FUNIL – Demanda de ensino médio cresce e número de escolas estaduais cai quase pela metade

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Educação anualmente cerca de 1.200 alunos deixam o ensino fundamental para ingressarem no ensino médio mantido pelo Governo do Estado.

Por conta dessa situação, quem está concluindo o nono ano, como Maria Fernanda, sempre se preocupa com o número de vagas que terá que disputar.

“Tem que se preocupar, né, ainda com isso…POR QUE? Porque as escolas, a maioria tá fechando e os professores tão tudo ficando sem escolas, sem trabalhar, fica difícil para os alunos”, disse a estudante

Marcos Mousinho, também do nono ano,  completou.

“SE NÃO TIVER VAGA PRA  ONDE VOCÊ VAI? Ai eu não sei…MAS ISSO NÃO PREOCUPA? Preocupa, POR QUE PREOCUPA? Porque os colégios estão fechando”, disse

O PROBLEMA

A demanda que sai do ensino fundamental enfrenta um obstáculo difícil de vencer. Enquanto ela cresce anualmente, ou se mantém, o número de escolas que ofereciam ensino médio em Codó caiu quase pela metade. Eram 9, agora são apenas 5. A Clodomir Millet, é uma das que foram fechadas ano passado.

As alternativas de ensino médio que restaram estão realizando seletivo para atender somente a capacidade de cada instituição. Quem não consegue aprovação fica sem escola pública e aí só restam as particulares.

O funil da educação cada vez mais aumenta a concorrência.

O instituto Federal do Maranhão, Campus Codó, por exemplo, tem 160 vagas de ensino médio por ano, mas o técnico administrativo Manoel da Costa Alves  revela que a procura é 5 vezes maior a cada período de seleção.

“A gente oferta 160 vagas anualmente distribuída em 4 cursos e a oferta é muito grande, por exemplo agora em 2014 nós tivemos um aumento de 25%, a gente chegou ao número de 860 inscrições para essa disputa de 160 vagas”, explicou

PALAVRA DA URE

O clamor por mais vagas já bateu à porta da nova gestora de Educação Regional, apesar dela ainda não ter registrado casos de adolescentes sem estudo por conta do problema.

Todavia, Fátima Falcão mostrou-se preocupada com a matemática que não fecha – mais alunos, menos escolas – e anunciou algumas medidas.

“Uma cidade com mais de 120 mil habitantes com apenas 5 escolas de ensino médio, eu tô admirada, mas vamos fazer uma pesquisa, visitando, anunciando, divulgando vagas, vou conversar com diretores e em seguida se realmente não há necessidade de reabrir, se houver necessidade nós vamos reabrir escolas em Codó”, disse

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