Polícia chega a conclusão de autoria mas bebê Jonatan completa 22 dias desaparecido de Belágua

Nesta sexta-feira (12), faz 22 dias que o bebê, Jonatan Alves dos Santos, despareceu do quarto que sua avó paterna, Maria do Amparo Portela do Nascimento,  nos mostrou ontem, quinta-feira, 11, ainda  movida pela mesma angústia do dia 21 de junho quando acordou, na cidade de Belágua, Leste do MA, e soube que estava sem o neto recém-nascido.

 “eu não sei se tá morto ou se tá vivo, levaram pra fazer maldade essa criança, se levaram pra criar essa criança, eu não sei, é só dúvida na cabeça, muita dúvida na cabeça”, disse

Só 3 pessoas chegaram a ser presas, por 5 dias,  para investigação, neste período, além do pai de Jonatan,  Marilene a tia e seu Raimundo o avô. Eles foram acusados pela mãe,  Eudilene dos Santos Alves,  de ter planejado dar o bebê à alguém não identificado sem o consentimento dela.

 “Eu fui preso inocente,(…) E ATÉ HOJE NADA, NENHUMA , PISTA? Não, nenhuma pista, a pista que eu tenho é só dela, porque ela dizer essa palavra que o menino não tava morto então, na certa ela sabe”, defendeu-se o avô.

A REVOLTA DA TIA

A polícia concluiu que pelo menos o avô e a tia, que agora acusa também mãe como suspeita, nada tiveram com o sumiço de Jonatan. Marilene desabafou.

 “Nem que se eu pegasse 100 anos, se eu tivesse envolvida eu falava, o bonito é a pessoa falar a verdade, não andar com mentiras que nem uma mentira dessa daí que ela me envolveu, dizendo que eu pegar o menino pra doar, é mentira, isso eu afirmo é mentira….O QUE A SENHORA ESPERA DA POLÍCIA? Que a polícia investigue bastante ela, sobre, muito bem, essas mentiras que ela me envolveu”, respondeu

 Para ouvir pela primeira vez uma das pessoas mais importantes desta história intrigante nós saímos da cidade de Belágua e fomos  para a zona rural atrás de Eudilene dos Santos Alves, de 19 anos. Desde o episódio, ela se separou do marido e foi morar num povoado chamado Pequizeiro, a mais ou menos 7 km da sede do município, na companhia dos pais dela.

A MÃE 

A jovem que encontramos é de poucas palavras e não apresenta emoções fortes, choro por exemplo, quando fala do desaparecimento. Se defendeu das suspeitas da família do pai da criança da mesma forma que fez ao prestar depoimento para o delegado que cuida do caso.

 “Não, se eu tivesse culpa de alguma coisa eu já teria assumido, não posso culpar, também não posso julgar, as pessoas também não devem julgar os outros”, disse

Também foi firme ao cobrar o fim da investigação com o devido retorno do filho para seus braços voltando a apontar o pai da criança, com quem não conseguimos contato em Belágua, e a tia Marilene.

“O que eu quero, espero, todo mundo quer é que eles tragam meu filho, quero Justiça, quem fez, quem foi a culpada, pode ser ele, pode ser ela, quero que pague, quero meu filho de volta”, afirmou

O DELEGADO

O delegado regional de Chapadinha, Jackson Ferreira,  é quem está à frente das investigações. Disse que a prisões do início do inquérito o ajudaram a excluir linhas de investigação.

Hoje está convicto de que Jonatan está vivo e que foi entregue  ao alguém pelos pais de comum acordo ou por um deles sem o consentimento do outro.

Na próxima semana o próprio Jackson Ferreira vai ouvir, em São Luís,  parentes do menino desaparecido para tentar achar a resposta da principal pergunta deste caso – onde está Jonantan Alves dos Santos?

“Não houve subtração, o que houve foi uma entrega, o que a gente precisa é só delimitar é se há a participação, a autoria, ou a coautoria dos dois, pai e mae.  A princípio a dificuldade é que em um ambiente em que só ficavam os dois em um quarto, quarto nos fundos de uma casa, não existe testemunhas, não existe cÂmeras, não existe nada que possa trazer uma informação por isso nós estamos procurando outras formas alternativas deinvestigação. As investigações estão em andamento, não desistimos do caso, tem prazo, 30 dias, inquérito penal, se for o caso a gente vai solicitar prorrogação”, afirmou

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