
“Olha aqui meu povo, como sempre aqui sem energia elétrica. Gente, 1 mês com esse fole todinho, chega energia, falta energia, chega energia, falta energia elétrica. A gente não pode nem comprar um pedaço de carne, olha comprei ontem (mostrando uma banda de frango) olha do jeito que já tá aqui, olha, ficando azul porque não tem energia, tomate já encontrei uns podres aqui, oh!”, disse
Há cerca de um mês o vai e vem da energia elétrica tem deixado muito mais do que só preocupação.
“Olha a condição que nós estamos aqui meu povo da Equatorial, ajuda. Vocês vem ajeitar mas vocês nunca deram onde é o defeito porque vocês ajeitam hoje , hoje mesmo falta energia”, reclamou Francisca no vídeo que nos foi enviado no sábado, 13/06.
o BLOGDOACELIO aguarda envio de nota da Equatorial

A história do rádio codoense é rica, pulsante e, acima de tudo, feita de personagens marcantes que deram voz aos anseios e à realidade do povo. No cenário do jornalismo policial, um título informal, mas de enorme respeito, sempre diferenciou os repórteres de maior destaque, o título de “Xerife”.
Em uma entrevista ao repórter Jair Ribeiro, o comunicador Adalberto Miranda resgatou essa cronologia e fincou sua bandeira nessa história, afirmando ter sido, com muito orgulho, o segundo Xerife de Codó.
LINHA DO TEMPO DOS XERIFES
Para quem é mais jovem ou chegou há pouco tempo na comunicação local, Adalberto tratou de refrescar a memória da audiência e organizar a “linha de sucessão” da patente mais famosa do rádio policial codoense:
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1º Xerife: Sílvio Luís (já falecido com passagens marcantes pelo rádio e pela TV, dono do jargão ‘tomar cafezinho de canequinha na pensão de Rosena).
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2º Xerife: Adalberto Miranda.
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3º Xerife: Sena Freitas (profissional do Sistema FC de Comunicação, atual detentor do carinho e da audiência popular).
Ao ser questionado por Jair Ribeiro se havia, de fato, “entregue a patente” para o sucessor, Adalberto foi categórico e generoso.
“Sim, pro Sena, que é gente boa, Jair”, sacramentando a transição de bastão entre duas grandes forças da comunicação local.
Trajetória de sucesso e parceria com Djalma Siqueira
Atualmente dedicado ao próprio negócio no segmento de comunicação volante — operando carro de som de propaganda para o comércio local — Adalberto Miranda relembrou com nostalgia os tempos de ouro no rádio AM e na transição para a TV.
“Muita gente nova não tem conhecimento, mas eu fui ‘Xerife’ por 4 anos na Rádio Eldorado AM, localizada na Rua Henrique Figueiredo. Eu era o repórter policial do programa Cidade Reclama, apresentado pelo saudoso Djalma Siqueira”, relembrou Adalberto.
A parceria com Djalma Siqueira (in memorian) atravessou prefixos. Após Djalma ser eleito vereador e passar um período afastado dos microfones, a dupla se reencontrou na Rádio Mirante AM, mantendo a liderança de audiência.
Passagem pelas telas de TV
Além do sucesso no rádio, Adalberto Miranda também deixou sua marca na televisão codoense. Ele relembrou sua atuação nas reportagens da TV Palmeira do Norte (afiliada Band na época, hoje fora do ar) e também na TV Codó, emissora que, naquele período, era comandada pelo ex-prefeito Zito Rolim.
O resgate feito por Jair Ribeiro e Adalberto Miranda não é apenas um exercício de nostalgia é um documento vivo que homenageia os profissionais que, com coragem e um microfone na mão, moldaram o jornalismo policial de Codó.

O auditório da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Campus Codó, foi o cenário de um marco regulatório para o futuro sustentável do município. Na última sexta-feira, 12 de junho de 2026, autoridades, educadores e técnicos reuniram-se para a apresentação do Plano Municipal de Educação Ambiental (PMEA), estruturado para guiar as diretrizes ecológicas e pedagógicas da região ao longo do decênio 2026/2036.
O evento consolidou a entrega oficial do instrumento pedagógico a professores e gestores da rede municipal de ensino, além de apresentar a minuta de lei que formaliza as ações programáticas.
Diagnóstico e construção coletiva
Em entrevista ao radialista Daniel Sousa, o secretário municipal de Meio Ambiente, Ferdinando Rocha, detalhou o minucioso processo de elaboração do documento, que aliou rigor técnico e diálogo com a realidade local.
“A partir daí fomos discutindo, compilando dados, estudamos e fizemos um diagnóstico da educação do município e da Educação Ambiental praticada nele. Tivemos a colaboração de técnicos com muita dedicação e eficiência para que a gente pudesse construir esse momento de entrega desse instrumento aos professores e gestores, e também da minuta de lei”, explicou o secretário.
O titular da pasta ambiental destacou ainda que o plano foi construído sob demanda direta do poder executivo, visando garantir perenidade às políticas públicas de preservação e conscientização.
“Por determinação do nosso prefeito, Chiquinho FC, [a minuta] vai para a Câmara Municipal para a aprovação desse instrumento legal que é, basicamente, para 10 anos”, concluiu Rocha.
VAI VIRAR LEI
Com o encerramento da fase de diagnóstico e formatação técnica, a minuta do projeto de lei segue agora para a tramitação na Câmara Municipal de Codó. Caso seja aprovado pelos vereadores, o plano passará a ter força de lei, vinculando as metas de educação ambiental de forma obrigatória e contínua nas escolas e secretarias municipais até o ano de 2036.
Para o corpo docente do município, o PMEA funcionará como um guia prático, unificando projetos de sustentabilidade, reciclagem e preservação dos recursos hídricos e biomas locais diretamente na grade curricular, como explicou também o secretário de Educação, Ricardo Torres.
Uma ação penal movida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da Promotoria de Justiça de Arame, levou à condenação do advogado Wender Lima de Lima, no dia 4 de junho, à pena de sete anos e quatro meses de reclusão em regime inicial fechado pelo crime de apropriação indébita majorada pelo exercício da profissão.
A sentença foi assinada pelo juiz Calleb Mariano Ribeiro, que responde pela Vara da Comarca de Arame. A denúncia é de autoria do promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo, que responde pela Promotoria de Arame.
Como ainda foi denunciado pelos crimes de falsidade ideológica e fraude processual qualificada, o réu também foi condenado a 11 meses de detenção e ao pagamento de R$ 207.866,50, a título de reparação mínima pelos danos materiais causados às vítimas atingidas pelas condutas ilícitas.
ENTENDA O CASO
Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o advogado aproveitou-se de sua atividade profissional para efetuar o levantamento de 25 alvarás judiciais e homologações de acordos de clientes em situação de hipervulnerabilidade, que incluíam pessoas idosas, analfabetos e indígenas da etnia Guajajara.
As investigações demonstraram que ele realizou saques em espécie e transferências dos valores diretamente para suas contas bancárias, retendo integralmente o dinheiro das causas e deixando seus representados desamparados.
A acusação também apontou que, após ser notificado pelo Ministério Público, o profissional tentou obstar a persecução penal apresentando oito “Termos de Adimplemento” ideologicamente falsos. Para tanto, utilizou-se de artifícios para colher assinaturas de testemunhas em folhas de papel totalmente em branco — sob a alegação de que seriam apenas protocolos do juízo devido à pandemia —, preenchendo-as posteriormente com falsas declarações de quitação financeira para tentar induzir o órgão ministerial a erro.
ATUAÇÃO INSTITUCIONAL
O promotor de justiça Felipe Rotondo destacou que a atuação do Ministério Público buscou não apenas garantir a estrita responsabilização penal do acusado por violações graves à ética e à lei penal, mas concentrou-se fortemente na proteção de pessoas em severa condição de vulnerabilidade. “O foco da instituição pautou-se na prevenção da revitimização e no respeito à integridade física, social e psicológica das pessoas lesadas”, afirmou.
Redação: CCOM-MPMA

Em mais uma iniciativa voltada para a promoção da solidariedade e do cuidado com as famílias em situação de vulnerabilidade social, a Ação da Cidadania, promotora da campanha Natal Sem Fome, juntamente com seus parceiros institucionais, realizou a distribuição de centenas de cestas básicas em Codó. A ação beneficiou moradores de diversos bairros e comunidades, levando alimento, esperança e apoio para quem mais precisa.
A mobilização contou com a participação de voluntários, colaboradores e instituições parceiras que uniram esforços para garantir que as cestas chegassem às famílias cadastradas. A iniciativa reforça o compromisso social da Ação da Cidadania e de seus parceiros, como o Rotary Clube de Codó, Fundação Pestalozzi, o Tiro de Guerra e Grupo Ágata, com a construção de uma sociedade mais justa e acolhedora.

A união de forças que faz a diferença
Um dos mais tradicionais parceiros da Ação da Cidadania/Campanha Natal Sem Fome no município é o Rotary Clube de Codó, que todos os anos e a cada edição, contribui com o apoio logístico e o grande espírito solidário dos irmãos rotarianos, sendo fundamental para o armazenamento, organização e entrega das cestas, contribuindo de forma expressiva para a eficiência da distribuição.
“Há mais de 20 anos, a campanha Natal sem Fome vem levando esperança e dignidade a centenas de famílias em Codó. Ao longo desse período, já foram distribuídas toneladas de alimentos, fruto principalmente da generosidade da população codoense, que sempre abraçou essa causa com grande espírito solidário. A campanha conta ainda com a importante parceria da Ação da Cidadania, que desenvolve um trabalho reconhecido em todo o país no combate à fome e à insegurança alimentar. Para fortalecer ainda mais essa corrente do bem, quatro entidades unem esforços na arrecadação dos alimentos: a Associação Pestalozzi, o Grupo Ágata, o Tiro de Guerra e o Rotary Club de Codó. Tenho a honra de fazer parte do Rotary Club de Codó, instituição que há 66 anos dedica seu trabalho ao desenvolvimento social e à promoção de ações que beneficiam nossa população. Participar dessa campanha é reafirmar o compromisso de servir, ajudando a transformar a solidariedade em alimento, esperança e um Natal mais digno para quem mais precisa. Quando a sociedade se une em torno de uma causa, a fome perde força e a solidariedade vence”, declarou em entrevista o voluntário rotariano Elias Araújo

Grande campanha de arrecadação durante a 52ª ExpoCodó – A Força Jovem no Agro
Além de levar alimentos para a mesa de centenas de famílias, a mobilização também transmitiu uma mensagem de esperança, solidariedade e cuidado com o próximo. De acordo com o coordenador da Ação da Cidadania/Campanha Natal Sem Fome, Iedo Barros, iniciativa reafirma a importância do trabalho coletivo entre instituições e voluntários na promoção da cidadania e no combate à fome.
“É um trabalho muito importante, para realizar a distribuição de mais esta remessa de alimentos destinada às famílias em situação de vulnerabilidade social em Codó, que nos são enviadas pela diretoria da instituição no Rio de Janeiro, fortalecendo o trabalho solidário desenvolvido no município. Esta já é a segunda remessa de donativos recebida em 2026. No início do ano, a entidade recebeu 250 cestas básicas, além de medicamentos que também foram destinados a quem mais precisa. Que aqui destacar e agradecer o pessoal do Rio que tem contribuído para que esses mantimentos cheguem até aqui em Codó E para nos ajudar nesta grande logística de distribuição contamos com parceiros importantes, como Rotary Clube de Codó, Fundação Pestalozzi e Grupo Ágata”, explicou Iedo Barros.
Iedo Barros também anunciou uma importante parceria com a diretoria da Ação da Cidadania para a realização de uma grande campanha de arrecadação durante a 52ª ExpoCodó – A Força Jovem no Agro. A ação acontecerá no dia 5 de agosto, dentro do Parque de Exposições Walter Zaidan. De acordo com o coordenador, o acesso ao parque nesse dia será mediante a doação de 1 quilo de alimento não perecível, iniciativa tem como objetivo ampliar a arrecadação para fortalecer a campanha Natal Sem Fome no município.

A expectativa é que os alimentos arrecadados sejam transformados em cestas básicas e distribuídos às famílias codoenses durante o período natalino, reforçando o compromisso da campanha com a solidariedade e o combate à fome. “Nós conseguimos um dia da Ação da Cidadania dentro do parque, na ExpoCodó, no dia 05 de agosto. Nesse dia, a entrada será através da doação de um quilo de alimento não perecível. Acreditamos que faremos uma grande arrecadação e vamos trabalhar na divulgação para que toda a sociedade participe conosco. A sociedade precisa nos ajudar a formar um grande número de cestas para que, no período do Natal, possamos realizar uma ampla distribuição em toda a cidade”, concluiu Iedo Barros.
Amore mio, feliz dia dos namorados.

Muitos poetas já tentaram definir o amor. Mas ele é indefinível. Por mais que se busquem palavras, não passarão de palavras. E palavras variam de pessoa pra pessoa.
Cada um tem sua própria concepção. Mas para esse sentimento que sentimos e não sabemos explicar, basta lembrar: é através de duas pessoas que se amam que acontece o grande milagre da vida.
Eis aí outro milagre: a “vida”. O que é vida? Você já parou pra pensar? Dois grandes mistérios que nem toda a sabedoria humana consegue definir.
O homem venceu o espaço, derrotou doenças incuráveis, sua vitória é imensa. Mas ainda não sabe o que é o amor. Essa coisa que une duas pessoas.
Há muitas maneiras de amar. O amor da mãe pelo filho, do filho pela mãe. Pelos parentes, pelos irmãos. Amor por um animalzinho que estimamos, pelas flores, pela natureza, e o amor que devotamos a Deus.
Mas é sobre o nosso amor que quero falar. Desse laço que nos une e que jamais poderei desfazer, porque não saberia viver sem você.
Nem sei como vivia antes, se é que se pode chamar de vida alguém sem um ideal definido. Imaginava que a vida fosse uma série de acontecimentos sem sentido.
Só depois de te conhecer entendi o verdadeiro sentido da vida. E senti aquilo que achava que pertencia apenas aos poetas e escritores: o amor.
O amor que nos une eu não sei definir, porque sou simplesmente humano. Mas o importante é o que sentimos.
Léo Costa, de coração para coração.

A Prefeitura de Codó, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAM) e da Secretaria Municipal de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEMECTI), promoverá nesta sexta-feira, 12 de junho, o lançamento do Plano Municipal de Educação Ambiental (PMEA).
O evento acontecerá às 7h30, no Auditório da UFMA, e contará com a participação da comunidade, gestores públicos, educadores, estudantes e representantes de diversos segmentos da sociedade.
A iniciativa tem como objetivo fortalecer as ações voltadas à conscientização ambiental, sustentabilidade e cidadania, incentivando a participação da população na construção de políticas públicas voltadas à preservação do meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável do município.
De acordo com os organizadores, a presença da comunidade é fundamental para contribuir com a elaboração e consolidação das estratégias de educação ambiental que serão desenvolvidas em Codó, promovendo maior engajamento da sociedade na proteção dos recursos naturais e na construção de um futuro mais sustentável.
O evento conta com o apoio do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA).
Uma mulher grávida precisou ser socorrida em estado grave após ser agredida pelo próprio companheiro no bairro São Raimundo, na Trizidela, cidade de Codó, crime ocorrido na tarde quarta-feira, 10/06. Devido à violência das agressões, a vítima entrou em convulsão. O suspeito do crime conseguiu fugir e está sendo procurado pela polícia.
A ocorrência foi atendida pela Força Tática do 17º Batalhão de Polícia Militar. Em entrevista ao jornalista Amaral Junior, cabo Genésio detalhou o cenário encontrado pelos policiais ao chegarem ao local.
“A mulher estava gestante e em estado de convulsão. A guarnição colheu informações sobre o agressor que, possivelmente, era seu companheiro”, explicou o militar.
Apreensão de munição e veículo roubado
Após receber os primeiros socorros, a vítima solicitou o apoio dos policiais para ir até a residência onde morava com o agressor. No imóvel, a equipe da Força Tática realizou uma vistoria e encontrou cápsulas de revólver calibre 32.
Além da munição, os policiais localizaram a parte traseira de uma motocicleta com placa. Ao consultarem o sistema de segurança, os agentes constataram que o veículo possuía registro de roubo.
“Quando a gente fez uma investigação mais aprofundada, descobrimos que essa moto já tinha sido até recuperada pela guarnição em dias anteriores”, informou o cabo Genésio, indicando que as peças encontradas pertenciam ao veículo de origem ilícita.
A Polícia Militar realizou buscas na região, mas o suspeito não foi localizado até o momento.
O caso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil, que investigará os crimes de lesão corporal no âmbito da violência doméstica (Lei Maria da Penha), posse de munição e receptação. O estado de saúde atualizado da gestante não foi divulgado.
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
A Presidente do Clube Recreativo e Cultural Guarapary, Sra. Lucélia Maria Bayma Araújo, tendo por objetivo identificar os sócios proprietários do referido clube, para fins de reorganização e atualização do cadastro de sócios proprietários, e, em obediência ao prazo estabelecido no Art.º 45, §10º do Novo Estatuto de clube, registrado em cartório na data de 27/03/2026,
CONVOCA todos os sócios proprietários ou seus representantes/herdeiros a apresentarem suas ações originais, para fins de conferência e verificação de autenticidade, no período de 02 de abril de 2026 até 30 de setembro de 2026 – último prazo -,
no endereço provisório à Rua Marques Rodrigues, nº 663 centro, de esquina, município de Codó – MA, loja “Maria Mais Opções”.
Codó (MA) 11 de junho de 2026.
Lucélia Maria Bayma Araújo
Presidente
Em sentença proferida nesta quarta-feira, dia 10 de junho, o Poder Judiciário da Comarca de Arame condenou um homem pelo crime de estupro de vulnerável, praticado contra sua própria neta, uma adolescente que, à época do início dos atos, tinha apenas dez anos de idade.
Na mesma sentença, foi condenado outro réu, que conviveu com a menina quando ela tinha cerca de 13 anos de idade. De acordo com a denúncia, oferecida pelo promotor de Justiça Dr. Felipe Augusto Rotondo, o avô materno praticou, de forma contínua, atos libidinosos e conjunção carnal contra a própria neta, por um período de aproximadamente três anos.
Consta que os atos criminosos ocorreram entre 2020 e 2023, nos quais o autor teria se aproveitado da situação de coabitação e da autoridade familiar que exercia sobre a menor. Os abusos resultaram na gravidez da menina. Um segundo réu, de 18 anos, também manteve conjunção carnal com a mesma vítima no início de 2023, estabelecendo com ela breve convivência como marido e mulher. Em relação ao segundo réu, o juiz Rafael de Lima Sampaio Rosa considerou negativamente a circunstância de ter revestido o relacionamento ilícito com aparência de união marital legítima, instrumentalizando o sentimento de uma adolescente de 13 anos incapaz de compreender as implicações jurídicas do que vivia.
Neste caso, a Justiça rejeitou a tese de erro de tipo essencial, que foi a alegação de desconhecimento da idade da vítima. Neste sentido, o juiz fundamentou-se na Súmula nº 593 do STJ, que estabelece que o crime de estupro de vulnerável se configura pela conjunção carnal ou prática de ato libidinoso com menores de 14 anos. O consentimento da vítima, sua experiência sexual anterior ou a existência de namoro são totalmente irrelevantes para afastar o crime.
PENA DE 30 ANOS DE RECLUSÃO
O magistrado julgou totalmente procedente os pedidos constantes na denúncia e condenou o avô da menina a 30 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, pela prática de estupro de vulnerável com causa de aumento por ser ascendente da vítima e continuidade delitiva. Em relação ao segundo réu, foi aplicada a pena de 10 anos de reclusão, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado, com direito de recorrer em liberdade, reconhecida a atenuante da menoridade relativa. Na dosimetria, o juiz destacou como circunstâncias especialmente desfavoráveis ao avô a culpa de quem, em vez de proteger a neta, optou por violentá-la sistematicamente dentro da própria casa.
AMEAÇAS COM FACA
Foi apurado que, ao praticar os crimes, o avô utilizava uma faca para ameaçar a neta, com o objetivo de praticar os atos, manter a menina em estado de pavor e impossibilitá-la de buscar socorro. “As consequências desses atos são devastadoras. Gravidez precoce aos 13 anos, ruptura familiar completa e necessidade de acolhimento institucional da menor em abrigo para proteger sua vida diante das ameaças de represálias proferidas pelo próprio avô após a descoberta dos fatos”, observou o juiz na sentença.
Todos os dados identificadores das partes e da vítima são preservados por força do segredo de justiça decretado nos autos do processo.
Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça
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