UNABI forma 3ª turma resgatando autoestima e a cidadania de idosos e seus familiares

Terceira turma da UNABI Codó

São apenas 8 meses de um curso de extensão da UEMA promovido pela chamada Universidade Aberta Intergeracional, mas o que cada turma da terceira idade aprende nele leva à sensações, muitas vezes, nunca antes experimentadas.

Pode ser cuidar melhor da alimentação, ver a saúde mudar como destacou dona Maria da  Piedade Silva, de 78 anos.

 “Comer as comida que faz mal aí num dá saúde, comendo as comida que não faz mal é mais saúde pra gente, né, pros idosos…APRENDEU NA UNIVERSIDADE? É, aprendi aqui pra poder se cuidar, né”, disse

UM MUNDO NOVO 

Dona Teresinha

Pode ser descobrir que de agora em diante ler e escrever apenas o próprio nome são coisas do passado, após a alfabetização  dona Teresinha de Jesus Soares Lima descobriu que existe um mundo novo à sua espera e  ela está pronta.

 “Muito gratificante, muito gratificante, eu tô muito feliz…SABER LER E ESCREVER ABRE, ASSIM, UM NOVO MUNDO PARA AS PESSOAS? Sim porque hoje a gente tá vivendo no mundo da tecnologia quem não procurar ler e escrever vai sofrer muito”

Com mais esta turma de 70 alunos a Universidade Aberta Intergeracional  chega à sua terceira formação de idosos e seus familiares oferecendo alfabetização e para aqueles que já eram alfabetizados  oferecendo uma formação básica em áreas que, realmente, transformam a vida dos alunos.

Só aos 78 anos dona Maria dos Prazeres da Silva Lima teve contato com o computador e com a internet e pelo visto isso é só o começo.

Dona Maria dos Prazeres agora é uma internauta assídua

 “Eu quero avançar muito mais (…) Tô disposta enquanto tiver UEMA eu tÔ nela, não vou sair daqui, só falta eu trazer minha cama pra cá porque morando eu já estou (rindo)”, respondeu

OS EGRESSOS QUEREM MAIS

Em 8 meses  aprendem e  se apegam tanto ao cotidiano do curso que após cerimônias de formatura  como a realizada na última sexta-feira, (14) o desafio, conta a criadora da Universidade Aberta Intergeracional, professora doutora Deusimar Serra,  é pensar numa forma de  continuidade, um novo curso que atenda aos egressos.

 “Esse é o grande lance que a gente precisa se preocupar porque eles precisam dessa dinâmica da continuidade e não perder o foco, a vida continua, é uma etapa linda da vida que a gente precisa valorizar, todos nós independente da idade precisamos educar para envelhecer, educar para envelhecer significa a gente cuidar de si mesmo e ter uma velhice saudável”

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