VII ENCONTRINHO: Quebradeiras denunciam proibição de acesso e derrubada de palmeiras de côco babaçu

Do Maranhão vieram quebradeiras de pelo menos 8 municípios (Lago do Junco, Esperantinópolis, Peritoró, São Luiz Gonzaga, Pedreiras, São Luís, Lima Campos, da Baixada Maranhense). O Piauí está sendo representado por mulheres de Esperantina.

Todas com a finalidade de participarem  do VIII Encontrinho das QUEBRADEIRAS de Coco Babaçu que acontece hoje e amanhã, 12, na sede das quebradeiras de coco da Travessa do Sol, no bairro Codó Novo.

 Temas  específicos permeiam eventos desta natureza. A dificuldade que as quebradeiras de coco continuam enfrentado de acesso à áreas com coco babaçu estÁ em pauta.

A senhora Maria Alaídes Alves de Sousa,  representante do município de Lago do Junco,  explicou que por lá as mulheres conseguiram aprovar uma lei municipal que garante acesso livre aos babaçuais, mas a luta para vê-la cumprida continua.

“LAGO do Junco vive um momento assim de oportunidades de entrar e sair de coletar, entrar e sair das propriedades tanto nas coletivas como nas privadas,  mas a gente tem uma infelicidade de dizer que não é vivenciada ainda a lei em todo o município, ainda existem proprietários que colocam o cadeado”

CODÓ E A DERRUBADA DE PALMEIRAS

Em Codó as quebradeiras só possuem acesso livre à um único babaçual em território considerado particular, pior é ver outras grandes áreas com a derrubada, indiscriminada, de palmeiras.

 “A pior coisa que tá tendo aqui também é a derrubada das palmeiras, se continuar do jeito que vai daqui alguns dias nós não temos mais coco de jeito nenhum porque é grande a derrubada (…) é nos grandes campos que eles derrubam que é pra comprar capim…NO QUE ISSO ATRAPALHA VOCÊS? Tudo, porque aí derrubar uma palmeira é igualmente tá matando uma mãe de família”, disse

Todas estas discussões servem também de pauta para o chamado ENCONTRÃO que este ano será realizado no Estado do Pará, entre 7 e 9 de fevereiro, como explicou a representante interestadual das Quebradeiras de Côco Babaçu (Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins) , Francisca da Silva Nascimento.

 “A gente discute também comercialização, que são os trabalhos que as quebradeiras fazem, a gente discute também a conjuntura política, a gente também discute as leis do babaçu livre e demais temas que a gente traz pra ser debatido com as mulheres e a gente leva estes temas também pra construir o planejamento estratégico do movimento  pelos próximos 5 anos”

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