Por Jacinto Júnior CODÓ: O FUTURO QUE AINDA NÃO CHEGOU!

Professor Jacinto Júnior

Até quando o povo permanecerá na ignorância política sendo massa de manobra de grupos que têm interesses apenas pessoais? Se, de um lado, temos essa compreensão objetiva do que isso representa de prejuízo para a grande “massa desvalida”, de outro, temos que interpor o seguinte raciocínio: por que então essa mesma “massa desvalida” não intervém antagonicamente a essa realidade estrutural-histórica?

O que está faltando para que haja uma ampla mobilização popular para irromper com esse ciclo velho e dantesco? Na verdade, o que está faltando mesmo é a “massa desvalida” tomar consciência de si, e dizer que não vai mais reproduzir as mesmices de outrora – ou seja, de não se submeter à vontade da força do capital. É fundamental que converta suas inspirações sociais em demandas passíveis de serem materializadas apostando em candidatos que, de fato, assumam suas propostas e tenham um perfil ilibado.

O “garoto virtual” já deu provas incontestes de que não tem compromisso com a “massa desvalida” e, muito menos, para com o futuro de nossa provinciana municipalidade. Estamos sofrendo com a incompetência e a incapacidade de o “garoto virtual” restabelecer o aquecimento econômico da cidade – especialmente, na geração de emprego e renda. Ele está “apostando” e muito na chegado do Grupo Matheus para oxigenar a economia com subempregos e alocação de mão de obra barata! Entretanto, no computo geral, o nível de emprego permanente – com carteira assinada – será bastante reduzido; pois, com a mudança da legislação trabalhista – a terceirização – haverá, sim, subempregos em maior evidência – os chamados “sazonais”, com singular precariedade e redução salarial.

Nossa Codó não carece de um ‘salvador da pátria’ e, sim, de um homem honesto, sensível, com a intenção de proporcionar o desenvolvimento social factível com as demandas estruturais mais imediatas. E quais seriam essas demandas estruturais mais imediatas para reabilitar nossa cidade? Algumas prioridades são inegáveis e tangíveis: Valorizar o serviço público; Empreender uma política salarial isonômica para as categorias menos favorecidas; Gerar emprego e renda; Desenvolver uma política sistêmica no setor rural oferecendo material humano e insumos para ampliar e melhorar a cultura de subsistência e, também, sua posterior mecanização; Valorizar o profissional da educação e etc.

Construir a cidade de nossos sonhos sob uma base democrática tem sido a pauta dos pré-candidatos para 2020. Entretanto, o que vemos na prática, é um discurso disseminado de forma incisivamente obscura, sem prumo e sem conteúdo, em síntese: sem uma proposta robusta para reabilitar Codó no centro do desenvolvimento.

Por tudo isso, é previsível à “massa dos desvalidos” se afastarem do discurso apregoado pelo “garoto virtual” de que Codó alcançaria os píncaros do desenvolvimento de forma antecipada, proporcionando a emancipação de seus filhos. E o que vemos concretamente é uma cidade abandonada e empobrecida. Por isso, cabe uma interrogação apropriada à “massa desvalida”: qual a perspectiva que se lhe apresenta como alternativa para irromper com um novo futuro e uma nova cidade?

Por Jacinto JÚNIOR – Arlindo Salazar: um parlamentar diferente?

Antes de adentrar no epicentro da questão que envolve a chegada à Casa Legislativa de Arlindo Salazar (PCdoB), é necessária uma recapitulação dos acontecimentos anteriores para, em seguida, fixar-me estritamente ao assunto principal.

O “garoto virtual” começa a jogar no tabuleiro político com o intuito de se fortalecer para o embate eleitoral em 2020. As últimas pesquisas eleitorais demonstram uma rejeição popular histórica de 80%, fato inédito, e diria mais, irreversível politicamente. Diante dessa realidade inquestionável ele tenta se soerguer. Vejamos alguns pontos cruciais dessa articulação política:

  1. Sua jogada tem início com a pretensão de fazer aprovar a todo custo o Projeto de Lei que pede autorização ao Legislativo para fazer empréstimos a instituições financeiras na ordem de até R$ 30.000.000 (trinta milhões de reais) para investir na infraestrutura e saneamento básico do município – sobre esta questão fiz um artigo mostrando as dificuldades que causariam à cidade caso tal projeto seja aprovado;

  1. Logo em seguida, tenta fortalecer-se politicamente buscando resgatar antigos e novos aliados. E nesse pacote estratégico, resgata a família do Sr. Gigi – pai do ex-vereador e ex-presidente da Casa do Povo Argemiro Filho e seu irmão Zé Adilson – que, por sua vez, já disputou duas vezes uma cadeira no Legislativo -, segundo informações que nos chegaram, inclusive houve até mesmo uma grande festa na propriedade dos irmãos para comemorar o reatamento político;

  1. Anuncia um conjunto de obras (chamado pacote) com a presença de ilustres personalidades políticas do cenário nacional e estadual – em que o PCdoB foi agraciado com um acordão – em que o atual vereador “Chaguinha da Câmara” será deslocado para a Secretaria de Esportes e Lazer; como o 1º Suplente da Coligação é o Arlindo Salazar (PCdoB), assumirá a cadeira pertence ao Partido.

Ainda há, certamente, outras manobras políticas a serem articuladas para desestabilizar o pré-candidato Zé Francisco – que aparece na preferencia do eleitorado nas pesquisas realizadas pelos principais caciques políticos.

Professor Jacinto Júnior

A via crucis política do “garoto virtual” para se livrar da rejeição popular e reabilitar-se lhe custará muito caro – no sentido literal do embate político forjado pelas circunstâncias históricas.

Agora, sobre a integração de Arlindo Salazar à Casa do Povo preciso fazer algumas considerações com o objetivo de esclarecer a sua (possível) atuação na Casa Legislativa.

Não tenho a intenção de agredir ninguém com essa reflexão, mas apenas tentar delinear a possível articulação que resultou com a integração de Arlindo Salazar (PCdoB) à Casa Legislativa. A ideia motriz é desenvolver um quadro crítico sobre a própria conduta do novo vereador. Conheço Arlindo Salazar há mais de uma década e meia. Ouso afirmar que tenho afinidade com sua militância política e sua concepção filosófica – que, em última análise, o coloca numa perspectiva do campo progressista, e assim, esperamos que se porte. Sua atuação deverá ser pautada pela ética e com independência, sobretudo, defendendo as demandas populares mais imediatas.

E é a partir dessa mobilização onde o novo cenário político construído na Casa do Povo poderá assumir novas proporções com a participação do novo parlamentar, pelo menos é o que a comunidade espera, dado à sua conduta histórica de militante coeso e de princípios. Sempre esteve defendendo a luta social e popular. Surge uma oportunidade ímpar para que desenvolva plenamente suas ideias e tente imprimir uma fase transformadora no que é fundamental: transparência e comprometimento com a causa popular.

Sempre tive uma reserva crítico-moral ao atual parlamento – devido sua subalternidade e cumplicidade para com o Executivo. A comunidade espera que o novo parlamentar não enverede pela mesma trajetória que a maioria absoluta dos edis hoje percorre de forma equivocada e desnecessariamente.

A luta para alçar lugar ao “sol” não é, nem de longe, uma facilidade, portanto, quando a oportunidade surgir deve ser aproveitada ao máximo, com produtividade e empenho, para que o reconhecimento popular seja imediatamente identificado estabelecendo assim a empatia política.

Quero acreditar que o novo parlamentar faça um trabalho que orgulhe a comunidade e que, a mesma, o veja diferentemente como veem os demais: sem credibilidade. Inverter essa lógica deve ser o principal motivo que o levou à Casa Legislativa.

Por fim, expresso meus sinceros parabéns ao novo parlamentar!

Procure ser imparcial, ético e independente. A comunidade local estará acompanhando suas atividades e seu posicionamento. Não descuide de seus princípios, pois, vale “mais um pássaro preso, do que dois voando”!

Por professor Marcos – A mão do Estado que não alcança nossa ciade

A MÃO DO ESTADO QUE NÃO ALCANÇA NOSSA CIDADE.

  • Na educação, mesmo após as manifestações realizadas pelos estudantes da rede estadual no 1° semestre, agora em pleno 2° semestre, é notório se observar nas ruas da cidade já por volta das 9:30h da manhã e também na parte da tarde umas 15:30h, a circulação de alunos nas ruas e praças liberados provavelmente por falta de professores nas escolas.
  • Na saúde e/ou falta dela, nossa UTI continua sendo Timbiras, Coroatá, Peritoró, Presidente Dutra e outros.

  • Na segurança, o pequeno contingente de policiais, delegados e viaturas não atendem a demanda do município, aumentando assim a insegurança da população.
  • A MA-026 mais especificamente no trecho entre km-17 e Timbiras se encontra cada vez pior, apesar das inúmeras reclamações, denúncias e até manifestação, sendo que só depois disto começaram mais um paliativo, o que representa muito pouco diante do apoio e da tão propagada aliança política local do governador com prefeito e o deputado da cidade.

  • O parque ambiental construído e inaugurado às pressas em pleno ano eleitoral, encontra-se atualmente abandonado e largado à própria sorte.
  • O restaurante popular encontra-se desativado à cerca de três anos.

Prof. Marcos, presidente do SINTSERM-CODÓ.

Em: 15/08/2019.

Por Jacinto JUNIOR – DA SOMBRA PARA A LUMINOSIDADE

O caminho percorrido para atingir o conhecimento científico não foi conquistado pelo fato de ser um sujeito bom socialmente. Essa apropriação foi uma escalada e, de degrau a degrau, fui demolindo/esmiuçando o mundo sombrio da alienação e celebrando minha proximidade/intimidade com a dialética tendo como prumo a filosofia, a sociologia, a antropologia e, a partir desse estudo/leitura/pesquisa, tornei-me um ávido amante do saber/saberes que povoam a estrutura social que habito e a interpreto com habitual discernimento, serenidade e autonomia.

Professor Jacinto Júnior

O homem por natureza é um ser egoísta e infame – consegue ocultar essa miserável natureza através do fingimento e da mentira e, ainda, expressa toda sua pobreza intelectual alimentando a mediocridade e a inveja por sobre quem se sobressai. A historiografia universal está repleta de exemplos irretocáveis dessa realidade. Vejamos o mais clássico de todos!

O caso de Sócrates! Pensador que não convertia seu ideal – concepção teórica sobre a natureza da sociedade, seus instrumentos na relação e estrutura social com a finalidade em atingir a democracia e etc. – ao ideal da classe dominante e, por isso mesmo, fora perseguido, humilhado e acusado de ‘subverter’ a ordem social, particularmente, envolvendo a magnifica juventude. Sua condenação – a morte por cicuta – foi um ultraje, uma articulada inquisição política para poder silenciar uma voz que indagava tudo e a todos de maneira coerente e sem o usual método da falácia – utilizava o método investigativo da indagação.

E diante da atual realidade social – em que presenciamos o avanço da ciência tecnológica e seus extraordinários feitos e experimentos contemplando um futuro grandioso para a humanidade -, será que houve alguma mudança substantiva no comportamento humano quando a questão é a crítica – ou melhor, o modo como determinado sujeito percebe e sente a realidade histórico-social contemporânea – e quem dela faz uso com racionalidade, depurando os fatos numa determinada estrutura social? Creio que não houve profunda alteração no comportamento humano quando o cerne é a compreensão do real e sua consequente modificação e/ou sua destruidora potencialidade acrítica. Tem sido assim, ao longo da história e continua na atualidade; porém, há um pormenor em relação ao remoto passado histórico e o presente: outrora, a opressão/tirania era muito forte sobre quem ousava questionar o modelo social estamental e/ou monárquico; agora, tais mecanismos (opressão/tirania) foram reduzidos, mas, não desapareceram; portanto, a história contemporânea vivencia novos elementos e novas formas e novas experiências na estrutura social.

Qual o critério constitutivo que norteia o desejo de alguém estabelecer um juízo de valor sobre outrem, sem qualquer intimidade e/ou conhecimento de sua concepção em relação às coisas, objetos e o mundo social que nos circunda? Acima mencionei algumas dessas categorias – egoísmo, infâmia, fingimento e mentira – apontando os erros que tais sujeitos cometem por puro prazer pessoal, entendendo essa postura como digna de ser louvada e valorizada. Tal juízo de valor é totalmente incompreensível do ponto de vista da racionalidade. Há uma distinção equidistante entre o que se pensa de outrem com o que ele pensa objetiva e subjetivamente nas coisas, objetos e o mundo social em eterna ebulição, ou “vertigem”! O que evidencia um sujeito que critica outrem desvairadamente e sem qualquer tino e que, no fundo, deseja encarnar o sentimento de ser o “cara” – a figura central -, mesmo faltando-lhe os predicados apropriados para poder assumir essa condição na esteira da sociedade? Apenas a satisfação de ser ridículo mediante a opinião pública.

O nosso esforço no campo teórico-concreto para desvendar as mistificações da estrutura social conservadora reserva à dialética toda sua unidade e força para, assim, desprender e tirar dos olhos do cidadão comum suas vendas que os impedem de ver as amarras das velhas fantasias políticas contadas pelos membros da classe dominante colocando-se, sempre, como os verdadeiros cúmplices da “verdade”, da “mudança”, da “democracia”, da “liberdade”, da “justiça social” e, finalmente, do indispensável “equilíbrio” entre o assistencialismo e a subalternidade consentida.

Portanto, nossa humilde pretensão é escavar, levemente, com a par da história, a verdade política que transita no corpo da sociedade civil de maneira quase que natural; e é com esse espírito de rebeldia que ousamos sim, estabelecer as críticas e apresentar nossas opiniões e inquietações diante de tamanha barbaridade que assola nossa territorialidade brasileira.

Tenho como princípio elementar o respeito ao outrem. Não o menosprezo, entretanto, o critico com a devida proporção que o caso assim o exige. Não tenho a cultura do xingamento, nem mesmo a consagro como sendo imprescindível para garantir o mínimo de respaldo diante de meus leitores e “amigos”, pela ausência de argumento – apropriadamente denominado de dialética materialista da história.  Infelizmente, ele – meu oponente – não consegue frear esse estado lânguido de miséria intelectual quando se depara com a realidade social, visto que é próximo e/ou partidário de quem está na governança e não deseja critica-lo sob nenhuma hipótese. Assim, permanece alimentando a si mesmo, através da sonora hipocrisia e do fingimento – “tampar o sol com a peneira”.

Não me surpreende quando, toscamente, sou criticado por um sujeito hipócrita, infame e fingido. Minha intelectualidade não soçobrará ante esse medíocre crítico que não sabe o que é a história e seu objeto de análise. Entendo perfeitamente a sua importância no campo científico e é por isso que dedico horas a fio vasculhando os acontecimentos ulteriores que possam me dar luz e, assim, melhorar meus diagnósticos sobre a realidade social aviltante que nos corrói a esperança.

Por quanto tempo viver serei o mediador do tempo em relação aos fatos históricos e os submeterei sempre à análise sem perder nunca a capacidade cientifica em compreendê-los na sua mais verdadeira essência.

Não adianta me atacar. Estarei firme com a minha filosofia. Morrerei com a minha consciência perfeitamente tranquila e em paz, pois, cumpri com a devida responsabilidade e respeito minha tarefa de homem crítico e, invariavelmente, defensor da liberdade e da democracia popular. Não alimento o conceito político-populista como aliado para enganar meu semelhante e, ao mesmo tempo, produzindo e reproduzindo sua própria mazela social. Ao inverso: combato veementemente esse culto político esquálido e torpe.

Um homem de verdade, não omite seu papel na história; aliás, ele se interpõe nos fatos e faz sua opção política, sem renunciar a dignidade e a coragem. Sou a própria coragem. Sou a história manifesta em meus escritos. Não carrego como válvula de escape, a hipocrisia, a mentira e nem o egoísmo indecente; sou a natureza pura daquilo que expresso sem medo e sem ódio em prol dos oprimidos e maltrapilhos do mundo todo.

Quem vive à sombra da história nunca será lembrado como peça significativa de alguma alteração estrutural nas relações sociais de classe. Contudo, quem ousa levantar-se da sombra e dizer o que pensa e quer para os seus semelhantes, este terá lugar de destaque e será sempre recordado como um sujeito que contribuiu para a humanidade, pois, deixou o silêncio e a omissão para declarar sua morte e viver para a história como cidadão-do-mundo. Assim, a luminosidade encantará o mundo com sua força magistral!

Por Carlos Magno – A FÉ E A CIÊNCIA

Caros leitores. Hoje vou falar de um assunto muito interessante e importante na nossa vida, pois envolve a nossa crença naquilo que nos foi ensinado pelos nossos pais e na nossa vivência do dia a dia, pois está presente em nossas vidas.

São duas situações que temos que conviver, a nossa fé cristã e a ciência, que avança a passos largos no rumo de um futuro não muito longínquo. Antes, porém, quero esclarecer aos leitores que alguns fatos e relatos foram adquiridos de alguns livros que andei lendo, de especialistas e autores renomados no assunto que me deixou muito curioso e despertou a vontade de compartilhar com vocês, embora eu saiba que muitos dos leitores tem sua própria convicção. É claro que coloco aqui, também, algumas de minhas convicções e pensamentos.

Existe alguma relação entre ciência e fé cristã? Principalmente com Charles Darwin, parece que foi decretado o completo antagonismo entre fé e ciência. Reinou desde então a conhecida “noção de conflito”. Mas, seria a “noção de conflito” o melhor caminho a se tomar quando pensamos na relação fé e ciência?

A primeira questão que devemos pensar aqui são as evidências históricas, que apontam para momentos onde fé e ciência não eram antagônicas. Grandes cientistas eram homens piedosos: Isaac Newton (1643-1727), por exemplo, pai da mecânica moderna, escreveu muito mais linhas sobre interpretação bíblica do que sobre as leis que regem o mundo físico. Charles Darwin (1809-1882) estudou para ser ministro da Igreja da Inglaterra, e Gregor Mendel (1822-1884), pai da genética, plantava suas ervilhas em um mosteiro em Brno, atual República Tcheca, onde era sacerdote.

Por que se desenvolveu esse antagonismo entre fé e ciência? Parece que esse antagonismo se inicia com os estudos de Galileu Galilei (1564-1642), que levou adiante aquilo que Nicolau Copérnico (1473-1543) havia iniciado. Galileu entendeu que a Terra girava em torno do Sol (heliocentricidade), contrariando aquilo que fora defendido, até pela igreja, por longos anos. Tempos depois Galilei precisou se arrepender de suas constatações temendo a morte.

Estes fatos todos nós aprendemos na escola, nos livros de Ciência e História da Humanidade. Quão poucos não se lembram das aulas “chatas” do professor de ciência. Pelo menos na minha época que já lá se vão quase 50 anos.

Voltando ao assunto, porém, foi com Darwin que, segundo estudiosos, o último golpe seria desferido. Esse golpe veio com a publicação de sua grandiosa obra ”A Origem das Espécies” (24 de Novembro de 1859). Ele ensinava nessa obra que os seres humanos possuem uma descendência comum a todos os seres, e que todos os seres vivos passam por um processo longo de desenvolvimento biológico, o que ele chamou de evolução.

A teoria de Charles Darwin e, atualmente, as ideias do papa
do neo-ateísmo, Richard Dawkins, veio para cristalizar uma dicotomia entre fé e ciência que leva o homem a entender que não há a possibilidade de uma relação racional e aceitável entre o discurso da fé e o discurso da ciência.

Seria então impossível relacionar fé e ciência? A única possibilidade nesse diálogo seria a impossibilidade do mesmo? A seguir, vamos oferecer outras possibilidades de abordagem na relação fé e ciência. Os modos de relação que apresentarei aqui foram retirados de um excelente artigo do evangélico Tiago Garros. Este estudioso da religiosidade e ao mesmo tempo da ciência, utiliza o pensamento de lan Barbour (1923-2013), um pHd em física e estudioso das relações entre ciência e religião.

A primeira possibilidade de diálogo é conhecida como “posição de independência”. Essa posição afirma que fé e ciência pertencem a domínios diferentes, distantes, de tal forma que, pensar em um conflito seria absurdo. Seria absurdo, por exemplo, por que a ciência lida com questões impessoais enquanto a
religião com questões do “coração”, questões subjetivas

Por Jacinto Júnior – “BOLSOMITO” e seus eternos fantasmas de viés ideológicos

Antes de tudo, ‘ele’ é um alucinado… demasiadamente, excêntrico.

O Brasil convive com um doente (no sentido lato da palavra). E esse doente causará terríveis transtornos à nossa ‘pátria amada’ e aos seus bravos filhos; em decorrência de suas insanas manifestações extemporâneas.

Professor Jacinto Júnior

O insano presidente de nosso ‘gigante adormecido’ – frase conclamada pelos teóricos da extrema direita e reforçada pela ‘pobre’ classe média, numa clara tentativa de demonstrar a inercia, a instabilidade e o imobilismo da sociedade civil diante da governança do PT objetivando contrapor-se ao projeto socialdemocrata desenvolvido durante 14 anos – carrega consigo o trauma de ser uma pálida ratazana pertencente às fileiras do Exército Brasileiro – aliás, fora considerado inepto para exercer a função de oficial devido sua ação contra o próprio exército quando tentou por em prática um plano ‘terrorista’ conforme publicação pela Revista Veja na década de 1980.

Agora, investido do mais alto e importante posto da república brasileira – presidente – entende que pode ruminar e vomitar como um animal quadrúpede quaisquer baboseiras e achar-se o dono da verdade absoluta e que nada poderá atingi-lo. Não, isso não pode ser a postura de um dirigente do porte de um país como o nosso. ‘Ele’ precisa compreender que já passou o processo eleitoral. Precisa pôr os pés no terreno da realidade e estabelecer as medidas radicais para equacionar a crise endêmica que insiste permanecer destruindo a esperança do povo brasileiro. Portanto, a guerra que ‘ele’ tem de travar não é contra o passado histórico e, sim, contra o desemprego, pela retomada do crescimento econômico e pela garantia dos direitos fundamentais da pessoa humana e, sobretudo, manter a soberania e a autodeterminação de nosso país, conforme dita a Carta Magna/88.

Mas, o centro da questão que me faz tecer esse texto tem como pano de fundo, a fala proferida por ‘ele’ sobre a figura do militante de esquerda Santa Cruz. Cidadão que enfrentou o entulho autoritário com bravura e coragem. Por se contrapor ao sistema injusto foi perseguido, morto e dado como desaparecido – e, pior, incinerado numa usina no Rio de Janeiro em 1974 – pelo regime facínora e monstruoso.

O insano presidente necessita moderar sua fala, afinal, não é um indivíduo comum, simples, indiferente à traumática experiência parlamentar de quase três décadas no mais singular obscurantismo que está falando – na verdade, é uma representação oficial de um país e, por isso mesmo, carece de maturidade, habilidade e respeito – como se fosse apenas para um público reservado e fechado. ‘Ele’ – o insano – deve cogitar a realidade e/ou os fatos históricos como, de fato, aconteceram – não pode oblitera-los, desfigura-los, e nem distorcê-los a bel-prazer!

Estamos na iminência de sofrermos um processo de inversão de valores históricos em que, todos os fatos que ocorreram durante o período mais obscuro de nossa história, não passaram de – ‘balelas’ conforme definiu o insano – meras fantasias elaboradas pelos membros da CNV – Comissão Nacional da Verdade – criteriosamente para acusar o regime de podridão, assassínio e tudo que não presta e, assim, estrategicamente, engendrar no coração e na mente do povo uma repulsa ao simples ouvir da palavra ‘exército’, ‘soldado’, ou, então, ‘regime militar’.

O insano presidente por natureza tem ojeriza a tudo que é saudável e benéfico ao homem simples. ‘Ele’ tem a sina da crueldade, da perversidade e da perversão dos fatos históricos. Tenta a todo custo impor sua vontade como verdade inquestionável. Mas, não existe verdade inquestionável sob o posto de vista exposto por ele. O psicopata age sem sentimento e é indiferente a tudo que pensa em relação ao outro, mesmo em situação equivocada, como no caso do militante de esquerda Santa Cruz. Seu extremado ódio – a quem pensa diferente dele – tem se expandido e, com um agravante, contaminando o ‘pobre’ membro da classe média – que, por equivoco, entende ser igual aos representantes da elite dominante nacional; aquela mesma elite definida magistralmente pelo teatrólogo Nelson Rodrigues como a elite que tem ‘complexo de vira-lata’.

O insano presidente é um psicopata inveterado! Todo seu pensamento se converte numa obcecada vontade em destruir quem discorda de seu peculiar modo de ver o mundo. Essa manifestação emporcalhada tem um ardil: atingir a moral de quem o combate com vigorosa determinação e independência. ‘Ele’ é a própria abominação histórica, uma deformação sem precedência em nossa contemporaneidade. Seu argumento em relação à Santa Cruz é comparável a de Stalin ao assumir o posto mais importante do Partido Bolchevique – o Secretariado – com a anuência de Lênin; quando iniciou uma ofensiva contra quem considerava ser seu maior inimigo internamente: Leon Trotsky. Stalin tentou apagar da história revolucionária russa (a Revolução de Outubro) a trajetória de Trotsky falsificando e fraudando os fatos, inclusive, tentou fazer desaparecer até as fotografias de Trotsky como um dos mais importantes lideres do processo político-revolucionário no comando do Exército Vermelho. E qual foi o objetivo do presidente insano, senão uma tentativa de inculcar na opinião pública a falsa ideia de que Santa Cruz foi um ‘terrorista’, e, assim, internalizar a antipatia do povo sobre o campo da esquerda, sobretudo, ao PT. Posteriormente, chega a questionar tudo que fora construído com muita dificuldade e sacrifício pela CNV inclusive, contestando os documentos oficiais.

O Brasil na era “bolsomito” – o insano – sofre uma tentativa escrachada de ‘falsificação’ sobre sua própria história. O insano presidente tenta apagar a história e, mais ainda, inverter a lógica dos fatos, como se o regime militar não tivesse feito nada de absurdo contra os opositores políticos. Essa postura irresponsável delata a personalidade ditatorial, intransigente e desrespeitosa para com o outro, ainda que este seja um cadáver e/ou seu oponente no campo ideológico. Para, além disso, ‘ele’ vive à sombra da história e, por isso, não consegue desprender-se de suas alucinações dos antigos ‘fantasmas’ que atormentam seu cérebro de toucinho. Sua permanente luta em querer ofuscar os fatos ocorridos no “período de chumbo” e transforma-los em atos heroicos concorre para a inacreditável aceitação dessa tese fraudulenta. O regime militar se constituiu num movimento de brutalidade inominável para com seus filhos. Os depoimentos de quem conseguiu sobreviver às torturas nos porões da violência, revelam/revelaram toda a atrocidade/crueldade do que representou esse período obscuro de toda nossa história.

O “bolsomito” não é fascista, na verdade, ‘ele’ é um nazista! O nazista adora desdenhar da inferioridade do outro – mesmo que o outro não seja inferior como ele tanto desejava que o fosse -, idolatra a autossuficiência, sendo que não a possui; ama a violência e a incita, aborrece a liberdade e, no entanto, exalta a imbecilidade; odeia quem pensa criticamente; enquanto elogia a subalternidade, menospreza o direito à opinião e expressão de quem sabe utiliza-lo; e compreende a alienação como valor essencial para sua ascensão social.

Por Jacinto Júnior

Por Carlos Magno – Evolução da Tecnologia

Estamos assistindo a evolução da tecnologia com uma rapidez tão impressionante, que passa aos nossos olhos, que quando piscamos já nos deparamos com um novo software muito mais avançado, e aí vai mudando tudo. Quando nos apercebemos já estamos rodeados de um novo sistema operacional, um novo utilitário, um novo programa de aplicação para diversos ramos da economia, educação, saúde, esportes, etc, uma infinidade de recursos ao nosso alcance.

Uma certeza que parece razoável no ritmo frenético de mudanças que vivemos é a de que as transformações serão seguidas de outras, e mais outras, e mais outras. Assim tem sido desde a primeira tecnologia disruptiva, provavelmente a do domínio do fogo, que abriu para o homem a possibilidade, até então inédita, de superar as demais espécies e tomar conta do planeta. E isso passou a ser feito por meio da invenção incansável de novidades. No mundo dos negócios, a mudança suscita oportunidades quando se percebe para onde as coisas estão indo – mas também pode significar ficar pelo caminho quando não recebe a devida atenção a tempo. Disrupção, compartilhamento, redes, plataformas, diversidade, singularidade são alguns dos conceitos que estão remodelando o mundo.

Deve-se levar em conta, que essa transformação se dá com a contribuição dos jovens que são peças importantes nessa disrupção, com a inteligência emocional que lhe é peculiar, daí saem e se destacam os verdadeiros idealizadores dessa parafernália toda, com grande contribuição, como disse, com as suas invenções, para a humanidade.

Temos muitos exemplos de jovens criadores de softwares e plataformas que revolucionaram e mudou o comportamento da humanidade, nestes últimos 20, 30 anos, como Bill Gates que ainda jovem criou a plataforma Windows; Mark Zuckerberg que criou o FaceBook; Larry Page e Sergey Brin, que criaram o Google; Jan Koum e Brian Acton, que criaram o Whatsapp; Steve Jobs e sua grande obra, o iPhone e tantos outros, de uma lista considerável, só para  citar alguns.

No fim das contas, a vida não tem muito a oferecer além da juventude.” A frase, uma das mais famosas do escritor americano F. Scott Fitzgerald, de o Grande Gatsby, de 1925, é uma epítome da primeira geração que idealizou os jovens como modelo de vida – e como público-alvo das grandes empresas. De lá para cá, mesmo com o aumento da expectativa de vida, a atração pelos jovens só cresceu.

Para que essa tecnologia se renove sempre nessa velocidade, devemos a criação de startups, que estão sendo financiadas por grandes empresas como o Google que não mede esforços para melhorar os produtos que já estão no mercado, mas ainda não ganharam escala.

Um exemplo disso é que em 1998, os fundadores do Google, os jovens Larry Page e Sergey Brin, ainda estudantes da Universidade de Stanford, receberam o cheque de 100 000 dólares de um investidor e montaram oficialmente a empresa numa garagem da cidade de Menlo Park, na Califórnia. Daí em diante a empresa não parou de crescer, tornando-se uma das maiores empresas de informática do mundo.

Lê-se diariamente na grande mídia, que é consenso que a inovação disruptiva do futuro virá de startups que podem nem ter nascido ainda. E as grandes de hoje já foram iniciantes um dia. É do conhecimento público que o Vale do Silício, na Califórnia – EUA, é o grande celeiro de startups de tecnologia da informática.

Pelo que se vê e se constata, os jovens são os grandes desenvolvedores de plataformas e programas aceleradoras de TI, criando os mais variados programas utilitários para o nosso cotidiano. Preparando o futuro das novas gerações. O “efeito Kodak”, que se fala há algum tempo e sempre que se fala em empreendedorismo, é um dos principais motivos para as grandes empresas se aproximarem das startups. Ninguém quer ser surpreendido por uma tecnologia que acabe com seu negócio da noite para o dia como foi o caso da fabricante de produtos fotográficos analógicos que não conseguiu antever a rápida ascensão da fotografia digital.

Apesar do que foi relatado acima, há uma questão a ser resolvida. Os jovens são mais profundamente afetados pelas transformações sociais. Cabe, portanto, indagar quais perspectivas há para sua formação e inserção em uma vida profissional na contemporaneidade, particularmente para os que estão em situação de pobreza.

Ai caímos no fator educação. Que é um assunto extremamente complexo, tendo em vista que a situação da educação brasileira atualmente, seus acertos, equívocos, saltos e retrocessos, pois com uma das mais invejáveis teorias, embeleza e maquia todas as suas etapas, considerando, estatisticamente, dados numéricos, esquecendo-se, no entanto, da efetivação da praticidade para a obtenção dos resultados qualitativos, previstos e garantidos nas leis do próprio sistema. É admissível que a sua acessibilidade tenha sido ampliada nos últimos anos, porém a sua qualidade deixa à desejar, necessitando de cuidados melindrosos para que possam, de fato, efetivar a verdadeira formação do indivíduo.

O futuro indica que a tecnologia terá um poder cada vez maior. Como vamos lidar com ela? O fato é que presenciamos, como disse no inicio do artigo, num piscar de olhos, já nos deparamos com novos dispositivos tecnológicos impensáveis no passado.

Carlos Magno da Veiga Gonçalves – notário

Por Jacinto Júnior – NÃO…AO ENDIVIDAMENTO DE CODÓ

Desta vez, o “garoto virtual” superou a si mesmo quando encaminhou ao Legislativo o Projeto de Lei nº 11/2019, solicitando autorização para contrair empréstimos junto à instituição financeira no valor de até R$ 30.000.000,00 (Trinta milhões de reais).

Ao tomar conhecimento dessa espetacular proposta fiquei deveras preocupado e com uma interrogação que não quer silenciar: qual o objetivo em contrair uma dívida financeira a um município que não disponibiliza de autossuficiência econômica e que depende exclusivamente dos impostos oriundos da União? Codó sofre com essa endêmica incapacidade arrecadatória.

E pensando nessa possibilidade de tal projeto ser aprovado, busquei, então, coletar alguns dados financeiros sobre o nosso paupérrimo município.

Para não tornar extensa nossa análise, apresentarei os recursos repassados pela União ao Município nos últimos dois últimos anos – trata-se dos recursos financeiros do FPM – Fundo de Participação do Município.  Que, segundo a lógica legal dada pelo projeto o débito contraído será coberto com essa fonte. Veja abaixo, os respectivos valores do FPM 2017/2018:

Meses/Ano Valores do FPM Meses/Ano Valores do FMP
01/2017 2.408.566,87 01/2018 2.454.810,99
02/2017 3.125.495,38 02/2018 3.279.208,27
03/2017 1.849.637,68 03/2018 1.464.183,58
04/2017 2.325.290,07 04/2018 2.197.746,73
05/2017 2.665.591,16 05/2018 2.760.957,20
06/2017 2.436.666,16 06/2018 2.567.351,29
07/2017 3.523.943,90 07/2018 3.341.195,89
08/2017 2.116.554,94 08/2018 2.158.968,62
09/2017 1.754.696,57 09/2018 0.000.000,00
10/2017 491.553,47 10/2018 167.898,33
11/2017 1.766.094,90 11/2018 656.829,69
12/2017 4.431.051,98 12/2018 4.664.285,76
TOTAL 28.885.140,08 TOTAL 25.713.436,35

Fonte: www.tesouro.fazenda.gov.br

Como se pode ver a única fonte capaz de instrumentalizar as ações de um governo – especialmente, local – é com os recursos financeiros do FPM.

Aqui, é necessário um esclarecimento sobre o que vai representar para o município esse endividamento. Conforme demonstração acima houve uma significativa queda na receita do FPM em torno de 10,98% em relação ao ano anterior; isto expressa de modo nodal que, a partir do endividamento (ou seja, quando esse projeto de lei for aprovado, se, de fato, o for) nosso município perderá sua capacidade de investimento – que, na prática, é quase nula devido à falta de planejamento estratégico, sobretudo, quando se envolve a questão que tem sido a grande vedete deste governo maledicente a famosa tese da contenção de despesas.

O projeto de lei em si não possui nenhuma ilegalidade, no entanto, torna-se imoral, perverso e extremamente predatório pelo fato de nossa cidade não precisar contrair essa vultosa quantia como sendo indispensável para restabelecer sua grandeza social. Neste projeto falta o fundamental: o detalhamento das despesas para justificar o milionário empréstimo nas áreas que deverão ser objetos de investimentos.

Podemos pressupor algumas hipóteses: a) no saneamento básico: tipologia: água potável, e sua canalização, limpeza de ruas, calcadas, e praças, bem como a coleta de lixo que pode ser ou não reciclado, esgoto (quantos km² serão construídos?) meio fio, sarjeta e etc. Quanto custará esse serviço? Não há no projeto pronuncia sobre isso e aí é que reside a sua contradição; b) infraestrutura: tipologia: asfalto, quantos km³ serão construídos nas ruas de nossa cidade?) enfim, o projeto não justifica absolutamente nada sobre essas questões centrais.

Se, de fato, tal projeto for aprovado, certamente, ocorrerão alguns atropelos para o município. O povo será sacrificado sem piedade por esse governo pautado pela agenda liberal absurda.

QUAL A FINALIDADE DESSE PROJETO PARA O MUNICÍPIO?

Sem medo/receio de me equivocar sobre a natureza desse milionário empréstimo está se operando o estratagema para consolidar o SAAE e, em seguida, sua provável concessão/privatização e, dou um doce para quem acertar qual o grupo empresarial que estar superinteressado nessa aquisição potencial!

Não há outra explicação plausível para essa atitude emblemática desse “garoto virtual”. Codó não pode permitir que o fornecimento de água saia do setor público para o privado. Será uma catástrofe para a comunidade codoense. Temos como exemplo, a CEMAR, que cobra sistematicamente e, até com corte, se o consumidor atrasar um mês. Imaginem o tratamento que será dispensado se o grupo empresarial superinteressado se apropriar dessa “galinha dos ovos de ouro”? Codó está sofrendo e continuará a sofrer caso esse plano diabólico efetivamente seja operacionalizado como está sendo projetado.

O que temos, na verdade, é a seguinte situação: de um lado, os malditos (demônios capitalistas) morcegos do mercado financeiro desejosos de lucros e mais lucros auferidos com a colaboração amistosa do setor público. Ou seja, o setor público promove o investimento em toda infraestrutura e o setor privado vem abocanha tal obra. E é isso que está para acontecer em nossa cidade com relação ao nosso mais rico patrimônio: o SAAE. O SAAE é uma empresa de economia mista sólida, com superávit. Sua crise decorre – quando há – da forma como no passado, sendo uma empresa notadamente para servir de cabide de emprego de políticos e apaniguados; deixando, por sua vez, de exercer sua função social: fornecer água potável com qualidade para os consumidores e com capacidade de investimento próprio. Atualmente, o SAAE/Codó demonstra essa capacidade financeira e investidora com uma folha de pagamento enxuta e compatível com o número de servidores para atender às demandas residenciais.

Essa proposta é, na realidade, uma bofetada na face da sociedade codoense. Aliás, é uma afronta inominável. Somente um indivíduo pernóstico é capaz de se apropriar sub-repticiamente de algo comum (público) para transformá-lo em algo individual (privado).

Conclamamos a sociedade civil codoense para se antecipar a esse golpe que estar prestes a acontecer com o nosso maior tesouro patrimonial. Vamos nos mobilizar e impedir que esse estratagema seja posto em prática e o setor privado se apodere do que é nosso! O SAAE é DOS CODOENSES! Não aceitaremos sua transferência para quem quer que seja! O bem-comum é para todos e todos se servem dele!

Convocamos a sociedade civil organizada para participar das sessões da Casa do Povo e pressionar os vereadores da base governista a não votar nesse projeto golpista!

Por Jacinto Júnior

Por Carlos Magno – O conhecimento empírico

                                       O CONHECIMENTO EMPÍRICO

Amigos leitores. Tomar a decisão de escolher o assunto que desenvolvo hoje não foi fácil, levando em consideração vários aspectos: a educação, os nossos costumes, o modus vivendi, entre outros. Não foi fácil pois mexe diretamente com o conhecimento de parte da população, aquilo que me reportei no artigo anterior, “O fascínio da leitura.” Um número considerável da população, hoje, não lê. E não lendo, deixa de tomar conhecimento daquilo que é mais básico.

Escritor e notário Carlos Magno

Um dos motivos, que me fez tomar esta iniciativa, talvez o principal, foi a estarrecedora constatação de que grande maioria, expressiva mesmo, da população, não ter o conhecimento mínimo das noções mais simples e básicas das ações no cotidiano, da forma empírica de se tratar de questões que envolvam o seu cotidiano. Esta constatação é por mim aferida no dia a dia, nas conversas, e nos atos. O emprego da palavra empírica pode parecer, para muitos, um assunto de difícil compreensão, quando é exatamente o contrário.

O que é o conhecimento empírico? Conhecimento empírico é uma expressão cujo significado reporta ao conhecimento adquirido através da observação e da prática diária. É uma forma de conhecimento resultante do senso comum, por vezes baseado na experiência, na vivencia diuturna, na necessidade de se resolver os problemas simples e comuns que se apresentam na vida do cidadão. Enfim, é o conhecimento básico das coisas, que se aprende, lendo ou as vezes, involuntariamente, praticando. Para se ter esse conhecimento básico, não há necessidade de um grau de instrução mais avançado, pois está enraizado no meio da população a décadas.

Sendo o conhecimento empírico, ou o conhecimento básico, adquirido de forma ingênua, através da mera observação e com base em deduções simples e por vezes interpretado de formas diferentes é, também, por vezes, passível de erro.

Outra maneira de se adquirir o conhecimento empírico é o obtido pelo homem a partir de experiências, vivências e observações no dia a dia e a partir do senso comum acumulados ao longo da vida e passados de geração em geração. É um saber que não se baseia em métodos ou conclusões científicas, e sim no modo comum e espontâneo de assimilar informações e conhecimentos úteis no cotidiano. Esse conhecimento, na maioria das vezes, é angariado dos pais

O conhecimento das coisas simples tem ligação com o senso comum é uma herança cultural que tem a função de orientar a sobrevivência humana nos mais variados aspectos. O conhecimento empírico é muitas vezes superficial, sensitivo e subjetivo.

Através do senso comum uma criança aprende o que é o perigo e a segurança, o que pode e o que não pode comer, o que é justo e o que é injusto, o bem e o mal, e outras normas de vida que vão direcionar o seu modo de agir e pensar, as suas atitudes e decisões.

Na filosofia, empirismo foi um tema muito debatido pelo filósofo inglês John Locke, no século XVII, onde ele diz que a mente humana é uma espécie de “quadro em branco”, onde gravamos diariamente o conhecimento, através das nossas sensações.

Outros filósofos também estudaram o empirismo, como Aristóteles, Francis Bacon, Thomas Hobbes, John Stuart Mill, e através desses estudos surgiram teorias como a teoria do conhecimento.

Vou tentar exemplificar algumas poucas regras práticas de empirismo só para o leitor ter uma vaga ideia: preencher formulários, como recibo de venda de veículo, preencher uma nota promissória, um cheque, saber o que é uma procuração, uma declaração e para que serve, qual é a forma de se adquirir um bem imóvel. E até saber qual a maneira de se dirigir a um idoso, como tratar as pessoas respeitosamente, entre muitas outras coisas simples. Alguns acham que chamar as pessoas de “meu amor”, “meu querido” ou “minha querida” é um tratamento respeitoso, quando não é. Esse tipo de tratamento pode trazer, para alguns, constrangimento. Tudo isto é empírico e são poucos exemplos dentre outros. É um conhecimento que nossos pais e avós aprenderam com as experiências adquiridas no decorrer de suas vidas, e nos repassaram como forma de propagar este saber.

O empirismo tem a ver com o senso comum, pois reflete o modo de pensar da maioria das pessoas, com noções que são admitidas pelos indivíduos através de suas vivências no cotidiano. Ele descreve as crenças e proposições que aparecem habitualmente, sem se preocupar com uma investigação detalhada para atingir seu real significado.

Está comprovado sistematicamente que as formas de se resolver as coisas simples do cotidiano, é usando-se a lógica, o bom senso e o óbvio. Há quem diga: “mas o que interessa isso?” Digo que interessa sim. Pois eu volto aquilo que me referi no início do artigo:  é estarrecedor a falta de conhecimento mínimo das coisas que formam o senso comum, de parte da população. E esse conhecimento mínimo, repito, adquirido de modo involuntário e as vezes ingênuo, faz diferença no momento de uma negociação.

O leitor que tem esses conhecimentos, generosidade e boa índole, procurará orientar aqueles que não tem essa noção do que é empírico. E acredito que uma das formas, também, de ensinar, é aproveitar este canal, o blog, que é muito lido, para falar sobre esse assunto, que poucas pessoas tem essa coragem. O blog, acredito eu, não é só notícias e informações. É também educativo. A interação com o leitor, também, é uma forma de aprendizagem de ambos os lados.

Caros leitores. Me aprofundei um pouco no detalhamento do conhecimento empírico, para que entendam melhor esta forma de nos depararmos na resolução dos “problemas” simples e mais comuns de nosso cotidiano.

Uma outra observação que quero fazer, para finalizar, é que tenho notado que em determinadas ocasiões, alguns detentores deste conhecimento básico ao se defrontarem com questões que exigem esse mínimo de experiencia de seu interlocutor, não se dispõe a ensina-lo, guardando para si, e em agindo assim deixa de colaborar voluntaria e generosamente para uma sociedade mais justa e mais próspera.

Carlos Magno da Veiga Gonçalves – notário

Por Messias Markejane – Trabalhador brasileiro

TRABALHADOR BRASILEIRO

Trabalhador do Brasil. Guerreiro, valente, bem pago, mal pago, triste ou contente.

Não importa o ofício, a empresa ou calçada, levanta cedinho pra voltar na madrugada. Feijão com arroz, bife ovo e macarrão, mas no prato a esperança é filé, fígado e coração.

Trabalhador do Brasil, na construção, no Hospital, na Escola ou Igreja, está sempre a postos onde quer que ele esteja. Nesse país de privilégios, do jeitinho e malandragem, é o nobre trabalhador o refém da bandidagem: Do batedor de carteira ao político salafrários, somos nós trabalhadores suas prêsas preferidas, mas com a garra que temos, o trabalho é nosso escudo, vamos indo de mansinho passando e quebrando tudo.

Que se explodam os parasitas e viva o trabalhador, pois quem trabalha Deus ajuda, seja aqui ou onde for.

Por Messias Marques

Por Carlos Magno – O FASCÍNIO DA LEITURA

Caros leitores, vocês hão de entender porque escolhi adentrar e comentar um assunto tão simples, mas ao mesmo tempo fascinante.

Escritor e notário Carlos Magno

Acompanhe-me neste roteiro de hoje, na qual vou falar um pouco mais sobre a importância da leitura em nosso dia a dia e no quanto ela nos ajuda a alcançar novos patamares, tanto na vida pessoal, quanto na vida profissional.

O próximo dia 23 de abril comemora-se o dia mundial do livro. No Dia Mundial do Livro também é celebrado o Dia dos Direitos de Autor. A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) criou a data do “Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor” para encorajar as pessoas, especialmente os jovens, a descobrirem os prazeres da leitura, e conhecerem a enorme contribuição dos autores de livros através dos séculos.

Uma tradição catalã ligada aos livros já existia no dia 23 de abril, e parece ter influenciado a escolha da Unesco. Na tradição catalã, no dia de São Jorge (23 de abril), é costume dar uma rosa para quem comprar um livro. Trocar flores por livros já se tornou tradição em outros países também.

No dia 12 de outubro comemora-se o dia nacional da leitura. Estas duas datas tem um significado muito importante para o incentivo a leitura. Alguns eventos estão programados para essas datas em algumas cidades brasileiras através de suas Secretarias, tanto de Cultura quanto de Educação. Seria muito interessante que as Secretarias ligadas ao assunto, de nossa cidade, promovessem um evento, como estimulo aos nossos jovens a leitura, tendo em vista que aqui, a população não encontra qualquer motivação que impulsione ou direcione o cidadão nos caminhos da leitura, pelo simples fato de que nesta cidade, de porte médio – pois temos uma população estimada em mais ou menos 130 mil habitantes – não possui, sequer, uma banca de revistas ou jornais, ou uma livraria, que é o caminho natural do leitor.

Alguns dirão: – “Hoje existe a internet”. Que bom, é uma ajuda e tanto. Leio bastante na internet, mas o prazer de manusear o livro físico é incomparável.  A leitura do livro físico, quando ele é bom, na maioria das vezes, para quem é aficionado, é tão exultante que, sem exagerar, pode chegar ao encantamento. Para quem é habitual na leitura sabe, que além desta, saborear o manuseio do livro faz parte de um ritual.

Seja por prazer, seja para estudar ou para se informar, a prática da leitura aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a interpretação. Um ato de rande importância para a aprendizagem do ser humano, a leitura, além de favorecer o aprendizado de conteúdos específicos, aprimora a escrita. A leitura tem uma grande importância para nossa vida profissional e pessoal. Lendo, você aprende o mais básico do conhecimento até o complexo mundo da burocracia e da história, e se descortina para a vida.

Encontrar um tempo para ler é um processo que permite a expansão de si mesmo, criando a abertura para infinitas possibilidades e trilhando o caminho para o despertar do potencial pleno. Um leitor assíduo tem mais chance de absorver mais conhecimento, incentivando a sua própria evolução pessoal e profissional, do que aquele que não tem interesse em se desenvolver através desta, que é uma das formas mais eficientes de agregar valor à sua atuação, bem como à sua performance, dentro e fora do trabalho.

A minha intenção, digo sempre, é aprender e compartilhar com os leitores. Eu entendo, sem querer ser piegas, que este é um canal de aprendizado e porque não dizer, de estudo. Ao longo desses anos, com a generosidade e a complacência do Dr. Acélio Trindade, em seu blog, tenho escrito artigos sobre vários assuntos. A leitura me proporcionou o autoconhecimento, tanto no meu cotidiano quanto na minha vida profissional.

Com a permissão dos leitores, vou aproveitar o ensejo para expor em breve narrativa, como nasceu em mim a paixão pela leitura e em consequência, por escrever. Uma das coisas que sempre me perguntam é como se iniciou esse fascínio pela leitura, diga-se de passagem, uma coisa muito rara hoje em dia.

Meu pai, era bancário concursado do Banco do Brasil, um homem com escolaridade que hoje se denomina ensino médio, que na época denominava-se curso cientifico, com frequência assídua em cursos para prestar vestibular de medicina, quando passou no concurso do Banco do Brasil, era um autodidata. Lia muito e escrevia muito bem. É tanto que chegou a publicar durante alguns anos um Jornal de nome A Tribuna, que circulava quinzenalmente. A minha mãe também tinha o curso médio, que naquela época denominava-se de normalista. Meu encanto pela leitura surgiu com os gibis, ainda na idade infanto-juvenil, que aliás, eram muito bem escritos, e que hoje não existem mais.

Então, morando numa casa de pais escolarizados, via diariamente meu pai lendo, pois comprava sempre, livros, jornais e revistas, logo, livros não eram estranhos ao nosso cotidiano, e me foi despertando a curiosidade da leitura, para aprender e saber o que continha naquelas publicações. Começando por gibis aos poucos peguei gosto pelos livros. Tenho um débito muito grande com o grupo Abril, dos Civita, cujas publicações foram decisivas em momentos da minha vida.

Dentre muitas publicações daquela editora, eu lia tudo, desde Pato Donald a uma enciclopédia chamada Conhecer, dividida em fascículos quinzenais. Revistas do Zorro, Tarzan, Rock Lane, O Fantasma, etc., até chegar a publicações mais recentes. Lia, do meu pai, os livros Os irmãos Karamazov, El Cid, Dom Quixote entre outras obras.

Livro, leitor digital, gibis, jornais ou revistas, não importa em qual ferramenta, somente o simples ato da leitura é uma das oportunidades mais democráticas e acessíveis de desenvolvimento pessoal e profissional. É por meio dela que a pessoa se desliga do mundo real, quebra as fronteiras da imaginação e descobre novos universos sem sequer sair do lugar.

Fiz essa narrativa muito peculiar, no artigo, exatamente com o intuito de mostrar e de exemplificar que existem maneiras do cidadão ou cidadã, se iniciar no caminho do hábito da leitura.

No meio dessa saraivada de notícias políticas e de insegurança, na mídia tradicional, deveríamos parar para ler e assimilar um pouco, seja um livro, uma revista ou um jornal,  assuntos dos mais variados, pois assim, adquiriremos conhecimento. Não importa de como se deve começar esse hábito, tão salutar como primordial, na vida de cada um.

Vai aqui uma sugestão: ao invés de assistir uma novela ou até mesmo um jornal televisivo que, aqui pra nós, só tem notícias ruins, procure um bom livro que, com certeza, é tão ou mais importante que muitos outros assuntos que se vê na grande mídia diariamente.

Lendo alguns livros sobre psicologia, que dizem respeito ao comportamento humano, assunto sobre o qual escrevi alguns tópicos há uns dias passados, e que me fascina, de diversos autores consagrados como David Zimerman, autor de “Fundamentos Psicanalíticos”, Judith Beck autora de “Terapia Cognitiva Comportamental” e até mesmo Sigmund Freud de “Psicologia das Massas”, se tem uma visão muito mais ampla, senão completa, do que é capaz o ser humano.

Muitas vezes, sentimos curiosidade em saber que ideias e sentimentos a experiência da leitura provoca no leitor. Utilizando-se das reflexões de alguns grandes leitores, como Montagne, Borges, Proust e Saint Beuve, é de se fazer considerações sobre a leitura como caminho da sabedoria, fonte de felicidade, forma de despertar o espírito para a reflexão, espaço de liberdade e imaginação.

A experiência da leitura é a nossa aventura, a história romanesca em que penetramos pelo simples ato de abrir um livro. Algo do encanto da descoberta infantil permanece sempre nessa experiência.

Os livros que cativam nossa atenção para o mundo das letras são também formas de despertar nosso espírito para a reflexão. Guardam em si todo o fascínio, mas também a chispa que faz disparar o pensamento.  Leia.

Carlos Magno da Veiga Goncalves – notário

VIDEO – Professor WELSON desvenda a MATRIX DA CERVEJA

Professor Welson da Silva Pinto pesquisou, detidamente, mais uma vez os pergaminhos da história e traz os primórdios da CERVEJA, esta bebida tão apreciada por centenas de milhares de pessoas no mundo inteiro.

Por Jacinto Junior – ODE À MINHA CIDADE QUE ANIVERSARIA

ODE À MINHA CIDADE QUE ANIVERSARIA

Este ano completas 123 anos de emancipação política.

Mas não posso parabeniza-la com a devida honra e deferência,

Pois vive tenebrosa custodia de quem não ama e não sabe cuidar.

Parece que o ódio e o desprezo por ti são duas vertentes casuísticas.

Quem ama cuida! E quem cuida ama!

Afirmar esse aforisma parece ser tendencioso ao utopismo,

Quiçá, tivéssemos centenas de pessoas utópicas cuidando de ti, minha ‘Princesa do Vale do Itapicuru’ – o ato de cuidar é sinônimo de amor e bem-querer-, mas acho que esse negócio dista anos-luz de ti, oh, minha rapariga benquista;

Pois aqueles que declamaram amor por ti, ontem – no afã de te conquistar – hoje, Irradia total inanição deixando-te completamente sonâmbula, solitária e infeliz.

O tempo passa – ele é impiedoso, não retrocede – e tu, amada minha, pareces que Vives no passado tão longínquo. Esse melodrama internalizado dispende um gesto Singular denunciante: tuas riquezas são aniquiladas e, por isso mesmo, teus brotos Vivem na pele e osso, abundando miséria em todos os cantos de tua territorialidade.

Isso me causa indignação e repulsa.

Um povo feliz anuncia uma cidade que tem como amante a alegria.

E às vésperas de comemorar mais um aniversário percebo que:

Teu sorriso há muito se apagou;

Tua virtude foi decepada por quem não entende nada de valores, apenas pincela ‘ar de bom moço’;

Como gostaria de agarrar-te e poder salvar-te destes famigerados sequestradores Travestidos de liberais, conduzindo-te para o caos e para a confusão. São canibais!

Sei que padeces agonia

Por tantos dissabores que os poderosos têm ti causado!

Ah! Amada minha, aproxima-se o teu Dia, e nele, quero com pesar e não com fúria e/ou ódio, desejar um futuro melhor, especialmente, para os teus filhos esfarrapados que carecem de tua ajuda pública.

São tantas coisas que meu coração e minha alma anelam falar, mas, infelizmente, não Conseguem expressar por causa de tuas condições insalubres.

A unidade política entre a “oposição” será suficiente para derrotar o candidato da extrema direita à reeleição?

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

Codó vive um impasse político grave em decorrência de uma profunda crise de ordem ética e moral. Tal crise se reflete no descontentamento popular. É uma onda incontrolável. O cidadão comum – aquele que não é considerado protagonista na história pelos conservadores, cujo entendimento é de que somente ‘eles’ os ‘iluminados e detentores de posses’ são capazes de administrar a res pública – já percebeu que esses dirigentes do campo conservador não têm autoridade e competência para gerir a coisa pública sem o escárnio de classe. Essa mesma elite também já percebeu o grande equivoco político que cometera ao longo da história enquanto classe dominante, tal compreensão chegou ao fundo do poço. Essa elite desde sempre nunca tivera um projeto político alinhado aos interesses da classe trabalhadora; e, no entanto, consegue se manter na estrutura de poder.

Esse impasse tem produzido, a priori, especulações sobre o futuro de Codó; isto é, quem seria o próximo prefeito a gerir a res púbica? Nos bastidores – inclusive, as informações dão conta de que há até pesquisas encomendadas pela trupe que comanda o poder político retratando o atual momento político, especialmente, no que tange a tendência eleitoral, apontando uma nova vertente – rolam debates fervorosos entre os simples mortais bem como nos diversos locais como bares, praças e nos corredores do Palácio Municipal, em que o nome do médico Zé Francisco (PT) soa como uma alternativa.

E COMO SURGIU O NOME DO MÉDICO?

A culpa é das eleições de 2018 – onde o médico submeteu seu nome para a Câmara Alta da República -, obtendo 14.000 votos e se tornando 1º Suplente. O resultado eleitoral o credenciou a ser pré-candidato para disputar o Palácio Municipal em 2020 com possibilidades de vencer. Aparentemente ele tem uma boa aceitação popular. Contudo, a política tem uma máxima: é uma ‘caixinha de surpresa’; o que hoje é viável, amanhã já não o é! Seria até imaturo afirmar essa tendência de forma antecipada sobre a trupe conservadora que hoje controla o Palácio Municipal, apesar de tudo!

É POSSÍVEL DERROTAR O ‘GAROTO VIRTUAL’ E SUA TRUPE CONSERVADORA ULTRALIBERAL?

A historiografia política codoense nos brinda com dois momentos clássicos em que o poder político comandado por forças reacionárias não conseguiram impedir suas derrocadas iminentes. O primeiro momento ocorreu no inicio da década de 1980, quando aquela disputa ficou conhecida como: “o tostão contra o milhão” – uma alusão à disputa entre o médico Antônio Joaquim e o empresário Nonato Salem; ambos já falecidos, em que o primeiro saiu vitorioso. O segundo evento ocorreu entre José Inácio X Antônio Joaquim, onde o primeiro venceu a disputa; o discurso era semelhante ao do primeiro evento; onde o vencedor do segundo evento ficou conhecido como: “Zé dos Pobres”.

Fazer essa analogia é pertinente para que os dirigentes políticos que hoje fazem oposição ao ‘garoto virtual’ e sua trupe, tenham habilidade para compreender a encruzilhada histórica que se encontra nossa cidade e a importância de uma ruptura não revolucionária e, sim, moderada visando instaurar uma gestão menos injusta e menos seletiva. A forma ideal para derrotar o ‘garoto virtual’ é o estabelecimento de uma Frente Política Unitária. Caso contrário, mesmo sob o enfoque de uma histórica rejeição popular o ‘garoto virtual’ pode engendrar condições políticas para inverter a atual lógica negativa em seu favor. Lembremo-nos de que a questão de fundo é a manutenção da miséria do povo como estratégia para controla-lo, através de um assistencialismo depravado e doentio. Essa tem sido a tônica da elite para se apropriar do aparelho de estado e se safar.

Codó chegou ao fundo do poço! Há uma inércia social, uma paralisia espetacular que tipifica a estupidez de uma trupe maléfica e insensível com o espectro social. É como se essa trupe odiasse todo o povo civilizado e não civilizado! E com o poder político sob seu controle pode fazer o que bem entender, inclusive, ser utilitarista.

E O QUE FAZER PARA DESTRONAR ESSA TRUPE MALÉFICA?

Se, por ventura, o conceito legal (CF/88) fosse cumprido à risca, – a partir do princípio de que o ‘poder emana do povo’ – certamente teríamos outra perspectiva, outra realidade, outra gestão! Lamentavelmente, nos deparamos com a cultura da miséria, do acanhamento, do silêncio ante o poderio econômico, da submissão e do medo de expressar todas as angústias presentes. Esse é o ponto central exercido por aqueles que dominam a estrutura de poder por influência dos caracteres mencionados acima.

Para além desse contíguo quadro emblemático – em que pese o sofrimento, a opressão e o medo – a centralidade política deve se converter numa grande força alicerçada na Unidade entre os distintos dirigentes das agremiações partidárias que se constituem oposição ao ‘garoto virtual’. Nessa linha de raciocínio é indispensável que estes dirigentes avaliem a crise política conjuntural com sobriedade e não com paixão idólatra – onde o ‘eu’ se manifesta com inusitada força – gerando uma divisão interna e desestruturando a estratégia que poderia ser capaz de destronar o ‘garoto virtual’ de uma vez por toda! E não é isso que o cidadão codoense mais deseja, mais sonha? Em nome de toda uma coletividade, essas lideranças opositoras devem depor suas armas e redirecionar suas mobilizações numa perspectiva democrática e popular. Já é perceptível a intenção do povo em rejeitar o ‘garoto virtual’ e a oposição deve atentar para esse detalhe vital visando consolidar a Unidade Política Centro-Democrática. Cremos que, a partir dessa – coalizão – Unidade Política Centro-Democrática será possível a derrocada desse desgoverno intolerante, antipopular, antidemocrático, seletivo e ultraconservador.

Codó deve se reabilitar politicamente e, para isso, é essencial que a oposição cumpra seu papel com coerência, com estratégia e com espírito democrático para não demolir/desmantelar a perspectiva que essa coalizão planeja implantar futuramente promovendo a retomada do desenvolvimento e crescimento social de nossa humilhada cidade. Opositores lutem por novos rumos, por novas esperanças, unitariamente!

Por Jacinto Junior

Por Jacinto Júnior – UMA GESTÃO QUE OLHA A CIDADE PELO RETROVISOR

O slogan “Mais avanço, mais conquistas”, trás embutido o sentido oculto da verdadeira finalidade dessa gestão: retroceder e engessar o desenvolvimento socioeconômico local. (Além disso, a ideia disseminada como principal símbolo dessa gestão é o desenvolvimentismo, ancorado no espectro da estética, isto é, prioriza o superficial em detrimento do essencial).

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

Contudo, é visível a incapacidade dessa gestão encontrar alternativas para debelar a crise local que afeta diretamente o conjunto da sociedade civil organizada (e seus distintos segmentos). Há, claramente, uma pauperização, uma miséria que abunda e uma marginalidade econômica como consequência dessa incompetência administrativa. O nicho que é colocado para a sociedade civil como necessidade primaz é a valorização do ambiente social sob a égide da estética – porém, o elemento mais expressivo para o povo no momento atual, é a geração de renda e emprego, coisa que a gestão atual não tem se preocupado com prioridade absoluta.

O planejamento estratégico – se é que existe – ainda não se apresentou e muito menos se consolidou na perspectiva do tão propalado desenvolvimentismo social – revela apenas o artífice do fantasmagórico modelo fiscal sustentado nos balancetes contábeis.

Basta um olhar sereno envolta de nossa cidade para percebermos o desmonte estrutural que vem sofrendo nos dois últimos anos. Questões vitais como: infraestrutura, saúde, emprego e renda e etc., deixaram de ser parte constituinte de um modelo singular para tornarem-se parte descartável e desnecessária à sociedade civil organizada – isto é, secundarizadas.

O conceito de nivelamento social – de melhoria para todos – opera com a máxima: “tudo para a minoria e nada para a maioria”. A evidência dessa estratégia concorre para a inercia de obras fundamentais na direção do tão desejado desenvolvimentismo social.

Vejamos como essa realidade inconteste se manifesta:

  • A infraestrutura completamente abandonada – são ruas destruídas, ruas ainda sem nenhuma benfeitoria (nuas completamente), pontes danificadas e/ou queimadas pela comunidade desgostosa com a gestão por não resolver esse antigo problema;
  • Praças inteiramente abandonadas – exemplo: a famosa praça da “Maconha” no bairro São Francisco, situada à Rua Vasconcelos Torres, além de um pedaço desta mesma rua por terminar – falta asfaltar, no fundo da Escola Renê Bayma;
  • Quadras poliesportivas deterioradas carecendo de reformas – por exemplo: a da Comunidade Codó Novo, situada à rua Padre Cicero, de lado à Escola Rosalina Zaidan, a quadra do COHAB – Vereda;
  • A infraestrutura do COHAB – Conjunto Habitacional – alcunhado de ‘Vereda Tropical’, está praticamente intransitável – as condições de acesso e mobilidade tornara-se um pesadelo para os respectivos moradores – é um dos mais antigos da cidade;
  • A Praça da Linha Ferroviária (construída na gestão do ex-prefeito Biné Figueiredo) precisa com urgência de uma ampla reforma. Uma sugestão: que a passarela ali existente seja remanejada para o centro comercial para quando houver a ‘parada do trem’ não gere transtorno ao transeunte e não pare a cidade por um período de tempo indeterminado.

Enumerei alguns exemplos objetivando que a gestão possa de fato, reavaliar sua planilha e enquadrar os apontamentos como sendo prioritários e, desse modo, reestruturar a estética da cidade com proposito e não meramente fantasiar o conceito de desenvolvimentismo com a omissão depreciativa.

A nossa cidade está completamente destruída, como resultado da inoperância da gestão “Mais avanço, mais conquistas”. A base social pressente que o ano vindouro não será o cursor – detonador – de uma grande revolução nem “por baixo” e nem “por cima”, como a gestão propõe. Ela só ocorre tal qual fenômeno de forma midiática. Aí sim, há um fundo de verdade nisso! Nunca presenciamos paixão intensa pela mídia como a atual gestão. Nela – rede social – é possível descrever o slogan fatídico como benfeitor e realizador de obras sociais comparáveis ao imaginário decrépito e surreal apresentado por essa gestão de cunho ultraliberal sem nunca atingir o objetivo proposto.

Escandalosamente, a feitura da gestão ultraliberal carrega o adendo da autoridade inflexível – autoritarismo despótico. Isso contribui para a perda significativa do termo autoridade na sua mais pura essência – natureza e naturalidade. O seu endurecimento político-social comprime a relação mais estreita não apenas com a sociedade civil, bem como os diversos atores sociais na perspectiva de um modelo de açambarcamento completo da democracia, da participação, da transparência e do desenvolvimentismo ampliado. É perceptível a natureza dessa concepção ultraliberalista: tudo para si e nada para a massa popular.

A negação de políticas público-sociais aos cidadãos(ãs)  tende a produzir um cenário político antagônico (nebuloso e incerto) cujos reflexos atingirão profundamente o gestor causando-lhe prejuízos irreparáveis para sua reeleição em 2020. Essa conjuntura política – de cunho excludente, sedutora e ilusória – expressa nitidamente a natureza equivocada de um modelo chauvinista que não olha para o porvir com a senha da restauração para, definitivamente, recompor a lógica anterior numa avançada perspectiva democrática e absolutamente transparente – isto é, a recomposição da fórmula média de desenvolvimento para a média do desenvolvimentismo ampliado sintetizando o alvoroçado discurso ultraliberal. A lógica dessa gestão é um processo análogo ao da ideia da meritocracia, porém, os resultados são meramente ilações. Temos experiências suficientes para demonstrar que esse procedimento não é autossuficiente para atender as demandas do serviço público com a qualidade exequível.

Nossa cidade – repito, de maneira efusiva – padece de um eterno e sombrio modo cultural em estabelecer governos antidemocrático e autoritário – governos esses representando o setor da elite dominante. É como se os cidadãos(ãs) convivessem num estágio hibernal sem notar a passagem do tempo bem como sua transformação e, assim, imaginam que as coisas são naturalmente dessa forma e não podem sofrer nenhum tipo de reveses. A permanência da cultura conservadora e a moral burguesa – ambas confinadas na ideia formalista – induzem o indivíduo comum a incorporar ideologicamente sua lógica sedutora do ‘bem’ e do ‘bom’ como elementos instintivos para garantir sua existência enquanto classe dominante para dominar perenemente o aparelho de estado, aparelhando-o. E, assim, age a atual gestão. Sim, lamentavelmente, o conservadorismo constitui o eixo fundamental da gestão “Mais avanço, mais conquistas”. Seu cético olhar para o retrovisor da história retrata o modo especifico de governar sob a óptica do desmantelamento das políticas públicas estruturantes.