Moradores do Km 17 sofrem com pedras nos rins por causa de água fornecida pelo Saae

Morador mostra água da cidade

Nos potes da casa dos lavradores do Km 17 é possível ver o pó que sai das torneiras quando este ainda não se acumulou no fundo do recipiente. Fora delas (torneiras), por onde escorre a água, seu Zezito, o lavrador José Severino dos Santos, nos mostrou a formação de uma casca dura que acaba envolvendo os canos. A mesma que também fica na parte interna dos filtros e dos potes depois de um 1 dia água acumulada.

Segundo os moradores já foi constatado que isto seria resultado da grande concentração de um minério que serve como matéria-prima para fazer cimento, o calcário que vem do poço artesiano que abastece a comunidade.

“Resultado da água não é de outra coisa não, e aí não é só dessa não pode descer qualquer uma casa dessa aí, qualquer uma é assim (…) nos rins não fica daquele jeito não fica é pior”, reclamou indignado

PEDRA NOS RINS

A maior conseqüência da ingestão diária da água do povoado 17, localizado numa região de solo rico em calcário, aparece na saúde dos rins de seus moradores. No distrito, onde moram mais de 5 mil codoenses, existem pessoas que já se submeteram à cirurgias para a retirada de cálculos renais (pedra nos rins). Situação que obriga muita gente a buscar alternativas.

O problema é tão sério que, aqueles que podem, estão bebendo água da cidade que fica a 17 quilômetros do Distrito.

Jânio Anilson carrega água da cidade

Depois de ter a esposa internada com problemas renais, seu Jânio Anilson Saldanha resolveu encarar a despesa todos os dias e mostra a água que vai buscar no centro urbano. Ele pega num posto de combustíveis, mas muita gente paga pelo direito de encher seu reservatório.

“R$ 2,00…SE JUNTAR AO COMBUSTÍVEL? Vai muito, dá um preço que não era pra ser gasto, esse dinheiro, isso é uma coisa que era pra ter uma água de qualidade boa aqui, né…E ISSO É DE AGORA? Faz tempo viu…O SR, POR EXEMPLO? Tou há 4 anos”, disse

ENFRENTANDO AS PEDRAS

A situação financeira de Antonio Carlos da Silva, lavrador, não permite que ele compre na cidade, por conta disso ele e a família se vêem na obrigação de consumirem a água, da qual todos reclamam.

Indignado com a falta de solução para o problema ele mostrou ao blogdoacelio as contas que paga com atraso e muito insatisfeito.

“R$ 14, 86, uma de R$ 12,00 e outra de R$ 12, 95 (…) e a água não presta, salobra, gosto de cimento, botar numa vazia quando dá com 24h pode tirar que a fazia ta rocha, fica o pó do material…E O SR. NÃO PODE COMPRAR NA CIDADE? Não posso, eu não posso, 6 meninos pra dá de comer e pagar R$ 5,00 pra dá num botijão de 20 litros de água pra vir pra cá?”, indagou

SAAE RESPONDE

Conversamos com o diretor do Serviço Autônonomo de ÁGUA e Esgoto de Codó, Paulo Paiva Brito (Paulinho Maclaren) . Ele não quis gravar entrevista, mas informou que o Saae está estudando uma forma de comprar para o povoado um dessalinizador, cujo valor chega ao mínimo de R$ 115.514,00.

Brito não estipulou prazo para a concretização da compra alegando que a autarquia municipal passa por dificuldades financeiras, mas garantiu que não deixará os moradores do KM 17 sem solução de seus problemas.

Um comentário sobre “Moradores do Km 17 sofrem com pedras nos rins por causa de água fornecida pelo Saae”

  1. No meu palpite falta estrutura em tudo, hospitais, postos de saúde e tudo mais. Mas por outro lado são todos um bando de folgados, já ganharam um poço artesiano para o bairro e não me indigna se não ganharem bosa família e estas regalias que fazer a nossa custa “classe média”, uma simples talha com filtro ou daqueles filtros embutidos na torneira não resolveria o problema? Aposto que pra comprar cachaça ou cerveja sempre sobra um R$?

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