CIT NOVO HORIZONTE: Moradores de 9 comunidades reclamam de falta de estrada e ponte

Quando a chuva chega encontra as vicinais e as transforma num escoamento natural, mas quando ela passa o resultado é cada vez pior.

Os moradores do assentamento CIT NOVO HORIZONTE, formado por 9 comunidades agrícolas,  nos chamaram para mostrar que por que temem ficar sem acesso à cidade se a estrada continuar sendo deteriorada no ritmo atual.

 “Tá muito, tá muito mal, tá péssimo, lá precisa piçarra, precisa ajeitar águas que tá passando (..) tá muito ruim, fechada, tá fechada (…) a gente espera que vai dá certo, só que até agora muito tempo, muito tempo e nunca foi feito nada e a gente tá passando uma situação muito difícil”, disse-nos o lavrador Antonio Luis Rodrigues Sousa, morador de São José de Pinho.

O lamaçal já existe em muitos trechos tomando de uma ponta a outra, mas é a erosão que mais preocupa.

Na chegada de Corujão existe enorme buraco aberto pela água da chuva que logo impedirá o tráfego, só um trabalho urgente da prefeitura pode evitar o isolamento dos povoados.


A PONTE

Uma outra reclamação que nós ouvimos  na região diz respeito à uma  ponte localizada no povoado Tuturubá, que fica sobre o riacho Salobro.

As marcas de fogo nas tábuas mostram que já tem gente mais do que indignada com a falta de reforma, isso porque, alerta seu José Raimundo Ferreira, são muitas pessoas dependendo desta ponte.

 “Aqui vem das melancia, aqui vem da Lagoa da Cit, aqui vem do Alto Bonito, aqui vem Tuturubá, aqui vem da Boa Esperança, aqui vem de São José de Pinho, aqui vem  de São Luizinhio. Cada um lugar desse que eu to falando meu irmão é um povoado (…) se o riacho encheu, acabou, vamos parar, se adoecer morre. Como é que nós vamos na cidade?”, disse o lavrador

Apesar da aparência razoável na parte de cima os moradores reclamam do que não se pode ver sem um olhar mais apurado, por exemplo, o estrago deixado pelos cupins embaixo.

SEM ESCOLAS

O pai de alunos, Reginaldo Carvalho da Silva, está com medo de que os filhos não possam ir às aulas em fevereiro.

 “é porque fica longe a estrada pra Lagoa, é 5 km daqui lá (…) porque se cair o carro não passa…O TRANSPORTE ESCOLAR? É…E AS CRIANÇAS COMO FICAM? Fica aí sem estudar, fica mais ruim, né”, respondeu

E as crianças do assentamento também temem a mesma coisa.

 “Tá toda acabada…VOCÊS TEMEM QUE ELA DESABE E NÃO POSSA IR A ESCOLA? E também que nós caia lá embaixo e morrer, né?…ESTE MEDO VOCÊS TÊM? Hum, hum…O QUE PODERIA SER FEITO? É melhorar a estrada, né”, disse Maria Eduarda Nunes, estudante que fará o sexto ano na Lagoa da CIT

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