Falta de cuidados com o lixão desrespeita lei federal e já atinge moradores do Codó Novo

Lixão de Codó

Montanhas de lixo em locais que não foram preparados para recebê-las. A falta de isolamento da superfície aumenta o risco de contaminação do lençol freático e a forma de acomodação beneficia a disseminação de doenças com origem em lixões como o de Codó.

Em entrevista ao blogdoacelio, o promotor do Meio Ambiente, Leornardo Santana Modesto, explicou:

Esse lixo tem que ser incinerado, ele não pode ficar ao ar livre, assim também tem que ter algum tipo de proteção em relação ao solo para que os dejetos não vazem para o solo e possivelmente atinjam algum lençol freático”, afirmou

IGUAL AOS ERRADOS

94% dos municípios do Maranhão encontram-se com situação igual a de Codó que possui uma peculiaridade. A área residencial cresceu ao redor e as conseqüências desta vizinhança perigosa já aparecem.

Na rua da União, bairro Codó Novo, todos os moradores se reclamam da queima do lixão que gera fumaça o dia inteiro e a noite e, quando chove, do que chamaram de podridão trazida pela correnteza que passa na porta das residências. A dona de casa Eliene Santos tem uma filha adolescente que sofreu recentemente com uma doença respiratória. Ela se reclamou ao blog.

A noite é uma fumaça bem grande, gostaria que eles tomassem providência e tirassem esse lixão daqui…E QUANDO CHOVE? Quando é podridão porque a lama toda quando vem de lá pra cá fede tanto que vocês nem imaginam”, reclamou-se

LEI DÁ PRESSÃO

Uma lei federal (Lei Nº 12.305/10) que trata sobre resíduos sólidos já exerce pressão para que até o fim de 2012 este problema deixe de existir.

Até o final do ano que vem todas as prefeituras terão que apresentar seus planos municipais de gerenciamento do lixo. Quem não fizer isso passará a ser considerada inadimplente e, a partir de então, terá dificuldade para receber recursos repassados pelo governo federal.

GOVERNO SE JUSTIFICA

Transformar lixão em aterro sanitário custa caro, explicou o subsecretário de Meio Ambiente, Ferdinando Rocha, sobretudo para mantê-lo em funcionamento. A idéia que pode dar certo no Maranhão, com o apoio da lei, é a união de municípios pequenos para gerenciar aterros de uso comum.

Eu defendo que seria uma proposta viável, Codó, Timbiras, Coroatá, Peritoró que estão bem próximos….E A MANUTENÇÃO? Muito mais cara do que a própria implantação, então até isso nós temos que fazer um estudo mais aprofundado, em saber se a produção de lixo doméstico, se a produção de resíduos sólidos é suficientemente capaz de manter o próprio aterro sanitário”, informou

Dr. Leonardo Santana Modesto

A previsão é de que o Ministério Público só comece a interditar os lixões do Estado após o prazo dado pela lei. Não é o que pretende fazer o promotor do Meio Ambiente, Leonardo Modesto, em Codó. Ele quer antecipar as soluções e começar pelo que chama de vias administrativas.

“Vamos marcar uma audiência pública, que vai ser em janeiro, para chamar todos os interessados afim de debater e criar soluções para o lixão de Codó’, anunciou

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