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domingo, 30 de agosto de 2026
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Pioneirismo e Resistência: Há 32 anos, Batista molda o futebol feminino em Codó

NOVA JERUSALÉM/PRIMAVERA DE FUTSAL O  bairro Nova Jerusalém tem um morador que  carrega mais do que a vibração do esporte,  carrega três décadas de história, persistência e dedicação ao futebol feminino codoense.

Ele nasceu  Antônio Batista Brito, mas Codóo conhece apenas  por “Batista”, figura histórica do esporte local que há 32 anos fundou o Primavera, equipe pioneira que se tornou referência na região.

​A trajetória de Batista com o futebol  começou longe dos gramados, mas perto da paixão familiar.

Sem ter seguido a carreira com a bola nos pés, encontrou no ensino do esporte sua verdadeira vocação.

“A minha família toda gosta de bola. Como eu não aprendi a jogar bola, fui procurar ensinar alguma coisa para as atletas”, conta Batista, que ao longo dos anos levou suas equipes do campo ao futsal, passando pelo society e pelo beach soccer. “Toda modalidade que aparecer com o futebol feminino, eu estou com ele aqui”, nos disse 

PROJETO NOVO no  Nova Jerusalém

​Há cerca de seis semanas, ao caminhar pelas ruas do bairro Nova Jerusalém, onde mora, Batista identificou um cenário que o fez agir novamente,  meninas jogando bola no meio da rua, sem estrutura ou orientação.

Foi o impulso necessário para criar a Escolinha Nova Jerusalém/Primavera de Futsal, voltada para jovens de 10 a 18 anos.

​A iniciativa, contudo, enfrenta a falta de apoio institucional. Sem fins lucrativos e sem ajuda financeira externa, o projeto resiste pelo empenho de seu fundador.

“Fui pedir a bola para o Poder Público e disseram que não tinha bola. Então, fui no Zulaga, comprei bola em quatro pagamentos e estou aqui. Nunca parei”, revela.

Para ele, a escolinha é também o motor que mantém a equipe adulta do Primavera em constante renovação, funcionando como um celeiro de talentos para a cidade.

​Sonhos, Inspiração e Revelações

​Para as alunas que integram o projeto, a escolinha de Futsal  representa a oportunidade de tirar do papel sonhos alimentados desde a infância.

Isabelle Karnanda é uma das jovens que encontrou no projeto o espaço para desenvolver seu futebol.

“É inspiração da TV. Eu me inspirei muito, criei coragem e comecei a jogar bola desde pequena. Espero um futuro cheio de realizações e várias conquistas”, afirma Isabelle.

O apoio da família também tem sido fundamental para a adesão das atletas. A jovem Ana Beatriz destaca a influência do pai no seu ingresso ao futsal:

“Veio da confiança do meu pai. Ele falou para eu me inspirar e que eu devo ser uma grande jogadora quando crescer”, afirmou

Alerta para os Olheiros

​Apesar do celeiro de talentos presente na cidade, Batista lamenta a falta de visibilidade para os atletas de Codó em comparação com o passado do futebol maranhense.

Para o treinador, a cidade guarda um potencial que precisa ser visto além das fronteiras municipais.

“Como naquele tempo em que tinha o Nacional e o Fabril, tinha muito atleta bom, mas ninguém vinha olhar aqui em Codó. Acho que Codó é esquecido. Mas se viesse um olheiro de fora, veria que tem muito talento aqui para renovar e representar até a nossa Seleção”, frisou Batista

​Entre a falta de recursos e a paixão pelo esporte, Batista segue semanalmente orientando as garotas na quadra do Nova Jerusalém, com horário  reservado pela Secretaria de Esportes,  manantendo viva a tradição do Primavera e garantindo que o futebol feminino codoense continue a revelar novos nomes.

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

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