Quando o governo de Zé Francisco enviou para a Câmara de Vereadores, em 23 de setembro de 2023, o pedido de aprovação do empréstimo no Banco do Brasil para implantar energia solar em todos os prédios públicos municipais os parlamentares foram informados de que eram necessários R$ 8.238.497,67.
Acreditaram na proposta e acabaram assinando um o cheque quase em branco, pois só agora em outubro de 2024, portanto um ano depois, souberam que eram necessários muito mais, pelo menos na visão do governo de Zé Francisco que fez uma licitação com um valor 2,67 vezes maior que o que foi mostrado no pedido à Câmara.
A licitação que aparece no contrato Nº 20240395, já assinado com a empresa teresinense ganhadora do certame em 22/10/24, é de R$ 22.048.722,13, conforme apurou o jornalista investigativo codoense Giovanni Graciliano.
Sorte do município que o Banco do Brasil ainda não disse sim ao empréstimo, nem sabemos qual o valor pedido – foram 8 milhões ou 22 milhões?
Se liberado o empréstimo, a obra seria tocada a toque de caixa uma vez que o contrato assinado terminaria em 31 de dezembro de 2024.
Isso levanta a seguinte questão: é mesmo possível implantar algo tão complexo em menos de 2 meses e dez dias que ainda restam ao governo Cidade de Todos?


Por que o contrato durará até 31/12 se a nova lei de licitações diz que o contrato pode ser de até 5 anos? Se o contrato prever entrega imediata e não havia recursos, pq foi licitado? A menos que tenha sido por registro de preços. Nesse caso, o próximo prefeito poderá utilizar os recursos, caso sejam liberados, para comprar as placas.