SITUAÇÃO GRAVE – UEMA em Codó pede SOCORRO

Ontem, 14,  estivemos no prédio do CETECMA (que será substituído pelo IEMA,  que nada terá de diferente, em sua forma de atuação, além  do nome) para ouvir alunos e a direção do nosso Centro de Estudos Superiores, que, digamos, mora de favor no referido prédio desde 2011.

Profa. Doutora Deuzimar Serra - tenta solucionar o problema
Profa. Doutora Deuzimar Serra – tenta solucionar o problema

No local um único curso presencial é oferecido, o de Administração. O problema encontrado por nossa reportagem é, extremamente, preocupante.

Pelo motivo da Universidade, aqui implantada desde 2003, ainda não ter prédio próprio, nem quadro de professores efetivos (leia-se concursados para Codó), a direção local não pode abrir vagas, via vestibular, para formar novas turmas para o curso de administração, nem para outro  já no gatilho – o de Bacharelado em Ciências Contábeis.

A diretora, professora doutora Deuzimar Costa Serra, tachou a situação de grave.

“O que existe eu não posso oferecer vagas pra vestibular, o caso é grave porque o Conselho (Estadual de Educação) veio aqui no final do ano (2014) e colocou, não colocou o curso em diligência, não é o termo, mas colocou o curso reconhecido até estas turmas que existem e só abre novas vagas do vestibular se providenciar prédio, infraestrutura, e concurso público para professor“, explicou a diretora

De outra forma, disse:

“Ou seja, a Administração tá reconhecido, mas tá parada para a oferta de novas turmas porque eu não posso oferecer se eu não tenho os pré-requisitos que esta outra resolução (a 875/2014,) pede pra poder autorizar e reconhecer”

CLAMOR DOS ALUNOS

Alunos do curso de administração, embora já estejam finalizando, como é o caso de Romylson Leal, estão preocupados com a situação. Cursam algo numa universidade sem identidade física, sem cara de UEMA.

 “A necessidade do prédio é algo de grande, extrema urgência no momento. O curso de administração foi aprovado em Codó, das turmas que estão em andamento, porém o Conselho não aceitou o início de novas turmas, estamos na luta pelo curso de Ciência Contábeis que ainda há esse problema que se por acaso esse documento não chegar nas mãos do conselho que comprove que a UEMA de Codó, tem um local, tem uma identidade, tem um local fixo onde funciona, esse curso  também não vem”, reclamou Romylson.

Outro fator que também preocupa o universitário  Manoel da Costa Alves é o atraso que isso representa na área educacional de Codó.

Universitário Manoel Costa se preocupa com a migração educacional Codó/Caxias
Universitário Manoel Costa Alves se preocupa com a migração educacional Codó/Caxias

Como a UEMA só oferece um curso _ Administração_ e não poderá ampliar a oferta, por falta de prédio, principalmente, a migração de dezenas de codoenses continuará rumo à Caxias em busca de faculdades particulares. Até 12 Ônibus saem todos os dias para a cidade vizinha com nossos estudantes.

“A gente sabe que uma demanda enorme, uma quantidade bem significativa de alunos saindo do ensino médio, expectativa de cursar ensino superior e se ver aí de mãos atadas de permanecer na cidade pra cursar ensino superior, tendo que se deslocar pra Caxias, prova disso é que sai, diariamente, 10, doze Ônibus pra Caxias”, destacou Manoel com pesar

A AUSÊNCIA DE AJUDA

Até 'pé de pimenta' tem nos fundos do prédio que pode ser cedido para fins da UEMA
Até ‘pé de pimenta’ tem nos fundos do prédio que pode ser cedido para fins da UEMA

A direção  reiterou a dificuldade, reclamada por alunos,  esclarecendo que o concurso público para professores já está sendo viabilizado para que o edital saia até o mês de julho/2015.

Doutora Deuzimar afirmou que  pediu  10 vagas para Codó, (para Direito, Administração, Contabilidade e para área de Educação).

Quanto ao prédio, apresentou um ofício encaminhado à Secretaria   Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior datado de  13 de  março de 2015.

O pedido de cessão do imóvel, hoje ocupado com o curso de Administração e sem qualquer  utilização pelo Governo do  Estado (já que os cursos técnicos do antigo CETECMA ainda aguardam a virada de realidade do tal IEMA), foi feito pela reitoria da UEMA, mas nunca houve resposta.

Na verdade ninguém sabe se já saiu da mesa de Bira do Pindaré e foi parar na de Flávio Dino, ou vice-versa.

Solicitando, exatamente, que a UEMA em Codó tenha sua instalação, nem que seja provisória, até que seja construída, dentro do próprio pólo onde nós estamos instalados, o polo tecnológico (…) Essa é a situação que nós temos inclusive nós estamos inviabilizados de oferecer vagas pra vestibular por conta disso, porque eu não posso oferecer vestibular para uma instalação física que nós não temos, entendeu? E no caso de administração que não temos vagas esse ano”, reiterou a diretora

12 comentários sobre “SITUAÇÃO GRAVE – UEMA em Codó pede SOCORRO”

  1. Não é só em Codó que a UEMA Fica de Favor em Prédios Cedidos Pelo Governo do Estado em Escolas,é em Barra do Corda,Itapecurú,Colinas,São João dos Patos,Presidente Dutra,Zé Doca,Lago da Pedra,Pedreiras,Coroatá,e Etc.Esse Papo de Prédio ou Melhor de Funcionamento sempre Foi um Gargalo para que a UEMA Viesse a ser Implantada em Codó.Desde os Cursos Foram Solicitados e não Implantados até o Presente Momento agora a DESCULPA de Prédio Quando Foi Implantada em Imperatriz nem Prédio Tinha Assim Como em Santa Inêz,Açailandia,Bacabal.o que Falta é Empenho Politico e Administrativo para com a Instituição de Ensino Superior em Codó.que a Tempo já Deveria Dispor de Mais Estrutura para com a Classe Estudantil de Codó e Região.

  2. Situação seríssima da UEMA em Codó. Estamos em um prédio que não é nosso, com riscos de sermos despejados, pelo menos essa é a sensação que sinto como acadêmica do CESCD. E uma instituição que ainda nem existe em Codó (IEMA)tem mais valor que nós, que estamos lá todos os dias…

  3. Eita Codó quente: R$ 2,7 milhões são gastos com manutenção de ar condicionados
    Publicado em 15 de maio de 2015 às 10:22

    Prefeitura de Codó assinou oito contratos para manutenção de ar condicionados em 2015
    A Prefeitura de Codó deve ter muitos aparelhos de ar condicionado para fazer manutenção. No Diário Oficial do dia 5 deste mês, traz o extrato de oito contratos da gestão de Zito Rolim (PV) para manutenção de ar condicionados.

    Os oito contratos somados fica em torno de R$ 2,7 milhões. As empresas contempladas com os contratos são somente suas: E. R. Sousa Soares e R. S. Santos. São quatro contratos para cada uma.

    Prefeito Zito Rolim fez oito contratos que juntos somam mais de R$ 2,7 milhões
    A vigência dos contratos é igual para todos: de fevereiro a dezembro deste ano.

    Mas o detalhe mais interessante na maior parte desses contratos para manutenção de ar condicionados é de onde sairá a verba para o pagamento. Em quatro extratos é mostrado que sairá verba do Fundo Municipal de Saúde e também do Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb) para o uso de diversas secretários. O que não pode pela legislação já que tais verbas devem ser usadas somente nas áreas correspondentes. Do Blog do Minardi

  4. EU NAO ACREDITO EM DESPEJO DA UEMA DO ANTIGO PREDIO DO CETECMA, PQ JAMAIS O GOVERNO FARIA ISSO, O PROBLEMA MAIOR QUE TEM PESSOAS QUE NÃO QUEREM O PREDIO QUE FOI OFERECIDO E DOADO DE MÃO BEIJADA A ESCOLA JOÃO RIBEIRO. PARA UEMA,E NAO ACEITARAM
    O GOVERNO ROSEANA FECHOU VARIAS ESCOLA DO ESTADO AQUI EM CODO,E PQ NOS OUTROS MUNICIPIOS NAO TEVE ESSE PROBLEMA????????
    E TODOS VIVIA EM PREDIO EMPRESTADO

  5. Essa matéria é importantíssima! Temos um grande tesouro em Codó, que é uma universidade Estadual, e que muitos municípios vizinhos desejam ter, e não tem. Infelizmente, temos esse grave problema, que é a falta de prédio. Queremos um prédio, queremos mais cursos, isso é um direito nosso.

  6. Qual o empecílho para não oficializar um prédio pertencente ao Estado do Maranhão como centro da Universidade Estadual do Maranhão na cidade de Codó? Não conseguimos imaginar justificativas para tal situação. Primeiramente a Universidade foi implantada em 2003, porém iniciou suas atividades 8 (oito) anos depois, no segundo semestre de 2011, com a oferta do curso Bacharelado em Administração. No ano seguinte, deveria ofertar outras turmas e assim dar continuidade ao curso, porém isso só foi acontecer no ano de 2013. E, outra das piores situações, é o fato de não ter um prédio próprio, fator condicionante para o reconhecimento do curso, bem como a oferta de novos cursos e a formação de um quadro de docentes efetivos.
    As pessoas que estão indo de encontro ao sonho de muitos acadêmicos da UEMA e outros tantos que virão a ser e que, com certeza, apreciarão um lugar de excelente estrutura para gozarem de um aprendizado primoroso, deveriam, ao menos, ter a dignidade de vir a público salientar o devido motivo pelo qual tentam vetar a realização desse sonho de inúmeros codoenses que buscam apenas atravessar uma via que os proporcionará uma melhoria de vida através de caminhos dignos e respeitosos.
    Permitam que a UEMA se torne concreta em Codó!

  7. Tá na hora dos que se dizem representantes do povo, fazer algo em defesa dos pobres estudantes universitários, ou só dizem que defendem a população, em periodo eleitoral.

  8. Nós temos que mudar essa situação, pois Codó tem que acabar com nome a “Cidade do já Teve”, e cabe a cada um de nós, cidadão codoense a fazer a sua parte na construção desse novo projeto ” Codó Cidade de Deus e do Conhecimento”

    Eu irei diante de ti, e farei planos os lugares escabrosos; quebrarei as portas de bronze e despedaçarei as trancas de ferro. Isaías 45,2

    Deus abençoe a todos.

    Raquel Gomes
    Garota Sustentável

  9. Governador Flavio Dino, políticos de Codó, vão deixar fechar uma universidade em nossa cidade?

    Depois vão ter que construir cadeia e não sabe a causa.

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