O que é criptococose?
A criptococose é uma doença, classificada como micose sistêmica, causada por fungos do gênero Cryptococcus e que, dependendo do caso, pode matar.
Os seguintes fungos Cryptococcus neoformans variante (var.) são comumente causadores dessa doença:
- Cryptococcus neoformans variante (var.),
- neoformans (C. neoformans)
- gattii (C. gattii)
- O que causa a criptococose?
O principal reservatório do fungo é matéria orgânica morta presente no solo, em frutas secas, cereais e nas árvores. O fungo causador da doença também é encontrado nas fezes de aves, principalmente dos pombos.
A variante C. neoformans, de caráter oportunista, representa a principal causa de meningoencefalite e morte em indivíduos com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). No entanto, essa espécie também acomete indivíduos sem problemas de saúde em todo o mundo.
O C. neoformans var. gattii acomete crianças e jovens sem evidência de imunodepressão aparente, de comportamento endêmico ou focal nas regiões tropicais e subtropicais, especialmente nas regiões Norte (Amazônia) e Nordeste do Brasil, incluído o semiárido, e, esporadicamente, nas demais regiões brasileiras.
Quais são os sintomas da criptococose?
As manifestações clínicas dependem do estado imunológico de cada indivíduo e do subtipo do fungo em questão. O surgimento de sinais e sintomas ocorre entre três semanas e três meses antes da internação hospitalar.
Individualmente, os sintomas podem variar de dois dias a mais de 18 meses. Na forma sistêmica, a criptococose apresenta frequentemente a meningite subaguda ou crônica, caracterizada por:
- febre;
- fraqueza;
- dor no peito;
- rigidez de nuca;
- dor de cabeça;
- náusea;
- vômito;
- sudorese noturna;
- confusão mental;
- alterações de visão;
- pode haver comprometimento ocular, pulmonar e ósseo.
A forma cutânea representa de 10% a 15% dos casos, e apresenta os seguintes sinais e sintomas:
- aparecimento de várias lesões avermelhadas, contendo secreção amarelada no centro, semelhante à espinha;
- aparecimento de erupções cutâneas vermelhas em uma região específica ou por todo o corpo;
- ulcerações ou massas subcutâneas, semelhante a tumores.
Como ocorre a transmissão da criptococose?
Não existe transmissão inter-humana dessa micose, nem de animais ao homem. No entanto, indivíduos, ou seja, os seres humanos, estão expostos à doença por meio da inalação dos fungos causadores da criptococose.
Como é feito o diagnóstico da criptococose?
O diagnóstico da criptococose é clínico e laboratorial. A confirmação laboratorial é feita com o uso de “tinta da China” (nanquim) – com evidências de criptococos visíveis em materiais clínicos. Trata-se do principal diagnóstico das meningites criptocócicas: exame do líquor-LCR.
O criptococo também pode ser isolado na urina ou no pus. A sorologia e a histopatologia também são consideradas na confirmação diagnóstica da criptococose. Como exame complementar, a tomografia computadorizada, ressonância magnética ou radiografia de tórax podem demonstrar danos pulmonares, presença de massa única ou nódulos múltiplos distintos (criptococomas).
Como é feito o tratamento da criptococose?
A escolha terapêutica para o tratamento dependerá da forma clínica de cada paciente. Os medicamentos antifúngicos para o tratamento da doença estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e são oferecidos gratuitamente. Todo o tratamento e suporte necessários para cuidar da doença também são oferecidos de forma integral e gratuita pela rede pública de saúde.
No caso de infecções, não há necessidade de isolamento dos doentes. As medidas de desinfecção de secreção devem ser as de uso hospitalar rotineiro. Os tratamentos são feitos mediante internação.
Qual a melhor forma de prevenir a criptococose?
Não existem medidas preventivas específicas. Entretanto, recomenda-se a utilização de equipamento de proteção individual, sobretudo de máscaras, na limpeza de galpões onde há criação de aves ou aglomerado de pombos.
Medidas de controle populacional de pombos devem ser implementadas, como, por exemplo, reduzir a disponibilidade de alimento, água e, principalmente, abrigos. Os locais com acúmulo de fezes desses animais devem ser umidificados para que os fungos possam ser removidos com segurança, assim como a sua dispersão por aerossóis.
Situação epidemiológica
As micoses sistêmicas não integram a lista nacional de doenças de notificação compulsória no Brasil. Elas também não são objeto de vigilância epidemiológica, de rotina, com exceção de estados brasileiros que instituíram essa notificação de iniciativa do seu âmbito de gestão. Por isso, não existem dados epidemiológicos da ocorrência, magnitude e transcendência da criptococose em nível nacional.
No plano estratégico 2018, o Ministério da Saúde iniciou a estruturação do sistema de vigilância e controle das micoses sistêmicas, incluída a criptococose. Com a estruturação do sistema de vigilância da criptococose, espera-se acompanhar a tendência temporal da doença, conhecer o perfil epidemiológico e seus determinantes sociais, bem como definir as medidas de controle na contenção da sua magnitude e vulnerabilidade no país.
Fonte: Ministério da Saúde


Se caminharmos pelas ruas do centro da cidade , veremos muitos pombos.
Em telhados de casas comuns e também nas que tem sobrados antigos na região central, bairro São Sebastião e em OUTROS pontos variados da cidade nos deparamos com muitos pombos, inclusive em telhados de residências na área nobre da cidade(Conjunto. Dallas).
Na zona rural em proximidades de currais, etc.
Próximo a criações de galinhas e por aí vai…
Não podemos deixar de considerar a necessidade de união da POPULAÇÃO, VIGILÂNCIA SANITÁRIA, AGENTES DE ENDEMIAS e também o apoio dos AGENTES COMUNITÁRIOS para buscarmos uma solução e pelo menos tentar diminuir a quantidade e o controle da reprodução contínua.
Não podemos esperar a doença atingir a nós, família ou amigos ou conhecidos, para somente então nos abalarmos.
Há muito tempo que o Pombo deixou de ser um apenas “um pássaro que enviava mensagens e um símbolo da paz”,
Com a palavra o cidadão comum, os agentes e órgãos públicos !!
É por isso que você tem um diferencial Acelio, pois produz matérias informativas de relevância para comunidade.
Parabéns pelos importantes esclarecimentos.
Eu não imaginava o risco que nós estamos sujeitos.
Matéria de relevância para todo o Estado do Maranhão e para o Brasil.
Vejam este caso no Piauí que tem diagnosticado a meningite:
https://www-meionorte-com.cdn.ampproject.org/v/s/www.meionorte.com/amp/noticias/aos-32-anos-jornalista-egidio-brito-tem-morte-cerebral-confirmada-372909?amp_js_v=a2&_gsa=1&usqp=mq331AQCKAE%3D#aoh=15709758656115&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&_tf=Fonte%3A%20%251%24s&share=https%3A%2F%2Fwww.meionorte.com%2Fnoticias%2Faos-32-anos-jornalista-egidio-brito-tem-morte-cerebral-confirmada-372909
Meu Deus como é séria a situação e grave essa doença, que pode ser evitada.
Competente postagem.
Obrigado pelos esclarecimentos.