
MERCADO DE TRABALHO – O município de Codó encerrou o mês de junho de 2026 com saldo negativo na geração de empregos formais.
Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), a cidade registrou 179 admissões e 201 desligamentos no período, resultando em um saldo de -22 postos de trabalho com carteira assinada.
O resultado representa uma retração de 0,29% no estoque total de trabalhadores formais do município, que passou a ser de 7.497 pessoas.
O desempenho de junho reflete um cenário de retração puxado principalmente pelas áreas de infraestrutura e produção industrial, apesar do avanço registrado no setor de serviços e no comércio local.
QUEM MAIS CONTRATOU
O segmento de Serviços liderou a criação de oportunidades no mês, acumulando saldo positivo de 24 vagas, produto de 64 contratações contra 40 demissões. O setor passa a somar um estoque de 1.887 trabalhadores formais no município, correspondendo a uma variação positiva de 1,29%.
Em seguida, o Comércio registrou saldo positivo de 17 postos de trabalho, após contabilizar 82 admissões — o maior volume de contratações do mês em um único setor — e 65 desligamentos, o que elevou o estoque comercial para 3.427 empregados.
NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Em contrapartida, a Construção Civil registrou o saldo mais desfavorável da economia codoense em junho, ao fechar o mês com -43 vagas.
O setor contabilizou apenas 4 contratações diante de 47 desligamentos, resultando em uma queda percentual de 10,59% no estoque da área, que caiu para 363 trabalhadores.
A Indústria também encerrou o mês em campo negativo, com saldo de -17 vagas, fruto de 17 admissões e 34 demissões, mantendo um estoque de 1.448 profissionais ativos.
Já a Agropecuária apresentou variação negativa de 3 postos de trabalho, somando 12 contratados e 15 desligados, com estoque final fixado em 372 empregados.
Os números do Ministério do Trabalho apontam ainda a permanência média dos trabalhadores desligados em seus antigos empregos.
TEMPO EMPREGADO (MÉDIA)
No apanhado geral do município, a média de tempo no cargo antes da demissão foi de 24,1 meses.
O setor do Comércio apresentou a maior estabilidade nos vínculos encerrados, com média de 36,4 meses por trabalhador desligado.
Já a Construção Civil registrou a maior rotatividade do mercado, com média de permanência de 10,4 meses.

