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Sou taxado de utópico, visionário e fantasioso. Respondo assim, de bate-pronto: não, não gosto de ideologias, não tolero utopias e não aceito a ideia de um “mundo melhor”. A história do século 20 nos deu a experiência de saber o quanto a criação de utopias podem ser maléficas para nós.

O comunismo, nazismo e fascismo são ideologias de vida e política que tinham o intuito de transformar a terra em um paraíso, porém disseminaram o horror em todas as nações que essas ideias se instalaram.

A exemplo disso, nobre leitor, temos no comunismo, existente até hoje na ilha Castro, em Cuba, um sistema que estrangula a liberdade de expressão e condena indivíduos sem direito de defesa. Um regime implantado pela múmia Fidel Castro e pelo porco fedorento (ele não gostava de tomar banho), Che Guevara.

Além de tudo isso, a finalidade desses regimes é de nos transformar em marionetes guiadas pela batuta de um Estado controlador e paternalista. Nessas ditaduras o obscuro está contido em um comportamento coletivista onde todos fazem e dizem a mesma coisa. Eu suspeito de atitudes que forçam das pessoas uma manifestação coletivista delas.

Partindo desse princípio, vejo um certo comportamento de rebanho na prática do “consumismo”. O consumismo está fazendo em nossas vidas, ocultamente, o que as tiranias passadas não fizeram: se manifestar de forma invisível, esse é o grande problema. Nos regimes totalitários o mal é fácil de ser identificado porque neles não existem liberdade, só represália.

Na inauguração do MERCADÃO CARVALHO presenciei o quanto o consumismo está entranhado em nosso cotidiano. Centenas de pessoas sendo sugadas pela atitude redentora do consumismo. Rostos alegres, crianças embevecidas pela diversidade de produtos, adultos tragados facilmente pela cultura do consumo. Eis aí o que a liberdade democrática fez o que 200 anos de comunismo não fez: submeter as pessoas, resignadamente, a um temperamento de gado.

Antes que me condenem, sou completamente favorável a economia de mercado, ao livre comércio. Entendo que as liberdades política e social só se concretizam se forem precedidas pela liberdade econômica. Isso é fato.

Sem falso moralismo afirmo ser chocante observar uma sociedade associando o seu bem-estar com a simples ideia de comprar. Não estou declarando isso porque sou um jovem ressentido (isso não), sem dinheiro (aí, tudo bem), criticando as pessoas por seus extravagantes consumos. Penso dessa forma porque não vejo salvação para nossas vidas. Talvez o consumismo, em certas pessoas, sirva para dar algum sentido em suas vidas.

Mas declaro, nobre leitor, que estamos num beco sem saída, e tudo que existe entre nós tem seu preço. O Escritor inglês, Aldous Huxley (1894-1963), tinha razão: somos facilmente lobotomizados, vivemos em um “admirável mundo novo”. Aliás, onde está o meu soma?

17 comentários sobre “Por Kléber Santos – O CONSUMISMO”

  1. já li esse livro admiravel mundo novo, é bem interessante. o próprio zé ramalho tem uma musica admiravel gado novo. ele fala da sociedade e seu comportamento de rebanho.êeeeeeee, ôoooooooooo vida de gado, povo marcado êeee povo feliz…

  2. Também já li o livro “Admirável Mundo Novo”. A “sociedade” nos condiciona a vivermos como uma horda bovina, se questionamentos, sem auto-crítica, apenas obedecendo os ditames do “sistema”.

  3. Análise profunda sobre uma sociedade “bestializada” com a cultura do consumo. Uma sociedade que associa o seu bem-estar com a simples atitude de comprar é uma sociedade liquida(parafraseando o sociologo ingles zigmunt bauman).Parabéns pela excelente análise.

  4. Se, por um lado, vc critica o comunismo e suas idéias torpes (o que eu concordo), o consumismo, por outro lado, é um fruto do Capitalismo. Ou seja, ambos tem seus podres…

    Mas na verdade, o consumismo é o menor dos males da manipulação de massas adotada pelos meios de comunicação de massa… Certa vez li algumas coisas sobre manipulação de massas escrito pelo linguísta Noam Chomsky, fiquei assustado! rs
    Pra quem não conhece esse catedrático, vale a pena ler o que ele escreveu aqui: http://democraciarealbrasil.org/?p=374

  5. PARABENS KÉBLER SANTOS.
    A SUA REFLEXÃO ESTÁ PERFEITA. PENA QUE ALGUNS ANALFABETOS NÃO O TENHA ENTENDIDO. NE ENTANTO ATÉ O PRÓPRIO JESUS CRISTO DISSE QUE “NÃO DEVEMOS ATIRAR PÉROLAS AOS PORCOS”.

  6. É contra o consumismo, mas a favor do capitalismo! Contradição em termos. Ademais, confundir o comunismo concebido por Marx, Engels, Lênin e Trotsky com os estados burocratizados,tais como Cuba e a ex URSS, é uma demonstração de total ignorância sobre a literatura comunista.

  7. É contra o consumismo, mas a favor do capitalismo!? Contradição em termos! Ademais, confundir o comunismo concebido por Marx, Engels, Trotsky e Lênin com os estados burocratizados, tais como Cuba e a ex URSS, é demonstração de total ignorância sobre o comunismo marxista.

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