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segunda-feira, 7 de setembro de 2026
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8 meses depois, achado de 166 crianças desaparecidas nos Estados Unidos reacende esperança em Bacabal

Ágatha Isabelly e Allan Michael, de Bacabal

Uma comunidade traumatizada e marcada por uma pergunta que continua sem resposta: onde estão Ágatha Isabelly e Allan Michael?

Na última sexta-feira, completaram-se oito meses desde o desaparecimento das crianças em Bacabal.

Desde então, familiares, moradores e pessoas que acompanham o caso convivem com a angústia e a falta de informações sobre o paradeiro delas.

CASO NOS ESTADOS UNIDOS

A esperança de encontrar as crianças ganhou um novo elemento após uma operação realizada nos Estados Unidos, na semana passada.

Segundo informações divulgadas durante a reportagem no Fantástico, 166 crianças de diferentes nacionalidades foram encontradas em várias cidades do estado da Flórida. Muitas delas estariam tão traumatizadas que não conseguem informar quem são, de onde vieram ou como chegaram ao país.

BUSCA DE INFORMAÇÃO/BACABAL

A advogada da mãe das crianças desaparecidas entrou em contato com o consulado brasileiro nos Estados Unidos para tentar descobrir se Ágatha e Allan estão entre as crianças resgatadas. Até o momento, porém, não houve confirmação.

Uma reunião virtual com representantes do consulado está prevista para esta segunda-feira, 7, na tentativa de obter informações.

A SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA

No Maranhão, a Secretaria de Segurança Pública informou que já vinha mantendo contato com a ONU e outros organismos internacionais antes mesmo da operação nos Estados Unidos.

O objetivo é divulgar informações e imagens das crianças desaparecidas para outros países, ampliando as possibilidades de localização.

Em maio, representantes da Comissão Externa sobre Prevenção e Enfrentamento à Violência Sexual Infantojuvenil estiveram em Bacabal.

O grupo ouviu a mãe das crianças e autoridades envolvidas na investigação.

Desde aquela visita, porém, a família afirma que não recebeu novas respostas sobre o caso.

“Prometeram que não ia parar, que ia estar investigando até dar um resultado. Infelizmente, esse resultado até hoje nunca chegou pra gente. Mas a minha esperança eu nunca vou perder de encontrar os meus filhos. Mãe nenhuma desiste de filho. E eu não vou desistir dos meus filhos”, afirmou a mãe Clarice Cardoso.

No povoado São Sebastião dos Pretos, onde as crianças moravam, a saudade continua presente. Os avós maternos, que ajudavam a criar os netos, dizem que a esperança permanece.

“Se tivesse acontecido alguma coisa, a gente já tinha uma resposta. Eu sei que eles, pra mim, estão vivos. Quem levou eles está com eles. Nunca perdi a esperança”, disse a avó Francisca Cardoso ao jornalista  Erisvaldo Santos

MARCAS EM QUEM FICOU

O desaparecimento também deixou marcas em Wanderson Cauã, primo de oito anos que desapareceu junto com Ágatha e Allan, mas foi encontrado três dias depois.

De acordo com o pai, o menino mudou de comportamento após o episódio e passou a apresentar maior agressividade e alterações na forma de falar. Ele continua recebendo acompanhamento psicológico.

A ausência também é sentida na escola onde Ágata e Allan estudavam.

“É uma sensação de vazio. É isso que nós sentimos dentro da escola. E nos questionamos: aonde estão eles?”, questionou a diretora Mary Jane Frazão

Oito meses depois, a pergunta continua sem resposta. A família segue esperando por informações e mantém viva a esperança de reencontrar as crianças.

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

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