“Mauro era um paciente psiquiátrico que não oferecia risco” diz diretor do CAPS

Fernando, diretor do Caps/Codó

O blogdoacelio entrevistou o diretor administrativo do CAPS/Codó, Carlos Fernando Pereira Rodrigues. O intuito foi dirimir uma dúvida levantada assim que explodiu o Caso Mauro, morto dia 26 de abril numa ação da PM no bairro São Sebastião.

A dúvida era – Mauro sofria ou não de transtornos mentais? O diretor respondeu que sim explicando que a vítima recebia acompanhamento psiquiátrico havia 6 anos.

“O Mauro, além de ser paciente do CAPS, aonde ele ia fazer 6 anos agora no dia primeiro de julho, era um paciente que ele era acompanhado por todos os funcionários do Caps. Nós temos um prontuário para que seja tirado esta prova, inclusive este prontuário já está com a família”, afirmou

APOIO

O Diretor está apoiando a família, inclusive participou da caminhada, segundo ele, após verificar, a partir de depoimentos que colheu, que houve excesso dos policias que atenderam a trágica ocorrência.

“Nós estamos aqui justamente porque a gente ta vendo que houve excesso, houve um despreparo por parte da polícia, então antes de ta dando este apoio a gente colheu o depoimento de testemunhas, de vizinhos, da família e vendo que houve este excesso, houve este despreparo, nós estamos aqui pra que isso não aconteça porque Mauro era um paciente psiquiátrico onde ele não oferecia risco à população”, destacou

NÃO COLOCOU A VIDA DOS POLICIAIS EM RISCO”

Na opinião de Fernando, Mauro não colocou a vida dos policiais em risco, por isso entende que houve excesso. O diretor também cobrou a utilização da TASER, arma que dispara descarga elétrica que imobiliza as pessoas.

“Eu conheço o Mauro ia fazer 6 anos, o Mauro nunca chegou a criar problemas pra gente no Caps, eu cheguei a falar isso pra várias pessoas e vou dá o apoio à família de Mauro porque isso não pode acontecer com pacientes que têm transtornos, a polícia não é paga pra fazer isso, aonde existe uma arma chamada Taser pra poder fazer a imobilização desse tipo de paciente, aonde o Mauro não cometeu excesso e não colocou em risco a vida dos policiais”, cobrou

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