A Prefeitura de Codó, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, deu início oficialmente à temporada junina no município com uma grande celebração marcada pelo batizado do tradicional Boi Raízes do Maranhão. O evento aconteceu na noite do domingo (14), na Praça São Sebastião, reunindo autoridades, brincantes e um grande público que prestigiou a apresentação culturais.

A cerimônia de batizado do Boi Raízes do Maranhão marcou a abertura das festividades juninas de 2026, reforçando a valorização da cultura popular e das tradições que fazem parte da identidade do povo codoense.

O evento contou com a presença do prefeito Chiquinho FC (PT), que acompanhou de perto a apresentação que encantou o público presente.

Durante a programação, os participantes puderam vivenciar a riqueza do folclore maranhense, celebrando uma das mais importantes expressões culturais do estado. O batizado do boi simboliza a preservação das tradições e o fortalecimento das ações voltadas para a cultura no município.

De acordo com a Prefeitura de Codó, a programação junina seguirá ao longo do mês de junho com a realização dos tradicionais arraiais nos bairros e comunidades, promovendo lazer, integração social e incentivo às manifestações culturais locais.

As festividades terão continuidade nos dias 11, 12 e 13 de julho, quando será realizado o tradicional Festival Julino de Codó, evento que integra o calendário cultural oficial do município e reúne grupos culturais, quadrilhas juninas, apresentações folclóricas e atrai milhares de visitantes todos os anos.

Com a abertura da temporada junina, a gestão municipal reafirma seu compromisso com a valorização da cultura, fortalecendo as tradições populares e proporcionando momentos de entretenimento e celebração para toda a população.

Assessoria de Comunicação
Prefeitura Municipal de Codó

 com Dr. Suelson Sales

Você já ouviu falar em cuidados paliativos? Apesar de ser um termo que assusta algumas pessoas, ele está ligado a carinho, respeito e qualidade de vida. Recentemente, a Lei nº 15.378/2026 trouxe esse tema para o Estatuto do Paciente, garantindo que esse tipo de assistência é um direito por lei. Mas, afinal, o que isso significa na prática? Vamos te explicar de um jeito simples e direto!

De acordo com a nova lei, os cuidados paliativos são um conjunto de ações de saúde para ajudar pessoas que enfrentam uma doença grave ou que coloca a vida em risco. O foco aqui não é a cura da doença, mas sim o conforto do paciente. É uma forma de garantir que a pessoa e sua família passem por esse momento difícil com o menor sofrimento possível.

Os cuidados paliativos funcionam como uma rede de apoio que envolve quatro pilares principais: (i) Alívio da dor e do desconforto: Controlar de forma eficiente as dores físicas, a falta de ar, os enjoos e qualquer outro sintoma ruim; (ii) Apoio emocional e psicológico: Ajudar tanto o paciente quanto a família a lidarem com os sentimentos, medos e o impacto do diagnóstico; (iii) Mais bem-estar: Garantir que o paciente consiga aproveitar a vida da melhor forma possível, respeitando sempre as suas vontades e valores; (iv) Conversas sinceras: Facilitar o diálogo entre os médicos, o paciente e a família, para que todos entendam os passos do tratamento sem rodeios.

Os Cuidados paliativos são só para o fim da vida? Isso não é verdade! Eles podem (e devem) começar o quanto antes, logo no início do diagnóstico, junto com os tratamentos normais (como a quimioterapia, por exemplo). Eles são indicados para pessoas de qualquer idade que enfrentem doenças graves ou crônicas, como câncer, problemas cardíacos avançados e doenças que afetam o sistema nervoso.

Por ser um cuidado completo, ele não é feito por uma pessoa só. O paciente recebe o apoio de uma equipe multiprofissional, que geralmente inclui: (i) Médicos e enfermeiros; (ii) Psicólogos e assistentes sociais; (iii) Fisioterapeutas e outros especialistas.

Essa união serve para cuidar do corpo, da mente e do coração de quem está passando por um momento delicado. Exija esse direito e espalhe essa informação para quem precisa!

Os trabalhadores nascidos nos meses de julho e agosto começaram a receber, nesta segunda-feira (15), o pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base de 2024.

O benefício pode chegar ao valor de um salário mínimo e é destinado aos trabalhadores da iniciativa privada vinculados ao Programa de Integração Social (PIS) e aos servidores públicos inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo programa.

De acordo com as regras vigentes, tem direito ao abono salarial o trabalhador que recebeu, em média, até R$ 2.765,93 por mês durante o ano-base de 2024, além de cumprir os demais requisitos previstos na legislação.

Os valores liberados poderão ser sacados até o encerramento do calendário de pagamentos, em 30 de dezembro de 2026.

A consulta sobre o benefício, incluindo valor, data de pagamento e possíveis parcelas de anos anteriores, pode ser feita pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal Gov.br.

O calendário segue sendo realizado de forma escalonada, conforme o mês de nascimento do trabalhador, beneficiando milhões de brasileiros ao longo do ano.

www.blogdoacelio.com.br
Desde 2011, sua fonte confiável de informação

O dono de Bar, João Moreira, cujo empreendimento fica na Vila FOMENTO, Codó, contou ao jornalista Amaral Júnior que um vizinho, pela segunda vez, foi dizer que não queria água escoando pelo local que já foi encomendado.

Em algum momento, a conversa evoluiu para que João Moreira imaginasse que o vizinho teria ido em casa armar-se.

A PM passava no exato momento e acabou prendendo o vizinho, que segundo o soldado Kennedy apresentava sinais de embriaguez.

Com ele foram apreendidas duas espingardas.

ESCOLHA MUSA DA COPA

Data: 20 de junho (sábado)
Horário: 21h
Local: Bar da Taboca

Atrações:

Thierry Sousa

Francys Jack

A Japa Doida

Ingressos já à venda 1º lote: apenas R$ 25,00

Ponto de venda: Bar da Taboca

Premiação: R$ 700,00 para a vencedora do concurso Musa da Copa.

Inscrições pelo WhatsApp:
(99) 99229-9384

Mostre sua beleza, simpatia e carisma e participe da disputa pelo título de Musa da Copa.

Realização: Flash Net.

A Comissão das Mulheres do Agro do SINCODO promoverá, no próximo dia 17 de junho, às 18h, no Parque de Exposições Walten Zaidan, um encontro especial voltado às mulheres do agro, reunindo representantes da FAEMA, SINCODO e SENAR em um momento de fortalecimento, união e planejamento das ações para o setor.

A programação tem como objetivo incentivar a participação feminina e fortalecer a representatividade das mulheres no meio rural. Entre os assuntos que serão debatidos estão a filiação ao SINCODO, a definição das pautas para a participação na Expocodó 2026, com o tema “A Força Jovem no Agro”, além da apresentação da ação solidária “Natal Sem Fome”, que contará com a participação da representante da Ação da Cidadania durante a 52ª edição da Expocodó.

Além das discussões e do planejamento das atividades, o encontro contará com um momento especial de confraternização, celebrando a união e o compromisso das mulheres que atuam no setor agropecuário.

A iniciativa reforça a importância da participação feminina no desenvolvimento do campo e busca estreitar os laços entre as produtoras e lideranças rurais, fortalecendo um trabalho cada vez mais participativo e transformador.

“Juntas, somos mais fortes!” é o lema que inspira o encontro, que destaca a importância da união e do protagonismo das mulheres do agro para o crescimento e fortalecimento do setor em Codó e região.

Na segunda parte da entrevista ao quadro Conversa Franca, apresentado por Genivaldo Silva, o então pré-candidato ao Governo do Maranhão, Lahesio Bonfim (NOVO), falou sobre o aprendizado adquirido após a eleição de 2022, os desafios do cenário político estadual e suas propostas para uma eventual gestão a partir de 2027.

No entanto, Lahesio Bonfim, anunciou na última quinta-feira (11) que não disputará mais o Governo do Maranhão nas eleições de 2026. Lahesio afirmou que, apesar de aparecer bem posicionado em pesquisas de intenção de voto para o Governo do Maranhão, identificou nas ruas um sentimento favorável à mudança de rumo de sua pré-campanha. Agora o projeto será o Congresso Nacional, pré-candidato ao Senado Federal.

Rumo ao Senado Federal

Durante o pronunciamento, Lahesio relembrou sua candidatura ao Palácio dos Leões em 2022, quando obteve quase 1 milhão de votos e ficou próximo de levar a disputa para o segundo turno. Segundo ele, a decisão foi tomada após ouvir apoiadores e lideranças em diversas regiões do estado.

Mesmo com esse novo quadro político, a publicação da segunda parte do quadro Conversa Franca, no programa Comando Geral, do apresentador Genivaldo Silva, ainda vem a propósito, pois mostra a mentalidade e vontade do pré-candidato (agora ao Senado Federal) Lahesio Bonfim é transformar para melhor a maneira de se fazer política no Brasil.

Segunda Parte do quadro Conversa Franca

Ao ser questionado sobre as diferenças entre a campanha de 2022 e a pré-campanha de 2026, Lahesio afirmou que hoje se considera mais maduro e experiente. Segundo ele, a disputa anterior representou um marco em sua trajetória política e fortaleceu sua convicção de contribuir para a transformação do Maranhão.

O ex-prefeito destacou que sua motivação para permanecer na vida pública está relacionada ao desejo de deixar um legado positivo. Médico por formação, ele ressaltou que poderia dedicar-se exclusivamente à profissão, mas optou por continuar participando do debate político por acreditar que o Maranhão ainda enfrenta desafios significativos nas áreas de saúde, educação, segurança pública e desenvolvimento social.

Durante a entrevista, Lahesio também falou sobre quais seriam suas prioridades caso seja eleito governador. Entre as principais medidas citadas estão a redução de gastos da máquina, a revisão da carga tributária estadual e a criação de condições mais favoráveis para o crescimento do setor produtivo.

Segundo o pré-candidato, a redução de impostos e a ampliação de incentivos fiscais poderiam estimular investimentos privados, fortalecer empresas locais e gerar mais oportunidades de emprego e renda para a população. Ele defendeu ainda maiores investimentos em infraestrutura, especialmente na recuperação e ampliação da malha viária, como forma de impulsionar o desenvolvimento econômico do estado.

Ao abordar o ambiente político maranhense, Lahesio comentou o cenário da sucessão estadual e avaliou que a eleição de 2026 deverá ser marcada por uma disputa de diferentes projetos políticos para o Maranhão. Ele também relembrou sua participação na eleição de 2022, quando terminou a disputa em segundo lugar, destacando o crescimento de sua candidatura durante a campanha.

Na reta final da entrevista, o pré-candidato afirmou estar otimista em relação ao futuro do estado e reforçou sua confiança na possibilidade de mudanças nos próximos anos. Para Lahesio, o Maranhão possui potencial para alcançar melhores indicadores sociais e econômicos por meio de uma gestão focada em eficiência administrativa, geração de oportunidades e melhoria dos serviços públicos.

Encerrando a conversa, Lahesio Bonfim deixou uma mensagem de esperança aos maranhenses, defendendo a união de esforços para construir um estado mais desenvolvido, com mais oportunidades e qualidade de vida para a população.

A partir de agora, todos os planos, metas, objetivos e projetos que estavam destinados ao Maranhão serão para transformar e para mudar a política do Brasil, com a mesma mentalidade de gestão mais humana, participativa, justa e transparente.

No último dia 12 de junho, a Prefeitura Municipal de Codó, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) e Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia (SEMECTI) realizou a apresentação oficial do Plano Municipal de Educação Ambiental (PMEA 2026-2036) e da minuta de lei que visa institucionalizar a política pública de Educação Ambiental no município. O documento foi elaborado de forma participativa e estabelece diretrizes, objetivos e metas para fortalecer a conscientização ambiental, a sustentabilidade e a cidadania ecológica em Codó.

O plano, que foi apresentado no auditório da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), foi construído em alinhamento com a Política Nacional de Educação Ambiental, a Política Estadual de Educação Ambiental do Maranhão e demais legislações ambientais vigentes, consolidando a educação ambiental como uma política pública permanente e transversal.

Durante o evento, representantes do poder público, educadores, lideranças comunitárias e membros da sociedade civil conheceram as principais ações previstas para os próximos dez anos, incluindo programas de formação continuada, fortalecimento da educação ambiental nas escolas, incentivo à coleta seletiva, preservação dos recursos hídricos e promoção da justiça socioambiental.

Aprovado, plano passará a ter força de Lei

Na ocasião, foi entrega oficial do instrumento pedagógico a professores e gestores da rede municipal de ensino, além de apresentar a minuta de lei que formaliza as ações programáticas. Com o encerramento da fase de diagnóstico e formatação técnica, a minuta do projeto de lei segue agora para a tramitação na Câmara Municipal de Codó. Caso seja aprovado pelos vereadores, o plano passará a ter força de lei, vinculando as metas de educação ambiental de forma obrigatória e contínua nas escolas e secretarias municipais até o ano de 2036.

Tivemos a colaboração de técnicos com muita dedicação e eficiência para que a gente pudesse construir esse momento de entrega desse instrumento aos professores e gestores, e também da minuta de lei. Por determinação do nosso prefeito, Chiquinho FC, a minuta vai para a Câmara Municipal para a aprovação desse instrumento legal que é, basicamente, para 10 anos”, explicou em entrevista o secretário Ferdinando Rocha.

Mensagem do Secretário Municipal de Meio Ambiente

A apresentação do Plano Municipal de Educação Ambiental e da minuta de lei representa um marco histórico para Codó. Estamos construindo uma política pública sólida, capaz de integrar educação, sustentabilidade e participação social. Nosso objetivo é garantir que as futuras gerações recebam não apenas conhecimento, mas também o compromisso de cuidar do meio ambiente e promover um desenvolvimento mais justo e sustentável para todos.”

Ferdinando Rocha Silva – Secretário Municipal de Meio Ambiente de Codó/MA.

Uma discussão complexa e polêmica movimentou a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. Parlamentares debateram a concessão do programa Bolsa Família para a população em situação de rua, motivados por denúncias graves de desvios e exploração desse público vulnerável por parte do crime organizado.

O debate, provocado por um requerimento do deputado Kim Kataguiri, gira em torno de relatos de forças de segurança e assistentes sociais apontando que traficantes de drogas estão retendo os cartões magnéticos e as senhas do Bolsa Família de dependentes químicos em situação de rua. Na prática, o benefício financeiro estaria sendo entregue diretamente ao narcotráfico como “garantia de pagamento” pelo fornecimento de entorpecentes.

Restrição de Acesso vs. Combate à Fome

Durante a audiência, defensores de mudanças no programa argumentaram que o formato atual da política pública acaba, indiretamente, financiando o vício e fortalecendo as facções criminosas.

Foi sugerido o aperfeiçoamento das regras ou até a restrição do dinheiro em espécie para esse público, defendendo que o atendimento à população de rua ocorra preferencialmente por meio de redes de acolhimento e restaurantes populares, de modo a evitar que a verba vá para as mãos do crime.

Por outro lado, parlamentares alinhados ao governo federal e representantes da assistência social rebateram a tese de exclusão.

O deputado Merlong Solano enfatizou que o objetivo primordial do programa é o combate à fome extrema e que retirar o benefício de quem já não tem teto agravaria ainda mais a miséria generalizada. Defensores do programa sustentam que o problema da segurança pública e do tráfico deve ser combatido pela polícia e pelo Judiciário, sem penalizar os cidadãos que utilizam o recurso estritamente para sobrevivência diária.

Os números

Para dimensionar o tamanho do debate, foram apresentados dados oficiais da Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Os números mostram que o universo de beneficiários nessa condição específica é proporcionalmente pequeno se comparado ao total do programa (que atende cerca de 19 milhões de lares no Brasil):

  • Pessoas em situação de rua registradas no CadÚnico: O Brasil possui atualmente cerca de 277 mil pessoas cadastradas nessa condição.

  • Beneficiários do Bolsa Família na rua: Desse total de cadastrados, aproximadamente 200 mil pessoas recebem efetivamente o benefício mensal.

O que acontecerá a partir de agora?

A audiência pública teve caráter consultivo e de fiscalização, o que significa que o programa não sofreu alterações imediatas. No entanto, o debate acendeu o sinal de alerta em Brasília.

A partir de agora, o grupo de parlamentares que propôs a discussão deve formalizar indicações ao Poder Executivo e ao MDS cobrando o cruzamento de dados e o aperfeiçoamento na fiscalização da entrega e do uso desses cartões.

O debate sobre a segurança pública e a punição de jovens infratores ganhou um novo capítulo no Congresso Nacional e eu, Acélio Trindade, fui às ruas de Codó saber opinião do povão (veja no vídeo).

Em nível de Brasília, o que você precisa saber é que a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC nº 32/15, que tramita em conjunto com as PECs 8/26 e 9/26), que visa reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil.

O placar na comissão, semana passada,  foi de 44 votos favoráveis contra 18 contrários, refletindo o forte embate ideológico que cerca o tema. O parecer aprovado, de autoria do relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), deu o aval jurídico à proposta, assegurando que o texto cumpre os requisitos constitucionais para seguir em frente.

O que diz o texto aprovado?

Diferente da proposta original do ex-deputado Gonzaga Patriota — que previa a maioridade plena (civil e penal) aos 16 anos —, o relatório atual modificou o escopo para focar exclusivamente na esfera criminal.

  • Punição restrita: Jovens a partir de 16 anos passariam a responder criminalmente como adultos.

  • Direitos civis preservados: Foram retirados os trechos que alteravam direitos civis e políticos, como a obrigatoriedade do voto aos 16 anos, a permissão para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou a redução da idade mínima para candidaturas.

  • Segregação no cumprimento da pena: O texto determina que os jovens de 16 e 17 anos condenados deverão cumprir suas penas em estabelecimentos físicos completamente separados dos presos maiores de 18 anos e também dos menores infratores submetidos às medidas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Divergências em Brasília

A votação na CCJ ocorreu sob forte clima de obstrução por parte dos partidos governistas e de esquerda (PT, PSOL, PCdoB, PDT e Rede), que votaram integralmente contra a matéria. Parlamentares da oposição argumentam que a mudança fere cláusulas pétreas da Constituição Federal ligadas aos direitos fundamentais individuais e preveem que, mesmo se aprovada pelo Legislativo, a medida será barrada no Supremo Tribunal Federal (STF).

Críticos também apontam os altos índices de reentrada no sistema prisional comum em comparação ao sistema socioeducativo.

Por outro lado, defensores da PEC, apoiados por bancadas ligadas à segurança pública e partidos de centro e direita (como PL, União, PP, Republicanos e MDB), justificam que o país vive um cenário crítico de violência e que o crime organizado se aproveita da atual legislação para aliciar menores, blindando-os da responsabilização criminal severa.

O que acontece a partir de agora? (Próximos Passos)

A aprovação na CCJ representa apenas a primeira etapa de uma longa e complexa tramitação que uma Proposta de Emenda à Constituição exige. A matéria não segue diretamente para virar lei, confira o rito a partir de agora:

  1. Criação de Comissão Especial: Cabe agora ao presidente da Câmara dos Deputados instaurar uma comissão especial dedicada exclusivamente a debater o mérito da proposta. Esse colegiado terá um prazo de até 40 sessões do plenário para analisar o conteúdo, realizar audiências públicas e emitir um parecer definitivo.

  2. Votação no Plenário da Câmara: Caso seja aprovada na comissão especial, a PEC segue para o Plenário da Câmara dos Deputados. Por se tratar de uma mudança na Constituição, ela exige quórum qualificado extremamente alto: precisa do voto favorável de, no mínimo, 308 deputados (três quintos da Casa), em dois turnos de votação.

  3. Tramitação no Senado Federal: Se a Câmara aprovar o texto nos dois turnos, a matéria é enviada ao Senado. Lá, o processo recomeça do zero: passa pela CCJ do Senado e precisa ser aprovada também no Plenário do Senado em dois turnos, necessitando do apoio de pelo menos 49 senadores.

  4. Promulgação: Se deputados e senadores aprovarem exatamente o mesmo texto, sem divergências, a mesa do Congresso Nacional promulga a nova Emenda Constitucional. Por ser uma PEC, ela não passa pelo crivo de sanção ou veto do Presidente da República.

WWW.BLOGDOACELIO.COM.BR

Desde 2011, sua fonte confiável de informação