Escritor João Batista Machado homenageia dona Cimódice Ferreira por seus 100 anos de vida

No ano em que o município de Codó, completava o 16º aniversario de Emancipação política, nascia uma menina, que levada à pia batismal recebeu o nome de Cimóde Emidia Ferreira. Filha de Sancho Antonio Ferreira, nascido em Pedreiras. Mudando-se para Codó, construiu um largo circulo de amizades, tornou-se comerciante e participou ativamente do progresso e do desenvolvimento do Município codoense.

Escritor João Batista Machado

Eleito vereador nas eleições transcorridas em 1918. Foram seus companheiros de Câmara, o Coronel Bibiano Pereira Lopes, Major Octávio da Silveira, Joaquim Augusto Valle Guimarães, Raimundo Alexandrino Soeiro e Antônio Martiniano Coelho. Sua mãe Maria Madalena Ferreira, senhora de prendas domesticas, simples, no entanto, soube imprimir aos filhos exemplos de dignidade de vida, respeito e devoção aos poderes de Deus. Cimica, assimilou a religiosidade transmitida pela sua saudosa genitora. Desse consorcio matrimonial foram seus irmãos: Vicente de Paula e José Elvécio Ferreira. A primogênita faleceu ao nascer.

As antigas amigas são sempre lembradas por Cimica. A lista é grande, mas recorda-se carinhosamente de Aniqueta Alvim D’Aguiar Silva, as irmãs Baymas, Almerinda, Ceci e Loló, Maria José, Geny, Olinda e Carmelita as irmãs Murad, as irmãs Milet, Dejanira, Maria, Mirtes e Florípedes.

Manteve-se sempre fiel à religião católica. Sente imensa saudade do Coro da Igreja Matriz, dirigido pela saudosa Lalá Ramos, executando músicas sacras no harmônio. Participantes: Anife Gerude, Aniqueta Alvim D’Aguiar Silva, Silvia Santos, Malvina Santana, Celeste Brandão, Maria José e Geny Murad, que encantavam com as suas vozes os devotos nas missas dominicais.

De espírito altamente religioso ingressou na Associação dos Santos Anjos, filiou-se no Apostolado da Oração, e faz parte, desde os 21 anos de idade da Pia União das filhas de Maria. Obediente, com o que diz respeito às leis da Igreja exerceu com dedicação o ensino do catecismo, as leis divinas e da Igreja Católica como uma verdadeira missionária, aos jovens.

Narra eventos ocorridos, relacionados à Paróquia de Codó e a participação dos vigários Antonio Miguel e Osmar Palhano de Jesus: Congresso Eucarístico local e a visita dos Bispos Otaviano e de Dom Carmelo de Vasconcellos Mota e outros fatos como os festejos de São Sebastião e das Padroeiras Santa Rita e Santa Filomena, acontecimentos religiosos, motivos de atrações turísticas à cidade de Codó.

Iniciou os seus primeiros estudos com a professora Filomena Catarina Moreira, primeira Professora Normalista a chegar a Codó, em 1908, convidada pelo Deputado Raimundo Muniz Bayma, para exercer atividades essencialmente Educacionais. A ilustre mestra, encontrou o seu território profissional na Escola Cezar Brandão, onde Cimica iniciou os seus primeiros estudos, matriculando-se no referido Educandário. Foram seus contemporâneos colegiais os jovens irmãos Fause, Michel e Foad. Elias Araújo, Antonio Bayma, Benedito Valter, Geny e Maria José Dualibe Murad, Aniqueta e as irmãs Almerinda, Loló e Ceci.

No curto período de 12 meses trabalhou no SESI, sobre a direção do medico Sebastião Reis, na qualificação de escrevente datilografo. Afastou-se daquele Posto Medico devido a sua precária situação financeira. O SESI, diante da calamitosa crise que atravessava para administrar o seu custeio, encerrou as suas atividades perante a comunidade codoense. Cimica, convidada pela Construtora Inúbia, para lá trabalhar, aceitou o convite.

Os diletos amigos e amigas de Cimica reverenciam a sua personalidade exemplar assentada numa vida voltada para o bem estar dos seus inúmeros irmãos em Cristo. Doce e agradável vida que transmite amor fraterno e bondade, sob os cuidados carinhosos de sua afilhada e filha de criação professora Fátima.

Deus te abençoe!

Cimódice Emidia Ferreira, nasceu em Codó no dia 22 de março de 1912. Parabéns pelos seus 100 anos.

João Batista Machado.

Autor de Codó, histórias do fundo baú e do O Imaginário Codoense.

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