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FAMEM ingressará na Justiça cobrando da União aumento do teto da saúde

A Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) ingressará na Justiça Federal cobrando da União o aumento dos repasses aos municípios para custeio dos serviços da saúde de média e alta complexidade.

A informação foi confirmada nesta segunda-feira (13) pelo presidente da entidade municipalista, prefeito Cleomar Tema (Tuntum), durante a abertura do seminário “A Codevasf e os Municípios”, evento realizado no auditório do complexo de comunicação da Assembleia Legislativa e que reuniu, além de dezenas de prefeitos e prefeitas, representantes dos mais variados segmentos da classe política maranhense, dentre eles senadores, deputados estaduais e federais.

De acordo com Tema, o objetivo da Federação, através da ação judicial, é fazer com que o governo federal eleve o valor do repasse igualando-o, pelo menos, à média nacional, que é de R$ 194 por habitante.

Atualmente, o Maranhão é o penúltimo estado da federação no que diz respeito ao recebimento de recursos per capita – R$ 137 por habitante.

Há possibilidade de que na peça jurídica a entidade também cobre, em benefício dos municípios, o ressarcimento das perdas dos repasses referentes aos últimos cinco anos.

No mês passado, Cleomar Tema coordenou uma caravana formada por mais de 90 prefeitos que esteve em Brasília reunida com a bancada federal maranhense tratando do assunto. Na oportunidade, os gestores garantiram o apoio político de todos os deputados federais e senadores do estado; do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM – RJ); e do ministro da Saúde, Ricardo Barros.

“Paralelo ao trabalho político, que é de suma importância, também iremos reivindicar o direito [aumento dos repasses] dos municípios maranhenses por meio da Justiça”, garantiu Tema.

O posicionamento firme de Cleomar Tema em favor do municipalismo no Maranhão foi bastante elogiado pelos participantes do seminário.

Para o deputado federal José Reinaldo Tavares, hoje a FAMEM possui um gestor que trabalha para defender os interesses das cidades e de seus gestores.

Avaliação semelhante fez o também deputado federal e coordenador da bancada maranhense em Brasília, Juscelino Filho.

“O presidente Tema vem executando um grande trabalho no que diz respeito a fortalecer a FAMEM e beneficiar, de fato, os municípios de nosso estado”.

Seminário – O seminário foi promovido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba e tratou sobre a alocação de emendas parlamentares para a Codevasf no orçamento geral da União. A programação abordou também temas relacionados ao Siconv, prestação de contas e licitação.

Também participaram do evento a presidente da Companhia, Kênia Marcelino; o senador Roberto Rocha, os deputados federais Waldir Maranhão, Hildo Rocha e Zé Carlos; além de deputados estaduais e prefeitos de diversas regiões.

ASSCOM FAMEM

Atividade no centro de Codó lembrou o DIA MUNDIAL DO RIM

Foi realizado na praça Ferreira Bayma, centro,  na manhã desta quinta-feira, 9, um evento em alusão ao DIA MUNDIAL DO RIM. A iniciativa é da Sociedade Brasileira de Nefrologia com o apoio da NEFROCLÍNICA de Codó e da Secretaria de Saúde do município.

Abaixo um vídeo com a enfermeira especialista em Nefrologia, Nicole Oliveira, dando outros detalhes.

Codoense que morreu por falta de condições do HGM completaria 60 anos neste sábado

Francisco Cariman, morreu no HGM sem o atendimento necessário

O eletromecânico, Francisco Cariman, que morreu vítima de problemas cardíacos no HGM na manhã do dia 26 de fevereiro, domingo, completaria 60 anos de idade, neste sábado, segundo nos informou a família com quem estivemos na manhã desta sexta-feira, 3.

A morte do adventista, respeitado e conhecido na cidade, tomou grande repercussão depois que sua filha, Suelky Lilyan Cariman, enfermeira especializada em urgência e emergência, atualmente trabahando em Teresina -PI  (cuja entrevista divulgaremos noutra reportagem especial sobre este episódio lamentável) divulgou em sua página no facebook a falta de preparo no HOSPITAL GERAL MUNICIPAL onde seu genitor faleceu.

Abaixo, está o relato publicado por Suelky nas redes sociais:

“Eu não quero aqui fazer escândalo, muito menos gerar uma polêmica em torno do último acontecimento que feriu meu coração. Minha intenção é evitar que mais pessoas passem pelo que passei, por falta de estrutura na saúde em Codó. Sou enfermeira, codoense e como tal tinha vontade de trabalhar em minha terra, mas domingo passado essa vontade se tornou em revolta. Votei no atual prefeito, apoiei e fui às ruas comemorar sua vitória, mas agora quero reivindicar o cumprimento das promessas feitas em palanques.

Carnaval não é prioridade, asfalto não é prioridade, SAÚDE É PRIORIDADE! Meu pai sofreu uma parada cardíaca, não tivemos tempo de aguardar o Samu com toda sua demora, o levamos para o HGM. Como enfermeira e especialista em urgência, sei do protocolo a ser seguido, mas infelizmente não tínhamos recursos para realizar uma RCP eficaz. No hospital inteiro só tinha um Tubo endotraqueal para fazer uma entubação e estava sendo usado em outro paciente, as medicações não foram feitas corretamente, inclusive por falta delas, na urgência não tinha um desfibrilador e após o óbito eu só pedi um eletrocardiograma para diagnosticar o óbito do meu pai e fui informada que o mesmo estava trancado na sala do diretor do hospital e só funcionava durante a semana.

Quer dizer que as urgências param nos finais de semana? Não quero aqui falar de nenhum funcionário, pq as pessoas até tem boa vontade de trabalhar, mas não tem recursos o que torna nosso trabalho praticamente vão. Prefeito, até quando isso? Até quando essa desvalorização com a saúde e os profissionais? Sei que são apenas 2 meses de governo, mas vc teve apenas 2 meses e conseguiu planejar um carnaval onde metade da população se diverte enganada, esquecendo que existem coisas que valem a pena ser investido.

Se fosse seu pai, o senhor Chiquinho que precisasse de um atendimento de urgência em Codó? Iria pegar seu helicóptero e levá-lo para o Sirio Libanês, ou confiaria na saúde do município que vc administra? Não permita que isso aconteça com outros pais de família, com pessoas que são os pilares de casa, com pessoas que confiaram em vc! Hoje eu já não quero mais trabalhar aqui, não com essa falta de estrutura, não num lugar onde meus conhecimentos se tornam inválidos, não onde vc entra sem esperança de sair vivo. Meu pai infelizmente não voltará, mas podemos evitar que esse caos atinja muitas famílias!

PLANTÃO de Farmácias para o mês de março

Confira a baixo a lista de farmácia aptas a prestar plantão durante todo o mês de março em Codó. Qualquer falha na prestação deste serviço denuncie à Coordenação de Vigilância Sanitária do município cujo prédio fica ao lado do Instituto de Beleza Kátia, centro.

Plantão de Farmácias mês de março

Enfermeiros reclamam de como estão sendo tratados pelo MAIS AVANÇOS, MAIS CONQUISTAS

Abaixo está uma carta aberta que reflete a insatisfação de enfermeiros com a carga horária e com o salário oferecido pelo governo MAIS AVANÇOS, MAIS CONQUISTAS à esta categoria.

Apesar de já ter sido publicada por outros meios, esclareço que  a carta chegou à este blog por meio de um e-mail criado especificamente para este fim com  a identificação inicial ‘enviablog@”.

Também não há assinaturas de quem teria produzido o texto, apenas um apelo de caráter coletivo que diz:

“Por favor ajude-nos a divulgar

Autoria: Enfermeiros da Atenção Básica . O sindicato dos Enfermeiros do Maranhão apoia nossa causa conforme anexo.Não identificaremos um a um por medo da perseguição e pelo risco de perder o emprego.Pedimos, nos ajude.”

Após um segundo reenvio ao nosso e-mail, com pedidos de ajuda no sentido de publicação,  resolvi publicar por considerar que o tema é pertinente e o governo, sobretudo o prefeito e a secretária de Saúde, citados diretamente, podem prestar esclarecimentos a respeito: LEIA ABAIXO A ÍNTEGRA:

……………………………………………………………………………

O Prefeito eleito de Codó, Francisco Nagib, não valoriza os Enfermeiros do município. Mesmo sabendo que esses profissionais o ajudaram na campanha, indo às ruas, o acompanhando, pedindo votos com a promessa de valorização e melhoria salarial, está sendo a única classe de nível superior da Atenção Básica, obrigada a aumentar a carga horária de 24h (3 dias), concedidas no governo anterior, para 40h (5 dias) semanais, com um valor irrisório totalmente incompatível com a carga de trabalho.

Tal prefeito, ao invés de pagar um salário digno aos enfermeiros resolveu “maquiar” a situação colocando mais uma atribuição ao enfermeiro como a direção dos postos de saúde, por um valor simbólico de 500 reais a mais, sendo que no governo anterior os diretores dos postos com nível fundamental ou médio, recebiam no mínimo 1 salário mínimo.

Codó é o município da região que paga pior, exige uma carga horária extensiva, diferente de todos os outros municípios que já aderiram às 30 horas (conforme www.cofen.gov.br – Mais de 100 municípios aderiram as 30h). Sendo que no governo anterior a carga horária desses profissionais já havia sido reduzida justamente por alegar não poder pagar  um salário digno ao enfermeiro.

A secretária de saúde, Aurílivia Barros, embora seja Enfermeira, ignora sua formação desvalorizando os colegas de profissão e dificultando as possibilidades de complementação de renda, visto que os enfermeiros estão solicitando 1 dia livre na semana, o que equivale a 32h (4 dias) semanais (segundo a Portaria 2488 de 21/10/11), como foi concedido a outros profissionais da Atenção Básica.

Além disso, os Enfermeiros deste município anteriormente com a carga horária de 24h (3 dias) semanais, sempre foram responsáveis com suas obrigações, nunca prejudicando suas funções ou a população, o resultado disso seria a quantidade de votos conquistados pela classe ao prefeito eleito.

Até quando o Enfermeiro será desvalorizado nesse município? Até quando o enfermeiro carregará o fardo de levar a saúde pública desse município nas costas sem receber um valor digno por isso?

Por Enfermeiros de Codó

LISOS: Funcionários da Saúde denunciam que continuam sem receber o salário de dezembro

Na tarde de ontem, 23,  nossa redação recebeu, via whatsApp, o chamado de alguém que não se identificou, mas, se dizendo funcionária da Saúde, em Codó, nos fez um apelo no sentido de publicarmos sobre o sofrimento de todos, desta pasta,  por falta de pagamento e até de previsão para depósito do salário de dezembro de 2016.

“Gostaria de lhe pedir que, por favor, publicasse uma matéria no seu blog referente ao atraso do pagamento do mês de dezembro dos funcionários da saúde, por parte da prefeitura. Nenhuma previsão até agora. Temos contas a pagar, despesas escolares de filhos, despesas de casa, enfim. Estamos a ver navios, sem nenhuma expectativa”, disse inicialmente

A pessoa também contou como havia sido feito o acordo entre o ex-prefeito e o atual, só que o dinheiro caiu, dia 10 de janeiro, e nada foi repassado para os funcionários.

“Antes do término do mandato do Zito ficou acordado entre os dois, Nagib e Zito, que os pagamentos deveriam ser pagos e os mesmos ficaram empenhados no banco.  Aguardando recurso e já caiu recursos e nada foi feito até então”

“Nagib autorizou o uso de apenas R$ 300.000,00 e foi usado para pagamento dos funcionários da Secretaria de Patrimônio”,completou

SEM ASSINAR PONTO

Outro fato inusitado, segundo a pessoa denunciante, é que os servidores da saúde estão trabalhando sem assinar o ponto.

Pela recomendação que receberam, só deverão fazer isso a partir de fevereiro.

“Estamos trabalhando sem assinar ponto e o que foi falado é que assinar ponto somente a partir de fevereiro. O medo é que só paguem em fevereiro ou março. Aí já viu, né!, nessa crise,é complicado”, disse

Vamos atrás da nova secretária para sabermos o que está ocorrendo.

Bolsa Escola injeta R$ 4 milhões nas cidades maranhenses de menor IDH

“Sou credenciado ao Bolsa Escola desde o ano passado, e desde então as vendas melhoraram”, disse Alacide Lopes de Melo, lojista de Governador Newton Bello, uma das 30 cidades com menor desenvolvimento humano (IDH) do Maranhão, beneficiadas com investimentos de R$ 4 milhões do Programa Bolsa Escola. Segundo comerciantes, o programa que transfere renda para a compra de material escolar tem ajudado a movimentar a economia dessas cidades.

Para a promover o Bolsa Escola em todo o estado, o Governo do Maranhão aplicou o total de R$ 59,2 milhões, aquecendo as vendas de 1.413 estabelecimentos habilitados para a comercialização de material escolar aos beneficiários do programa. São 843 comércios a mais que no ano passado, representando um aumento de 69% à rede credenciada. O valor do benefício também aumentou em 12,5%, passando a custar R$ 51 por criança atendida.

Para seu Alacide, o reajuste do Bolsa Escola ajudou a manter as vendas aquecidas durante a crise. “Apesar da inflação ter subido, aumentou o crédito do cartão, o que nos ajudou. Acho que, esse ano, o lucro vai ser igual ao do ano passado”, falou o proprietário da Loja Fortaleza, em funcionamento há mais de 10 anos no município.

Somente para Governador Newton Bello, o Governo do Maranhão destinou R$ 123.165,00, beneficiando aproximadamente 2.500 crianças. “É uma ajuda boa para as famílias, o pessoal gosta muito dessa ajuda do governo do estado”, concluiu Alacide, que além de material escolar, comercializa roupas e calçados na sua loja.

Melhoria nas vendas

Em São João do Sóter, o aporte financeiro do Bolsa Família foi de R$ 22.116,00, em benefício a mais de 4 mil alunos. Para Francisco de Paiva Sousa, proprietário do Comercial K e K, o programa representou um aumento de 70% nas vendas, só no ano passado.

“Melhorou muito porque uma coisa puxa a outra. Além do material escolar, o pessoal aproveita e olha os outros produtos que não podem comprar com o cartão. O cliente pode até não ter dinheiro na hora, mas volta e faz a compra por fora”, afirmou Francisco, que também vende produtos de beleza.

Aumento da concorrência

A melhoria nas vendas também foi notória em Itaipava do Grajaú, aumentando a busca de comércios para credenciamento no Bolsa Escola. Segundo Bejoci Costa Sobrinho, gerente da Papelaria Fácil, credenciada ao programa desde o ano passado, a concorrência aumentou este ano. “Ano passado eu estava praticamente só em Itaipava, só tinha uma pessoa comigo vendendo. Hoje estou concorrendo com três [comércios]”, afirmou.

Para Bejoci, a busca por credenciamento é reflexo do sucesso do Bolsa Escola. “Na situação que as empresas vivem hoje, isso aí foi muito bom, esse programa do governo. Também incentiva às crianças irem para a escola, com a compra do material escolar”, disse ele. Somente em Itaipava do Grajaú, o programa injetou de R$ 156.213,00, auxiliando mais de 3 mil beneficiários.

As cidades com menor IDH, são: Pedro do Rosário, Fernando Falcão, Marajá do Sena, Jenipapo dos Vieiras, Satubinha, Água Doce do Maranhão, Lagoa Grande do Maranhão, São João do Carú, Santana do Maranhão, Arame, Belágua, Conceição do Lago-Açu, Primeira Cruz, Aldeias Altas, São Raimundo do Doca Bezerra, São Roberto, São João do Sóter, Centro Novo do Maranhão, Brejo de Areia, Serrano do Maranhão, Amapá do Maranhão, Araioses, Governador Newton Bello, Cajari, Santa Filomena do Maranhão, Milagres do Maranhão, São Francisco do Maranhão, Afonso Cunha, Itaipava do Grajaú e Santo Amaro do Maranhão.

Por Carol Mello/Secap

Posto de Saúde do Barracão está há mais de 1 ano abandonado

O posto de saúde do povoado Barracão foi inaugurado em meados da década de 1990, quando do primeiro governo de Biné Figueiredo. É para onde se dirigiam  lavradores de mais de 10 povoados desta região quando algum problema de saúde acontecia. Apesar de funcionar precariamente, eles pouco tinham a reclamar.

Antes de fechar as portas o posto funcionava a semana toda. De acordo com os moradores, o médico ia ao local a partir de terça e só ia embora na sexta-feira. Dava para resolver muitas doenças e até algumas emergências, mas tudo isso acabou há mais de 1 ano.

Era dona Maria José Martins Araújo de Sousa quem cozinhava para a equipe médica toda semana. Atualmente, alimenta apenas a esperança de ver o posto tornar a funcionar.

 “Tenho vontade sim, porque as pessoas ficam atendido mais perto, não precisa mais correr mais pro 17, pro Codó e assim fica melhor…ACREDITO QUE VINHA MUITA GENTE PRA CÁ, EIRA, SÃO BENEDITO? Aqui, ao redor vinha todo mundo pra cá, aqui tinha muito movimento de gente”, disse a lavradora cozinheira que mora, praticamente, nos fundos do prédio em reforma.

SEM EMERGÊNCIA CARDÍACA

Ficou mais complicado para seu Almir Francisco Silva num caso de emergência. Ele tem doença cardíaca e não ver a hora da reforma do prédio, também iniciada quando o atendimento parou, terminar.

“Por exemplo, eu que sou cardíaco toda hora estou precisando, nem médico, nem posto, nem dada (…) vamos rezar pra ver se vem um médico praí o mais rápido possível, que abra o posto …TERMINE A OBRA? Tem uma obra que tá sem terminar que tá com mais de ano moço”, lamentou respondendo.

Neste longo tempo, todos, a exemplo de Cleonice  Moura Costa e seus 5 filhos, se veem numa situação bem difícil. Quando tem dinheiro não tem carro pra cidade, quando tem carro as vezes não tem como pagar a viagem.

“ As vezes tem transporte mas não tem, as vezes, o dinheiro pra pagar passagem, né, e assim fica difícil…E AQUI RESOLVIA? É, porque aqui tem muito morador, né, criança, adulto, a gente quer se consultar não tem um médico…QUANTO TEMPO FECHADO? Meu irmão, na minha base acho que tem uns dois anos”

Nenhuma previsão foi dada aos moradores de Barracão, mas eles, também,  nunca desistiram de esperar.

 “ah, mas com certeza, faz falta não só pra mim como pra todos, questão da saúde é o que tá fazendo falta pra nós hoje é a questão da saúde (…) é isso que nós precisamos aqui dentro, não só aqui como em todo lugar”, disse Tomé de Oliveira

A SECRETÁRIA FALOU

A nova secretária de Saúde, Aurilívia Barros, explicou que pretende num prazo de, no máximo, 20 dias, mandar equipe médica para atender em algum local improvisado de Barracão ou noutro povoado próximo.

Não será no posto mostrado na reportagem porque segundo a secretária a prefeitura está num embate jurídico com o dono do povoado que havia permitido a ampliação do prédio, doando mais terreno ao município, e, depois, voltou atrás negando o pedaço de terra. Até que a Justiça se pronuncie a respeito, a obra não poderá ser concluída.

UPA de Codó ainda definirá se vai funcionar com menos médicos em 2017

O Ministério da Saúde anunciou, na quinta-feira (29), que vai reduzir as exigências mínimas para funcionamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). De acordo com a nova regra, o número mínimo de médicos para cada unidade passa a ser dois. Antes, a exigência era de no mínimo quatro por unidade.

Onde a UPA é dirigida pelo município, o que não é o caso de Codó onde a gerência é do Governo do Estado,  ficará a cargo dos prefeitos decidirem quantos profissionais atenderão em cada Unidade de Pronto Atendimento.

Frente da UPA de Codó

O ministério também anunciou que  vai flexibilizar as exigências mínimas de equipamentos necessários para o funcionamento das UPAs: a partir da nova resolução, equipamentos de laboratório e máquinas de raio-x poderão ser compartilhados entre unidades de saúde locais.

O problema está na falta de dinheiro.  Em nível de Brasil, 165 UPAs estão fechadas atualmente porque os municípios não conseguem custear exigências mínimas necessárias. Além disso, há cerca de 275 em construção. O objetivo da nova regra seria colocar essas unidades em funcionamento, ainda que reduzindo o padrão antes exigido.

Atualmente, há três tipos de UPA: o tipo 1, que conta com quatro médicos e atende cerca de 4.500 pacientes, o tipo 2, que conta com seis médicos e atende 7.500 pacientes e o tipo 3, com nove médicos e que atende 13.500 pacientes. Com a flexibilização, os municípios terão acesso a 8 tipos de UPA, sendo que o tipo 1 atenderia o mínimo de 2.500 pacientes.

O CASO DE CODÓ

A UPA de Codó é a do tipo 2, com 4 médicos nos consultórios e 1 nas salas Amarela e Vermelha (emergência).

Ouvindo o diretor Antonio Braúna sobre o assunto na manhã de ontem, 30, ele preferiu aguardar um posicionamento do governo do Estado para poder se pronunciar a respeito de com quantos médicos passará a atender quando a nova regra passar a vigorar.

Braúna descartou a ideia de que a UPA possa vir a ser administrada pela Prefeitura de Codó. Um dos motivos que o diretor apresentou foi a falta de recursos municipais que suportem o custo da Unidade que demanda verba da ordem de R$ 1.200.000,00 por mês para funcionar.

Vale ressaltar que a UPA foi a socorrista amiga  preferida do HGM, principalmente, nos últimos dois anos (diversas vezes mandou até caixa de luvas para o amigo lascado).

SAÚDE – Postos fecharam hoje e funcionários garantem que voltam na segunda-feira

Os postos de saúde de Codó funcionaram somente até às 13h desta sexta-feira, 30. Visitamos alguns hoje pela manhã e fomos informados de que todos reabrirão somente na segunda-feira, 2 de janeiro de 2017.

Imagem interna do CAM hoje pela manhã

MUDANÇAS DE FUNCIONÁRIOS

Quando questionamos sobre quem aparecerá para trabalhar na segunda-feira, 2, todos foram unânimes ao  explicar que como o novo governo (de Francisco0 Nagib) ainda não disse nada a respeito do funcionalismo, todos aparecerão para trabalhar no primeiro dia útil de 2017,  a partir das 7h da manhã.