Mães denunciam que alunos de BOA Esperança da Cit estão perdendo provas por deficiência do transporte escolar

Pais do povoado BOA ESPERANÇA DA CIT fizeram, ao blog, na semana passada uma reclamação contra o serviço de transporte escolar da região que estaria deixando alunos rurais sem aula e, pior que isso, perdendo provas.

A mãe de aluno, que não quis ser identificada temendo problemas com o governo, entrevistada quando da última feira da Agricultura Familiar que houve na praça da Bandeira, denunciou que cerca de 20 alunos precisam da VAN para chegar à duas escolas – uma do povoado Caeira (MA-026) e a outra é a Lúcia Bayma, dentro da cidade.

Ocorreu que a VAN vive quebrando e agora prejudicou demasiadamente alguns que estavam em período de prova.

Quem estuda na escola da Caeira, até consegue enfrentar vários quilômetros de bicicleta, mas quem é da LÚCIA Bayma, cidade, não consegue vencer cerca de 18 kms de pedaladas, sem contar mais 18 kms pra voltar no fim da tarde.

ABAIXO a transcrição da entrevista:

Blog – QUANTOS ALUNOS PRECISAM DESSE TRANSPORTE?

Mãe de Aluno – Bem uns 20 porque tem um bocado que estuda na CAEIRA (povoado) e outros estudam aqui no Codó, ali no LÚCIA BAYMA que tá fazendo o 1º Ano, os meninos, os de lá (de Caeira, cuja escola fica à beira da MA-26) ainda podem ir de bicicleta e os daqui (que estudam na cidade) não podem vir, que é longe”

Blog – QUAL É O PROBLEMA DE BOA ESPERANÇA?

Mãe de Aluno – “É a Van que não tá indo buscar os meninos todo dia, diz que tá quebrada faz é dia e aí vai um dia e passa três, 4 sem ir e os meninos perdendo aula…QUANDO COMEÇOU ESSE PROBLEMA? Já tá com duas semanas, três, tá com três semanas”

Blog – E É ÉPOCA DE PROVA, PRA PIORAR?

Mãe de Aluno – “É, teve um dia que meu menino chegou fora de hora, cheguei 1h30 com ele, pra fazer essa prova, e anteontem “antonte” foi prova também e ele já não veio”

Blog – QUAL É A JUSTIFICATIVA QUE ELES DÃO?

Mãe de Aluno – “ Diz que a peça é só em São Paulo, em Teresina num tem…E AS CRIANÇAS PERDENDO AULA? Perdendo aula, tem deles que vem de bicicleta, lá pra Caeira que é mais perto, mas pra cá pro Codó fica difícil”, respondeu

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