Deputados do MA tentam justificar os 18 salários anuais denunciados pela Folha de São Paulo

Assembleia Legislativa do MA

As falas de deputados estaduais tentando justificar o recebimento de 18 salários anuais, veiculadas ontem numa reportagem de Sidney Pereira que foi ar no JMTV 2ª Edição (TV Mirante) e mais tarde foi exibida no Jornal da Globo, é mais do que cinismo e/ou sinceridade, como disse Arnaldo Jabor, em comentário após a reportagem.

O presidente da Casa, o peemedebista Arnaldo Melo escorou-se numa ‘lógica’ e disse que o pagamento ‘já existia antes’. Se ele sabia da ‘existência de antes’, nada fez – mesmo como presidente – se não continuar embolsando os 18 salários.

A mesa diretora se mexeu após a reportagem de Aline Louise e Felipe Luchete, na Folha de São Paulo no sábado (o blog publicou um texto exclusivo da Aline Louise). Do contrário, seguiriam a abiscoitar os 18 salários, tanto os parlamentares da base do governo e quantos os da oposição. A grana da verba indenizatória, do auxílio-paletó, das diárias, os une. Tornam-se uma irmandade.

Portanto, a Assembleia Legislativa não reduziu de 18 para 15 salários, por conta de um surto moralizador. O parlamento maranhense como revelou a reportagem de Aline Louise e Felipe Luchete estava no topo da imoralidade.

País afora, o disparate dos subsídios chegava a 15 pagamentos, e são exatos os 15 subsídios que atual mesa diretora, celebra como um grande ato “de acordo com as outras casas legislativas e a Câmara Federal”. A excrescência segue. Nada a festejar.

Arnaldo Melo é mais contido. Mais polido. A ele talvez caiba o ‘surto de sinceridade’. Mas, duas outras falas mostradas na reportagem se enquadra na segunda parte do comentário de Jabor.

A primeira: “Nós deputados gastamos muito. Nós temos que viajar bastante, nós temos que ajudar as pessoas”, de Graça Paz (PDT).

Em seguida, o ex-presidente da Casa, o deputado suplente Carlos Alberto Milhomem (PSD) disse que, “se você chegar e for na conta bancária de quase todos os deputados, quando chega no dia 15 ele já não têm mais dinheiro porque o deputado não deixa, de alguma maneira, de ser uma instituição de caridade”.

Pobres deputados! É bom que eles aprendam que o eleitorado é hoje menos ignaro do que alguns de seus pares.

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FONTE: Blog do Itevaldo/ Sistema Mirante

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