Por Carlos Magno – Evolução da Tecnologia

Estamos assistindo a evolução da tecnologia com uma rapidez tão impressionante, que passa aos nossos olhos, que quando piscamos já nos deparamos com um novo software muito mais avançado, e aí vai mudando tudo. Quando nos apercebemos já estamos rodeados de um novo sistema operacional, um novo utilitário, um novo programa de aplicação para diversos ramos da economia, educação, saúde, esportes, etc, uma infinidade de recursos ao nosso alcance.

Uma certeza que parece razoável no ritmo frenético de mudanças que vivemos é a de que as transformações serão seguidas de outras, e mais outras, e mais outras. Assim tem sido desde a primeira tecnologia disruptiva, provavelmente a do domínio do fogo, que abriu para o homem a possibilidade, até então inédita, de superar as demais espécies e tomar conta do planeta. E isso passou a ser feito por meio da invenção incansável de novidades. No mundo dos negócios, a mudança suscita oportunidades quando se percebe para onde as coisas estão indo – mas também pode significar ficar pelo caminho quando não recebe a devida atenção a tempo. Disrupção, compartilhamento, redes, plataformas, diversidade, singularidade são alguns dos conceitos que estão remodelando o mundo.

Deve-se levar em conta, que essa transformação se dá com a contribuição dos jovens que são peças importantes nessa disrupção, com a inteligência emocional que lhe é peculiar, daí saem e se destacam os verdadeiros idealizadores dessa parafernália toda, com grande contribuição, como disse, com as suas invenções, para a humanidade.

Temos muitos exemplos de jovens criadores de softwares e plataformas que revolucionaram e mudou o comportamento da humanidade, nestes últimos 20, 30 anos, como Bill Gates que ainda jovem criou a plataforma Windows; Mark Zuckerberg que criou o FaceBook; Larry Page e Sergey Brin, que criaram o Google; Jan Koum e Brian Acton, que criaram o Whatsapp; Steve Jobs e sua grande obra, o iPhone e tantos outros, de uma lista considerável, só para  citar alguns.

No fim das contas, a vida não tem muito a oferecer além da juventude.” A frase, uma das mais famosas do escritor americano F. Scott Fitzgerald, de o Grande Gatsby, de 1925, é uma epítome da primeira geração que idealizou os jovens como modelo de vida – e como público-alvo das grandes empresas. De lá para cá, mesmo com o aumento da expectativa de vida, a atração pelos jovens só cresceu.

Para que essa tecnologia se renove sempre nessa velocidade, devemos a criação de startups, que estão sendo financiadas por grandes empresas como o Google que não mede esforços para melhorar os produtos que já estão no mercado, mas ainda não ganharam escala.

Um exemplo disso é que em 1998, os fundadores do Google, os jovens Larry Page e Sergey Brin, ainda estudantes da Universidade de Stanford, receberam o cheque de 100 000 dólares de um investidor e montaram oficialmente a empresa numa garagem da cidade de Menlo Park, na Califórnia. Daí em diante a empresa não parou de crescer, tornando-se uma das maiores empresas de informática do mundo.

Lê-se diariamente na grande mídia, que é consenso que a inovação disruptiva do futuro virá de startups que podem nem ter nascido ainda. E as grandes de hoje já foram iniciantes um dia. É do conhecimento público que o Vale do Silício, na Califórnia – EUA, é o grande celeiro de startups de tecnologia da informática.

Pelo que se vê e se constata, os jovens são os grandes desenvolvedores de plataformas e programas aceleradoras de TI, criando os mais variados programas utilitários para o nosso cotidiano. Preparando o futuro das novas gerações. O “efeito Kodak”, que se fala há algum tempo e sempre que se fala em empreendedorismo, é um dos principais motivos para as grandes empresas se aproximarem das startups. Ninguém quer ser surpreendido por uma tecnologia que acabe com seu negócio da noite para o dia como foi o caso da fabricante de produtos fotográficos analógicos que não conseguiu antever a rápida ascensão da fotografia digital.

Apesar do que foi relatado acima, há uma questão a ser resolvida. Os jovens são mais profundamente afetados pelas transformações sociais. Cabe, portanto, indagar quais perspectivas há para sua formação e inserção em uma vida profissional na contemporaneidade, particularmente para os que estão em situação de pobreza.

Ai caímos no fator educação. Que é um assunto extremamente complexo, tendo em vista que a situação da educação brasileira atualmente, seus acertos, equívocos, saltos e retrocessos, pois com uma das mais invejáveis teorias, embeleza e maquia todas as suas etapas, considerando, estatisticamente, dados numéricos, esquecendo-se, no entanto, da efetivação da praticidade para a obtenção dos resultados qualitativos, previstos e garantidos nas leis do próprio sistema. É admissível que a sua acessibilidade tenha sido ampliada nos últimos anos, porém a sua qualidade deixa à desejar, necessitando de cuidados melindrosos para que possam, de fato, efetivar a verdadeira formação do indivíduo.

O futuro indica que a tecnologia terá um poder cada vez maior. Como vamos lidar com ela? O fato é que presenciamos, como disse no inicio do artigo, num piscar de olhos, já nos deparamos com novos dispositivos tecnológicos impensáveis no passado.

Carlos Magno da Veiga Gonçalves – notário

Por Jacinto Júnior – NÃO…AO ENDIVIDAMENTO DE CODÓ

Desta vez, o “garoto virtual” superou a si mesmo quando encaminhou ao Legislativo o Projeto de Lei nº 11/2019, solicitando autorização para contrair empréstimos junto à instituição financeira no valor de até R$ 30.000.000,00 (Trinta milhões de reais).

Ao tomar conhecimento dessa espetacular proposta fiquei deveras preocupado e com uma interrogação que não quer silenciar: qual o objetivo em contrair uma dívida financeira a um município que não disponibiliza de autossuficiência econômica e que depende exclusivamente dos impostos oriundos da União? Codó sofre com essa endêmica incapacidade arrecadatória.

E pensando nessa possibilidade de tal projeto ser aprovado, busquei, então, coletar alguns dados financeiros sobre o nosso paupérrimo município.

Para não tornar extensa nossa análise, apresentarei os recursos repassados pela União ao Município nos últimos dois últimos anos – trata-se dos recursos financeiros do FPM – Fundo de Participação do Município.  Que, segundo a lógica legal dada pelo projeto o débito contraído será coberto com essa fonte. Veja abaixo, os respectivos valores do FPM 2017/2018:

Meses/Ano Valores do FPM Meses/Ano Valores do FMP
01/2017 2.408.566,87 01/2018 2.454.810,99
02/2017 3.125.495,38 02/2018 3.279.208,27
03/2017 1.849.637,68 03/2018 1.464.183,58
04/2017 2.325.290,07 04/2018 2.197.746,73
05/2017 2.665.591,16 05/2018 2.760.957,20
06/2017 2.436.666,16 06/2018 2.567.351,29
07/2017 3.523.943,90 07/2018 3.341.195,89
08/2017 2.116.554,94 08/2018 2.158.968,62
09/2017 1.754.696,57 09/2018 0.000.000,00
10/2017 491.553,47 10/2018 167.898,33
11/2017 1.766.094,90 11/2018 656.829,69
12/2017 4.431.051,98 12/2018 4.664.285,76
TOTAL 28.885.140,08 TOTAL 25.713.436,35

Fonte: www.tesouro.fazenda.gov.br

Como se pode ver a única fonte capaz de instrumentalizar as ações de um governo – especialmente, local – é com os recursos financeiros do FPM.

Aqui, é necessário um esclarecimento sobre o que vai representar para o município esse endividamento. Conforme demonstração acima houve uma significativa queda na receita do FPM em torno de 10,98% em relação ao ano anterior; isto expressa de modo nodal que, a partir do endividamento (ou seja, quando esse projeto de lei for aprovado, se, de fato, o for) nosso município perderá sua capacidade de investimento – que, na prática, é quase nula devido à falta de planejamento estratégico, sobretudo, quando se envolve a questão que tem sido a grande vedete deste governo maledicente a famosa tese da contenção de despesas.

O projeto de lei em si não possui nenhuma ilegalidade, no entanto, torna-se imoral, perverso e extremamente predatório pelo fato de nossa cidade não precisar contrair essa vultosa quantia como sendo indispensável para restabelecer sua grandeza social. Neste projeto falta o fundamental: o detalhamento das despesas para justificar o milionário empréstimo nas áreas que deverão ser objetos de investimentos.

Podemos pressupor algumas hipóteses: a) no saneamento básico: tipologia: água potável, e sua canalização, limpeza de ruas, calcadas, e praças, bem como a coleta de lixo que pode ser ou não reciclado, esgoto (quantos km² serão construídos?) meio fio, sarjeta e etc. Quanto custará esse serviço? Não há no projeto pronuncia sobre isso e aí é que reside a sua contradição; b) infraestrutura: tipologia: asfalto, quantos km³ serão construídos nas ruas de nossa cidade?) enfim, o projeto não justifica absolutamente nada sobre essas questões centrais.

Se, de fato, tal projeto for aprovado, certamente, ocorrerão alguns atropelos para o município. O povo será sacrificado sem piedade por esse governo pautado pela agenda liberal absurda.

QUAL A FINALIDADE DESSE PROJETO PARA O MUNICÍPIO?

Sem medo/receio de me equivocar sobre a natureza desse milionário empréstimo está se operando o estratagema para consolidar o SAAE e, em seguida, sua provável concessão/privatização e, dou um doce para quem acertar qual o grupo empresarial que estar superinteressado nessa aquisição potencial!

Não há outra explicação plausível para essa atitude emblemática desse “garoto virtual”. Codó não pode permitir que o fornecimento de água saia do setor público para o privado. Será uma catástrofe para a comunidade codoense. Temos como exemplo, a CEMAR, que cobra sistematicamente e, até com corte, se o consumidor atrasar um mês. Imaginem o tratamento que será dispensado se o grupo empresarial superinteressado se apropriar dessa “galinha dos ovos de ouro”? Codó está sofrendo e continuará a sofrer caso esse plano diabólico efetivamente seja operacionalizado como está sendo projetado.

O que temos, na verdade, é a seguinte situação: de um lado, os malditos (demônios capitalistas) morcegos do mercado financeiro desejosos de lucros e mais lucros auferidos com a colaboração amistosa do setor público. Ou seja, o setor público promove o investimento em toda infraestrutura e o setor privado vem abocanha tal obra. E é isso que está para acontecer em nossa cidade com relação ao nosso mais rico patrimônio: o SAAE. O SAAE é uma empresa de economia mista sólida, com superávit. Sua crise decorre – quando há – da forma como no passado, sendo uma empresa notadamente para servir de cabide de emprego de políticos e apaniguados; deixando, por sua vez, de exercer sua função social: fornecer água potável com qualidade para os consumidores e com capacidade de investimento próprio. Atualmente, o SAAE/Codó demonstra essa capacidade financeira e investidora com uma folha de pagamento enxuta e compatível com o número de servidores para atender às demandas residenciais.

Essa proposta é, na realidade, uma bofetada na face da sociedade codoense. Aliás, é uma afronta inominável. Somente um indivíduo pernóstico é capaz de se apropriar sub-repticiamente de algo comum (público) para transformá-lo em algo individual (privado).

Conclamamos a sociedade civil codoense para se antecipar a esse golpe que estar prestes a acontecer com o nosso maior tesouro patrimonial. Vamos nos mobilizar e impedir que esse estratagema seja posto em prática e o setor privado se apodere do que é nosso! O SAAE é DOS CODOENSES! Não aceitaremos sua transferência para quem quer que seja! O bem-comum é para todos e todos se servem dele!

Convocamos a sociedade civil organizada para participar das sessões da Casa do Povo e pressionar os vereadores da base governista a não votar nesse projeto golpista!

Por Jacinto Júnior

Por Carlos Magno – O conhecimento empírico

                                       O CONHECIMENTO EMPÍRICO

Amigos leitores. Tomar a decisão de escolher o assunto que desenvolvo hoje não foi fácil, levando em consideração vários aspectos: a educação, os nossos costumes, o modus vivendi, entre outros. Não foi fácil pois mexe diretamente com o conhecimento de parte da população, aquilo que me reportei no artigo anterior, “O fascínio da leitura.” Um número considerável da população, hoje, não lê. E não lendo, deixa de tomar conhecimento daquilo que é mais básico.

Escritor e notário Carlos Magno

Um dos motivos, que me fez tomar esta iniciativa, talvez o principal, foi a estarrecedora constatação de que grande maioria, expressiva mesmo, da população, não ter o conhecimento mínimo das noções mais simples e básicas das ações no cotidiano, da forma empírica de se tratar de questões que envolvam o seu cotidiano. Esta constatação é por mim aferida no dia a dia, nas conversas, e nos atos. O emprego da palavra empírica pode parecer, para muitos, um assunto de difícil compreensão, quando é exatamente o contrário.

O que é o conhecimento empírico? Conhecimento empírico é uma expressão cujo significado reporta ao conhecimento adquirido através da observação e da prática diária. É uma forma de conhecimento resultante do senso comum, por vezes baseado na experiência, na vivencia diuturna, na necessidade de se resolver os problemas simples e comuns que se apresentam na vida do cidadão. Enfim, é o conhecimento básico das coisas, que se aprende, lendo ou as vezes, involuntariamente, praticando. Para se ter esse conhecimento básico, não há necessidade de um grau de instrução mais avançado, pois está enraizado no meio da população a décadas.

Sendo o conhecimento empírico, ou o conhecimento básico, adquirido de forma ingênua, através da mera observação e com base em deduções simples e por vezes interpretado de formas diferentes é, também, por vezes, passível de erro.

Outra maneira de se adquirir o conhecimento empírico é o obtido pelo homem a partir de experiências, vivências e observações no dia a dia e a partir do senso comum acumulados ao longo da vida e passados de geração em geração. É um saber que não se baseia em métodos ou conclusões científicas, e sim no modo comum e espontâneo de assimilar informações e conhecimentos úteis no cotidiano. Esse conhecimento, na maioria das vezes, é angariado dos pais

O conhecimento das coisas simples tem ligação com o senso comum é uma herança cultural que tem a função de orientar a sobrevivência humana nos mais variados aspectos. O conhecimento empírico é muitas vezes superficial, sensitivo e subjetivo.

Através do senso comum uma criança aprende o que é o perigo e a segurança, o que pode e o que não pode comer, o que é justo e o que é injusto, o bem e o mal, e outras normas de vida que vão direcionar o seu modo de agir e pensar, as suas atitudes e decisões.

Na filosofia, empirismo foi um tema muito debatido pelo filósofo inglês John Locke, no século XVII, onde ele diz que a mente humana é uma espécie de “quadro em branco”, onde gravamos diariamente o conhecimento, através das nossas sensações.

Outros filósofos também estudaram o empirismo, como Aristóteles, Francis Bacon, Thomas Hobbes, John Stuart Mill, e através desses estudos surgiram teorias como a teoria do conhecimento.

Vou tentar exemplificar algumas poucas regras práticas de empirismo só para o leitor ter uma vaga ideia: preencher formulários, como recibo de venda de veículo, preencher uma nota promissória, um cheque, saber o que é uma procuração, uma declaração e para que serve, qual é a forma de se adquirir um bem imóvel. E até saber qual a maneira de se dirigir a um idoso, como tratar as pessoas respeitosamente, entre muitas outras coisas simples. Alguns acham que chamar as pessoas de “meu amor”, “meu querido” ou “minha querida” é um tratamento respeitoso, quando não é. Esse tipo de tratamento pode trazer, para alguns, constrangimento. Tudo isto é empírico e são poucos exemplos dentre outros. É um conhecimento que nossos pais e avós aprenderam com as experiências adquiridas no decorrer de suas vidas, e nos repassaram como forma de propagar este saber.

O empirismo tem a ver com o senso comum, pois reflete o modo de pensar da maioria das pessoas, com noções que são admitidas pelos indivíduos através de suas vivências no cotidiano. Ele descreve as crenças e proposições que aparecem habitualmente, sem se preocupar com uma investigação detalhada para atingir seu real significado.

Está comprovado sistematicamente que as formas de se resolver as coisas simples do cotidiano, é usando-se a lógica, o bom senso e o óbvio. Há quem diga: “mas o que interessa isso?” Digo que interessa sim. Pois eu volto aquilo que me referi no início do artigo:  é estarrecedor a falta de conhecimento mínimo das coisas que formam o senso comum, de parte da população. E esse conhecimento mínimo, repito, adquirido de modo involuntário e as vezes ingênuo, faz diferença no momento de uma negociação.

O leitor que tem esses conhecimentos, generosidade e boa índole, procurará orientar aqueles que não tem essa noção do que é empírico. E acredito que uma das formas, também, de ensinar, é aproveitar este canal, o blog, que é muito lido, para falar sobre esse assunto, que poucas pessoas tem essa coragem. O blog, acredito eu, não é só notícias e informações. É também educativo. A interação com o leitor, também, é uma forma de aprendizagem de ambos os lados.

Caros leitores. Me aprofundei um pouco no detalhamento do conhecimento empírico, para que entendam melhor esta forma de nos depararmos na resolução dos “problemas” simples e mais comuns de nosso cotidiano.

Uma outra observação que quero fazer, para finalizar, é que tenho notado que em determinadas ocasiões, alguns detentores deste conhecimento básico ao se defrontarem com questões que exigem esse mínimo de experiencia de seu interlocutor, não se dispõe a ensina-lo, guardando para si, e em agindo assim deixa de colaborar voluntaria e generosamente para uma sociedade mais justa e mais próspera.

Carlos Magno da Veiga Gonçalves – notário

Por Messias Markejane – Trabalhador brasileiro

TRABALHADOR BRASILEIRO

Trabalhador do Brasil. Guerreiro, valente, bem pago, mal pago, triste ou contente.

Não importa o ofício, a empresa ou calçada, levanta cedinho pra voltar na madrugada. Feijão com arroz, bife ovo e macarrão, mas no prato a esperança é filé, fígado e coração.

Trabalhador do Brasil, na construção, no Hospital, na Escola ou Igreja, está sempre a postos onde quer que ele esteja. Nesse país de privilégios, do jeitinho e malandragem, é o nobre trabalhador o refém da bandidagem: Do batedor de carteira ao político salafrários, somos nós trabalhadores suas prêsas preferidas, mas com a garra que temos, o trabalho é nosso escudo, vamos indo de mansinho passando e quebrando tudo.

Que se explodam os parasitas e viva o trabalhador, pois quem trabalha Deus ajuda, seja aqui ou onde for.

Por Messias Marques

Por Carlos Magno – O FASCÍNIO DA LEITURA

Caros leitores, vocês hão de entender porque escolhi adentrar e comentar um assunto tão simples, mas ao mesmo tempo fascinante.

Escritor e notário Carlos Magno

Acompanhe-me neste roteiro de hoje, na qual vou falar um pouco mais sobre a importância da leitura em nosso dia a dia e no quanto ela nos ajuda a alcançar novos patamares, tanto na vida pessoal, quanto na vida profissional.

O próximo dia 23 de abril comemora-se o dia mundial do livro. No Dia Mundial do Livro também é celebrado o Dia dos Direitos de Autor. A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) criou a data do “Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor” para encorajar as pessoas, especialmente os jovens, a descobrirem os prazeres da leitura, e conhecerem a enorme contribuição dos autores de livros através dos séculos.

Uma tradição catalã ligada aos livros já existia no dia 23 de abril, e parece ter influenciado a escolha da Unesco. Na tradição catalã, no dia de São Jorge (23 de abril), é costume dar uma rosa para quem comprar um livro. Trocar flores por livros já se tornou tradição em outros países também.

No dia 12 de outubro comemora-se o dia nacional da leitura. Estas duas datas tem um significado muito importante para o incentivo a leitura. Alguns eventos estão programados para essas datas em algumas cidades brasileiras através de suas Secretarias, tanto de Cultura quanto de Educação. Seria muito interessante que as Secretarias ligadas ao assunto, de nossa cidade, promovessem um evento, como estimulo aos nossos jovens a leitura, tendo em vista que aqui, a população não encontra qualquer motivação que impulsione ou direcione o cidadão nos caminhos da leitura, pelo simples fato de que nesta cidade, de porte médio – pois temos uma população estimada em mais ou menos 130 mil habitantes – não possui, sequer, uma banca de revistas ou jornais, ou uma livraria, que é o caminho natural do leitor.

Alguns dirão: – “Hoje existe a internet”. Que bom, é uma ajuda e tanto. Leio bastante na internet, mas o prazer de manusear o livro físico é incomparável.  A leitura do livro físico, quando ele é bom, na maioria das vezes, para quem é aficionado, é tão exultante que, sem exagerar, pode chegar ao encantamento. Para quem é habitual na leitura sabe, que além desta, saborear o manuseio do livro faz parte de um ritual.

Seja por prazer, seja para estudar ou para se informar, a prática da leitura aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a interpretação. Um ato de rande importância para a aprendizagem do ser humano, a leitura, além de favorecer o aprendizado de conteúdos específicos, aprimora a escrita. A leitura tem uma grande importância para nossa vida profissional e pessoal. Lendo, você aprende o mais básico do conhecimento até o complexo mundo da burocracia e da história, e se descortina para a vida.

Encontrar um tempo para ler é um processo que permite a expansão de si mesmo, criando a abertura para infinitas possibilidades e trilhando o caminho para o despertar do potencial pleno. Um leitor assíduo tem mais chance de absorver mais conhecimento, incentivando a sua própria evolução pessoal e profissional, do que aquele que não tem interesse em se desenvolver através desta, que é uma das formas mais eficientes de agregar valor à sua atuação, bem como à sua performance, dentro e fora do trabalho.

A minha intenção, digo sempre, é aprender e compartilhar com os leitores. Eu entendo, sem querer ser piegas, que este é um canal de aprendizado e porque não dizer, de estudo. Ao longo desses anos, com a generosidade e a complacência do Dr. Acélio Trindade, em seu blog, tenho escrito artigos sobre vários assuntos. A leitura me proporcionou o autoconhecimento, tanto no meu cotidiano quanto na minha vida profissional.

Com a permissão dos leitores, vou aproveitar o ensejo para expor em breve narrativa, como nasceu em mim a paixão pela leitura e em consequência, por escrever. Uma das coisas que sempre me perguntam é como se iniciou esse fascínio pela leitura, diga-se de passagem, uma coisa muito rara hoje em dia.

Meu pai, era bancário concursado do Banco do Brasil, um homem com escolaridade que hoje se denomina ensino médio, que na época denominava-se curso cientifico, com frequência assídua em cursos para prestar vestibular de medicina, quando passou no concurso do Banco do Brasil, era um autodidata. Lia muito e escrevia muito bem. É tanto que chegou a publicar durante alguns anos um Jornal de nome A Tribuna, que circulava quinzenalmente. A minha mãe também tinha o curso médio, que naquela época denominava-se de normalista. Meu encanto pela leitura surgiu com os gibis, ainda na idade infanto-juvenil, que aliás, eram muito bem escritos, e que hoje não existem mais.

Então, morando numa casa de pais escolarizados, via diariamente meu pai lendo, pois comprava sempre, livros, jornais e revistas, logo, livros não eram estranhos ao nosso cotidiano, e me foi despertando a curiosidade da leitura, para aprender e saber o que continha naquelas publicações. Começando por gibis aos poucos peguei gosto pelos livros. Tenho um débito muito grande com o grupo Abril, dos Civita, cujas publicações foram decisivas em momentos da minha vida.

Dentre muitas publicações daquela editora, eu lia tudo, desde Pato Donald a uma enciclopédia chamada Conhecer, dividida em fascículos quinzenais. Revistas do Zorro, Tarzan, Rock Lane, O Fantasma, etc., até chegar a publicações mais recentes. Lia, do meu pai, os livros Os irmãos Karamazov, El Cid, Dom Quixote entre outras obras.

Livro, leitor digital, gibis, jornais ou revistas, não importa em qual ferramenta, somente o simples ato da leitura é uma das oportunidades mais democráticas e acessíveis de desenvolvimento pessoal e profissional. É por meio dela que a pessoa se desliga do mundo real, quebra as fronteiras da imaginação e descobre novos universos sem sequer sair do lugar.

Fiz essa narrativa muito peculiar, no artigo, exatamente com o intuito de mostrar e de exemplificar que existem maneiras do cidadão ou cidadã, se iniciar no caminho do hábito da leitura.

No meio dessa saraivada de notícias políticas e de insegurança, na mídia tradicional, deveríamos parar para ler e assimilar um pouco, seja um livro, uma revista ou um jornal,  assuntos dos mais variados, pois assim, adquiriremos conhecimento. Não importa de como se deve começar esse hábito, tão salutar como primordial, na vida de cada um.

Vai aqui uma sugestão: ao invés de assistir uma novela ou até mesmo um jornal televisivo que, aqui pra nós, só tem notícias ruins, procure um bom livro que, com certeza, é tão ou mais importante que muitos outros assuntos que se vê na grande mídia diariamente.

Lendo alguns livros sobre psicologia, que dizem respeito ao comportamento humano, assunto sobre o qual escrevi alguns tópicos há uns dias passados, e que me fascina, de diversos autores consagrados como David Zimerman, autor de “Fundamentos Psicanalíticos”, Judith Beck autora de “Terapia Cognitiva Comportamental” e até mesmo Sigmund Freud de “Psicologia das Massas”, se tem uma visão muito mais ampla, senão completa, do que é capaz o ser humano.

Muitas vezes, sentimos curiosidade em saber que ideias e sentimentos a experiência da leitura provoca no leitor. Utilizando-se das reflexões de alguns grandes leitores, como Montagne, Borges, Proust e Saint Beuve, é de se fazer considerações sobre a leitura como caminho da sabedoria, fonte de felicidade, forma de despertar o espírito para a reflexão, espaço de liberdade e imaginação.

A experiência da leitura é a nossa aventura, a história romanesca em que penetramos pelo simples ato de abrir um livro. Algo do encanto da descoberta infantil permanece sempre nessa experiência.

Os livros que cativam nossa atenção para o mundo das letras são também formas de despertar nosso espírito para a reflexão. Guardam em si todo o fascínio, mas também a chispa que faz disparar o pensamento.  Leia.

Carlos Magno da Veiga Goncalves – notário

VIDEO – Professor WELSON desvenda a MATRIX DA CERVEJA

Professor Welson da Silva Pinto pesquisou, detidamente, mais uma vez os pergaminhos da história e traz os primórdios da CERVEJA, esta bebida tão apreciada por centenas de milhares de pessoas no mundo inteiro.

Por Jacinto Junior – ODE À MINHA CIDADE QUE ANIVERSARIA

ODE À MINHA CIDADE QUE ANIVERSARIA

Este ano completas 123 anos de emancipação política.

Mas não posso parabeniza-la com a devida honra e deferência,

Pois vive tenebrosa custodia de quem não ama e não sabe cuidar.

Parece que o ódio e o desprezo por ti são duas vertentes casuísticas.

Quem ama cuida! E quem cuida ama!

Afirmar esse aforisma parece ser tendencioso ao utopismo,

Quiçá, tivéssemos centenas de pessoas utópicas cuidando de ti, minha ‘Princesa do Vale do Itapicuru’ – o ato de cuidar é sinônimo de amor e bem-querer-, mas acho que esse negócio dista anos-luz de ti, oh, minha rapariga benquista;

Pois aqueles que declamaram amor por ti, ontem – no afã de te conquistar – hoje, Irradia total inanição deixando-te completamente sonâmbula, solitária e infeliz.

O tempo passa – ele é impiedoso, não retrocede – e tu, amada minha, pareces que Vives no passado tão longínquo. Esse melodrama internalizado dispende um gesto Singular denunciante: tuas riquezas são aniquiladas e, por isso mesmo, teus brotos Vivem na pele e osso, abundando miséria em todos os cantos de tua territorialidade.

Isso me causa indignação e repulsa.

Um povo feliz anuncia uma cidade que tem como amante a alegria.

E às vésperas de comemorar mais um aniversário percebo que:

Teu sorriso há muito se apagou;

Tua virtude foi decepada por quem não entende nada de valores, apenas pincela ‘ar de bom moço’;

Como gostaria de agarrar-te e poder salvar-te destes famigerados sequestradores Travestidos de liberais, conduzindo-te para o caos e para a confusão. São canibais!

Sei que padeces agonia

Por tantos dissabores que os poderosos têm ti causado!

Ah! Amada minha, aproxima-se o teu Dia, e nele, quero com pesar e não com fúria e/ou ódio, desejar um futuro melhor, especialmente, para os teus filhos esfarrapados que carecem de tua ajuda pública.

São tantas coisas que meu coração e minha alma anelam falar, mas, infelizmente, não Conseguem expressar por causa de tuas condições insalubres.

A unidade política entre a “oposição” será suficiente para derrotar o candidato da extrema direita à reeleição?

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

Codó vive um impasse político grave em decorrência de uma profunda crise de ordem ética e moral. Tal crise se reflete no descontentamento popular. É uma onda incontrolável. O cidadão comum – aquele que não é considerado protagonista na história pelos conservadores, cujo entendimento é de que somente ‘eles’ os ‘iluminados e detentores de posses’ são capazes de administrar a res pública – já percebeu que esses dirigentes do campo conservador não têm autoridade e competência para gerir a coisa pública sem o escárnio de classe. Essa mesma elite também já percebeu o grande equivoco político que cometera ao longo da história enquanto classe dominante, tal compreensão chegou ao fundo do poço. Essa elite desde sempre nunca tivera um projeto político alinhado aos interesses da classe trabalhadora; e, no entanto, consegue se manter na estrutura de poder.

Esse impasse tem produzido, a priori, especulações sobre o futuro de Codó; isto é, quem seria o próximo prefeito a gerir a res púbica? Nos bastidores – inclusive, as informações dão conta de que há até pesquisas encomendadas pela trupe que comanda o poder político retratando o atual momento político, especialmente, no que tange a tendência eleitoral, apontando uma nova vertente – rolam debates fervorosos entre os simples mortais bem como nos diversos locais como bares, praças e nos corredores do Palácio Municipal, em que o nome do médico Zé Francisco (PT) soa como uma alternativa.

E COMO SURGIU O NOME DO MÉDICO?

A culpa é das eleições de 2018 – onde o médico submeteu seu nome para a Câmara Alta da República -, obtendo 14.000 votos e se tornando 1º Suplente. O resultado eleitoral o credenciou a ser pré-candidato para disputar o Palácio Municipal em 2020 com possibilidades de vencer. Aparentemente ele tem uma boa aceitação popular. Contudo, a política tem uma máxima: é uma ‘caixinha de surpresa’; o que hoje é viável, amanhã já não o é! Seria até imaturo afirmar essa tendência de forma antecipada sobre a trupe conservadora que hoje controla o Palácio Municipal, apesar de tudo!

É POSSÍVEL DERROTAR O ‘GAROTO VIRTUAL’ E SUA TRUPE CONSERVADORA ULTRALIBERAL?

A historiografia política codoense nos brinda com dois momentos clássicos em que o poder político comandado por forças reacionárias não conseguiram impedir suas derrocadas iminentes. O primeiro momento ocorreu no inicio da década de 1980, quando aquela disputa ficou conhecida como: “o tostão contra o milhão” – uma alusão à disputa entre o médico Antônio Joaquim e o empresário Nonato Salem; ambos já falecidos, em que o primeiro saiu vitorioso. O segundo evento ocorreu entre José Inácio X Antônio Joaquim, onde o primeiro venceu a disputa; o discurso era semelhante ao do primeiro evento; onde o vencedor do segundo evento ficou conhecido como: “Zé dos Pobres”.

Fazer essa analogia é pertinente para que os dirigentes políticos que hoje fazem oposição ao ‘garoto virtual’ e sua trupe, tenham habilidade para compreender a encruzilhada histórica que se encontra nossa cidade e a importância de uma ruptura não revolucionária e, sim, moderada visando instaurar uma gestão menos injusta e menos seletiva. A forma ideal para derrotar o ‘garoto virtual’ é o estabelecimento de uma Frente Política Unitária. Caso contrário, mesmo sob o enfoque de uma histórica rejeição popular o ‘garoto virtual’ pode engendrar condições políticas para inverter a atual lógica negativa em seu favor. Lembremo-nos de que a questão de fundo é a manutenção da miséria do povo como estratégia para controla-lo, através de um assistencialismo depravado e doentio. Essa tem sido a tônica da elite para se apropriar do aparelho de estado e se safar.

Codó chegou ao fundo do poço! Há uma inércia social, uma paralisia espetacular que tipifica a estupidez de uma trupe maléfica e insensível com o espectro social. É como se essa trupe odiasse todo o povo civilizado e não civilizado! E com o poder político sob seu controle pode fazer o que bem entender, inclusive, ser utilitarista.

E O QUE FAZER PARA DESTRONAR ESSA TRUPE MALÉFICA?

Se, por ventura, o conceito legal (CF/88) fosse cumprido à risca, – a partir do princípio de que o ‘poder emana do povo’ – certamente teríamos outra perspectiva, outra realidade, outra gestão! Lamentavelmente, nos deparamos com a cultura da miséria, do acanhamento, do silêncio ante o poderio econômico, da submissão e do medo de expressar todas as angústias presentes. Esse é o ponto central exercido por aqueles que dominam a estrutura de poder por influência dos caracteres mencionados acima.

Para além desse contíguo quadro emblemático – em que pese o sofrimento, a opressão e o medo – a centralidade política deve se converter numa grande força alicerçada na Unidade entre os distintos dirigentes das agremiações partidárias que se constituem oposição ao ‘garoto virtual’. Nessa linha de raciocínio é indispensável que estes dirigentes avaliem a crise política conjuntural com sobriedade e não com paixão idólatra – onde o ‘eu’ se manifesta com inusitada força – gerando uma divisão interna e desestruturando a estratégia que poderia ser capaz de destronar o ‘garoto virtual’ de uma vez por toda! E não é isso que o cidadão codoense mais deseja, mais sonha? Em nome de toda uma coletividade, essas lideranças opositoras devem depor suas armas e redirecionar suas mobilizações numa perspectiva democrática e popular. Já é perceptível a intenção do povo em rejeitar o ‘garoto virtual’ e a oposição deve atentar para esse detalhe vital visando consolidar a Unidade Política Centro-Democrática. Cremos que, a partir dessa – coalizão – Unidade Política Centro-Democrática será possível a derrocada desse desgoverno intolerante, antipopular, antidemocrático, seletivo e ultraconservador.

Codó deve se reabilitar politicamente e, para isso, é essencial que a oposição cumpra seu papel com coerência, com estratégia e com espírito democrático para não demolir/desmantelar a perspectiva que essa coalizão planeja implantar futuramente promovendo a retomada do desenvolvimento e crescimento social de nossa humilhada cidade. Opositores lutem por novos rumos, por novas esperanças, unitariamente!

Por Jacinto Junior

Por Jacinto Júnior – UMA GESTÃO QUE OLHA A CIDADE PELO RETROVISOR

O slogan “Mais avanço, mais conquistas”, trás embutido o sentido oculto da verdadeira finalidade dessa gestão: retroceder e engessar o desenvolvimento socioeconômico local. (Além disso, a ideia disseminada como principal símbolo dessa gestão é o desenvolvimentismo, ancorado no espectro da estética, isto é, prioriza o superficial em detrimento do essencial).

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

Contudo, é visível a incapacidade dessa gestão encontrar alternativas para debelar a crise local que afeta diretamente o conjunto da sociedade civil organizada (e seus distintos segmentos). Há, claramente, uma pauperização, uma miséria que abunda e uma marginalidade econômica como consequência dessa incompetência administrativa. O nicho que é colocado para a sociedade civil como necessidade primaz é a valorização do ambiente social sob a égide da estética – porém, o elemento mais expressivo para o povo no momento atual, é a geração de renda e emprego, coisa que a gestão atual não tem se preocupado com prioridade absoluta.

O planejamento estratégico – se é que existe – ainda não se apresentou e muito menos se consolidou na perspectiva do tão propalado desenvolvimentismo social – revela apenas o artífice do fantasmagórico modelo fiscal sustentado nos balancetes contábeis.

Basta um olhar sereno envolta de nossa cidade para percebermos o desmonte estrutural que vem sofrendo nos dois últimos anos. Questões vitais como: infraestrutura, saúde, emprego e renda e etc., deixaram de ser parte constituinte de um modelo singular para tornarem-se parte descartável e desnecessária à sociedade civil organizada – isto é, secundarizadas.

O conceito de nivelamento social – de melhoria para todos – opera com a máxima: “tudo para a minoria e nada para a maioria”. A evidência dessa estratégia concorre para a inercia de obras fundamentais na direção do tão desejado desenvolvimentismo social.

Vejamos como essa realidade inconteste se manifesta:

  • A infraestrutura completamente abandonada – são ruas destruídas, ruas ainda sem nenhuma benfeitoria (nuas completamente), pontes danificadas e/ou queimadas pela comunidade desgostosa com a gestão por não resolver esse antigo problema;
  • Praças inteiramente abandonadas – exemplo: a famosa praça da “Maconha” no bairro São Francisco, situada à Rua Vasconcelos Torres, além de um pedaço desta mesma rua por terminar – falta asfaltar, no fundo da Escola Renê Bayma;
  • Quadras poliesportivas deterioradas carecendo de reformas – por exemplo: a da Comunidade Codó Novo, situada à rua Padre Cicero, de lado à Escola Rosalina Zaidan, a quadra do COHAB – Vereda;
  • A infraestrutura do COHAB – Conjunto Habitacional – alcunhado de ‘Vereda Tropical’, está praticamente intransitável – as condições de acesso e mobilidade tornara-se um pesadelo para os respectivos moradores – é um dos mais antigos da cidade;
  • A Praça da Linha Ferroviária (construída na gestão do ex-prefeito Biné Figueiredo) precisa com urgência de uma ampla reforma. Uma sugestão: que a passarela ali existente seja remanejada para o centro comercial para quando houver a ‘parada do trem’ não gere transtorno ao transeunte e não pare a cidade por um período de tempo indeterminado.

Enumerei alguns exemplos objetivando que a gestão possa de fato, reavaliar sua planilha e enquadrar os apontamentos como sendo prioritários e, desse modo, reestruturar a estética da cidade com proposito e não meramente fantasiar o conceito de desenvolvimentismo com a omissão depreciativa.

A nossa cidade está completamente destruída, como resultado da inoperância da gestão “Mais avanço, mais conquistas”. A base social pressente que o ano vindouro não será o cursor – detonador – de uma grande revolução nem “por baixo” e nem “por cima”, como a gestão propõe. Ela só ocorre tal qual fenômeno de forma midiática. Aí sim, há um fundo de verdade nisso! Nunca presenciamos paixão intensa pela mídia como a atual gestão. Nela – rede social – é possível descrever o slogan fatídico como benfeitor e realizador de obras sociais comparáveis ao imaginário decrépito e surreal apresentado por essa gestão de cunho ultraliberal sem nunca atingir o objetivo proposto.

Escandalosamente, a feitura da gestão ultraliberal carrega o adendo da autoridade inflexível – autoritarismo despótico. Isso contribui para a perda significativa do termo autoridade na sua mais pura essência – natureza e naturalidade. O seu endurecimento político-social comprime a relação mais estreita não apenas com a sociedade civil, bem como os diversos atores sociais na perspectiva de um modelo de açambarcamento completo da democracia, da participação, da transparência e do desenvolvimentismo ampliado. É perceptível a natureza dessa concepção ultraliberalista: tudo para si e nada para a massa popular.

A negação de políticas público-sociais aos cidadãos(ãs)  tende a produzir um cenário político antagônico (nebuloso e incerto) cujos reflexos atingirão profundamente o gestor causando-lhe prejuízos irreparáveis para sua reeleição em 2020. Essa conjuntura política – de cunho excludente, sedutora e ilusória – expressa nitidamente a natureza equivocada de um modelo chauvinista que não olha para o porvir com a senha da restauração para, definitivamente, recompor a lógica anterior numa avançada perspectiva democrática e absolutamente transparente – isto é, a recomposição da fórmula média de desenvolvimento para a média do desenvolvimentismo ampliado sintetizando o alvoroçado discurso ultraliberal. A lógica dessa gestão é um processo análogo ao da ideia da meritocracia, porém, os resultados são meramente ilações. Temos experiências suficientes para demonstrar que esse procedimento não é autossuficiente para atender as demandas do serviço público com a qualidade exequível.

Nossa cidade – repito, de maneira efusiva – padece de um eterno e sombrio modo cultural em estabelecer governos antidemocrático e autoritário – governos esses representando o setor da elite dominante. É como se os cidadãos(ãs) convivessem num estágio hibernal sem notar a passagem do tempo bem como sua transformação e, assim, imaginam que as coisas são naturalmente dessa forma e não podem sofrer nenhum tipo de reveses. A permanência da cultura conservadora e a moral burguesa – ambas confinadas na ideia formalista – induzem o indivíduo comum a incorporar ideologicamente sua lógica sedutora do ‘bem’ e do ‘bom’ como elementos instintivos para garantir sua existência enquanto classe dominante para dominar perenemente o aparelho de estado, aparelhando-o. E, assim, age a atual gestão. Sim, lamentavelmente, o conservadorismo constitui o eixo fundamental da gestão “Mais avanço, mais conquistas”. Seu cético olhar para o retrovisor da história retrata o modo especifico de governar sob a óptica do desmantelamento das políticas públicas estruturantes.         

Por Carlos Magno – RUA SEM NOME

Há muito tempo que nutria o desejo de escrever sobre uma rua sem nome, que existe aqui no centro de nossa cidade. Não só pelo fato de despertar nas pessoas, que não têm a mínima noção de que a rua que passam todos os dias, não tem nome, mas, de aproveitar o ensejo para contar algumas passagens da história da cidade, para muitos e bota muitos nisso, pois 90% das pessoas que falamos sobre o assunto desconhece os acontecimentos que precederam ao cenário em que hoje chegamos, mas, também, esperando uma providencia, há anos, de quem deveria resolver o problema,  e abrir os olhos de quem deve enxergar a real situação da rua a que me refiro.

Escritor e notário Carlos Magno

Para que fique bem claro aos leitores, antes vou me referir primeiro as praças que tinham ligação com a rua. Desde criança, convivi diariamente na nossa cidade, com duas praças tradicionais siamesas, pois eram ligadas apenas por uma passagem de uns três a quatro metros, mais ou menos, por onde transitavam veículos. Estas duas praças, arborizadas, chamavam-se Praça Rio Branco e Praça José Mariano Barros da Silva, que se situavam entre a Rua Afonso Pena até a Rua 7 de Setembro, onde seguia paralela a elas e ainda hoje existe, uma rua, que não tinha nome pois era parte integrante das duas praças, e que continua sem denominação. Para corroborar com o que me reporto, as casas comerciais ali existentes na aludida rua, tinham como endereço as praças. Ainda hoje, mesmo não existindo mais as praças, as casas comerciais, que aumentaram consideravelmente, situadas ao longo da rua citada, continuam com endereço de praça e não de rua.

Para ter mais verossimilhança com o que afirmo acima, estive em todas lojas comerciais ao longo da mencionada rua, fazendo uma pesquisa, e pasmem, constatei que algumas recebem contas de luz e água com endereços diversos. Umas como Praça Rio Branco, outras como Praça Mariano Barros e até com o nome de Rua Rio Branco, que não existe. Quando diziam-me que o endereço era praça, eu perguntava: onde está a praça?

Antes de descrever os reais motivos desse artigo, vou contar mais um pouco de história. Ao lado da Praça Rio Branco existiam edificações onde funcionava a agencia do Banco do Brasil, e no mesmo prédio uma residência contigua, mais ao lado uma residência que foi do Sr. Abimael Braga, e ligada mais no final, canto com a Rua 7 de Setembro, uma casa residencial do sr. Osvaldo Santos, que foi Prefeito da cidade, ambas de frente para a Rua Afonso Pena. Todas essas edificações ficavam com fundos para a Praça Mariano Barros, e foram demolidas, sendo construído em seu lugar e tomando toda a praça, o prédio do Armazém Paraíba, que hoje conhecemos.

As praças alegadas, foram palco de muitos acontecimentos na cidade, como por exemplo: na Praça Rio Branco eram realizados shows, comícios, e servia, também, como estacionamento de veículos. Na Praça Mariano Barros, existia uma quadra de esportes, onde ali realizaram-se grandes torneios de vôlei e futebol de salão, bem como realizavam-se festas juninas com apresentação de quadrilhas e muitos outros eventos.

Aí vem a pergunta: o que tem isso a ver com a Rua?

Antes de responder devo dizer que essas praças existiam há mais de 90 (noventa) anos ou talvez desde a emancipação da cidade. Eram, portanto, um patrimônio histórico que desapareceu, que por ali passearam muitas gerações.

A Praça Rio Branco foi vendida ao Armazém Paraíba, que também adquiriu os outros prédios construindo um centro comercial que hoje todos nós conhecemos,

A Praça José Mariano Barros, foi sendo depredada e abandonada, sem a mínima conservação pelo Poder Público, tendo sido, em dado momento, lá pelos anos 70, em nome do progresso, cedida pela Prefeitura, em comodato, a empresa de telefonia interurbana Telma, que para se instalar na cidade, exigia que fosse em uma praça. A escolhida foi justamente a Mariano Barros, que ficava no centro da cidade e seria mais cômodo para os usuários. A empresa cercou toda a praça e construiu um prédio, em apenas um quarto do espaço desta, onde foram instaladas cabines de telefonia interurbana. E assim a nossa cidade foi perdendo a sua identidade histórica.

Anos depois, com o desenvolvimento da telefonia, pois a empresa Telma foi transformada em Telemar e vendida a empresa OI, o prédio foi fechado, pois perdeu a sua finalidade, em razão dos telefones residenciais poderem fazer ligações interurbanas. O que se sabe é que a praça foi vendida e hoje, em seu lugar, encontra-se nela edificado, em sua totalidade, um prédio onde está instalada a Drogaria GLOBO.

Voltamos então a finalidade do artigo. O que foi explicitado acima serve como base para o leitor tirar a sua conclusão do porque menciono a rua sem nome. Com o desaparecimento das duas praças, sobrou a rua que mencionei antes. Essa rua a qual faço alusão, inicia na Rua Afonso Pena, no prédio do Bradesco e vai até ao encontro da Praça Naby Salem com a Rua 7 de Setembro, entre o Cartório do 3º Oficio e a Impacto Calçados.

Como se admitir, numa cidade que se estima tenha uma população de mais ou menos 130.000 habitantes, exista uma rua, com grande movimento de veículos e pessoas, no centro da cidade, que não tem nome, há muitos anos. E, inacreditavelmente, este fato vem passando, ao longo desses anos, desapercebido pelas autoridades competentes. E o que eu  acho caricato é que os órgãos oficiais prestadores de serviços, como água, energia e telefone nunca se preocuparam em saber, na verdade, o real endereço de seus consumidores daquela rua.

A falta do nome de uma rua provoca alguns transtornos, como por exemplo: receber uma correspondência, ou pedir um botijão de gás ou outro serviço de entrega a domicilio, não são tarefas fáceis para quem mora numa rua que não tem nome. Felizmente na rua em comento, não existem residências, somente casas comerciais, cujos endereços, como mencionei acima, constam como se fosse praça.

Minha curiosidade vai mais adiante, como a CEMAR designa o endereço na conta de energia e o SAAE como determina em suas contas o endereço do consumidor, na rua alegada?

Fica ai um alerta para, talvez, pessoas desavisadas, e com competência para tal, possam tomar uma atitude e colocar um nome nessa rua, de alguma figura que, ou foi muito conhecida na cidade ou se destacou realizando benemerências, já falecida, pois a lei não permite a colocação de nomes de pessoas vivas em logradouros públicos.

Carlos Magno da Veiga Gonçalves – notário

INFIDELIDADE: A pessoa que TRAI tem direito a receber pensão? veja a resposta do STJ

O ato de trair, de ser infiel com seu companheiro (no caso de União Estável, amigado) ou com seu esposo ou esposa (no casamento) é um ato indigno, que causa sofrer e dano à reputação do traído, deixando-lhe uma mácula no meio social onde vive.

Com este pensamento, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que uma pessoal INFIEL não tem direito a receber ‘pensão alimentícia’ daquele que se manteve íntegro até o final da relação.

VEJA DETALHES DESTA DECISÃO DO STJ

Por Carlos Magno – Comportamento humano

Continuando a dar vasão a minha ansiedade de escrever, mantendo este hábito salutar e inigualável como um dos caminhos para o conhecimento, e que considero uma terapia para a mente, neste escrito, vou ousar mais uma vez, para aprender junto com os leitores, falando sobre um assunto recorrente e que faz parte do cotidiano de nossas vidas, que é o comportamento humano. Já escrevi, em outras oportunidades, algo relacionado ao tema, sempre superficialmente, em razão do espaço no Blog.

Escritor e notário Carlos Magno

Agora darei continuidade ao tema, me aprofundando um pouco mais, e assim vamos formando uma coletânea de artigos para tentar, pelo menos, chegar a uma forma mais completa e ter uma ideia mais aprofundada sobre tão relevante assunto e importante, como disse, em nossas vidas.

Inicio discorrendo sobre as mudanças no comportamento entre a fase infantil e adulta. Digamos que quando o ser humano vai deixando de ser criança e se depara com a puberdade, conhecendo um novo mundo, novas sensações, novas necessidades, desejos quase que incontroláveis que antes não existiam, um mundo novo é criado. Pois a percepção da criança não existe com tanto afinco. Quando o ser humano chega à puberdade, a curiosidade com a finalidade de agir, descobrir, experimentar, porém, somando tudo isso a uma compreensão mais aguçada de como são as relações sociais, o que não significa que seja uma compreensão madura, torna todas essas experiências em situações arriscadas e emocionantes na mente de um jovem púbere. Isto já vivenciei e aconteceu comigo e acontece com todos.

Sair da infância significa dar novos significados a conceitos que foram aprendidos em casa, através dos pais e de outras estruturas de ensino bastante comuns, como a escola ou, em parte dos casos, na igreja. É quando o adolescente entende que a vida é feita por fases, ou pelo menos o seu inconsciente entende. Porém, por ser um período bastante confuso e não haver a maturidade para lidar com tantas mudanças, novidades e dificuldades aparentes, é comum haver traumas que dificilmente se curam durante a vida adulta.

Quando esses traumas ou vícios emocionais já são iniciados na infância, é mais difícil ainda se livrar, necessitando de um bom profissional especialista no comportamento humano para ajudar através de terapias.

Cada indivíduo é diferente. Todos temos nossas fraquezas e necessidades, mas também temos a resiliência e habilidade de aprender todos os dias refletindo sobre as experiências vividas. Por tudo isso, é necessário muita tolerância e flexibilidade para aceitar o posicionamento e opinião do outro.

O renomado filosofo e escritor Mario Sergio Cortella, em seu livro “Viver em paz para morrer em paz”, Editora Planeta, diz: “Afinal, viver em paz não é viver sem problema, sem encrenca, sem dificuldade. Viver em paz é viver com a certeza de que não está vivendo de forma morna. Existe uma obsessão consumista, uma ideia de que eu sou aquilo que eu tenho, e não é verdade. Eu sou aquilo que eu faço, relaciono, convivo com outros. Afinal de contas, o que vale na vida é ser importante. Não necessariamente ser famoso. Importante é aquela pessoa que é importada por outra. Tem muita gente que não é famosa mas é importante. A pessoa importante faz falta.”  

Ai está uma definição de um modo de vida, de um comportamento humano que nem sempre é seguido e pensado, pois uma parte considerável pensa o contrário. Alguns acham que ser famoso ou ocupar um cargo relevante é que faz sua personalidade.

Ser importante, na minha modesta opinião, é fazer o bem, respeitar o semelhante, praticar boas ações, ajudar os necessitados, ter boa conduta e muitas outras virtudes que fazem você ser importante. É como diz o filosofo Mario Sergio Cortella, agindo assim, todos se importam com você, e você se torna reconhecidamente importante.

Nunca se falou tanto em comportamento humano como nos últimos tempos. Passamos a dimensionar as situações que vemos no dia a dia e que, muitas vezes, enchem nossos olhos de dissabor e tristeza. Lendo um livro sobre a psicologia do comportamento humano, constatei que uma das explicações encontradas pela psicologia para avaliarmos o comportamento alheio são as mudanças que cada indivíduo passa desde a infância até a fase adulta e que ao longo dos anos moldam seu caráter, sua personalidade e sua identidade.

Somos os únicos seres vivos que têm a capacidade de avaliar as ações antes de executá-las. Também somos passíveis da habilidade de agir com inteligência perante as situações a que somos expostos diariamente. No entanto, a autorregulação que se espera de um ser humano adulto é muito mais árdua.

Um exemplo simples disso é aquele motorista que sai de Codó com destino a São Luís, Capital, onde o respeito a faixa de pedestre é muito mais praticado. Por que será quando muda de espaço esse motorista respeita as leis de trânsito e na sua cidade não o faz? Uma das explicações encontradas para tal atitude é que o ser humano é um ser social e como tal visa ser aceito pelos demais. Dessa forma, ele camufla, inconscientemente, algumas ações a fim de requerer a aceitação no ambiente em que está.

A sociedade vivenciou diversas mudanças no decorrer dos anos e isso afeta totalmente o comportamento do ser humano. Muitas vezes para compreendê-lo é necessário voltar à infância, fase em que o caráter do indivíduo é estabelecido. Li em alguns livros que psicólogos e analistas estudam o comportamento humano há muitos anos.  A partir de estudos, entrevistas e pesquisas, esses profissionais indicam como cada pessoa se comporta em sociedade e a maneira como se adapta ao meio em que vive.

Para lidar com mudanças, você precisa, sobretudo prestar atenção nas pessoas. Paulo Freire, o brasileiro que mais acumulou títulos de doutor honoris causa na história do nosso país, também era um mestre nisso. Quando alguém ia falar com ele, um homem mundialmente famoso, Paulo não só parava para escutar como dava toda a atenção do mundo. Não raro, colocava a mão no ombro do interlocutor para criar uma condição de igualdade, um vínculo, uma conexão física para materializar o que Aristóteles chamou de amizade.

Em conversa com um amigo com muita vivencia e conhecimento, praticante da doutrina espírita, revelou-me seu conhecimento afirmando que nós humanos liberamos muita energia ao falarmos e pensar.

A cada pulsação nossa, ou seja, a cada batida do nosso coração, é produzida uma corrente de um clico por segundo que produz um watt de potência elétrica. Esta potência varia de pessoa para pessoa, e dependem exclusivamente da constituição orgânica das células e também da condutibilidade do corpo. (portaleducacao.com.br).

Para abordarmos todas as nuances e características do comportamento humano teríamos que escrever páginas e mais páginas o que não cabe aqui.

Em outra oportunidade trarei mais estudos e pesquisas sobre o comportamento humano

Carlos Magno da Veiga Gonçalves – notário

Sem aulas Codó recebeu em janeiro R$ 15.214.516,65 do FUNDEB – Leia o artigo ‘O ESPELHO DO RETROCESSO’

O governo “Mais avanço, mais conquistas”, uma vez mais, demonstra incontestavelmente a falta de compromisso para com o sistema municipal de ensino. E, paralelamente, total desrespeito para com a categoria. Há informações ‘rolando’ nas redes sociais de que a previsão para o início do ano letivo acontecerá somente no mês de março – pós-período carnavalesco.

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

Esse gesto icônico coopera para aquilo que, historicamente, entendemos como método invertido do discurso moderno-modernizante. E o que caracteriza esse processo deteriorante é a mesmice; sendo, portanto, a tônica reprodutora desse embalado anacronismo educacional.

Em que momento de nossa triturada história político-social haveremos de colher em terreno fértil uma boa semente, sadia, sem agrotóxico? – obviamente que, a verdade não faz parte em nenhum momento desse processo político na perspectiva do engrandecimento de nossa violentada cidade!

Temos sim, um gestor ‘descolado’ – fruto de uma mídia especializada em produzir fatos bombásticos, cuja finalidade é impressionar o cidadão, gerar expetativas e, principalmente, causar impacto aos filhos de Codó de que “o melhor ainda está por vir”! Aqui, se confirma essa tese antagônica. Afora, isso, vejamos o outro lado da história, o lado da nossa educação!

Qual o objetivo prático que tem o governo “Mais avanço, mais conquistas”, em prorrogar para o próximo mês (03/19) o início do ano letivo? Essa estratégia política tem alguma relação com o seu ‘batido’ discurso no campo econômico – controle de gastos – ou, ainda, algo em torno da recontratação de pessoal que só pode ocorrer sobre a aprovação de um projeto de lei que fora apresentado pelo vereador e líder de governo Max Tony? O fato concreto é que o governo antipovo, antidemocrático e autoritário (grifo nosso), não tem como prioridade a qualidade do ensino e, menos ainda, o avanço da aprendizagem dos educandos, ao contrário, pretende embaralhar o ano letivo e institucionalizar prejuízo ao professor, ao secretário escolar, ao Orientador Pedagógico, ao aluno; enfim, todos os envolvidos no processo educativo.

A gestão “Mais avanço, mais conquistas” ainda não percebeu que está no prejuízo? Veja então, as notas do IDEB de 2013, 2015 e 2017! Somente o IDEB de 2009 e 2011 foi positivo! Esse fato é inquestionável e fico feliz por ter contribuído para o avanço do ensino e sua consequente qualidade.

Quando afirmamos que o governo “Mais avanço, mais conquistas”, se mede pelo retrocesso não é nenhum exagero; é uma confirmação intrínseca de um fato histórico! Ele reflete o discurso maledicente da meritocracia inoperante. A realidade educacional local que o diga! Alhures já discorri a esse respeito.

O gestor “descolado” ainda insiste sobre o discurso de desde o início: de que a gestão pública moderna, eficiente e eficaz tem na meritocracia seu fundamento. Tal fetiche resultou no desequilíbrio e no desajuste estrutural no setor educacional.

A principal arma para equalizar/reestruturar/resgatar o sistema municipal de ensino de nossa cidade é inverter a lógica impregnada pelo capital – tendo como pano de fundo, a contenção de gastos – de que um indivíduo pode ser o grande redentor da realidade social. Não, isso é impossível, especialmente quando se trata do campo educacional, onde o ambiente/relação interpessoal deve caracterizar-se pela mediação coletivizada.

No sistema municipal de ensino não há um único ‘salvador’, há uma ação coletiva – marcada pela unidade dos trabalhadores em cumprir suas tarefas institucionais. Além disso, é fundamental oferecer as condições de trabalho: material didático-pedagógico e permanente, biblioteca, infraestrutura adequada para que o educando possa realizar suas tarefas com dignidade e etc.

Não há justificativa plausível para o adiamento do ano letivo. O custo desse adiamento será refletido no processo ensino-aprendizagem.

Se, por um lado, a gestão “Mais avanço, mais conquistas” compreende que essa tomada de decisão é a ideal na perspectiva de economizar, por outro, temos plena convicção de que a mesma produzirá um efeito profundamente negativo sobre os educandos. Gostaria neste ínterim, apresentar o valor transferido pelo governo federal à conta do FUNDEB/Codó:

Mês/Ano FUNDEB/CODÓ
Janeiro/2019 Valor Transferido (R$ 1,00)
Débito Benef. R$ 81.077.889,00
Crédito Benef. R$ 96.352.405,65
Total R$ 15.214.516,65

                   Fonte: www.tesouro.fazenda.gov.br acessado em 02/02/2019.

Resumindo: Codó recebeu a cifra de R$ 15.214.516,65 em janeiro/2019. Ora, certamente que a prorrogação do ano letivo não se justifica pela ausência de recursos financeiros. Há outro motivo para tal decisão. A folha de pagamento será muito leve e, portanto, haverá um saldo significativo para o próximo mês. Isto é, na parte dos 40%.

O governo “Mais avanço, mais conquistas” enamora com o retrocesso e quer casar com o atraso meritocrático, o resultado disso é o completo abandono da estrutura de governo que estamos testemunhando.

A verdadeira revolução educacional tem como pano de fundo o comprometimento da gestão em investir no setor.

Por Jacinto Junior

Por Jacinto Júnior – DA UTOPIA À REALIZAÇÃO

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

Desde quando militava em Goiânia no movimento estudantil secundarista – na segunda metade da década 1.980 – já ouvia os companheiros falarem em seus discursos na ideia das Eleições para Diretores e o suporte era o Projeto de Lei João Calmon, que destinava 18% das receitas da União para a educação e para os municípios 25%; naquele período já atuava como membro de uma corrente estudantil chamada Articulação – acreditei e continuo acreditando na perspectiva revolucionária e democrática como mecanismo de transformação. A luta política que sempre travei contra o entulho autoritário, o sistema conservador e sua ideologia excludente e seletiva, as injustiças sociais; alimentou de forma grandiosa meu espirito combativo e sereno de olhar a realidade na qual convivi e convivo cotidianamente, contudo, permaneço irredutível com essa utopia democrática.

Em todo esse período – da década de 1.980, considerada pelos grandes pensadores e teóricos econômicos como a ‘década perdida’, até o momento em que fui indicado pela categoria por meio de um processo democrático eleitoral e inusitado para assumir a Pasta da Educação de nossa cidade – nunca abandonei tal perspectiva e quando estivemos à frente da Pasta da Educação, nossos olhos ficaram encantados com a possibilidade de implementar as políticas públicas pelas quais havia lutado por toda minha vida. É bem verdade que há uma diferença brutal entre o real e o ideal. Contudo, nos esforçamos e muito para que o processo educacional codoense pudesse sofrer uma modificação sim, uma tímida modificação cujos resultados se refletem hoje e sei ressoarão para a posteridade. Esse é o nosso legado na educação codoense!

Em nossa gestão conseguimos realizar duas políticas públicas fundamentais para consubstanciar/equalizar a valorização do Magistério Público: a realização de Concurso Público; e, também, a Reformulação completa do Plano de Carreiras, Cargos e Salários – PCCS. Nesse contexto, faço questão de frisar a importância que fora sua reformulação para os profissionais da educação.

E uma das inovações trazidas pelo novo plano fora as Eleições Diretas para Gestores de Escolas. Conquista histórica!

Desde sua implantação (2009), o município vem realizando esse processo democrático e fundamental para a educação.

Uma gestão coerente tem que respeitar a história e nunca tentar esconder, ocultar e obliterar seus fatos. Fiquei muito triste quando li a fala do vereador Max Tony ao fazer referencia ao processo, sem, contudo, remontar ao passado, ao início. Sendo que o mesmo conhece todo o processo, pois, esteve presente como auxiliar em nossa gestão. Não, Max Tony, o ‘momento muito positivo e um avanço’, principalmente nas políticas públicas de educação’ ocorreram há exatos 10 (dez) anos atrás (2009) onde, verdadeiramente, ‘implantamos a gestão democrática’ com a Reformulação do PCCS. O que está acontecendo na atualidade é apenas o cumprimento do que determina o PCCS. Ai não há mais nenhuma novidade. Portanto, ‘Isso é uma prova de transparência e credibilidade da gestão municipal com a comunidade escolar’, de certo que sim! Fizemos o melhor para engrandecer e fortalecer a relação democrática entre comunidade, escola, professores, pais, aluno e poder púbico. Foi uma época literalmente áurea, de expressivos avanços e modernização do campo educacional, apesar do movimento sindical sistematicamente se portar como adversário. Contudo, foi por suas intervenções que chegamos aonde nos encontramos.

E a despeito da fala do sr. Paulo Buzar, do mesmo modo, deveria consultar o acervo histórico (o PCCS) para comentar de forma salutar sobre o processo eleitoral nas escolas públicas e não dar uma interpretação pessoal sobre o processo como se o mesmo estivesse sendo inaugurado agora. Seu discurso reflete bem o caráter desse governo autoritário, antidemocrático, ao estabelecer a premissa ‘meritocracia’ – elemento indutor do discurso liberal – como chave do processo para selecionar os gestores, isso é uma inflexão à democracia plena ao afirmar que:

O processo seletivo de gestores é relativamente no Brasil. Em Codó, nós optamos pelo processo seletivo, técnico, meritocrático (grifo nosso) e deliberativo (…)

E continua cotejando a política como alvo a ser combatido, quando na verdade, nós já havíamos feito ainda em 2011 c0m a realização de um seletivo atendendo à reivindicação do movimento sindical:

Ao antigo sistema de indicação política, pois é mais democrático e coerente. Isso é um grande avanço e um marco da gestão do prefeito Nagib para o desenvolvimento da educação.

Qual é o verdadeiro conceito de desenvolvimento da educação que predomina no consciente da gestão “Mais avanço, mais conquistas”? Ele se abstém de cumprir o que preceitua a legislação referente ao IDEB? Ou, ele simplesmente atende à vontade política do gestor em patrocinar fatos midiáticos em razão de inaugurações de escolas dignas sob a tutela do estado? Isso é o que poderíamos determinar como ponto crucial do desenvolvimento da educação codoense? Se o for estaremos submetido a um processo vilipendioso e de retrocesso naquilo que deveria ser a prioridade absoluta.

E a partir das categorias democracia, participação social e educação com qualidade internalizadas é que construímos a materialidade de uma utopia que ontem parecia impossível e hoje é uma prática corriqueira nos anais do sistema municipal de ensino. Muito mais do que apenas a utopia como horizonte a ser alvejado é ter à frente do leme um comandante audacioso e sensível para produzir algo novo sem medo do futuro e que, certamente, trouxesse e continuasse a trazer benefícios para a coletividade como fora a rica experiência das Eleições Diretas para Gestores de escolas públicas implantadas em 2009 com a Reformulação do PCCS.

Fazer justiça à história constitui ponto indispensável para que o sujeito seja reconhecido como agente transformador e que, de forma obstinada, dera continuidade às políticas públicas que o antecedeu. Isto sim é exemplo digno de ser seguido e admirado. Mas, ao contrário, quando se tenta apagar o que já foi feito é tornar-se nulo no campo da história, pois ela própria encarrega-se de delatar a fraude bem como o fraudador. Isto nos remete à seguinte passagem bíblica: “dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mc 12:13-17).