Mestres protestam contra descaso na Capoeira dos Jogos Escolares Codoenses

Hoje foi  o primeiro dia das competições de Capoeira nos Jogos Escolares Codoenses, mas houve um grande atraso e os professores se irritaram. Estivemos no momento em que mestres e funcionários da Secretaria de Esportes batiam boca por causa do problema, numa das salas do Ginásio Deolindo Rodrigues.

A competição que envolve 10 escolas estava marcada pras 7h da manhã, por volta das 9h nada tinha começado. O professor Luís Castro reclamou de discriminação contra a Capoeira.

“Todo ano tem isso era pra começar 7h da manhã, até agora, já são 9h, ainda não começou. Muita criança saiu de casa, muito nem tomou café, não tem um lanche pra ninguém. Fui falar com o secretário de esporte ele bateu a porta na nossa cara, o rapaz falou aqui que quem manda na capoeira é ele, a Sedel, e eu não acho isso”, afirmou

Assessores da Sedel rebateram a denúncia alegando que precisariam pesar, de novo,  todos os alunos que participariam da disputa.

 “Teve a pesagem ontem, só que ontem os alunos tava na sala de aula, disputando outras competições, outras modalidades, não tiveram condição de pesar, então hoje nós vamos ter que pesar de novo todos os alunos para que possamos ter o início da capoeira, agora é conversando que se entende, da maneira agressiva que o rapaz chega, desse jeito não vai pra lugar nenhum”, rebateu Fernando Santos.

FALTA DE ESTRUTURA

Depois da chegada da imprensa, os ânimos se acalmaram e uma exceção foi aberta.

“Como a gente não tem intuito de prejudicar nenhum aluno das escolas, a gente convenceu os árbitros e abriu uma exceção e vai ser feita a pesagem para que todos possam participar…TÁ RESOLVIDO? Tá resolvido, a gente vai ter a capoeira normal”, explicou o capoeirista e técnico da competição mestre Carlos.

Mesmo assim, a capoeira nos jogos escolares só começou por volta das 10h da manhã, 3 horas depois do horário previsto ainda sobre o protesto de total falta de estrutura e apoio ao esporte, como denunciou Francisco de Oliveira, mestre do grupo Urupê.

“Faltando água pras crianças, faltando funcionário pra da assistência, faltando o SAMU, faltando o técnico de enfermagem, tudo faltando aqui…TUDO ISSO DEVERIA TER? tudo, pela lei tem que ter”, reclamou

Mestre Luís Castro, do Muzenza, fez um apelo “Eu queria que só eles olhassem mais um pouco pra Capoeira e desse valor, porque nós Acelio, faz o trabalho deles, é nós quem dá aula de graça na periferia tirando o jovem da droga, incentivando o jovem a tirar nota boa  nas escolas, enquanto a prefeitura não valoriza e não dá um centavo pra nenhum deles”, disse

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