga.

A SINDICÂNCIA

Apesar de sempre ter a certeza de que não fizera a operação, Guilhermo ainda tem um longo caminho a percorrer até o fim da sindicância que foi aberta a mando da Secretaria de Saúde, motivo pelo qual continua afastado de suas funções como ortopedista do HGM.

Nem mesmo ele sabe qual será o resultado do parecer técnico que está sendo elaborado para avaliar seu grau de culpa no caso de Maria da Paz Sousa.

Resultado este que também cobraremos e acompanharemos com a isenção que a denúncia requer.

REVIRAVOLTA – Guilhermo Quiroga pode está sendo injustiçado

Ao produzirmos a reportagem sobre o caso da mulher que ficou com o braço tipo “S’ após cirurgia no HGM saímos à procura do médico boliviano Guilhermo Cúellar Quiroga.

Médico Guillermo Quiroga

Estivemos, inclusive, em sua clínica particular onde uma atendente informou que estava viajando para Teresina – PI, fornecendo-nos dois números de celular para os quais ligamos e ouvimos a informação de que estava fora de área ou desligado.

À noite, por volta das 20h45min, Quiroga ligou justificando o fato de não poder ter-me atendido na clínica.

Disse que o que falaria ainda não era seu direito de resposta oficial, mas que podia adiantar, com toda certeza,  que não foi ele o ortopedista que operou a paciente sequelada com  braço torto.

Contou que foi apenas quem deu alta médica em setembro quando  ela foi operada por outro médico à quem não quis identificar, por enquanto, segundo o próprio.

Informou também que na semana passada voltou  a ter contato com a paciente que chegou com o braço quebrado, de novo, querendo engessá-lo. Diante do que viu, orientou uma internação para que a mulher passasse por uma nova cirurgia.

Ela se recusou a ser internada, prometeu voltar na sexta-feira (8 de dezembro) mas só foi mesmo no domingo à tarde.

“Sobre aquele fato, meu amigo, na hora certa,porque ainda tá no processo administrativo, né, mas o que eu posso te adiantar, eu não queria que tu tomasse isso como direito de resposta ainda, é de que eu não operei esta senhora, tem prontuário, tá sendo analisado tudo, eu não operei esta senhora, eu recebi ela (…) a família queria que eu botasse um gesso,na quinta-feira, 7, no ambulatório, mas eu disse – não, dona isso aqui quebrou de novo, não tem como botar um gesso, tem que operar de novo, só que ela disse que não queria operar, não tinha ido pronta pra ser internada pra operar.

“Mas não fomos nós que operamos não Acélio, tá, tem outra equipe que operou ela no HGM, aí meu nome ficou aí na ……., Mas a gente tá na chuva é pra se molhar, né”

“Eu atendi ela na quinta, pedi pra ela se internar ela não quis, disse que ia voltar na sexta pra ser internada pra gente fazer a cirurgia no sábado e o hospital tem todas as condições de fazer esta cirurgia, uma coisa que se faz todos os dias lá, só que ela foi aparecer no domingo, lá pra tarde pra ser internada, aí eu disse – não, minha irmã, então vamos internar, segunda-feira (11) vamos fazer os exames, nestes dias que se passaram o médico que operou essa senhora já olhou a senhora, não sei porque que não operou – mas é um procedimento que a gente faz, tranquilamente, no hospital, só que aí apareceu meu nome no meio da praia e aí…”

VAI PROVAR SUA INOCÊNCIA

Quiroga vai procurar o HGM nesta sexta-feira, 15,  para provar que  uma outra equipe  esteve com a mulher em setembro, operando-a.

Afirmou que seus plantões acontecem, há muito tempo, sempre na  quinta e na sexta-feira em Codó e 12 de setembro de 2017 (data do prontuário mostrada por Esther Moura à nossa reportagem) caiu numa terça-feira.

Informou ainda que deseja que a direção do hospital e a Secretaria de Saúde façam uma retração pública para limpar o nome dele uma vez que, repetiu, não foi ele quem fez a cirurgia alvo de toda esta polêmica.

“Vou pedir uma cópia do prontuário, vou protocolar no processo administrativo, vou mandar uma nota explicando de que tanto a prefeitura, quanto a diretiva do hospital têm que entrar com uma medida de erro, né, em relação ao meu nome (…) o que eu quero só é que limpem o meu nome, né”, frisou