Procissão do Fogaréu acontece hoje no aniversário de Bacabal

O Brasil é um país de grandes dimensões – mais da metade da população é católica – não é de se estranhar que grandes manifestações religiosas tomem conta do tempo forte da Semana Santa. Em todas as regiões do país, as celebrações são marcadas pelas tradições populares e pela fé do povo cristão no Cristo Ressuscitado.

Uma destas tradições é a procissão do Fogaréu, que se realiza em várias cidades, inclusive no estado do Maranhão, na cidade de Bacabal, a 240 quilômetros da capital, São Luís, é considera a 2ª maior, atrás da cidade de Caxias (MA).

Ao som de tambores e à luz de tochas, tem início a Procissão do Fogaréu em Bacabal. O ritual simboliza a procura e a prisão de Cristo. Cerca de 50 homens encapuzados representam os soldados romanos. Carregam as tochas enquanto um coro entoa cantos relacionados ao ato.

A procissão é acompanhada por aproximadamente 12 mil pessoas, segundo estimativa da coordenação do evento. Tem início na Praça da Igreja Matriz dos Frades Franciscanos, passa pelas principais ruas da cidade e chega novamente a Praça da Igreja Matriz, onde se faz o papel da Crucificação, onde Cristo foi morto no lenho da Cruz.

Em seguida, o toque do clarim anuncia que Jesus está morto e se faz um momento de silêncio. É o fim da procissão. Depois disso, o corpo do personagem que representa Cristo, é sepultado dentro da lendária Igreja Matriz.

Apontado como um dos principais eventos religiosos da cidade e estado, o espetáculo reúne turistas e moradores de várias localidades do país. A primeira procissão ocorreu em 2015, quando o pároco de São Francisco das Chagas na época, o frade franciscano Osmar Rodrigues de Jesus, OFM, trouxe o costume à cidade.

Este ano a procissão do Fogaréu será realizada no aniversário de fundação de Bacabal, na quarta-feira Santa, dia 17 de abril. A procissão que encena a prisão de Jesus Cristo terá início às 18:00 horas com a iluminação pública apagada, ao som de tambores e apenas com as luzes das tochas acessas.

Por CARLOS Veras

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