Falta de vendas FUZILA os empregos temporários nas lojas de Codó

Um  fim de ano de lojas vazias, um ritmo de queda nas vendas nunca antes enfrentado pelos empresários. Onde Ricardo Carvalho é gerente, ficar um dia inteiro sem vender nada passou a ser algo muito mais frequente no cotidiano da empresa.

 “Tem dia que a gente fica só mesmo aqui na porta conversando (…) por causa da crise, um período desse fraco, recebimento, a gente também não ver  dinheiro circulando na cidade, fica preso na mão de poucos aí não tem como circular”, disse-nos

ZERO EMPREGOS

Esta situação abateu por completo a possibilidade de empregos temporários no comércio de Codó. Para saber um pouco mais a respeito nós visitamos lojas e conversamos com os empresários. Os relatos não são nada animadores.

Desânimo que já atingiu também a procura por intermediação de mão de obra no SINE CODÓ. Quando não tem gente em busca de pedir seguro-desemprego, as atendentes sempre ficam de cara para cadeiras vazias.

O coordenador, Gilvan Oliveira,  revelou que em novembro, por exemplo, nenhum encaminhamento para emprego foi feito, diferente do que ocorria em anos anteriores a partir do final de  setembro.

“O comércio de Codó era no setor de vendedores, tá. Vendedores, recepcionistas, atendentes, tudo isso o número era muito alto, era em torno de  100 a a150 profissionais que nós encaminhávamos para o mercado de trabalho no sentido de profissional temporário…ESSE ANO? Esse ano nós ainda não temos por este motivo que eu falei anteriormente, as empresas estão com jogo de cintura tentando remanejar funcionários dento da própria empresa”, revelou

DRIBLANDO A CRISE

Os mais antigos no mercado, remanejam, estabelecem mais funções para os antigos contratados. Quem tá começando, no meio da crise, como Antonio Carlos dos Santos Oliveira, desenvolveu outra tática de sobrevivência.

“O negócio agora aqui é familiar, to com a família toda ajudando porque contratação, mesmo, pra esse momento não vai ter não”, frisou com bom humor

Quanto a dezembro, por causa das vendas de Natal, os empregadores se dividem, mas só entre NÃO CONTRATAR e a esperança de que, ao menos, as vendas reapareçam no comércio lojista.

 “A gente pretende esperar uma melhora do comércio, mas pra contratar, mesmo, os que tão aqui vão ter que dá conta”, disse Ricardo Carvalho

Já Antonio Carlos foi mais otimista.

 “Embora o país em dificuldade, dificuldade pra todo mundo, né, mas se a gente não acreditar e não investir não melhora, então a gente tem que acreditar e investir mesmo que se a melhora vem ela vem e vai achar coisa nova, isso vai fazer com que as vendas melhorem”, disse esperançoso

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