Carlinhos Borba é bem recebido em Lamba e no Anjo da Guarda

Texto da Assessoria de Campanha/PCdoB

É cada vez maior o número de pessoas que participam dos movimentos do candidato a prefeito de Timbiras, Carlinhos Borba – PC do B.

Carlinhos fala em palestra

As palestras realizadas no Bairro Anjo da Guarda e no Povoado Lamba, deixaram animado o candidato, que diz estar confiante na vitória.

Segundo Carlinhos Borba, a mobilização popular tem sido espontânea e está crescendo em virtude das propostas apresentadas e, principalmente, pela comparação que está sendo feita entre os demais candidatos.

JUVENTUDE vai às ruas e declara apoio à Francisco Nagib e Zé Francisco

O candidato do PR a prefeito de Codó, Francisco Nagib, e o vice, Zé Francisco (PT) sentiram no último sábado (8) a força de uma fatia enorme do eleitorado codoense ao lado deles em movimento agitado, contínuo e pra frente, como gosta quem goza da sempre bem-vinda juventude.

A concentração aconteceu na praça Almirante Tamandaré (pé da ponte) e começou cedo. Os jovens chegavam em grupo ou de forma individual mesmo e até se submeteram, sem qualquer stress, à espera de Nagib e Zé Francisco para poderem dar corpo a Caminhada da Juventude rumo ao bairro São Pedro.

O que se viu, quando isso ocorreu, deve ter surpreendido até mesmo a coordenação de campanha. Público enorme, empolgado e, pelas demonstrações e gestos, decidido. A juventude tomou de conta da festa e assim foi até o final.

VÍDEO FEITO PELO BLOG

PROPOSTAS

Num palanque montado na rua S. Silva, bairro São Pedro, o candidato Francisco Nagib discursou sem perder tempo ou jogar conversa fora. Enumerou propostas e as lançou aos participantes, um deles até subiu para fazer reivindicações e sugestões ao candidato de 27 anos, o mais juvenil entre os concorrentes deste ano.

Nagib repetiu a promessa de criar 10 mil empregos e falou, para chegar a este feito, em parceria com setores do comércio e da indústria, reforçando a ideia do parque industrial. Para qualificar esta mão-de-obra, afirmou que investirá em cursos universitários e criará uma Escola Técnica Municipal.

“Onde vocês poderão estudar e em dois anos já saírem com uma profissão, prontos para trabalhar em qualquer aqui em Codó e em qualquer lugar do Brasil”, argumentou

CARNAVAL E ESPORTE

O candidato do PR também falou sobre carnaval fora de época. Disse que realizará, quando eleito, o MICODÓ, que seria uma micareta regional realizada sempre no mês de julho. Neste item, Nagib lembrou do Corredor da Folia e voltou a afirmar que derrubará o que chama de muro da vergonha (ele mesmo dirigindo o trator).

O nosso Corredor da Folia vai voltar a ser como antes”, alfinetou

Na área do esporte, o candidato prometeu para os jovens um Centro Olímpico a ser construído onde hoje é o Aeroporto Magalhães de Almeida.

MARCHA VERDE agita o sábado e mostra fidelidade mesmo na ausência de Zito

A Marcha Verde ocorreu em ritmo de carnaval de rua de tão alegres e eufóricos que pareciam os participantes. O evento foi realizado pelo vice Guilherme Archer que mostrou competência, sobretudo, porque os eleitores que formam o Tsunami Verde compareceram em grande número.

A concentração aconteceu no já tradicional encontro do tsunami – praça Palmério Cantanhêde.

Já por volta das 7h da noite desceu a Av. Augusto Teixeira. Zito não participou, segundo a coordenação de campanha, estava na região do Condurú (zona rural de Codó). Para muitos, a ausência do candidato a reeleição na marca é prova viva e inconteste da espontaneidade do eleitor 43, em síntese, com ou sem Zito eles estão presentes.

Não deixa de ser verdade.

VÍDEO FEITO PELO BLOG

PROVOCANDO A MASSA

Ainda na Avenida o locutor Chico Elton, no comando da animação, fez uma paradinha para que o blogdoacelio registrasse o momento (veja no vídeo). Gostei Chico Elton. Na sequência, ele mesmo desce a ripa nos adversários de Zito e Guilherme, que seriam Nagib e Biné, inflamando a massa que, convenhamos, adora essas lapadinhas.

Foi uma marcha pra lá de animada, longa, agitada. Ela pegou a rua Paraguai e circulou até pelo São Francisco no mesmo ritmo, sem dispersão, mostrando a unicidade do eleitor de Zito Rolim.

FABRÍCIO do Foto sacode Timbiras com evento de campanha

Fabrício do Foto sacudiu Timbiras ontem (9) com uma grande caminhada, seguida de discursos. Pelo menos essa é a notícia que tem chegado da vizinha cidade de Timbiras. O blog aguarda as fotos para confirmá-la.

O candidato teria levado reforço para os discursos. Entre estes estaria o petista codoense, Emílio Matos, ex-vereador de Codó e atualmente um dos principais articuladores da campanha eleitoral de Biné Figueiredo.

Também chegou a informação de que o deputado federal Cléber Verde, atualmente licenciado para ceder vaga na Câmara ao codoense Ricardinho Archer, também marcou presença no movimento do PRB Timbirense.

Fabrício é o calcanhar de Aquiles do atual prefeito e candidato a reeleição Nonato Pessoa. Passando por cima do representante da forte família foto ele volta à sentar na cadeira de prefeito com aquela tranqüilidade peculiar, mas seu principal concorrente já deixou evidente que não vai deixar isso tão fácil assim.

A guerra está acirrando-se, dia 7 de outubro está chegando. Quem será o próximo prefeito de TIMBIRAS?

DESRESPEITO: Bradesco e Banco do Brasil deixam clientes sem dinheiro no fim de semana

Inserir pra quê?

Quem precisou de dinheiro das agências bancárias Bradesco e Banco do Brasil no fim de semana passou por momentos de pura indignação, que para alguns clientes foi o menor dos sentimentos experimentados a partir do que consideram falta de respeito.

No Bradesco, todos os caixas eletrônicos emitiram, ontem (9), o mesmo comunicado – SAQUE INDISPONÍVEL. Como não poderia deixar de ser, muitos cidadãos contam com saques pequenos para fazer a feira do domingo ou mesmo para sair e se divertir com a família, de forma individual, mas nada disso pôde ser realizado graças à forma como a agência trata sua clientela.

No Banco do Brasil o problema começou ainda na noite de sexta-feira (7) segundo informações de um cliente ao blog.

Encontrado por nossa reportagem no mercado central, o cidadão disse que estava comprado fiado para comer e já tinha deixado para o início da semana, com o aval de credores também indignados, os compromissos que arcaria ontem mesmo.

“Tá demais, um amigo meu disse que vai procurar a Justiça porque é um desrespeito muito grande meu amigo”, reclamou-se

Pior é que, no fim de semana mesmo, todos já tinham quase certeza de que até as 10h ( ou mais) da manhã desta segunda-feira (10) ainda enfrentarão o mesmo problema de falta de dinheiro nos caixas eletrônicos.

Também já é praxe nenhum gerente aparecer para dar qualquer justificativa.

Por Kléber Santos – 100% Nelson “Toda mulher gosta de apanhar”

“Toda mulher gosta de apanhar. Só as loucas que revidam”. Calma, nobre leitora. Não estou fazendo uma apologia à violência, não é isso. Essa frase foi proferida por um dos maiores gênios da literatura brasileira. Esse gênio é Nelson Rodrigues (1912-1980). Se ele estivesse vivo estaria completando 100 anos de idade.

Nelson Rodrigues foi uma figura inquieta. Sua vida foi marcada por grandes atribulações. No ano de 1929, aos 17 anos, ele presenciou a morte do irmão assassinado em seu próprio ambiente de trabalho. Seu pai morreu, tempo depois, em consequência dessa tragédia. Nelson sofreu de uma tuberculose que o deixou debilitado durante muito tempo em sua vida.

No entanto, sua vida não foi só isso. Em sua coletânea de contos intitulada “a vida como ela é”, ele nos apresenta uma realidade da alma humana sempre escondida, sempre submersa e oculta por todos nós. “Somos seres esquizofrênicos”, diz Nelson. Na coletânea é narrado um conto no qual uma mulher é esbofeteada pelo seu namorado depois que ele descobre que ela o traiu e, resignada, “agradece” chorando pelo tabefe que acabara de levar. Para a personagem esbofeteada dessa cena, apaixonada e insegura em sua relação com o jovem rapaz, essa bofetada corresponde ao amor que ele, seu namorado, sente por ela. Depois do tapa, ela agradece: “eu sempre desejei essa bofetada, só agora eu sei realmente o quanto você me ama”.

Nessa ocasião, Nelson trata de afirmar que toda mulher gosta de se sentir desejada, “submissa” ao homem que ela resolve se relacionar. Hoje, com o politicamente correto em moda, é bonito dizer que a mulher gosta de homens “sensíveis”. Homens que usam a mesma quantidade de cremes que sua parceira usa é ridículo. Toda mulher gosta de se sentir amada, desejada. Isso sim.

O desejo feminino passa pelo gozo de resignação ao seu homem. Não estou falando de um controle do homem sobre a vida de uma mulher, mas estou querendo falar de um cuidado, de uma certa preocupação do macho sobre sua fêmea. Toda mulher gosta de se sentir valorizada pelo seu amante. E uma bofetada como essa revelada por Nelson, mostra o quanto esse homem ama essa mulher que o traiu, pois quando o homem não a ama, ele é indiferente a ela.

Sei de estórias reais de algumas mulheres que, para se sentirem amadas, provocavam certos ciúmes em seus parceiros e, dessa forma, despertando a raiva deles é que elas sentiam a certeza de que realmente existia amor na relação. O ciúme, às vezes, pode ser o termômetro de um relacionamento.

E a tal submissão de uma mulher? Essa submissão está ligada, intimamente, entre ser uma dama e ser uma vagabunda. “Ser uma puta na cama, porém, uma dama na sociedade”. Uma mulher que nunca encenou ser uma vagabunda na cama com seu parceiro nunca fez realmente sexo em sua vida. Cama, cara leitora, quanto mais suja, melhor. Essa é a máxima.

Nelson não está estimulando surras em mulheres, muito menos denegrindo a imagem delas, mas sim preocupado em dizer que na vida há sempre uma mistura de “amor e morte”, “desejo e loucura”.

(KLEBER SANTOS

Artigo: E A IGREJA, TEM SALVAÇÃO?

Esta pergunta vem formulada por um dos mais renomados e fecundos teólogos da área do catolicismo: o suíço-alemão Hans Küng num livro recém lançado no Brasil: A Igreja tem salvação?(Paulus 2012). De forma entusiasta fomentou a renovação da Igreja junto com seu colega da Universidade de Tübingen, Joseph Ratzinger. Escreveu vasta obra sobre a Igreja, o ecumenismo, as religiões, a ética mundial e outros temas relevantes. Devido a seu livro que questionava a Infalibilidade papal foi duramente punido pela ex-Inquisição. Não abandonou a Igreja mas, como poucos, se empenhou em sua reforma com livros, cartas abertas e conclamações aos bispos e à comunidade cristã mundial para que se abrissem ao diálogo com o mundo moderno e com a nova situação planetária da humanidade.

Não se evangelizam pessoas, filhos e filhas de nosso tempo, apresentando um modelo medieval de Igreja, feito bastião de conservadorismo, de autoritarismo e de antifeminismo e sentindo-se uma fortaleza assediada pela modernidade, tida como a responsável por todo tipo de relativismo. Diga-se de passagem que a crítica feroz que o atual Papa move contra o relativismo é feita a partir de seu pólo oposto, o de um invencível absolutismo. Pois esta sendo a tônica imposta pelos últimos dois Papas, João Paulo II e Bento XVI: um não às reformas e uma volta à tradição e à grande disciplina, orquestradas pela hierarquia eclesiástica.

O livro de Küng A Igreja tem salvação? expressa um grito quase desesperado por transformações e, ao mesmo tempo, uma manifestação generosa de esperança de que estas são possíveis e necessárias, caso ela não queira entrar num lamentável colapso institucional.

Fique claro, de saída, que quando Küng e eu mesmo, falamos de Igreja, entendemos, em primeiro lugar, a comunidade daqueles que se permitem um envolvimento com a figura e a causa de Jesus. O foco, então, reside no amor incondicional, na centralidade dos pobres e invisíveis, na irmandade de todos os seres humanos e na revelação de que somos filhos e filhas de Deus, Jesus mesmo deixando entrever que era o próprio Filho de Deus que assumiu a nossa contraditória humanidade. Este é o sentido originário e teológico de Igreja. Mas, historicamente, a palavra Igreja foi apropriada pela hierarquia (do Papa aos padres). Ela se identifica com a Igreja tout court e se apresenta como a Igreja.

Ora, o que está em profunda crise é esta segunda compreensão de Igreja que Küng chama de “sistema romano” ou a Igreja-instituição hierárquica ou a estrutura monárquico-absolutista de comando. Sua sede se encontra no Vaticano e se concentra na figura do Papa com o aparato que o cerca: a Cúria Romana. Há séculos que esta crise se prolonga e o clamor por mudanças atravessa a história da Igreja, culminando com a Reforma no século XVI e com o Concílio Vaticano II (1962-1965) de nossos dias. Em termos estruturais, há que se reconhecer, as reformas sempre foram superficiais ou proteladas ou simplesmente abortadas.

Nos últimos tempos, entretanto, a crise ganhou uma gravidade toda especial. A Igreja-instituição (Papa, cardeais, bispos e padres), repito, não a grande comunidade dos fiéis, foi atingida em seu coração, naquilo que era a sua grande pretensão: a de ser a “guia e mestra da moral” para toda a humanidade. Alguns dados já conhecidos puseram em xeque tal pretensão e colocaram a Igreja-instituição em descrédito.

Os escândalos financeiros envolvendo o Banco do Vaticano (IOR) que se transformou numa espécie de off-shore de lavagem de dinheiro; documentos secretos, subtraídos das mais altas autoridades eclesiásticas, quem sabe até da mesa do Papa por seu próprio secretário e vendidos aos jornais, dando conta das intrigas por poder entre cardeais; e especialmente a questão dos padres pedófilos: milhares de casos em vários países, envolvendo padres, bispos e até o Cardeal pedófilo de Viena Hans Hermann Groër. Gravíssima foi a instrução de 18 de maio de 2001 enviada pelo então Cardeal Ratzinger a todos os bispos do mundo, para acobertarem, sob sigilo pontifício, os abusos sexuais a menores pelos padres pedófilos, a fim de que não fossem denunciados às autoridades civis.Um Magistrado de Oregon,USA, tentou convocar o Cardeal a um tribunal. Finalmente o Papa teve que reconhecer o caráter criminoso da pedofilia e aceitar seu julgamento pelos tribunais civis.

Küng mostra, com erudição histórica irrefutável, os vários passos dos papas para passarem de sucessores do pescador Pedro, a vigários de Cristo e a representantes de Deus. Os títulos que o cânon 331 confere ao Papa são de tal abrangência que cabem, na verdade, somente a Deus. Uma monarquia papal absoluta com o báculo dourado não se combina com o cajado de pau do bom Pastor que com amor cuida das ovelhas e as confirma na fé como pediu o Mestre (Lc 22,32).

FONTE: www.leonardoboff.com

PERIGO NAS RUAS: PM evita quebra-quebra entre eleitores 22 e 43

Foto de Nilton Messias

Ontem (8) Furacão Azul 22 e Tsunami Verde 43 fizeram bonita festa por ruas e avenidas da cidade, mas por muito pouco as manifestações não terminaram em algo que foge aos olhos de todo o bom senso.

Uma da Palmério Cantanhêde, outra da Almirante Tamandaré, ambas saíram no mesmo horário e se encontraram em plena Av. Augusto Teixeira.

Graças à ação, consciente e diligente, da Polícia Militar, que está de parabéns, a turma do Furacão Azul 22 aceitou fazer um desvio a direita de quem sobe no canto de um ponto de venda de Milk Shake (próximo ao Rubens Película).

Se isso não tivesse ocorrido, as duas turmas teriam se encontrado próximo à panificadora Boa Sorte e aí ninguém aqui na terra saberia, antes, dizer o que aconteceria. A PM também conseguiu convencer a moçada do 43 a parar e esperar os 22 sumirem da Augusto Teixeira.

Foto de Régina Santana/na concentração

PERIGO

Para se ter noção do perigo que é um encontro desses, uma pontinha de 43 escapou ao ponto de parada da maioria e foi para o canteiro da avenida vaiar quem passava nos carros 22, da mesma forma a turma do furacão respondia. Nenhum objeto foi arremessado.

A situação ficou pior quando um minitrio tocando músicas da Nação Vermelha 12 subiu entre os carros do 22 ( mero descuido), o suficiente para deixar a massa 43 ainda mais inflamada. Mas tudo terminou bem. Os 22 pegaram seu curso e os 43 desceram a Augusto.

NO SUMO DA CACHAÇA

O perigo mora no descontrole de alguns. É impossível que numa multidão daquelas todos tenham o mesmo pensamento e atitude, ainda mais quando boa parte desfila com cerveja e até com doses da que incha o pé mesmo em copos nada descartáveis.

O álcool é inimigo da boa brincadeira, sempre foi, e neste item os dois lados incorreram em erro. Graças à Deus e à PM, os quase ébrios não transformaram caminhada da juventude e marcha verde num quebra-pau generalizado de envergonhar qualquer cidade.

De toda forma, parabenizar o comportamento deles também. Mas, enfatizo, é preciso cuidado com estes encontros. Em 2008, teve até bala nesta mesma avenida.

Política partidária já é, por si, um negócio nojento e com baderna então nem se fala.

No horário eleitoral A MORENA É SHOW

Morena Show

A Morena é Show. Destemida, desinibida, Morena Show chama a atenção pelo jeito exótico de se comunicar pela espontaneidade que tanto falta aos demais concorrentes que estão aparecendo no horário eleitoral.

Enquanto uns apanham para tentar ler o que está escrito, ela avança, conversa com o telespectador e arrisca até propostas de campanha. Faz caras e bocas, sorrir, em síntese, ela é ela mesma, como todos deveríamos ser diante das câmeras e acabamos não sendo por causa do medo que nos doma.

Por tudo isso, deixo aqui meus parabéns e até reafirmo seu slogan de campanha – pode crer, a MORENA é BOA, é Show.

Vá em frente, você pode ser a grande surpresa de 2012. Talento para a propaganda eleitoral já mostrou que tem e numa corrida desta quem tem algo mais sai sempre na vantagem.

TIMBIRAS: Escola Lauro Pereira é exemplo de civismo para todo o Brasil

Na escola Lauro Pereira, no centro de Timbiras, existe uma rotina entre seus 320 alunos, do quinto ao nono ano do ensino fundamental, que a estudante Sebastiana da Silva conhece como ninguém.

Alunos do vespertino/Lauro Pereira

Chega, coloca os livros aqui na carteira ai vai lá para o pátio, todo dia…VOCÊS NÃO ACHAM CHATO? Não, é legal”, respondeu

A BELEZA DA DEDICAÇÃO

O que Sebastiana chamou de ‘legal’ é um compromisso de todos na escola – um encontro, antes da aula, para entoar uma letra composta em 1822 por Francisco Manuel da Silva, que ficaria bastante feliz ao ver e ouvir, quase dois séculos depois, como os alunos capricham ao cantar o hino nacional brasileiro.

Chegar a tal nível de afinação foi tarefa do professor Walter Monteiro, que conversou conosco explicando que não foi fácil.

No início, ninguém cantava a gente tinha que trazer o playback para eles irem acompanhando, alguns alunos precisam estar ainda lendo um livro, então ele é um processo demorado, mas graças a Deus a gente tá conseguindo caminhar, passos lentos, mas a gente já está cantando”, explicou Monteiro

SANDS E FAMÍLIA

Hoje você pode escolher qualquer um e perguntar – dá pra cantar uma estrofe? Antonia Francisca Sands Rodrigues, nem se acanhou e cantou na hora. Na casa dela tem mais gente que cumpre este certo dever cívico, direitinho.

“NA SUA FAMÍLIA, QUANTAS SABEM? Eu, meu irmão mais velho e meu irmão mais novo”, respondeu a estudante

TÁ NA LEI

prof. Walter, maestrando o hino nacional

Em Timbiras, existe uma lei municipal que determina a execução do hino nacional brasileiro nas escolas diariamente, mas só achamos a Lauro Pereira com tanta dedicação.

Com a persistência do professor Walter Monteiro, muita gente descobriu o gosto pela letra e pela música do início do século XIX, como Kerlane Nunes

“Eu acho bonito o Hino Nacional, eu gosto de cantar aqui na escola”, confessou

Cantá-lo passou a ser um prazer, um exercício de homenagem à nação que se aprimora a cada dia na opinião da estudante Maria do Carmo Mendes

“Cada dia que a gente canta aprende mais, que mais na frente esteja melhor sobre isso, é o nosso Brasil”, disse

O PATRIOTA

Na semana da pátria, o patriota que estimulou os alunos esteve ainda mais feliz com o que ver desde o início de 2012, de forma mais intensa. Hino Nacional para ele é música para se cantar e ouvir o ano inteiro.

“Nós trazemos isso para a escola Lauro Pereira no sentido de resgatar os valores simbólicos em nossos alunos e fazer com que eles, antes do horário da aula, refletirem sobre os nossos objetivos, a nossa missão, nessa pátria”, encerrou Walter Monteiro