Francisco Nagib e Zé Francisco têm sido elogiados na cidade por duas coisas após o início do programa eleitoral gratuito – qualidade dos programas exibidos até agora e proposta de cuidar da saúde infantil dos codoenses.
Muito embora o blog já tenha ouvido a crítica nas ruas afirmando que o programa eleitoral dos dois ‘está fora da nossa realidade’, ou seja, muito bonitinho, destaco, sob minha humilde ótica, que o nível tem que ser por cima e não por terra. Tem que ser do que está sendo levado ao ar para melhor – inovar, criar, fugir do ‘mesmismo’, essa deve ser a meta de todos, não apenas da equipe de Nagib e Zé Francisco.
Só tem que parar de encher liguiça e acreditar mais num bom conteúdo, programas com começo, meio e fim coesos – com finalidade alcançada (hoje o tema é tal e é nisso que vamos nos concentrar). Foi-se o tempo em que o telespectador deixou de perceber que aqueles clips com gente sorrindo, beijando bandeira, com número do candidato na testa, que não dizem nada, valha alguma coisa no item convencimento do eleitor.
A JOGADA DO HOSPITAL
A ideia de mostrar a maquete do hospital infantil de 50 leitos foi uma jogada excepcional. Todas as pesquisas feitas, antes da eleição, deram conta de que a maior preocupação do codoense é com a oferta de saúde pública e isso inclui, certamente, o cuidado, prioritário, com as crianças, daí os elogios mais exaltados pelo público dos programas para dupla dos Franciscos. Acertaram na veia dos pais.
DEMAIS PROGRAMAS
PDT – O programa do meu prefeito Biné, por exemplo, ta quase me lembrando os tempos de Júlio César Rodrigues, o maior comunicador que esta terra já produziu. Aquela abertura com o rapaz gritando no mega fone, convenhamos, é tão povão que chega a ser brega para os tempos de hoje.
O programa dos vereadores os tem deixado com cara de ‘taxo’ por uma eternidade de segundos enquanto aguardam a mudança, intercalada por uma vinheta do 12, entre um e outro. Sabe aquela cara de – e aí, terminou? Fui bem? E aí, posso sair? Vi até um piscando. Acredite, 5 segundos parados na frente de uma câmera é uma eternidade.
No rádio, achei legal a ideia do locutor, de potente qualidade vocal, conversar com o eleitor. Pode render bastante a iniciativa
PV – O programa de meu prefeito Zito no rádio é show de bola. Bem produzido, o locutor é ótimo. O Personagem típico do homem rural que fala para os lavradores se expressa bem e não tem, até agora, perdido tempo com bobagens, muito bom.
Mas na televisão, fazer-se de vítima tem sido a principal estratégia até agora. Válida, mas um candidato de mandato em andamento com o menor tempo entre os principais concorrentes deve se ocupar de outros argumentos. O tempo é curto e tenho certeza que há muito o que mostrar, coisas que serão de maior proveito que o velho discurso – oh, meu povo, estou sendo perseguido.
Vamos botar a cabeça pra funcionar, encantar o eleitor com belas imagens de obras que valem a pena mostrar, bons textos, porque quem vem atrás ta fungando no cangote do prefeito.
PSB – O primeiro programa foi uma maravilha, a conversa de Zé INÁCIO com o telespectador foi de alto nível, de conscientização. Temo apenas pelo ‘enveredamento’ de Zé pela repetição daquilo que os canais de oposição à Zito já fizeram durante três anos e meio.
É óbvio que tudo precisa ser lembrado, sobretudo neste período, mas que não seja feito disso a única bandeira de um homem tão inteligente, quanto é o ex-prefeito Zé INÁCIO, na televisão. No final, assim procedendo, verás que será perca de tempo.
PSOL – O PSOL começou levando o discurso para uma esfera que nem de longe convence qualquer eleitor em Codó, até porque quem votará num candidato aqui só porque não simpatiza com a família Sarney? Esse é um argumento que vale mais na época da política para governador do Estado.
Temos questões, de âmbito municipal, mais relevantes a serem debatidas, muitas delas tão importantes que falar de Oligarquia Estadual vira coisa insignificante diante das municipais tão latentes que conhecemos.
Professor Celso é um homem inteligente e pode nos trazer grandes surpresas nos próximos programas, assim acredito.