Nas filas de embarque que se formaram ontem à tarde no pátio das indústrias FC todo mundo tinha uma história de fé ligada à São Francisco, uma relação antiga de confiança como a da aposentada Helena Sousa Viana.

“Ele (São Francisco) é bom…POR QUE A SENHORA DIZ QUE ELE É BOM? Porque o que eu peço pra ele, ele faz”, respondeu
Dona Maria Marcelina Pereira da Luz nos mostrou a perna cicatrizada após um acidente com botijão de gás de cozinha. Passou 25 dias internada no HGM e depois outros meses dependendo de uma cadeira de rodas. Conta que apegou-se a Deus e a São Francisco e há 16 anos viaja para pagar sua promessa.
“agradecimento, hoje eu nto feliz, hoje eu to caminhando com meus pés, não to dependendo de ninguém, indo9 ao banheiro…CHEGOU A ANDAR DE CADEIRA DE RODAS? Foi, graças a Deus to boa, to curada”, disse a aposentada
Mas tem gente com muito mais tempo, é o caso de dona Madalena Bacelar que já viaja para Canindé, no Ceará, há 31 anos e tudo começou também a partir de uma necessidade religiosa.


“Quando eu tava com negócio de uma mioma, que foi feito a histerectomia aí desse tempo pra cá me apeguei com o senhor São Francisco e desse tempo que eu ando”, explicou com satisfação
E muitas já são as provas de que novas gerações de romeiros já estão se formando. Dona Madalena, por exemplo, há 10 anos leva a netinha Ingrid Bacelar que, certamente, seguirá a tradição católica da avó.
“Eu acho legal, divertino, a gente ver um monte de coisas novas e interage com todos…VIAJAR AO LADO DA AVÓ É LEGAL? Super”, respondeu a criança com ar de felicidade.
TESE DE DOUTORADO

Este ano, saíram de Codó .1200 romeiros lotados em 21 ônibus. Fato que chamou a atenção do estudante da Universidade Federal do Ceará, Ivo Luiz Oliveira Silva que está desenvolvendo uma tese de doutorado sobre toda esta religiosidade que move centenas há mais de 3 décadas.
“E a minha escolha por Codó se deu a partir de 2014 com a proibição do pau-de-arara, quando São Francisco por uma única vez na história, nos 200 anos do Santuário, São Francisco (a imagem) vem à cidade de Codó, para nós cearenses Canindé e Codó são duas cidades-irmãs místicas na fé”, afirmou

37 ANOS DE ROMARIA
A viagem é garantida por outro pagador de promessas, o empresário Francisco Carlos de Oliveira que recebeu do pai a missão e ele a está cumprindo há 37 anos sem interrupção.
“Todas essas pessoas têm uma promessa a pagar em Canindé e com isso eu tenho certeza que eu fazendo isso à esta comunidade carente da nossa cidade de Codó, por que que eu faço isso? Porque Deus me dá condição pra eu fazer isso. Por que faço isso? Porque São Francisco me dá condição pra mim fazer isso, então São Francisco, Deus me dando condição isso pra mim é uma realização em poder estar junto com eles nessa viagem”, frisou o devoto de São Francisco, Chiquinho Oliveira.
2 Responses
Existem muitos aspectos interessante dessa romaria de Codó. Muitas pessoas que ja participam dela há tempos; com histórias dignas de registro.
Parabéns por essa bela romaria.