
Em entrevista ao jornalista Acélio Trindade, o secretário municipal de Juventude de Codó, Valdeci Calixto, apresentou um panorama sobre os avanços expressivos do Ensino Superior no município. Os dados mostram que a realidade local passou por uma transformação radical na última década, consolidando Codó como o principal polo universitário da região.
Para ilustrar o avanço, o secretário resgatou o histórico de deslocamento dos estudantes codoenses.
Em 2017, durante a gestão do ex-prefeito Francisco Nagib, cerca de 573 alunos precisavam sair diariamente de Codó para estudar em Caxias. Hoje, em 2026, esse número despencou para apenas 63 universitários.
“Só para você ter uma ideia, entre públicas e privadas, nós temos hoje 7 faculdades renomadas a nível nacional, que com certeza têm feito um trabalho excelente quando se fala de educação superior em nosso município”, destacou Valdeci Calixto.
Inversão do fluxo
Se antes os jovens codoenses precisavam pegar a estrada, hoje o cenário se inverteu. Codó passou a atrair massivamente estudantes de cidades vizinhas, como Timbiras e Coroatá (esta, localizada a 62 km). Atualmente, duas vans trazem diariamente alunos coroataenses para estudar na UEMA de Codó.
O crescimento da demanda interna também é expressivo. A cidade registra, em média, 2 mil novos egressos do Ensino Médio por ano, o que mantém a busca por vagas em ritmo permanentemente crescente.
O novo desafio
Apesar de comemorar os avanços, Valdeci Calixto demonstrou preocupação com o futuro e alertou que a atual estrutura já começa a dar sinais de saturação diante da alta procura. Segundo ele, as instituições locais já enfrentam dificuldades para absorver toda a demanda, gerando a necessidade de expansão de vagas.
Essa nova realidade se reflete diretamente nas políticas públicas de assistência estudantil do município, como o Cartão Universitário, benefício que concede uma ajuda de custo de R$ 800 para o transporte intermunicipal de estudantes.
“E esses indicadores têm nos mostrado, inclusive, que nós temos baixa procura pelo Cartão Universitário, porque os alunos não saem mais com a mesma proporção. Então, esses dados acabam nos norteando sobre onde está a juventude, quais cursos estão procurando… Isso nos leva à conclusão de que nós avançamos no Ensino Superior, mas nós precisamos fortalecer também as instituições já existentes”, concluiu o secretário.
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