Por Carlos Magno – O FASCÍNIO DA LEITURA

Caros leitores, vocês hão de entender porque escolhi adentrar e comentar um assunto tão simples, mas ao mesmo tempo fascinante.

Escritor e notário Carlos Magno

Acompanhe-me neste roteiro de hoje, na qual vou falar um pouco mais sobre a importância da leitura em nosso dia a dia e no quanto ela nos ajuda a alcançar novos patamares, tanto na vida pessoal, quanto na vida profissional.

O próximo dia 23 de abril comemora-se o dia mundial do livro. No Dia Mundial do Livro também é celebrado o Dia dos Direitos de Autor. A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) criou a data do “Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor” para encorajar as pessoas, especialmente os jovens, a descobrirem os prazeres da leitura, e conhecerem a enorme contribuição dos autores de livros através dos séculos.

Uma tradição catalã ligada aos livros já existia no dia 23 de abril, e parece ter influenciado a escolha da Unesco. Na tradição catalã, no dia de São Jorge (23 de abril), é costume dar uma rosa para quem comprar um livro. Trocar flores por livros já se tornou tradição em outros países também.

No dia 12 de outubro comemora-se o dia nacional da leitura. Estas duas datas tem um significado muito importante para o incentivo a leitura. Alguns eventos estão programados para essas datas em algumas cidades brasileiras através de suas Secretarias, tanto de Cultura quanto de Educação. Seria muito interessante que as Secretarias ligadas ao assunto, de nossa cidade, promovessem um evento, como estimulo aos nossos jovens a leitura, tendo em vista que aqui, a população não encontra qualquer motivação que impulsione ou direcione o cidadão nos caminhos da leitura, pelo simples fato de que nesta cidade, de porte médio – pois temos uma população estimada em mais ou menos 130 mil habitantes – não possui, sequer, uma banca de revistas ou jornais, ou uma livraria, que é o caminho natural do leitor.

Alguns dirão: – “Hoje existe a internet”. Que bom, é uma ajuda e tanto. Leio bastante na internet, mas o prazer de manusear o livro físico é incomparável.  A leitura do livro físico, quando ele é bom, na maioria das vezes, para quem é aficionado, é tão exultante que, sem exagerar, pode chegar ao encantamento. Para quem é habitual na leitura sabe, que além desta, saborear o manuseio do livro faz parte de um ritual.

Seja por prazer, seja para estudar ou para se informar, a prática da leitura aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a interpretação. Um ato de rande importância para a aprendizagem do ser humano, a leitura, além de favorecer o aprendizado de conteúdos específicos, aprimora a escrita. A leitura tem uma grande importância para nossa vida profissional e pessoal. Lendo, você aprende o mais básico do conhecimento até o complexo mundo da burocracia e da história, e se descortina para a vida.

Encontrar um tempo para ler é um processo que permite a expansão de si mesmo, criando a abertura para infinitas possibilidades e trilhando o caminho para o despertar do potencial pleno. Um leitor assíduo tem mais chance de absorver mais conhecimento, incentivando a sua própria evolução pessoal e profissional, do que aquele que não tem interesse em se desenvolver através desta, que é uma das formas mais eficientes de agregar valor à sua atuação, bem como à sua performance, dentro e fora do trabalho.

A minha intenção, digo sempre, é aprender e compartilhar com os leitores. Eu entendo, sem querer ser piegas, que este é um canal de aprendizado e porque não dizer, de estudo. Ao longo desses anos, com a generosidade e a complacência do Dr. Acélio Trindade, em seu blog, tenho escrito artigos sobre vários assuntos. A leitura me proporcionou o autoconhecimento, tanto no meu cotidiano quanto na minha vida profissional.

Com a permissão dos leitores, vou aproveitar o ensejo para expor em breve narrativa, como nasceu em mim a paixão pela leitura e em consequência, por escrever. Uma das coisas que sempre me perguntam é como se iniciou esse fascínio pela leitura, diga-se de passagem, uma coisa muito rara hoje em dia.

Meu pai, era bancário concursado do Banco do Brasil, um homem com escolaridade que hoje se denomina ensino médio, que na época denominava-se curso cientifico, com frequência assídua em cursos para prestar vestibular de medicina, quando passou no concurso do Banco do Brasil, era um autodidata. Lia muito e escrevia muito bem. É tanto que chegou a publicar durante alguns anos um Jornal de nome A Tribuna, que circulava quinzenalmente. A minha mãe também tinha o curso médio, que naquela época denominava-se de normalista. Meu encanto pela leitura surgiu com os gibis, ainda na idade infanto-juvenil, que aliás, eram muito bem escritos, e que hoje não existem mais.

Então, morando numa casa de pais escolarizados, via diariamente meu pai lendo, pois comprava sempre, livros, jornais e revistas, logo, livros não eram estranhos ao nosso cotidiano, e me foi despertando a curiosidade da leitura, para aprender e saber o que continha naquelas publicações. Começando por gibis aos poucos peguei gosto pelos livros. Tenho um débito muito grande com o grupo Abril, dos Civita, cujas publicações foram decisivas em momentos da minha vida.

Dentre muitas publicações daquela editora, eu lia tudo, desde Pato Donald a uma enciclopédia chamada Conhecer, dividida em fascículos quinzenais. Revistas do Zorro, Tarzan, Rock Lane, O Fantasma, etc., até chegar a publicações mais recentes. Lia, do meu pai, os livros Os irmãos Karamazov, El Cid, Dom Quixote entre outras obras.

Livro, leitor digital, gibis, jornais ou revistas, não importa em qual ferramenta, somente o simples ato da leitura é uma das oportunidades mais democráticas e acessíveis de desenvolvimento pessoal e profissional. É por meio dela que a pessoa se desliga do mundo real, quebra as fronteiras da imaginação e descobre novos universos sem sequer sair do lugar.

Fiz essa narrativa muito peculiar, no artigo, exatamente com o intuito de mostrar e de exemplificar que existem maneiras do cidadão ou cidadã, se iniciar no caminho do hábito da leitura.

No meio dessa saraivada de notícias políticas e de insegurança, na mídia tradicional, deveríamos parar para ler e assimilar um pouco, seja um livro, uma revista ou um jornal,  assuntos dos mais variados, pois assim, adquiriremos conhecimento. Não importa de como se deve começar esse hábito, tão salutar como primordial, na vida de cada um.

Vai aqui uma sugestão: ao invés de assistir uma novela ou até mesmo um jornal televisivo que, aqui pra nós, só tem notícias ruins, procure um bom livro que, com certeza, é tão ou mais importante que muitos outros assuntos que se vê na grande mídia diariamente.

Lendo alguns livros sobre psicologia, que dizem respeito ao comportamento humano, assunto sobre o qual escrevi alguns tópicos há uns dias passados, e que me fascina, de diversos autores consagrados como David Zimerman, autor de “Fundamentos Psicanalíticos”, Judith Beck autora de “Terapia Cognitiva Comportamental” e até mesmo Sigmund Freud de “Psicologia das Massas”, se tem uma visão muito mais ampla, senão completa, do que é capaz o ser humano.

Muitas vezes, sentimos curiosidade em saber que ideias e sentimentos a experiência da leitura provoca no leitor. Utilizando-se das reflexões de alguns grandes leitores, como Montagne, Borges, Proust e Saint Beuve, é de se fazer considerações sobre a leitura como caminho da sabedoria, fonte de felicidade, forma de despertar o espírito para a reflexão, espaço de liberdade e imaginação.

A experiência da leitura é a nossa aventura, a história romanesca em que penetramos pelo simples ato de abrir um livro. Algo do encanto da descoberta infantil permanece sempre nessa experiência.

Os livros que cativam nossa atenção para o mundo das letras são também formas de despertar nosso espírito para a reflexão. Guardam em si todo o fascínio, mas também a chispa que faz disparar o pensamento.  Leia.

Carlos Magno da Veiga Goncalves – notário

Um comentário sobre “Por Carlos Magno – O FASCÍNIO DA LEITURA”

  1. O Brasil seria um país bem melhor se tivéssemos a cultura da leitura, esse ano já li ” Pare de acreditar no governo” , “1808”, ” 1822″ e vou começar hj “1964 o elo perdido”

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