Por Jacinto Junior – VIVER SEM ARREPENDIMENTO: A ética política como referencial

Parece-me que, a ideia de injustiça antecede ao conceito de moral. E o mais grave disso tudo, é que tal inversão de valor ganha simpatia com tamanha intensidade que o fator predominante deixa de ter valor e secundariza-se ao sabor das circunstancias daqueles que a subverte contrariamente.

Professor Jacinto Junior
Professor Jacinto Junior

Quando levanto tal argumento o faço observando exemplos concretos articulados no contexto histórico sócio-político local e geral também; em que, a ação realizada – entre ente social numa perspectiva democrática – toma dimensão extraordinária como ponto de convergência. O principio equânime da democracia retrata de maneira acintosa o caráter interno da ação realizada e, nela, repousa o direito da escolha objetiva do sujeito ou, a opção gradativa do projeto intersubjetivo caracterizado na concretude da ética na política.

O tratamento sobre este rico deve ter como alicerce essencial a constituição intelectual do sujeito histórico para desembocar uma avaliação contundente da realidade sociopolítica, cultural, econômica consubstanciadas a outros componentes importantes nessa relação social.
O conceito de democracia e de liberdade ao longo da história refugiou-se numa espécie de masmorra; ou seja, as circunstâncias e/ou fatos sociais concretos que ocorrem no cotidiano estão assumindo uma particularidade tenebrosa: concorre ao desaparecimento. E de que forma se manifesta esse processo? Para alimentar o exemplo que tipifica tal processo, passo a expor o seguinte fato: numa dada sociedade a convivência e a relação social se estabelece sob o manto da verdade. Nenhum individuo dessa sociedade pode omitir, resistir ou, simular fatos inverídicos para, com isso, beneficiar a si ou, a outros.
Ora, nesse contexto são visíveis os instrumentos que condicionam as relações entre os homens socialmente e podemos afirmar que a verdade, a liberdade, a ética constituem os elementos fundantes dessa sociedade. Partindo dessa premissa maior teremos uma sociedade que respeita a norma de convivência e seus aspectos periféricos; resultando em uma sociedade quase perfeita! Por que não perfeita? Por que há homens torpes, medíocres e maliciosos que engendram circunstancias adversas ao sistema democrático e incetam o veneno da ignorância, da balbúrdia, da confusão, da licenciosidade, da estupidez e da manobra para obter vantagens individuais.
E quando ocorrem esses eventos perniciosos, a tendência da sociedade é se posicionar favoravelmente ao erro; mesmo sabendo que é grave e incorreto praticá-lo! Contudo, ganha força, a concepção deformada de que o melhor a fazer é fazer o errado e, como prêmio uma recompensa de uma benesse. Isto reproduz e amplia de forma assustadora a canhestra crise social da moral humana. O homem enquanto ser pensante, precisa resgatar em si o sentido verdadeiro da moral e da ética na política.
Enquanto houver homens que pensam na individualidade em-si, jamais teremos ou alcançaremos uma sociedade menos injusta e mais humana sob o prisma da moral. Para incinerar esse modo ou modelo de vida ou estilo, urge a desconstituição de todo o edifício conservador político em vigor. O modus operandis social atual retrata injustamente a relação entre o maior e o menor no quesito desigualdade social.
O verdadeiro homem é aquele que suporta com dignidade a injustiça sem merecê-la. Não retruca com a mesma moeda, porém, indigna-se e sua indignação transforma-se em canto de resistência e, assim, aflora a paixão indormida em defesa de uma causa nobre, democrática, libertária, ética cujo resultado será a restituição da moral humana.
O prosélito ético-político, portanto, deve ser a ponta de lança para a compreensão da realização da ação do ente social com o outro. A decisão do individuo em participar de uma luta política não o desfigura  enquanto ser social, o que o torna corrupto e viciado é o modo como ele desenvolve sua cultura e relação política.
Exemplificando: o nosso sistema político permite que partidos se alinhem a outros para disputarem o poder político.  Tais alianças se estabelecem sob certas condições. Porém, a mais evidente é a de que existe uma prática cultural corrosiva chamada corrupção; aquela em que os acordos não são explícitos, eles ocorrem nos bastidores. Assim, é que se consolidam as raposas políticas no cenário seja local, regional e nacionalmente.
Raros são aqueles que, mesmo sendo militantes, não comungam desse maldito câncer corrosivo da corrupção. Estes, por sua vez, são alijados do processo, não são considerados bem vindos ao nicho da unidade partidária ou união; parecem que estão contaminados por uma enfermidade contagiosa e incurável. São tratados com gracejo e, até mesmo, ridicularizados por não fazerem parte do “bolo confeitado da corrupção”.
Se, de um lado, a sociedade civil organizada clama por uma nova forma de se fazer e cultuar a política com ética, então, não pode, por sua vez, reclamar dos representantes que são guindados para representá-la na esfera local, estadual e federal, sabendo quem são esses politiqueiros malandros e açucarados. Dêem uma oportunidade àqueles que de fato possuem uma história de compromisso e são de luta! Viver sem arrependimento: a ética política como referencial para mudar! Mude de comportamento também!

4 comentários sobre “Por Jacinto Junior – VIVER SEM ARREPENDIMENTO: A ética política como referencial”

  1. kkkkk este Jacinto tem tempo. Já não fazia nada quando era secretário…agora deu para encher o saco dos codoenses no blog. Jacinto vai quebrar coquinho.

  2. Caro Che Guevara de Shopping Center, sugiro que vc reúna documentos da sua passagem pela secretaria de Educação, pois sabes ……………. tá grande e continua aumentando, e o talo de côco só quebra no mucumbum do mais fraco. #Fica a dica.

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