
Em entrevista ao programa “A Conversa é com Acélio”, o secretário de Meio Ambiente de Codó, Ferdinando Rocha, detalhou o andamento do plano que visa extinguir o lixão municipal, a parceria com o Governo do Estado e a resolução imediata do descarte de lixo hospitalar.
Por Redação
Codó, MA
A destinação correta dos resíduos sólidos e o fim dos lixões a céu aberto continuam sendo um dos maiores desafios da administração pública no Brasil. Em Codó, o cenário começa a ganhar contornos de mudança definitiva.
Durante participação no programa jornalístico A Conversa é com Acélio, o secretário municipal de Meio Ambiente, Ferdinando Rocha, trouxe atualizações importantes sobre o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos do município, que já está pronto e entra agora na fase de validação social e jurídica.
O secretário iniciou sua fala contextualizando que a pressão do Ministério Público para o cumprimento dos prazos legais é uma realidade compartilhada por diversos municípios maranhenses, como Barra do Corda e Barreirinhas.
Ele destacou que, enquanto Barreirinhas aposta em um aterro privado e Balsas avança com uma estrutura municipal, Codó está desenhando um modelo que atrai o investimento privado com regulação pública. Uma empresa já licenciada pelo Estado está em fase de aquisição de área para implantar o aterro sanitário no município.
”Esta não é uma crise exclusiva de Codó, é um problema do Brasil. O Ministério Público tem apertado a administração pública em relação à finalização dos lixões, e nós estamos respondendo com muito trabalho e responsabilidade”, afirmou Ferdinando Rocha.
Diagnóstico técnico e participação popular
A construção do plano codoense contou com o suporte técnico da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), por meio do programa Conexão Resíduos. Segundo o secretário, o documento não foi feito em gabinete, mas a partir de uma grande assembleia popular que definiu as diretrizes básicas, metas e indicadores.
Para subsidiar o plano, foi realizado um estudo de gravimetria — técnica que qualifica e quantifica os tipos de lixo produzidos na cidade —, considerando o histórico local, aspectos físicos, bióticos e socioeconômicos, além de projeções de crescimento populacional e de consumo.
O próximo passo crucial para que o plano se torne uma lei municipal são as audiências públicas. Estão previstas pelo menos três reuniões com a sociedade civil.
Fim do lixo hospitalar no lixão e próximos passos
Uma das principais novidades anunciadas em primeira mão pelo secretário é a resolução do descarte do lixo hospitalar sob a responsabilidade do município.
Historicamente jogados no lixão municipal, esses resíduos altamente perigosos agora contam com destinação adequada. Uma empresa licenciada e idônea foi contratada para realizar a coleta e o tratamento adequado desse material fora de Codó.
Com o plano prestes a ser transformado em lei pela Câmara Municipal, o município se prepara para a transição definitiva do lixão para o aterro sanitário regionalizado.
”Como professor, otimista e ambientalista, eu acredito que, com o apoio dos meios de comunicação, da sociedade civil e a união dos secretários de Meio Ambiente do Maranhão, nós vamos conseguir avançar de vez na gestão de resíduos sólidos”, concluiu Rocha.

