
A Polícia Federal intensificou suas operações em Codó para garantir a legitimidade do pleito eleitoral e coibir práticas ilícitas na região.
Em entrevista concedida ao repórter Acélio Trindade, o delegado federal Geraldo Barreto detalhou a estratégia de atuação da corporação no município, ressaltando o foco na prevenção, o patrulhamento em áreas estratégicas e as primeiras ações repressivas já deflagradas na cidade.
Segundo a autoridade policial, a presença da Polícia Federal no processo eleitoral cumpre o papel constitucional da instituição como polícia judiciária da União.
”A Polícia Federal é a polícia judiciária da União. Ou seja, os crimes que dizem respeito à União como ente federativo, é a Polícia Federal quem atua na investigação. E dentro dessa abrangência estão os crimes eleitorais”, explicou o delegado Geraldo Barreto. “O papel da Polícia Federal no que diz respeito à eleição é fazer esse policiamento ostensivo, preventivo, marcar presença para coibir e inibir. E, acontecendo a conduta como compra de voto ou propaganda irregular abastada, a polícia atua para investigar, identificar os envolvidos e colher indícios que confirmem a prática do delito”, disse
Reconhecimento e presença na Zona Rural
Um dos pontos centrais da operação em Codó tem sido a movimentação constante de viaturas e agentes no município — regiões historicamente mapeadas por um risco maior de ilícitos eleitorais.
O delegado ressaltou que esse deslocamento antecipado é fundamental para mapear o território e garantir agilidade no atendimento de ocorrências.
”A ideia é que a gente se antecipe a esses lugares para fazer um reconhecimento, de maneira que, caso venha acontecer algum ilícito, nós já tenhamos uma noção do lugar, do contexto e, assim, dar celeridade à investigação”, pontuou Barreto.
“É interesse de todos da sociedade — a sociedade que preza pela ordem, pela segurança jurídica — ver a conduta criminosa cessada e tão logo investigada para ter todos os envolvidos identificados”, completou
Dinheiro apreendido e investigação em andamento
Questionado sobre os primeiros resultados da operação no município, o delegado confirmou que a PF já apura casos concretos em solo codoense.
Após o recebimento de diversas denúncias, os agentes identificaram elementos sólidos que resultaram em uma ação de busca na última semana.
”Nós recebemos várias denúncias, mas encontramos indícios mais concretos. Identificamos possível compra de votos, que é o crime de corrupção eleitoral. Procedemos e, ao adentrar no imóvel, encontramos valores que foram apreendidos para, posteriormente, verificar sua origem, o destinatário e o seu proprietário no decorrer da investigação”, revelou.
Por conta do sigilo das investigações e do andamento do inquérito policial, nomes de suspeitos e valores exatos apreendidos mantêm-se sob reserva.

