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A realidade de inúmeros casais quando se preparam para uma gravidez nem sempre ocorre como o planejado, pois o fator “imprevisto” aparece muito mais do que os possíveis pais imaginam, por meio da infertilidade permanente ou temporária. Para muitas mulheres gerar uma criança é a realização da natureza feminina e contribui para a união do casal. Quando a realização desse sonho parece distante, lidar com a frustração e com a realidade de uma possível infertilidade tende a ser um processo complicado.

A maioria dos casais atingidos pela infertilidade sente vergonha e esconde a situação das pessoas mais próximas, como familiares e amigos. Entre lágrimas, a contadora Fabíola Pereira, casada há quatro anos, relata que quando descobriu que era infértil, chegou a cogitar pedir o divórcio para dar a chance de seu marido ter a alegria de ser pai com outra companheira, “É muito doloroso para uma mulher saber que não pode ser mãe, e não poder dar a alegria da paternidade ao seu companheiro”.

No Brasil, estima-se que mais de 278 mil casais tenham dificuldade para gerar um filho em algum momento de sua idade fértil. Há algumas instituições públicas e filantrópicas vinculadas ao SUS com serviço de reprodução humana assistida no Brasil, são elas: Hospital Regional da Asa Sul – DF, Hospital Pérola Byington – SP, Instituto Materno Infantil de Pernambuco – PE, Hospital Universitário de Ribeirão Preto – SP e o Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo – SP. O Dr. Newton Busso esclarece “Quem tem acesso à clínica privada não encontra maiores dificuldades em começar o tratamento. Embora existam os centros que atendam gratuitamente, a fila de espera é longa”. O representante do Pérola Byington explica, “Uma fila de espera de até 5 anos não é aceitável na medicina reprodutiva, pois a idade faz a diferença na assertividade dos tratamentos. Para que fosse possível atender a real demanda, o ideal é que o modelo existente no Pérola fosse reproduzido em cada estado”.

1 EM CADA 10 CASAIS

Segundo a Organização Mundial da Saúde no Brasil, um em cada 10 casais apresentam problemas de fertilidade, no mundo essa estatística chega a 60 milhões de casais. A mulher que utiliza anticoncepcionais orais pode engravidar assim que o uso das pílulas for interrompido, já os anticoncepcionais injetáveis de aplicação mensal pode ter um efeito cumulativo no organismo. Em linhas gerais, se a gravidez não ocorrer naturalmente, sem o uso de métodos contraceptivos em um ano, o casal deve procurar ajuda profissional. O especialista Dr. Mauro Bibancos explica “É importante ressaltar que caso haja suspeita de problemas de fertilidade, o casal deve saber que infertilidade não significa incapacidade permanente de concepção. Com o auxílio profissional para investigar as causas que dificultam a gravidez, é possível partir para o tratamento adequado”.

 Fatores como a idade da mulher e a qualidade e quantidade de esperma produzido pelo homem, são pontos analisados quando o casal opta pelas terapias de reprodução assistida. “A intenção é promover um tratamento que se encaixe perfeitamente nas necessidades do casal e que tenha grandes chances de resultar em uma gestação.”, indica o especialista. Para isso é necessário que os casais com problemas de fertilidade busquem centros de reprodução assistida que sejam respeitados no meio médico e que apresentem certificações perante as sociedades médicas.

Outro fator que influencia na realização tardia da maternidade é o papel da mulher na sociedade atual. A busca por estabilidade financeira e profissional são elementos que contribuem para que muitas mulheres posterguem a maternidade, e só quando essas conquistas ocorrem é que cogitam aumentar a família. Devido a essa mudança de comportamento elas optam serem mãe após os 40 anos – idade em que a reserva de óvulos férteis diminui consideravelmente, o que pode dificultar a gestação espontânea.

Recentemente na Argentina foi aprovada uma lei que possibilita a cobertura dos custos de todos os tratamentos de infertilidade, definidos pela Organização Mundial da Saúde como de Reprodução Humana Assistida, tanto no sistema público de saúde quanto nos planos privados. Sergio Papier, presidente da Sociedade Argentina de Medicina Reprodutiva orienta os casais brasileiros a se unirem para que haja aprovação semelhante no Brasil, “É muito importante que haja uma mobilização de pacientes, e que os casais lutem por seus direitos e se unam a Ongs ou Institutos que apoiem a causa”.

PLANO DE SAÚDE COBRE DESPESA

No Brasil o Projeto de Lei PL 4726/2012, apresentado pelo deputado federal Eleuses Paiva (PSD-SP), prevê que os planos de saúde poderão ser obrigados a cobrir também as despesas dos tratamentos de reprodução assistida. “Se a lei for aprovada será um alívio a todos os casais que estão na batalha para realizar o sonho de ter filhos”, explica o marido de Fabíola, Ricardo Pereira. Ele comenta que os custos para os tratamentos de Reprodução Assistida são altos demais, e que se o plano de saúde se responsabilizasse pela questão financeira seria um apoio para esse processo.

Um casal que preferiu não ser identificado definiu o problema, “Você quer vencer, mas não tem apoio. O que é muito triste, pois o sonho de todo casal feliz, é ter filhos. Sinto que nossa vida está incompleta. A cada mês vejo o sonho de completar a família mais longe”.

Por Larissa Peruccini

Um comentário sobre “Infertilidade, um drama presente no cotidiano de 15% dos casais brasileiros”

  1. todo homem e mulher são pegos pela sua ganancia, porque acontece os casos de estelionatos? porque tem muita gente ganaciosa, querendo se da bem, achando que vai ficar rico dando dinheiro, ninguém fica rico assim, acordem

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