Em 2018, no mês agosto, dias 22, 23, 24 e 25, ocorreu a II Feira Literária de Codó – FLIC, na Praça São Sebastião, sendo homenageada a ilustre professora Luiza D’lly Alencar, autora da letra e música do Hino de Codó, que exulta como canção maior, a beleza e a grandeza de suas tradições.
Luiza D’lly Alencar é natural da cidade Água Branca no Piauí. Acompanhando seus pais chegou a Codó, onde iniciou sua brilhante carreira estudantil no grupo escolar Colares Moreira, daí em diante até sua formação Universitária – UFMA, em 1995.
Além de sua formação universitária, participou de vários cursos, jornadas e encontros que enriquecem o seu valioso currículo. Exerceu a Secretaria Municipal de Educação, na administração do prefeito Moisés Reis (1970/1973).
Possui várias honrarias entre as quais, o titulo de Cidadã Codoense, outorgado em 16 de abril de 2000. (trecho colhido do Discurso do Professor Carlos Gomes, quando homenageado pela III FLIC, em 14 de agosto de 2019).
Raimundo Nonato de Sousa, conhecido como Dinaná
Este codoense foi o criador da bandeira e o brasão, símbolos do município como estabelece o Art. 9º da Lei Orgânica Municipal (1990).

Conforme o Livro Codó Histórias do Fundo do Baú, de João Batista Machado, o nosso pavilhão possui as seguintes cores: Preto, Branco e Vermelho. Preto – representa a raça negra existente no município, donde herdamos muitas lendas, religiões e costumes.
Branco – representa os europeus que aqui vieram para colonizarção da nossa terra, trazendo consigo seus hábitos.
Vermelho – a raça indígena já existente no território local, homenageando os Guanarés.
As mesmas cores estão simbolizadas na Bandeira do Maranhão. Na parte central, de cor branca, encontramos o Escudo do Município assim formado:
Brasão
O BRASÃO divide-se em quatro losângulos, sendo:
Superior Esquerda – Encontra-se cinco torres do Castelo do Rei de França, Luís XIII.
Superior Direita – A Cruz Vermelha de Malta, simbolizando o cristianismo no Município, com a chegada dos missionários jesuítas.
Inferior Esquerda – Instrumentos representativos da musicalidade africana. A cultura e as tradições folclóricas, o misticismo, nela representada pelo totum, tambor e maracá.
Inferior Direita – O homem de macacão e capacete, representando o extrativismo mineral (cal, calcário, Bauxita e gesso).
Raimundo Nonato de Sousa, Dinaná como era conhecido e querido pela comunidade Codoense, era também um grande designer e carnavalesco. Preparava fantasias e alegorias que davam brilho ao carnaval de Codó.
Ele foi aluno do autor destas linhas, nos cursos de primeiro e segundo graus, por sinal muito inteligente.
Os ilustres codoenses imortalizados, como bem diz o titulo deste texto, são merecedores do aplauso de todos os munícipes.
Codó-MA, janeiro de 2020.
Professor Carlos Gomes