O combate à violência doméstica e de gênero ganhou um ritmo intenso e necessário no Maranhão com o avanço da Operação Mulher Segura.
Alinhada ao Pacto Brasil pelo Feminicídio, a mobilização — que estende suas ações intensivas até o mês de dezembro — já colhe resultados expressivos tanto na capital quanto nos municípios do interior, consolidando-se como uma das principais frentes de proteção ativa ao público feminino na segurança pública maranhense.
Sob as diretrizes da Secretaria de Segurança Pública e do Governo do Estado, a operação funciona de forma descentralizada para garantir que o braço da lei chegue a quem mais precisa. Na linha de frente dessa engrenagem, lideranças regionais e setoriais articulam o cumprimento de metas rigorosas para sufocar a criminalidade e garantir a aplicação fiel da Lei Maria da Penha.
É o caso da coordenadora Edhielem Santos, que lidera ações da operação e acompanha de perto o desdobramento das medidas protetivas e a caça aos agressores.
Queda nos índices e forte aparato logístico
Os números do primeiro mês de atividades integradas impressionam e mostram a força da iniciativa: foram registradas mais de 180 prisões de agressores em todo o estado. Os mandados cumpridos envolvem crimes graves como lesão corporal, ameaça, violência psicológica, estupro e tentativas de feminicídio.
Esse sufocamento da impunidade já se reflete nas estatísticas, com uma redução superior a 40% nos casos de feminicídio no Maranhão em comparação com o mesmo período do ano passado.
Para dar sustentação a esse trabalho complexo, o governo estadual reforçou a estrutura com a entrega de 22 novas viaturas exclusivas para as Patrulhas Maria da Penha e Delegacias Especiais da Mulher.
Ao todo, 25 unidades da patrulha especializada estão cruzando o estado, o que permitiu o acolhimento direto e a fiscalização de medidas protetivas de mais de duas mil mulheres em situação de vulnerabilidade. O foco não é apenas prender, mas fazer o acompanhamento pós-crise com visitas periódicas para evitar a reincidência e quebrar de vez o ciclo de violência.
Ouça a entrevista exclusiva
Para compreender detalhadamente como essa grande estrutura tem funcionado na prática e quais são os próximos passos da segurança pública no interior e na capital, convido os leitores do Blog do Acélio a ouvirem o áudio abaixo.
Trata-se de uma entrevista esclarecedora concedida pela coordenadora da Operação Mulher Segura no Maranhão, Edhielem Santos, à repórter Clícia Santos, do Grupo Mirante, nesta segunda-feira, 6.
No bate-papo, a coordenadora detalha a logística das equipes e reforça a importância da denúncia e do acolhimento.
Clique no player abaixo e acompanhe a entrevista na íntegra