Numa área mecanizada do povoado Montevidéu II foram plantadas 4 cultivares de arroz (Esmeralda, Pipita, Monarca e Sertaneja).

A Embrapa trouxe a tecnologia, orientou os agricultores no manejo do cultivo para o controle de pragas e ervas daninhas. O que todos foram apreciar em um dia de Campo foi o resultado deste trabalho e a partir da visitação tornarem-se multiplicadores, conforme o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Carlos Eugênio Lopes.

“Que ele tenha condição de absorver isso gradativamente…E SE TORNAREM MULTIPLICADORES, O SENHOR FALAVA? Com certeza, essa é a ideia da formação de multiplicadores”, disse

Tudo nestes poucos hectares foi testado para apresentar soluções urgentes, uma delas é para a falta de chuvas já que este tipo de plantio depende apenas do período chuvoso no Maranhão.

MENOS CHUVAS, MAIS CHUVAS

 É fato que nós temos aqui na região, a cada ano, períodos chuvosos cada vez mais irregulares, ano chove mais, ano chove menos e o desafio do experimento no Montevidéu é descobrir, principalmente, que tipo de arroz é mais adaptável e rentável  a períodos com menos chuvas.

 “Cada dia mais tá chovendo menos, então esse é o trabalho que a pesquisa vai fazer para o agricultor, trazer cultivares mais resistentes principalmente à seca e que produza em menos tempo, num ciclo menos e que obtenhas melhores resultados”, destacou Sebasião Rodrigues Neto, agrônomo

AS VANTAGENS

Muitas vantagens foram comprovadas. A primeira delas diz respeito ao tempo de colheita – 85 dias apenas. Na cultura tradicional, só se colhe depois de 120 dias, no mínimo. O grupo que veio de Peritoró, liderado pelo agricultor e sindicalista Arthur Damasceno Barros, se animou.

“Cada vez menos chuva, né, então nossa produção, devido a gente trabalhar mais na roça do toco, tá caindo e a gente ver aqui hoje um caminho que a gente pode ter uma renda maior nos próximos anos….DÁ PRA LEVAR PRA PERITORÓ? É isso que nós queremos”, respondeu no dia de campo.

Os alunos de Agronomia do Instituto Federal do Maranhão, que foram conhecer o cultivo, saíram torcendo pela continuidade nas lavouras da região.

“Eu acho que eles deveriam continuar porque isso foi um grande resultado que teve”, disse Elizabeth Ramos, aluna de Agronomia.

Isso porque uma outra vantagem do experimento chamou a atenção – o aumento da produtividade por hectare. O analista de transferência de tecnologia da Embrapa, Carlos Santiago.

 “Nós temos arrozes aqui com potencial de produtividade de 4.500 a 5.000 quilos por hectare, pro arroz de terras altas isso é pelo menos 4 vezes  a média de produtividade do Estado do Maranhão, a média do Maranhão é 1.200  kg por hectare, mil e trezentos, nunca sai disso”, explicou

Em Codó, esta e as próximas plantações deste tipo de arroz já sairão com venda garantida pelo município. A secretaria de Agricultura também prometeu ajudar com mecanização da área àqueles que quiserem produzir.

“Pequenas áreas com grande produtividade é muito mais lucrativo do que grandes áreas com pouca produtividade, então nós entramos aí nessa parceria além do que o município compra a produção para que nós possamos  colocar na merenda escolar o arroz produzido pelo agricultor”, disse Araújo Neto, secretário de agricultura.

A PERSPECTIVA DOS LAVRADORES

Ao menos onde o experimento foi realizado pela Embrapa, agricultores como seuJosé  Benedito da Silva Costa disseram que vão plantar arroz nos moldes apresentados, só exigiram que não sejam abandonados no quesito orientação técnica.

 “Nós vamos usar as sementes que eles nos deixaram e procurar as herbicidas que eles nos ensinaram que tem que trabalhar e eu tenho certeza que com isso nós vamos melhorar de forma, significativa, nossa produção”, afirmou o agricultor que participou diretamente do experimento.

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