JACINTO JUNIOR – Por uma frente democrática de esquerda e independente

Quem será capaz de ser o timoneiro para conduzir o novo navio e seus valentes aliados no desbravamento de uma nova cultura política local e o consequente aprofundamento do desenvolvimento de nossa cidade?

Inicialmente, gostaria de interpor uma pequena provocação: diante da atual conjuntura política, quem será o líder capaz de unificar uma frente e dirigir esse processo de forma coesa, democrática, unitária e transformadora?

Professor Jacinto Junior - um pensador contemporâneo
Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

A esquerda codoense precisa avaliar esse processo com essa pressuposição.

Alimentar uma nova utopia. Desconstruir os ‘mitos’ e, principalmente, os ‘fantoches’, fortalecer a democracia participativa é tarefa primordial. Construir um moderno discurso que esteja separado das já ‘conhecidas’, ‘cansadas’ e ‘batidas’ formulas dos modus de fazer a política sob o controle dos velhos conservadores e reacionários.

Esse novo líder político precisa, não apenas ser diferente no comportamento (a moral, a ética e a decência), mas, sobremaneira, ter identidade e conhecer a fundo a realidade local. A velha concepção de fazer política – somente no ‘grito’, (marca dos conservadores ultrapassados) já não surte nenhum efeito sobre o novo eleitorado – e é por isso, que tal líder deve ser dotado de dialética e interagir sensivelmente com os movimentos sociais de base. A conjuntura educacional remete para uma perspectiva inovadora no que tange a esses indivíduos, pois, há um lastro significativo de sujeitos se formando e se apropriando de mais conhecimentos e saberes – sendo que, a nível político, tal reflexo ainda precisa avançar e atingir essa camada superior – mesmo que, do ponto de vista da participação política não seja tão expressiva e de forma organizada. Portanto, o líder deve ser um espelho que reflita uma realidade concreta e esteja sintonizado com o perfil da cidade.

Ainda é cedo para conformar uma frente ampla, democrática, de esquerda e independente, contundo, é fundamental para o líder – aquele que deseja e pretende lutar por uma vaga no executivo – iniciar sua caminhada combinando duas vertentes: de um lado, ter a capacidade de agregar forças em torno de si, isto é, buscar aliados e dialogar numa perspectiva progressista, inclusive, dando ênfase à necessidade de um projeto político a ser construído e apresentado à sociedade civil; de outro, estabelecer vínculos com a base, utilizando-se de estratégias capazes de fomentar a unidade popular, isto é fundamental – o espaço a ser construído e, sobretudo consolidado pelo líder passa, inevitavelmente, por esse didatismo político.

A caminhada que está sendo realizada por alguns pré-candidatos – que estão sendo veiculados aqui e acolá na mídia eletrônica e que pontuam nas pesquisas eleitorais – não trazem nenhuma novidade no espectro de ruptura com o velho. Há, sim, que se desvencilharem desse estereotipo consagrado aos reacionários e conservadores que hoje estão ficando isolados, alias, estão sendo rechaçados pela própria sociedade civil e, a partir daí, projetarem sua identidade, sua marca, seu discurso e seu modo de pensar.

DA EFEMERA FORMA DISCURSIVA DE FAZER POLÍTICA PARA A CONCRETA DISCUSSÃO DE UM PROJETO POLÍTICO TRANSFORMADOR

Codó necessita entrar numa nova fase política: aprofundar as políticas públicas. Sem um roteiro, sem um norte, praticamente a formulação de uma frente ampla, democrática, de esquerda e independente tornar-se-á inviável do ponto de vista da insurgência de um modelo administrativo que consiga transpor algumas barreiras e venha servir de suporte para a reformulação da cidade.

Codó já não cabe mais no discurso da efemeridade ou do oportunismo discrepante e sem nexo. É o momento impar para o novo líder se constituir na alternativa e fazer avançar a modernidade. Para isso, é essencial a ideia de construir uma perspectiva renovada sob a lápide da democracia.

Reformular o modo paroquiano de fazer política constitui fator indispensável para a edificação do edifício chamado mudança com uma forte participação popular. A sociedade civil tem de ser a tônica dessa mudança, sem ela é impossível a realização de todo e qualquer processo transformador, depurando as imperfeições e reconstruindo as bases democráticas de uma sociedade sustentada na transparência.

A nova composição política (a frente ampla, democrática, de esquerda e independente) certamente compreenderá seu papel e proporcionará um ciclo de desenvolvimento pautado numa avançada ideia contendo em seu arcabouço os seguintes temas: democracia participativa, conselhos populares com seus respectivos segmentos sociais, transparência com o erário público, política agrícola e agrária, cultura, educação, saúde, assistência social, juventude e etc.

A mudança estrutural a ser implementada pelo conjunto de forças progressistas (frente ampla, democrática, de esquerda e independente) dependerá do grau de comprometimento que cada um dos representantes tiver e assumir responsabilidades, fazendo repercutir no interior da sociedade a nova política centrada na perspectiva transformadora. Ao líder, compete, portanto, articular seu projeto de sociedade e convencer os cidadãos/ãs a acreditarem nessa perspectiva reformadora.

5 comentários sobre “JACINTO JUNIOR – Por uma frente democrática de esquerda e independente”

  1. Existe um abismo entre o que você escreve e a sua prática, principalmente quando foi secretário de educação do governo Zito.E tem mais,um governo bem distante de tudo isso que tem nessa seu texto, que mais parece uma cópia das teses do PT.

  2. 1- acelio quanto VC cobra para as pessoas colocarem estas bobagens.
    2- são textos copiados do google e colocado aqui para as pessoas lerem..

    3 – jacinto vai trabalha.

  3. Concordo com senhor quando fala que a politica de Codó precisa ser renovada, ter um novo pensamento, moderno. Porém, esse tipo de prática passa ao largo das ideias esquerdistas. O tal timoneiro não pode ser esquerdista. Nunca! Ou nos conduzirá ao obscurantismo, tal qual Lula, Dilma, PT e afins. Esquerda e Democracia não podem estar na mesma frase. Não são chegadas. Podemos ter como exemplo o assunto seu último artigo. Tá lá a Venezuela entregue aos esquerdistas populistas, bolivarianos (sua linha de pensamento, professor): país pobre, um dos mais violentos do mundo, passando por crise de abastecimento (de alimentos mesmo) apesar de ter uma das maiores reservas de petróleo do mundo. Tudo isso tendo como pano de fundo uma ditadura de caráter socialista boçal, responsável por tudo. Acho que nem preciso dizer as tendências ditatoriais semelhantes da esquerda brasileira. Controle de mídia, conselhos populares, etc. Não estamos tão distantes dessas mazelas quanto pensamos. Que pena!

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