UPA de Codó ainda definirá se vai funcionar com menos médicos em 2017

O Ministério da Saúde anunciou, na quinta-feira (29), que vai reduzir as exigências mínimas para funcionamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). De acordo com a nova regra, o número mínimo de médicos para cada unidade passa a ser dois. Antes, a exigência era de no mínimo quatro por unidade.

Onde a UPA é dirigida pelo município, o que não é o caso de Codó onde a gerência é do Governo do Estado,  ficará a cargo dos prefeitos decidirem quantos profissionais atenderão em cada Unidade de Pronto Atendimento.

Frente da UPA de Codó

O ministério também anunciou que  vai flexibilizar as exigências mínimas de equipamentos necessários para o funcionamento das UPAs: a partir da nova resolução, equipamentos de laboratório e máquinas de raio-x poderão ser compartilhados entre unidades de saúde locais.

O problema está na falta de dinheiro.  Em nível de Brasil, 165 UPAs estão fechadas atualmente porque os municípios não conseguem custear exigências mínimas necessárias. Além disso, há cerca de 275 em construção. O objetivo da nova regra seria colocar essas unidades em funcionamento, ainda que reduzindo o padrão antes exigido.

Atualmente, há três tipos de UPA: o tipo 1, que conta com quatro médicos e atende cerca de 4.500 pacientes, o tipo 2, que conta com seis médicos e atende 7.500 pacientes e o tipo 3, com nove médicos e que atende 13.500 pacientes. Com a flexibilização, os municípios terão acesso a 8 tipos de UPA, sendo que o tipo 1 atenderia o mínimo de 2.500 pacientes.

O CASO DE CODÓ

A UPA de Codó é a do tipo 2, com 4 médicos nos consultórios e 1 nas salas Amarela e Vermelha (emergência).

Ouvindo o diretor Antonio Braúna sobre o assunto na manhã de ontem, 30, ele preferiu aguardar um posicionamento do governo do Estado para poder se pronunciar a respeito de com quantos médicos passará a atender quando a nova regra passar a vigorar.

Braúna descartou a ideia de que a UPA possa vir a ser administrada pela Prefeitura de Codó. Um dos motivos que o diretor apresentou foi a falta de recursos municipais que suportem o custo da Unidade que demanda verba da ordem de R$ 1.200.000,00 por mês para funcionar.

Vale ressaltar que a UPA foi a socorrista amiga  preferida do HGM, principalmente, nos últimos dois anos (diversas vezes mandou até caixa de luvas para o amigo lascado).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *