
Valorizar quem transforma talento em arte é também preservar a história e a identidade de um povo. É com esse propósito que nasce a série “Mãos que Criam, Histórias que Inspiram”, dedicada a apresentar os artesãos de Codó, suas trajetórias e o importante trabalho que fortalece a cultura e o empreendedorismo local.
A primeira homenageada é Cássia Lopes, artesã codoense de 49 anos, que há mais de duas décadas dedica sua vida ao crochê e à produção de biojoias. Atuando profissionalmente desde 1999, ela faz do artesanato um instrumento de valorização dos saberes ancestrais, unindo tradição e contemporaneidade em peças que carregam a identidade cultural maranhense.

Seu compromisso com a cultura e com o fortalecimento do artesanato lhe rendeu importantes reconhecimentos. Em 2025, Cássia foi eleita Delegada Cultural de Codó, representando as Artes Visuais no Fórum Estadual de Cultura, realizado em Grajaú (MA). Também participou como instrutora do projeto Artes, Saberes e Sabores, da UNABI/UEMA Campus Codó, ministrando oficinas e contribuindo para que técnicas e conhecimentos tradicionais fossem compartilhados com novas gerações.

Outro grande marco de sua trajetória foi representar Codó e o Maranhão na 26ª Fenearte, realizada em Olinda (PE). Reconhecida como a maior feira de artesanato da América Latina, a Fenearte reúne milhares de artesãos de todo o Brasil e de diversos países, promovendo intercâmbio cultural, geração de negócios e valorização da economia criativa. Participar desse evento significa levar a riqueza cultural de uma região para um dos mais importantes palcos do artesanato mundial.
Na ocasião, Cássia recebeu o Certificado de Participação da 26ª Fenearte, reforçando o reconhecimento ao trabalho desenvolvido em favor do artesanato maranhense e ampliando a visibilidade da produção artesanal de Codó.

Com criatividade, dedicação e excelência técnica, Cássia Lopes mostra que o artesanato vai muito além da produção de peças: é uma forma de preservar memórias, fortalecer a cultura popular e inspirar novas gerações de artesãos.
Que sua história seja também um incentivo para que mais talentos codoenses sejam conhecidos e valorizados, mostrando que, em cada peça produzida pelas mãos dos nossos artesãos, existe uma história de amor pela cultura, pela tradição e por Codó.
asscom MDRF

