Por Carlos Magno – Comportamento humano

Continuando a dar vasão a minha ansiedade de escrever, mantendo este hábito salutar e inigualável como um dos caminhos para o conhecimento, e que considero uma terapia para a mente, neste escrito, vou ousar mais uma vez, para aprender junto com os leitores, falando sobre um assunto recorrente e que faz parte do cotidiano de nossas vidas, que é o comportamento humano. Já escrevi, em outras oportunidades, algo relacionado ao tema, sempre superficialmente, em razão do espaço no Blog.

Escritor e notário Carlos Magno

Agora darei continuidade ao tema, me aprofundando um pouco mais, e assim vamos formando uma coletânea de artigos para tentar, pelo menos, chegar a uma forma mais completa e ter uma ideia mais aprofundada sobre tão relevante assunto e importante, como disse, em nossas vidas.

Inicio discorrendo sobre as mudanças no comportamento entre a fase infantil e adulta. Digamos que quando o ser humano vai deixando de ser criança e se depara com a puberdade, conhecendo um novo mundo, novas sensações, novas necessidades, desejos quase que incontroláveis que antes não existiam, um mundo novo é criado. Pois a percepção da criança não existe com tanto afinco. Quando o ser humano chega à puberdade, a curiosidade com a finalidade de agir, descobrir, experimentar, porém, somando tudo isso a uma compreensão mais aguçada de como são as relações sociais, o que não significa que seja uma compreensão madura, torna todas essas experiências em situações arriscadas e emocionantes na mente de um jovem púbere. Isto já vivenciei e aconteceu comigo e acontece com todos.

Sair da infância significa dar novos significados a conceitos que foram aprendidos em casa, através dos pais e de outras estruturas de ensino bastante comuns, como a escola ou, em parte dos casos, na igreja. É quando o adolescente entende que a vida é feita por fases, ou pelo menos o seu inconsciente entende. Porém, por ser um período bastante confuso e não haver a maturidade para lidar com tantas mudanças, novidades e dificuldades aparentes, é comum haver traumas que dificilmente se curam durante a vida adulta.

Quando esses traumas ou vícios emocionais já são iniciados na infância, é mais difícil ainda se livrar, necessitando de um bom profissional especialista no comportamento humano para ajudar através de terapias.

Cada indivíduo é diferente. Todos temos nossas fraquezas e necessidades, mas também temos a resiliência e habilidade de aprender todos os dias refletindo sobre as experiências vividas. Por tudo isso, é necessário muita tolerância e flexibilidade para aceitar o posicionamento e opinião do outro.

O renomado filosofo e escritor Mario Sergio Cortella, em seu livro “Viver em paz para morrer em paz”, Editora Planeta, diz: “Afinal, viver em paz não é viver sem problema, sem encrenca, sem dificuldade. Viver em paz é viver com a certeza de que não está vivendo de forma morna. Existe uma obsessão consumista, uma ideia de que eu sou aquilo que eu tenho, e não é verdade. Eu sou aquilo que eu faço, relaciono, convivo com outros. Afinal de contas, o que vale na vida é ser importante. Não necessariamente ser famoso. Importante é aquela pessoa que é importada por outra. Tem muita gente que não é famosa mas é importante. A pessoa importante faz falta.”  

Ai está uma definição de um modo de vida, de um comportamento humano que nem sempre é seguido e pensado, pois uma parte considerável pensa o contrário. Alguns acham que ser famoso ou ocupar um cargo relevante é que faz sua personalidade.

Ser importante, na minha modesta opinião, é fazer o bem, respeitar o semelhante, praticar boas ações, ajudar os necessitados, ter boa conduta e muitas outras virtudes que fazem você ser importante. É como diz o filosofo Mario Sergio Cortella, agindo assim, todos se importam com você, e você se torna reconhecidamente importante.

Nunca se falou tanto em comportamento humano como nos últimos tempos. Passamos a dimensionar as situações que vemos no dia a dia e que, muitas vezes, enchem nossos olhos de dissabor e tristeza. Lendo um livro sobre a psicologia do comportamento humano, constatei que uma das explicações encontradas pela psicologia para avaliarmos o comportamento alheio são as mudanças que cada indivíduo passa desde a infância até a fase adulta e que ao longo dos anos moldam seu caráter, sua personalidade e sua identidade.

Somos os únicos seres vivos que têm a capacidade de avaliar as ações antes de executá-las. Também somos passíveis da habilidade de agir com inteligência perante as situações a que somos expostos diariamente. No entanto, a autorregulação que se espera de um ser humano adulto é muito mais árdua.

Um exemplo simples disso é aquele motorista que sai de Codó com destino a São Luís, Capital, onde o respeito a faixa de pedestre é muito mais praticado. Por que será quando muda de espaço esse motorista respeita as leis de trânsito e na sua cidade não o faz? Uma das explicações encontradas para tal atitude é que o ser humano é um ser social e como tal visa ser aceito pelos demais. Dessa forma, ele camufla, inconscientemente, algumas ações a fim de requerer a aceitação no ambiente em que está.

A sociedade vivenciou diversas mudanças no decorrer dos anos e isso afeta totalmente o comportamento do ser humano. Muitas vezes para compreendê-lo é necessário voltar à infância, fase em que o caráter do indivíduo é estabelecido. Li em alguns livros que psicólogos e analistas estudam o comportamento humano há muitos anos.  A partir de estudos, entrevistas e pesquisas, esses profissionais indicam como cada pessoa se comporta em sociedade e a maneira como se adapta ao meio em que vive.

Para lidar com mudanças, você precisa, sobretudo prestar atenção nas pessoas. Paulo Freire, o brasileiro que mais acumulou títulos de doutor honoris causa na história do nosso país, também era um mestre nisso. Quando alguém ia falar com ele, um homem mundialmente famoso, Paulo não só parava para escutar como dava toda a atenção do mundo. Não raro, colocava a mão no ombro do interlocutor para criar uma condição de igualdade, um vínculo, uma conexão física para materializar o que Aristóteles chamou de amizade.

Em conversa com um amigo com muita vivencia e conhecimento, praticante da doutrina espírita, revelou-me seu conhecimento afirmando que nós humanos liberamos muita energia ao falarmos e pensar.

A cada pulsação nossa, ou seja, a cada batida do nosso coração, é produzida uma corrente de um clico por segundo que produz um watt de potência elétrica. Esta potência varia de pessoa para pessoa, e dependem exclusivamente da constituição orgânica das células e também da condutibilidade do corpo. (portaleducacao.com.br).

Para abordarmos todas as nuances e características do comportamento humano teríamos que escrever páginas e mais páginas o que não cabe aqui.

Em outra oportunidade trarei mais estudos e pesquisas sobre o comportamento humano

Carlos Magno da Veiga Gonçalves – notário

3 comentários sobre “Por Carlos Magno – Comportamento humano”

  1. Caro amigo Carlos Zaidan. Quando lemos seus valiosos escritos, como aprendemos muito! O Comportamento Humano, bem fundamentado pelas Ciências Psicologia e Sociologia, bom seria que o povo o entendesse bem. Mas, hoje principalmente, ” quem vai se encomodar com isso?”.

  2. Excelente texto. De uma leveza incrível e com fundamentação teórica para legitimar seu posicionamento sobre o comportamento do ser humano. Parabéns!!

  3. O Carlos sempre nos ensinando alguma coisa, nós que não temos tempo de estudar, aprendemos muito com os artigos dele. É uma oportunidade para ter conhecimento.

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