DOC marcelo 2Entrevistamos ontem (14) o presidente da Associação de Umbanda e Candomblé de Codó, Marcelo Senzala, alvo da denúncia da mãe de santo, Vicença Merandolina da Silva, que noticiou ao secretário de Cultura e Igualdade Racial, Augusto Serra, que teria pago R$ 520, em outubro de 2011,  para ter sua tenda regularizada, mas nunca havia obtido o serviço.

Marcelo apresentou documentação mostrando que o serviço pago foi efetivamente concluído em novembro do mesmo ano pela Associação.

O problema estaria no fato de que o presidente que consta da documentação da época  é um senhor por nome FÁBIO que foi embora e a mãe de santo agora quer outra documentação, colocando-a na presidência da Tenda Espírita de Umbanda Terreiro Boa Fé Filhos da Trindade.

Mas ela quer que a Associação arque com todas as despesas, o que, segundo Marcelo Senzala, não é possível.

“Tá, realmente, ok a documentação dela, mas só que é uma documentação, realmente, inválida porque a pessoa que tava no lugar dela, de frente lá, que era o Fábio, foi embora, mas a associação não tem culpa”, explicou continuando.

“O fato de o Fábio ter ido embora, tem que ser feita uma outra documentação e aí é que entra esta questão bem aí – o que ela quer? A mãe de santo quer? Quer que a associação arque com essa questão assim de despesa, mas, Acélio, não tem cabimento até porque o erro, realmente, não é nosso, repito o erro não é da nossa associação, o erro é da diretoria dela, então se ela quer feita outra documentação, com certeza, tem que ter outros gastos”, concluiu

DÍVIDA DA DENUNCIANTE

O blog quis saber o que foi feito com os R$ 520 que Vicença Merandolina diz ter dado em outubro de 2011. Respondeu que o dinheiro  foi consumido pelo uso de outras coisas da Associação, como som para festejo, confecção de convites e até moldura de diploma da Federação de Umbanda.

Ela teve realmente o dinheiro, só que é como eu estou falando Acélio, ela precisou do som de dentro da nossa associação, ela precisou para os seus dias lá de festa, além do som ela precisou dos convites da festa e ela também usou o diploma que vem de fora, da Federação, foi feito um quadro desse diploma, muito bem lindo, que foi feito lá dentro de São Luís, então, quer dizer Acélio, são gastos e foi feito isso aí com este recurso, foi aplicado este dinheiro que ainda tá faltando ela dá, realmente, outra parte”, respondeu

Para o presidente, a mãe de santo deve R$ 700 à associação, ou seja, mais do que ela cobrou na denúncia feita ao secretário Augusto Serra. Este valor também está descrito num Boletim de Ocorrência Policial que Marcelo Senzala registrou contra Vicença na delegacia.

“Hoje ela tá devendo à associação R$ 700 é o maior do que o valor dela”, afirmou completando.

“Essa pessoa está com um ano que não paga a mensalidade lá da nossa associação, essa pessoa, realmente, usou o som da associação, está em débito com a associação, mas por causa disso a associação nunca quis botar no pau (na Justiça), nunca quis falar nada, até porque nós sempre temos a questão de ética e pra nós que somos da umbanda se tem algo errado tem que ser tratado entre nós porque fica muito feio o nome da nossa religião sair no ar”, argumentou

SOBRE AUGUSTO SERRA

Marcelo também demonstrou estar chateado com o fato do secretário, Augusto Serra, ter levado o fato ao conhecimento da imprensa sem antes ter lhe procurado.

Achei que Augusto Serra foi até um pouco assim precipitado porque ele tinha que vir até a mim, até a Associação e saber – não, Marcelo, o que está de fato acontecendo? Não, o Augusto Serra foi botando as coisas assim no ar sem ter fundamento”, finalizou

Assim como a mãe de santo, Senzala também afirmou que vai procurar a Justiça, só que ele por ter  se sentido difamado.

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