33 anos depois RETIRO CATÓLICO codoense continua sendo lugar de convivência em harmonia

Viajamos viajou 62 km, grande parte por estrada vicinal  com brejos alagados pelo caminho.

O objetivo era chegar ao povoado PASSAGEM GRANDE, área rural de Codó, no extremo territorial com  Caxias, para conhecer um retiro católico que já dura mais de 30 anos. Encontramos, desta vez, 120 jovens e fomos recebidos com   toda esta alegria cristã.

Este retiro católico é realizado há 33 anos, obviamente que ao longo destas mais de 3 décadas os participantes vão se renovando, mas a razão de estar aqui, a essência da ideia continua a mesma.

Para Thiago Tavares o essencial foi  trocar o  medo dos grandes carnavais pela tranquilidade e já vão 6 anos de retiro.

 “Poderia ser afetado por uma bala, alguma faca, isso acabou sendo de temor pra mim, então decidir não mais participar e vim  pra cá procurar um pouco de tranquilidade,  um pouco de diversão”, disse o jovem engenheiro civil

Carlos Santos já participa a 18 anos e, ao lado da esposa, tem conseguido fazer com que os filhos também apreciem estar aqui.

 “Então tudo aquilo que meus pais me ensinaram eu também to passando para os meus filhos”, disse, no que foi completado pelo filho João Pedro, de 10 anos.

“Eu gosto demais daqui…POR QUÊ? Aqui eu me ‘entreteio’ com muitas pessoas, eu me junto aqui com o pessoal”

Existem atividades esportivas, gincanas, momento para reflexão e leitura bíblica. Para padre Paulinho, é um momento onde também se celebra a convivência em harmonia.

 “Importante é isso aqui, é convivência em comum, vem pessoas que fazem parte da igreja, pessoas que não fazem parte da igreja, cristãos, pessoas que não são cristãos, vivem 5 dias em perfeita harmonia se preparando para a quaresma”, concluiu

Orlando Matos esteve no primeiro retiro, há 33 anos. Tornou-se um organizador dos demais e tem provado a cada ano que é possível aproveitar o período de carnaval de uma maneira mais cristã.

 “Então hoje nós já estamos numa 3ª geração de jovens que resolveram sair do carnaval para estar num lugar mais tranquilo, brincando, cantando, celebrando, rezando se divertindo  Não é fugir do carnaval, não precisa fugir do carnaval, mas é uma oportunidade que este jovem tem pra se encontrar, compartilhar”, finalizou

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