Codoenses confessam que são NOMOFÓBICOS

Foto divulgação

Formatos diferentes, cores, um mais tecnológico que o outro, do jeito que a estudante Francisca Santos e a maioria na idade dela adoram.

“Internet, televisão, fotos, rádio…IMPORTANTE QUE TENHA TUDO? É importante…E AQUELE SIMPLES? Ah! Não presta mais, tá fora de moda”, respondeu ao blog

Seja só pra curtir e falar com os amigos, seja para utilizá-lo como ferramenta de trabalho. Viver sem ele, é um verdadeiro tormento. O mototaxista Valmir disse que é assim que se sente quando fica sem seu celular.

“tô achando ruim, o cliente quer ligar pra gente e no momento não tá tendo celular, difícil”, afirmou

ATÉ NA ZONA RURAL

A mania do celular é tão forte que pode até ultrapassar as barreiras impostas pela capacidade de se captar um sinal. Para constatar isso saímos da cidade e fomos para a zona rural. A, exatamente, 17 kms da cidade onde, comprovadamente, não há operadora funcionando. Fomos saber – será que existem pessoas que não conseguem viver alguns minutinhos sem ele, o celular?.

Tem sim. Jonas Pedro, jovem estudante, não larga o dele por nada e não foi nada difícil encontrá-lo de celular na mão, mesmo sem sinal. Disse que ouve música, ver vídeos e quando entra em área com operadora, liga.

A comerciante do povoado KM17, Eldira Abreu, fez uma adaptação que mistura antena externa, chip do inseparável celular e telefone fixo. Tudo pra continuar conectada.

“É uma mistura, funcionou e graças à Deus tem dado certo (…) custou R$ 500,00”, informou

NOMOFOBIA

É um vício, segundo estudiosos do assunto, que agora tem até nome – Nomofobia. Quando ouviu a palavra o vendedor Luís Carlos Silva, disse “nunca vi falar nessa nova doença, queria saber o motivo que causa isso, né…”

Explicamos. O termo surgiu na Inglaterra e serve para identificar a doença de quem tem medo de ficar sem o celular. Na sequência desta explicação, Luís completou.

“Rapaz, pois eu tenho esta doença, viu (sorrindo) eu durmo com o celular, direto, é minha segunda costela, a primeira é a mulher e a segunda costela é o celular”, confessou

Igor, de 17 anos, também confessou à nossa reportagem – é um nomofóbico.

“fico escutando música, durmo aqui, quando vou acordar é mexendo de novo…DURANTE A NOITE? Até durante a noite…VOCÊ SE CONSIDERA UM VICIADO EM CELULAR? Rapaz eu me considero (sorrindo)”, afirmou

Para não correr o risco de ficar sem, os nomofóbicos usam até três celulares, mas a tecnologia já facilitou muito a vida de gente como Maurício Neto. Em vez de três aparelhos, o músico usa três chips num só.

“hoje é a melhor coisa que aconteceu pra mim, eu não posso ficar sem aparelho eu perco dinheiro”, disse

TRATAMENTO

Como a doença é relativamente nova, os estudos de como tratá-la ainda avançarão no campo da ciência e, até lá, os nomofóbicos terão que aprender que em muitos momentos da vida terão encarar o medo e, simplesmente, desligar.

A ESPOSA NÃO BRIGA? Só na hora em que a gente vai fazer o Love time aí tem que desligar (gargalhada)”, respondeu Mauricinho

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