COMO FUNCIONA O GOLPE DO ESTELIONATÁRIO: O cidadão honesto anuncia seu objeto (exemplo carro ou moto) na internet. Depois disso o estelionatário ver este anúncio e faz algumas alterações, principalmente no telefone de contato, pegas as mesmas fotos ou vídeos e anuncia a mesma moto ou carro por um valor bem menor.
No caso mais recente de Codó. O vendedor codoense anunciou uma moto por R$ 10.000,00 utilizando o FACEBOOK segundo o delegado de plantão o fim de semana Rafael Martins e o bandido ofereceu a mesma moto por R$ 6 mil, achou um comprador e vendeu.
“Pega as fotos da mesma moto coloca noutra página, altera do telefone de contato do vendedor honesto para o dele estelionatário e altera o valor do veículo, ou seja, o veículo que tava sendo vendido por R$ 10.000,00, o estelionatário tava vendendo por R$ 6.000,00. Outra pessoa ver aquela moto com valor bem abaixo do de mercado, se mostra interessado e aí é que acontece. A pessoa que quer comprar a moto ao invés de entrar em contato com o vendedor da moto (verdadeiro e honesto) liga para o estelionatário que alterou os dados e aí o estelionatário faz a jogada dele”, explicou o delegado ao jornalista Amaral Júnior
ESTELIONATÁRIO FAZ VÍTIMAS MENTIREM
Depois que o comprador aparece o bandido piora as coisas envolvendo o interessado num jogo de mentiras.
Quando ver o dinheiro transferido, diz que a moto ou carro não está com ele, está com um parente que lhe deve certa quantia em dinheiro e ainda pede para que, quando o comprador tiver contato com o tal parente, não mencione a dívida.
Ocorre que o tal parente devedor é, por astúcia do bandido, o próprio vendedor honesto (aquele que foi lá e colocou sua moto ou carro pra vender anunciando na internet). É quando o pilantra bota o comprador em contato com o verdadeiro dono do veículo.
Mas antes de colocar o comprador em contato com o verdadeiro dono do veículo o próprio pilantra entra em contato para avisar-lhe que se interessou pelo veículo mas quem vai fechar a compra é um parente dele (dele estelionatário).
Na realidade, quem vai estar ligando será o comprador que viu o anúncio falso feito pelo estelionatário e até já repassou para a conta do bandido o preço que ele alterou e cobrou.
“Ele (estelionatário) vai dizer que esta moto não está com ele, geralmente uma pessoa que deve a ele (estelionatário) um dinheiro, é um parente, um primo que tem um rolo de um terreno, alguma coisa que está devendo pra ele (estelionatário) o bandido pede pra pessoa não mencionar isso, pede pra ele mentir também.
Da mesma forma ele (estelionatário) liga para o vendedor honesto também, diz que vai pagar aquele valor de R$ 10.000 pra o vendedor honesto e só que quem vai fazer o negócio é outra pessoa por ele, é o parente dele, a mesma situação, mente pro vendedor e mente para o comprador. Nessa o dinheiro é transferido para a conta do estelionatário ou para a conta de um laranja”, frisou o delegado
COMO FICOU RESOLVIDO O CASO DE CODÓ
No caso específico de Codó, o delegado Rafael Martins disse que o codoense ( verdadeiro dono da moto anunciada) e o comprador enganado entenderam, na delegacia, que haviam caído no famoso golpe do estelionatário, acabaram fazendo uma acordo que não foi detalhado pela autoridade policial.
“Nesse caso os dois entraram num acordo, viram que, realmente, tinha caído num golpe, cada uma aceitou o valor que o outro ia dar para minimizar o prejuízo até porque esse dinheiro foi pra conta de um laranja. Tem como a polícia tentar identificar mas isso é muito difícil porque são quadrilhas ramificadas no Brasil todo, quando se chega na pessoa que está com dinheiro é apenas um laranja da quadrilha, esse dinheiro já foi pulverizado pra outras contas ou sacado e essa pessoa (vítima) para mover processo judicial muitas vezes durando anos que ao final do processo não é uma garantia que a pessoa vai ter seu dinheiro de volta”, concluiu o delegado

