Juízes realizam evento de combate à violência contra a mulher em Codó

A delegada Maria Tecla Cunha convidada pelo Poder Judiciário para ministrar uma palestra hoje pela manhã,  no Salão do Júri,  deixou claro – a violência física e psicológica contra mulheres em Codó ainda é muito frequente.

 “Numericamente nós temos uma base de um número aproximado de 15, não mais do que isso, não de mortes, mas de agressão, desentendimentos entre casais, geralmente, ocorre muito”, disse referindo-se ao número de denúncia feitas por mês na delegacia da Mulher.

O evento onde falou a delegada, chama-se “Aprendendo Com Maria da PENHA no Cotidiano” e  é uma iniciativa do Tribunal de Justiça do Maranhão  que visa auxiliar as vítimas, inclusive com informação,  como explicou o juiz  Dr. Rogério Tognon Rondon, que  abraçou o projeto em Codó em parceria com o juiz da Vara da Família, Dr. Ailton Gutemberg Carvalho.

 “Porque muitas vezes a mulher vítima de violência doméstica  ela não sabe qual medida tomar e essa pressão psicológica, o medo dela,  muitas vezes impede dela tomar alguma medida que possa, preventivamente, até evitar um mal maior futuro”, explicou continuando

“Esse trabalho busca não só reparar o mal, mas também, efetivamente, levar essas pessoa há um acompanhamento, inclusive ao homem e  a mulher, todos eles entram no trabalho de recuperação. Nós faremos ainda panfletagens e isso não é uma coisa que acaba agora, é uma coisa continuada, esse trabalho não termina agora”, concluiu o juiz

O ATENDIMENTO

A plateia foi formada em sua maioria por jovens mulheres. Irlane Félix, por exemplo, levou uma preocupação com a forma como a vítima de agressão é recebida pelas autoridades codoenses. Ela entende que a mulher não deve ser penalizada outra vez no momento em que busca ajuda porque isso favorece ao agressor.

 “É uma coisa que a pessoa não sabe se denuncia ou se ela guarda pra si e ela vai ficar fragilizada pro resto da vida e não é só a fragilidade física, mas também tem a psicológica, interferir na autoestima da pessoa pra vida inteira”, frisou

OS CAMINHOS E A JUSTIÇA

Os caminhos para uma denúncia segura foram dados, inclusive pela Defensoria Pública que atende a casos urgentes como aqueles onde a mulher é agredida e posta para fora de casa, segundo o defensor público Gustavo Batista e Silva.

“Nesses casos em que a mulher é colocada pra fora de casa, que ela sente receio de voltar e sofrer novas agressões nós podemos tomar algumas providências e pedir medidas protetivas de urgência entre elas o afastamento do agressor do lar pra garantir que ela retorne à casa, tenha acesso aos seus bens pessoais”, explicou o defensor

O juiz da Vara da Família, Ailton Gutemberg Carvalho,  também falou sobre como a Justiça vem resolvendo os casos, priorizando a continuidade do convívio famíliar – quando isso é possível

 “Nossa intenção não é acabar com o casal, separar o marido, não, apenas nosso objetivo é que esta violência cesse, se o casal puder conviver harmoniosamente nós vamos fazer todo o possível, acompanhamento psicológico, social pra ver se isso, realmente está efetivando. Quando a gente percebe que isso pode acontecer, nós tentamos. Quando a gente não percebe aí que nós utilizamos os meios mais rígidos que a legislação nos oferece”, afirmou Dr. Ailton

Um comentário sobre “Juízes realizam evento de combate à violência contra a mulher em Codó”

  1. pesquisa do bar do panchico, provado quando o flamengo e o vasco perdem existem uma grande incidência de mulheres espancadas em codo. arriegua é muita taca meu deus só perdem

Deixe um comentário