Na rua Santa Catarina, em Timbiras, dona Marinalva da Silva Sousa pode abrir a torneira a qualquer hora, nem pinga.
“Dia, noite…NÃO SAI NADA? Nada (…) MESMO ASSIM A CAEMA COBRA ÁGUA AQUI? Cobra…QUANTO A SENHORA PAGA? Nós paga R$ 25 pela aí”, disse a dona de casa
Na rua das Laranjeiras não muda muito a situação isso porque às vezes a água aparece à noite, conforme nos revelou a dona de casa Nilde dos Santos Oliveira
“E a gente lavando roupa de noite…ISSO À NOITE? À noite, 10 horas da noite, 11h da noite…DURANTE O DIA NEM ISSO? Durante o dia nada, aqui a partir de 6h se vier de noite, a ponta do cano é pra li as vezes vem até aqui mas pra li não vai”
Este é o drama vivido por todos os moradores do bairro Horta.
Como é muito grande a falta de água aqui no bairro Horta, Timbiras, a maioria das pessoas já mandou fazer um poço manual no quintal. Nós mostramos, num vídeo, como as pessoas conseguem sobreviver sem água nas torneiras.
Quem não tem um poço vive de maneira complicada e, claro, sobrevivendo com a ajuda dos vizinhos
ELÍUMA França Silva sobrevive da solidariedade alheia. Na casa dela a crise da falta de água nas torneiras é muito mais antiga porque Timbiras tem mesmo um fornecimento não regular.
“Eu pego na casa da avó do meu marido…E ELA PEGA DE OUTRA CASA? No poço da vizinha dela (…) só uma vez veio água que encheu minha caixa assim que eu cheguei foi no mês de maio, também nunca mais…MAIO DESTE ANO OU DO ANO PASSADO? Deste ano já, de maior pra cá nunca mais nenhum gota d’água”
A CAEMA DIZ O QUÊ?
Estivemos no escritório da CAEMA. Nos explicaram que o sistema de captação de água no rio Itapecuru está levando sujeira para o reservatório onde é feito o tratamento, isso obriga a companhia a desligar para fazer a limpeza às vezes até 4 vezes por dia.
Não há previsão de retorno do abastecimento regular, problema que, segundo a própria CAEMA, está atingindo não só o bairro Horta, mas 50% dos mais de 5 mil consumidores residenciais da cidade.
“Nem um pingo, nem um pingo…NADA? nada, nada e tem uns 15 dias que nunca nem um pingo pingou mais, já era difícil e agora pirou mesmo de todos”, finalizou seu Valdimiro de Medeiros, morador da chamada rua da Horta