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sábado, 7 de novembro de 2026
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Por Jacinto Júnior: A MESQUINHARIA DA POLITICALHA

A MESQUINHARIA DA POLITICALHA

Devo asseverar que, a cada dia, apesar de militar no campo político desde os idos anos de 1984, ainda surpreendo-me com os bastidores da política minúscula. Política essa que se baseia na deformidade, na indecência e na imoralidade da condição humana. E a condição humana perdeu-se na circunferência da ética, não consegue mais objetivamente depreender-se da honestidade e fidelidade na perspectiva de enxotar com resiliência a maledicência e a cultura da subordinação, por ocasião de interesses individuais. Aprendamos uma coisa: o capital não pode sobrepujar a dignidade do homem retilíneo. O homem digno é aquele que não se submete a nenhum rito que implodirá sua condição moral enquanto sujeito consciente de sua responsabilidade social no combate ao que considera absolutamente correto, ao mesmo tempo em que rejeita e repudia tudo que é visceralmente errado.

Homens vendilhões de mau-caratismo ainda fazem festa com sua influência negativa. Exprimem, antagonicamente, suas aparências relativizadas revelando de maneira inequívoca, sua insustentável superficialidade. O espírito republicano de se construir histórias com sustentação na verdade e no compromisso, há muito deixou de ser o ponto culminante para a materialização de um processo realmente novo e inovador; deixando, portanto, a negociação e a dissimulação como pontos necessários e indispensáveis no jogo do poder. O charlatanismo mesquinho da politicalha constitui peça fundante para a manutenção da estrutura de poder e a possibilidade de introduzir-se um novo membro para dirigir o poder público com o discurso da mudança.

 Daí insurge a matraca da velha cultura centrada na mesquinha politicalha sob a égide de uma pseudomoralidade. E o mais grave disso, é a presença incólume do sujeito que ontem se posicionava com efusiva empáfia, estabelecendo uma férrea crítica ao seu oponente; hoje, o criticado é elevado à condição de uma perspectiva transformadora, onde, milagrosamente, recebe o encarte e a responsabilidade de esperançar a retomada da autoestima do povo que sofre com as consequências de uma má gestão.

Mas, ao observar esse movimento detive-me, por alguns instantes para reavaliar a atual conjuntura e, desse modo, recobrei-me da militância de meu pai – o sr. Jacinto Pereira, que, ao longo de 27 anos como homem público -, nunca se deixou e nem tampouco se permitiu que sua idoneidade moral e sua inabalável ética fosse atropelada por uma charmosa quantia de moedas; para abdicar de sua utopia, por conseguinte, em ato contínuo, não reproduziu o feito de Judas Iscariotes, quando este, traiu a Cristo Jesus, por trinta moedas de ouro, cujo resultado custou-lhe a vida – não suportando, portanto, o peso da acusação de sua própria consciência por ter cometido tal traição.

Ao olhar para trás e reconhecer a figura notável que meu pai se mostrara em toda sua caminhada política, não me envergonho de me manter com a postura de reafirmar minha condição intelectual independente, para agradar terceiros e submeter-me aos caprichos de quem não merece minha parceria, muito menos minha prestimosa solidariedade.

Nunca cultivei o ato de me lambuzar com o oportunismo da politicalha, entendendo esse ato como uma forma excessiva em demonstrar o propósito nada republicano de como realmente penso o processo político. Não troco minha luta, meus princípios, minha utopia e meus valores por nenhuma quantia em valores monetários. A história não apaga os feitos realizados pelos homens, ao contrário, ela os preserva e, por consequência, tais feitos serão sempre mostrados para que, no porvir, não sejam reproduzidos acintosamente.

Diante da atual circunstância como homens que se arvoram defensores da boa moral, da encantada ética e da inviolável dignidade se sentem quando realizam uma operação baseada na politicalha mesquinha?

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

5 comentários

  1. O texto cai bem como uma luva para o vendilhão Biné Figueiredo, que de cátedra esculhambava o Chiquinho e agora, ao negociar apoio, esculhamba a a si próprio. Mas ele não tá nem aí, o que interessa é a vantagem material que o levou a se atirar na lama. O povo sabe que Biné detesta o Chiquinho e o Zito. Não pode nem negar. Tem dezenas de vídeo circulando nas redes sociais exibindo o Biné esculhambando o Chiquinho, como também tem vídeo do Biné elogiando o prefeito Zé Francisco. Agora o Biné acha que vamos engolir sua repentina mudança de comportamento. Ninguém acredita mais em Biné, que está inelegível por transitar em julgado processo de enriquecimento ilícito, e não por qualquer outro recurso.
    O povo não é burro para aceitar essa conversa mentirosa do Biné, que foi vítima do Chiquinho quando no km 17 teve um caminhão seu apreendido pela polícia com uma carrada de remédio que pertencia ao povo de Codó e era levado para Peritoró, fato que também contribuiu para o tornar inelegível.

    1. Biné está inelegível desde 2016, tanto assim que ele teve os votos anulados pela justiça na eleição que concorreu naquele ano contra o Nagib.
      Como é que o Biné vem agora mentir ao responsabilizar o Jorge Pitombeira por sua inelegibilidade??
      Por que o Biné não cita a promotoria, que também anotou em juízo que ele ainda está inelegível por causa da condenação por enriquecimento ilícito??
      Por que o Biné se exime de falar que o STJ derrubou as liminares que davam suporte
      provisório ao registro de sua candidatura??
      O Chiquinho e o Biné querem enganar o povo. A verdade é que uma das cláusulas nefastas do acordo entre ele e o Chiquinho é culpar Jorge Pitombeira pelo indeferimento da sua candidatura, como se Jorge Pitombeira tivesse poder discricionário para ranto.
      Nos poupe, Biné, ninguém é tão tolo para acreditar nessa farsa.
      Foi a sua condenação que o tornou inelegível.
      Foi a derrubada das suas liminares pelo Superior Tribunal de Justiça que causou o indeferimento da sua candidatura.

  2. “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” Rui Barbosa

    O Cinismo e a estupidez esbravejam diariamente na política, em especial em Codó.
    O Cínico (no sentido etimológico da palavra) late, e o estúpido bate palmas.

  3. Em Codó, o Partido dos Trabalhadores pede que a classe trabalhadora vote no patrão; que os pobres votem no rico; que o proletariado vote no detentor dos meios de produção. O que é isso? O vermelho desbotado de uma legenda de aluguel… Apesar dos inúmeros defeitos da administração Zé Francisco, jamais serei participante desta farsa ideológica que é a candidatura do F. C. Oliveira, o protótipo do capitalista opressor. Vergonha!

  4. Depois da chegada do PT na política brasileira, a esculhambacao passou a ser o mote principal deste partido que tem no seu comando um cidadão que é tudo aquilo que não deve existir na política. Joga sujo, enriqueceu desviando dinheiro público, mentiroso e acabou na cadeia. Falou baixaria, falou PT.

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